" Bird of prey flying high, take me on your flight "

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Indecisão com fácil resposta

Quando ligamos a nossa televisão, há hora do jantar, e não temos TvCabo, provavelmente a primeira coisa que vemos são as notícias que passam no telejornal. Por outro lado, poderemos também ver as telenovelas portuguesas/ brasileiras, dependendo do canal; temos também um qualquer reality show, se houver algum a ser exibido, e algum concurso mais educativo.
Pois bem. Mudaremos de canal? Analisemos as nossas hipóteses:

  • Noticiário: por um lado, a melhor oportunidade para continuarmos informados, tendo em conta que não temos tempo para ler o jornal; sabemos o que se anda a passar pelo país e mundo, vemos qual foi o último assalto, a última vítima de car jacking, o último morto num tiroteio, as crises no Iraque; sabemos as novas do desporto, quem entra, quem sai, quem é acusado e quem fica na mesma cá fora; se lermos o rodapé, talvez consiga-mos saber se há algum evento cultural perto (se estiver no noticiário da TVI, talvez ainda saiba como vão os actores de uma das novelas, o que está para estrear, como vão as vendas dos cd's das suas bandas, etc.). Tanto pessimismo numa hora?
  • Séries estrangeiras: Aquilo que vemos, sabemos que é fictício, seja assaltos à mão armada, seja um novo ataque terrorista nos Estados Unidos da América. Até são educativas: ora podemos ver como se apanha um criminoso quando temos a maior tecnologia, ora conhecemos doenças que nem sabíamos que existiam! Há para todos os gostos e até são de qualidade no ponto de vista técnico. Talvez...
  • Telenovela: Tanto a portuguesa como a brasileira, não parece haver uma mudança muito grande no argumento: temos os ricos, os pobres, o triângulo amoroso e, no fim, um casamento, um nascimento, uma morte/alguém preso e alguém muito feliz! Uma pequena maneira de iludir o espectador, fazendo com que se esqueça da realidade por instantes. Não sei...
  • Reality show: Se for daqueles em que se junta mulheres ditas como "boas" com homens ditos como "cromos", mostrando que as mulheres giras são burras? Não! Se for daqueles em que vemos um bando de mulheres e homens já senhores de si a chorar porque estão separados dos respectivos esposos/esposasnum retiro para aprenderem a lidar com a dor, chegando a ser infantis? Não! Se for daqueles tipo Big Brother? Não! Se for daqueles em que tentam que o namorado os traia em plena televisão? Não! Hum, acho que as minha hipóteses não são muitas...
  • Concurso: Sempre posso testas os meus conhecimentos e cultura geral. Ainda me divirto!
Para onde me virarei? Quererei ver os problemas do mundo, mortes e desgraçadas umas atrás das outras? Quererei manter-me concentrado numa ficção que nada de mais trás, a não ser argumentos repetidos e até algumas exibições que não são assim tão boas como as pintam? Quererei ver programas sem qualquer conteúdo, que até ajudam a intensificar aspectos negativos da nossa sociedade? Quererei ver alguém a ganhar muito dinheiro, ou a perder tudo, só para me divertir?

Acho que vou aderir à TvCabo. Assim, quando acabar o concurso, talvez encontre qualquer coisa de interessante para ver.

domingo, 20 de abril de 2008

Minha. E a tua?

Tenho uma música especial. Não é uma música preferida, porque dessas tenho muitas; é especial.
E é especial porque de cada vez que a oiço cosigo pensar em muito do que já vivi; de cada vez que a oiço, sinto-me leve, a levitar entre as núvens. é uma música que me acalma.
Não faço ideia do porquê de ser esta música e não outra. Conheci-a como conheço tantas (pela televisão ou rádio, já não me recordo), mas esta ficou a minha música especial.
Não é a melhor música alguma vez criada; nem sequer é da melhor banda alguma vez existente! É apenas uma música. Bastante conhecida, por acaso. Não acredito que nunca tenhas ouvido falar dela, que nunca a tenhas escutado. Com certeza que já o fizeste.
Porque, apesar da sua letra e música tão simples, essa mesma letra, e essa mesma música, tocam de uma maneira inexplicável! Eu, pelo menos, não o consigo fazer.
Faz falta a cada um uma música especial. Faz falta a cada um um filme especial, um momento especial, uma fotografia especial. Faz falta a cada um algo especial que faça pensar, levitar, acalmar. Actualmente, existem poucos momentos destes.
Qual é a vossa música especial? A minha, é esta:

Não sei de nada...

Ajudar o ambiente? Hum, deixo isso para os outros! Olha agora, que ideia vem a ser essa do aquecimento global? Se são eles que estão tão preocupados, é problema deles! Eu não tenho que fazer nada!
Para mim, só quando o vir é que acredito; até lá, não passa de mentiras ditas pelos políticos para desculpar as coisas todas que andam a fazer!
É como aquela que o petróleo vai acabar. Essa dá mesmo vontade de rir! E quando dizem que a costa de Portugal vai desaparecer, que uma imensidade de terras vão desaparecer debaixo das águas? A sério, vamos ser razoáveis, acreditam mesmo num destino tipo Atlântida? Uhhhh, vamos morrer porque andamos muito de carro e porque não reciclamos!
Não podiam estar mais preocupados, sei lá, com as crianças em África que morrem à fome em vez de se preocuparem com as plantinhas?
Aquecimento global... Não acredito nessas coisas! Principalmente quando é um político americano que anda a escrever livros e a fazer filmes sobre isso; devem pensar que me enganam! Eu cá não sou parvo!
Esta gente acredita em tudo o que lhes dizem... Hum, aquecimento global... eu digo-te...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Meu dia

Sabes, tenho uma coisa para te contar. Não te preocupes, não aconteceu nada que mereça preocupação; apenas quero contar-te uma coisa.
Como todos os dias, levantei-me da minha cama, ensonada e sem vontade de começar um novo dia; casa-de-banho, quarto, cozinha, casa-de-banho, a rotina a que já tanto me habituei; beijo de adeus, chaves do carro na mão, trânsito, trabalho.
Tanta confusão! Se há coisa com que ainda não consigo viver é com esta constante confusão, poluição sonora a elevados níveis, um stress (palavra com uma conotação tão negativa...) enorme! Quem diria que crescer e ser adulto tinha destas coisas? Quando era pequena, queria ser adulta para fazer o que queria, viver no campo sem preocupações, passear quando quisesse... Ah!...Quem diria que crescer seria tão diferente?
No trabalho, sabes o que faço: ando de um lado para o outro, procurando a melhor informação, estudando, escrevendo à pressa para cumprir prazos. Sim, faço o que gosto, e quantos não têm esse privilégio! Mas também sabes o que me custa ter o prazer de viver da minha escrita, o meu sonho.
Apesar de nunca ter um dia igual neste jornal infernal, vi-me presa numa rotina. Não sei como, agora todos os meus dias me paracem iguais; um frequente dejá vu!
Sinto falta de poder chegar a casa cedo, antes de chegares, fazer o jantar e, enquanto comíamos, podia falar-te sobre o meu dia, sobre o mexerico que ouvi na rua, sobre um filme que agora vai estrear e achei interessante. Depois, tu podias dizer-me como correu o teu dia e combinava-mos uma ida ao teatro. Sinto falta de ir ao teatro...
Há quanto tempo não sei nada sobre o teu dia-a-dia? Há quanto tempo que não saímos desta rotina maluca que nos prendeu nas suas teias sem possibilidade de escapar?
E hoje ela mudou. Hoje, a teia quebrou-se. Hoje, consegui chegar a casa cedo, fazer-te o jantar e ficar à tua espera; consegui ver o teu sorriso ao ver-me, surpreendido e, ao mesmo tempo, feliz!
Como antigamente, antes de tudo mudar, falámos sobre as maiores banalidades que duas pessoas podem falar (já nem me lembrava do quão bom que era) e combinámos ir ao teatro na próxima sexta-feira.
Mas sabes do que gostei mais em todo este dia? Sabes o que me fez achar este dia tão diferente e especial? Quando, no fim, encostas-te os lábios ao meu ouvido e disses-te "Amo-te".
Essa pequena palavra, agora tão trivial e tantas vezes sem sentido, saiu dos teus lábios como da primeira vez. Hoje, não foi apenas mais uma palavra por ti dita; senti-a, como há muito não a sentia!
Como uma pequena palavra pode pôr-nos com um sorriso na cara!...
Era isto que te queria contar. Sabes porquê? Para te mostrar que, num dia cinzento, ainda há alguém que pode afastar as núvens. Porque, no meio de toda a confusão da minha rotina, a partir de agora sei que, só para ver o teu sorriso, vou fazer um esforço para e fazer o jantar.

Saudações!

Saudações estimados visitante!
Estreio-me em conceitos desconhecidos, piso novo solo. Esta é uma descoberta tanto para mim, como para quem quer que se depare com estes devaneios.
Objectivo deste blog? Aliviar o que está dentro desta minha cabeça. Simples!
E desde já, sejam bem vindos! Apreciem a estadia e voltem sempre.

Com os melhores cumprimentos, Janie.
Arrivederci!