Descobri um motivo para o meu trauma com agulhas. Ou, pelo menos, penso eu que encontrei.
Em pequena, os meus desenhos animados preferidos eram o "Dragon Ball". Adorava aquilo (quem não adorava?), tinha uma paixão por aquele universo em que saía uma casa de um comprimido com um botão, onde existia um dragão que concedia todos os desejos e feijões que restabeleciam toda a nossa energia! Para além disso, adorava o Songoku!
Ontem, enquanto estudava MACS, via o (mítico) "Dragon Ball" na Sic Radical. O meu herói, Songoku, estava no hospital, completamente ligado. De repente, uma gritaria imensa: queriam dar-lhe uma injecção!
É claro que, com 3 anos, chorava de cada vez que ía levar uma vacina/injecção, mas quantas crianças o fazem! Com 16 anos, acho que essa atitude já não é muito usual...
Começo a pensar que o meu psicológico ficou com a imagem de Songoku a gritar com medo da agulha, e por isso hoje começo a tremer só de ouvir falar nelas.
Às vezes acontece; algumas das nossas acções têm razões psicológicas, algumas com origens deste género. Ver o nosso herói com medo de agulhas e a fugir delas como o Diabo da cruz (um herói sem medo de nada, o mais poderoso, o mais forte, quem nem sob a visão do horrível Cell se vai abaixo), faz-nos pensar que elas devem ter algo de extremamente perigoso e doloroso associado!
Talvez não grite tanto como Songoku, mas que não me mantenho lá muito lúcida quando oiço "agulha", lá isso não...
Mesmo que este não seja o verdadeiro motivo, vou continuar a dizer que sim. O único trauma que estes bonecos alguma vez poderiam causar...
<< Tu és o herói, Songoku (...) e o bem irá ganhar >>
" Bird of prey flying high, take me on your flight "
sábado, 25 de outubro de 2008
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
"Give Peace a Chance"
Inspirados na conclusão do famoso discurso de Martin Luther King, em Washington (o discurso do "I have a dream!"), a professora de Português pede amavelmente (sem qualquer hipótese de contestação) que façamos, com a mesma estrutura, um discurso semelhante, de um tema ao nosso gosto.
De repente, veio-me à memória uma música de John Lennon. Talvez tenha fechado o caderno por qualquer razão e ter visto a sua fotografia, junto da do Jim Morrison e Jeff Buckley.
Comecei então a escrever:
Dêem uma oportunidade à paz!
Dêem uma oportunidade à paz nos países em guerra e em conflito!
Dêem uma oportunidade à paz no Darfur, com os seus oásis de justiça!
Dêem uma oportunidade à paz no Médio Oriente com as suas crianças desejosas de uma infância tranquila!
Dêem uma oportunidade à paz em Cuba, com as suas promessas de liberdade e comunismo!
Dêem uma oportunidade à paz no Mundo, com as suas culturas e pessoas diferentes!
E, talvez, quando todos der-mos uma oportunidade à paz, talvez aí chegue o fim da era em que o cheiro da morte vive entre as ruas, talvez chegue o fim do desagradável soar das armas e chegue o tempo em que podemos deixar de temer o dia de amanhã!
Porque, quando todos der-mos uma oportunidade à paz, poderemos finalmente comportar-mo-nos como pessoas civilizadas que não precisam de pôr em risco a vida de toda uma população para resolver os seus conflitos, tantas vezes sem sentido!
Porque "All we are saying, is give peace a chance".
Amanhã terei de "discursar". Veremos se convencerei alguém a dar uma oportunidade à paz...
De repente, veio-me à memória uma música de John Lennon. Talvez tenha fechado o caderno por qualquer razão e ter visto a sua fotografia, junto da do Jim Morrison e Jeff Buckley.
Comecei então a escrever:
Dêem uma oportunidade à paz!
Dêem uma oportunidade à paz nos países em guerra e em conflito!
Dêem uma oportunidade à paz no Darfur, com os seus oásis de justiça!
Dêem uma oportunidade à paz no Médio Oriente com as suas crianças desejosas de uma infância tranquila!
Dêem uma oportunidade à paz em Cuba, com as suas promessas de liberdade e comunismo!
Dêem uma oportunidade à paz no Mundo, com as suas culturas e pessoas diferentes!
E, talvez, quando todos der-mos uma oportunidade à paz, talvez aí chegue o fim da era em que o cheiro da morte vive entre as ruas, talvez chegue o fim do desagradável soar das armas e chegue o tempo em que podemos deixar de temer o dia de amanhã!
Porque, quando todos der-mos uma oportunidade à paz, poderemos finalmente comportar-mo-nos como pessoas civilizadas que não precisam de pôr em risco a vida de toda uma população para resolver os seus conflitos, tantas vezes sem sentido!
Porque "All we are saying, is give peace a chance".
Amanhã terei de "discursar". Veremos se convencerei alguém a dar uma oportunidade à paz...
Uivos na Noite
A luz da lua é intensa, hoje. No rio, o reflexo prolonga-se, formando uma cama de luz e brilho.
Hoje, os lobos uivam. A lua cheia mostra-se majestosa lá em cima, sem rival. O seu brilho capta o olhar de qualquer um que se encontre no seu caminho, não deixando ninguém indiferente.
É mágica, a luz da lua. A sua magia invade o ser que a vislumbra, espalha-se pela noite e deixa-se ficar até a manhã chegar. É aquele brilho intenso que transporta a magia por cada canto.
Os lobos uivam, esta noite. A magia da lua atinge o seu cume nesta noite em que a sua forma se completa, finalmente.
A lenda persiste na mente dos mais susceptíveis a ela, na mente dos mais fantasiosos, na mente daqueles que ouvem os lobos a uivar.
Porque os lobos uivam esta noite. Não os ouves? Lá ao longe, ou talvez tão perto... Mas uivam, à luz da lua cheia que ilumina o céu, esta noite.
Enquanto os lobos uivam, a noite permanece acordada, depois de dormir durante a estada do sol, durante o dia. Enquanto os lobos uivam, a noite transporta o som desses uivos para a mente de cada um que permanece atento aos seus sons.
Está repleta deles, a noite iluminada: os poucos carros que passam, os cães que ladram, os grilos que cantam, e os lobos que uivam quando a lua se completa.
Os lobos uivam, esta noite. Uivam com a luz cheia que emane a magia que transforma a noite mágica, que a ilumina com o seu brilho e deixa no rio o reflexo da sua forma.
Os lobos uivam, esta noite. A magia chega até eles como não chega a mais ninguém.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Crises existenciais
Uma vez li ma história sobre alguém sentado num banco de jardim, a ver o tempo à sua volta passar.
Também eu me vejo sentada num banco e sou espectadora. As cenas passam-se à minha volta, as cores, os cheiros, e eu fico apenas uma estranha, ali sentada, enquanto actuam.
Enquanto que, na história que li, alguém estava sentada a ver todos passar, eu vou com o tempo, vou com quem passa, mas não passo de uma estranha.
Vou indo no meio de gente que não sei se conheço, mas sinto-me bem quando me sinto inserida nas suas vivências. No entanto, algo me afasta. Uma força, uma vontade, algo mais forte do que a vontade, que me afasta.
Acabo por ficar ali, no seio de um ambiente querido por um ser interior.
O que verá neste ambiente este ser que continua a levar-me, sabendo que continuarei sentada a ser uma estranha? Uma intrusa...
Estranha, intrusa, apenas me mantenho uma, querendo ou não querendo, desejando ou não desejando, sendo ou não sendo realmente.
E sento-me então no banco, tal como a pessoa que naquela história li.
Sou eu que me afasto, quer queira, quer não. Sempre foi assim.
Também eu me vejo sentada num banco e sou espectadora. As cenas passam-se à minha volta, as cores, os cheiros, e eu fico apenas uma estranha, ali sentada, enquanto actuam.
Enquanto que, na história que li, alguém estava sentada a ver todos passar, eu vou com o tempo, vou com quem passa, mas não passo de uma estranha.
Vou indo no meio de gente que não sei se conheço, mas sinto-me bem quando me sinto inserida nas suas vivências. No entanto, algo me afasta. Uma força, uma vontade, algo mais forte do que a vontade, que me afasta.
Acabo por ficar ali, no seio de um ambiente querido por um ser interior.
O que verá neste ambiente este ser que continua a levar-me, sabendo que continuarei sentada a ser uma estranha? Uma intrusa...
Estranha, intrusa, apenas me mantenho uma, querendo ou não querendo, desejando ou não desejando, sendo ou não sendo realmente.
E sento-me então no banco, tal como a pessoa que naquela história li.
Sou eu que me afasto, quer queira, quer não. Sempre foi assim.
sábado, 4 de outubro de 2008
Ora temo, Ora espero - II
Parece que afinal sempre posso chegar a ver os Extreme.
Pelo que dizem, a possível destruição do Mundo foi adiada para a Primavera.
O fim com a chegada dos passarinhos? Ou o início com o nascimento das flores?
Pelo que dizem, a possível destruição do Mundo foi adiada para a Primavera.
O fim com a chegada dos passarinhos? Ou o início com o nascimento das flores?
"Erva daninha alastrar"
Só eu sei que sou terra
terra agreste por lavrar
silvestre monte maninho
amora fruto sem tratar
Só eu sei que sou pedra
sou pedra dura de talhar
sou joga pedrada em aro
calhau sem forma de engastar
A cotação é o que quiserem dar
não tenho jeito para regatear
também não sei se eu a quero aumentar
porque eu não sei
Porque eu não sei se me quero polir
também não sei se me quero limar
também não sei se quero fugir
deste animal
que anda a procurar
Só eu sei que sou erva
erva daninha a alastrar
joio trovisco ameaça
das ervas doces de enjoar
Só eu sei que sou barro
difícil de se moldar
argila com cimento e saibro
nem qualquer sabe trabalhar
Em moldes feitos não me sei criar
Em formas feitas podem-se quebrar
também não sei se me quero formar
porque eu não sei
Porque eu não sei se me quero polir
também não sei se me quero limar
também não sei se quero fugir
deste animal
que anda a procurar
António Variações
___________________________
Porque não sei se me quero polir ou limar, porque não sei se quero crescer.
terra agreste por lavrar
silvestre monte maninho
amora fruto sem tratar
Só eu sei que sou pedra
sou pedra dura de talhar
sou joga pedrada em aro
calhau sem forma de engastar
A cotação é o que quiserem dar
não tenho jeito para regatear
também não sei se eu a quero aumentar
porque eu não sei
Porque eu não sei se me quero polir
também não sei se me quero limar
também não sei se quero fugir
deste animal
que anda a procurar
Só eu sei que sou erva
erva daninha a alastrar
joio trovisco ameaça
das ervas doces de enjoar
Só eu sei que sou barro
difícil de se moldar
argila com cimento e saibro
nem qualquer sabe trabalhar
Em moldes feitos não me sei criar
Em formas feitas podem-se quebrar
também não sei se me quero formar
porque eu não sei
Porque eu não sei se me quero polir
também não sei se me quero limar
também não sei se quero fugir
deste animal
que anda a procurar
António Variações
___________________________
Porque não sei se me quero polir ou limar, porque não sei se quero crescer.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Ora temo, ora espero
Já ouviram falar daquela experiência que estão a fazer agora, a recriação do Bing Bang? Fascinante!
Dizem que o mundo vai acabar dia 10.
Dizem que durante a experiência vai ser libertada uma explosão tão forte que acabará com o Planeta.
Dizem que, bem sucessidida, esta pode ser das maiores descobertas do século.
Dizem muita coisa, e eu fico meio dividida. Porque, se de um lado podemos saber, finalmente, como se deu toda a formação deste maravilhoso e misterioso Universo, por outro podemos ir todos desta para melhor!
Tenho uma certa curiosidade em saber a origem das coisas; sou daquelas que de vez em quando se põe a tentar responder aquelas perguntas filosóficas clichê: quem sou eu, o que estou aqui a fazer, de onde viemos, para onde vamos, e tantas outras. Daí a minha curiosidade.
No entanto (e há sempre um "no entanto", como há sempre um "mas"), também gosto muita da minha vida! Acho que era o momento oportuno para dizer, ou gritar, "Sou muito nova para morrer"!
E sou mesmo. Ainda não assisti a um concerto de Led Zeppelin ou de Aerosmith ou de Extreme (o destes dia 29, era só esperar 19 dias) e de tantas outras bandas, ainda não vi nem um terço do Mundo, ainda não conheci outra cultura para além da mediterrânea, ainda não cumpri tantos sonhos e auto-promessas que espero um dia a vir concretizar! Basicamente, ainda tenho muito que viver!
Pois se existem especulações de que poderá realmente acontecer uma desgraça, serão especulações fundamentadas? Espero bem que sim, ou estou a preocupar-me em vão!
E por isso tento ter fé nos nossos cientistas, que investiram tanto neste projecto. Até nós, portugueses, devemos estar espectantes, uma vez que pagámos parte da experiência!
Aliás, devemos estar todos, cidadãos do Mundo, espectantes! E não apenas pelo facto de podermos todos desaparecer à conta da dita recriação; não queremos todos saber de onde viemos? Pois bem, talvez assim possamos chegar lá um pouco mais depressa...
Dizem que o mundo vai acabar dia 10.
Dizem que durante a experiência vai ser libertada uma explosão tão forte que acabará com o Planeta.
Dizem que, bem sucessidida, esta pode ser das maiores descobertas do século.
Dizem muita coisa, e eu fico meio dividida. Porque, se de um lado podemos saber, finalmente, como se deu toda a formação deste maravilhoso e misterioso Universo, por outro podemos ir todos desta para melhor!
Tenho uma certa curiosidade em saber a origem das coisas; sou daquelas que de vez em quando se põe a tentar responder aquelas perguntas filosóficas clichê: quem sou eu, o que estou aqui a fazer, de onde viemos, para onde vamos, e tantas outras. Daí a minha curiosidade.
No entanto (e há sempre um "no entanto", como há sempre um "mas"), também gosto muita da minha vida! Acho que era o momento oportuno para dizer, ou gritar, "Sou muito nova para morrer"!
E sou mesmo. Ainda não assisti a um concerto de Led Zeppelin ou de Aerosmith ou de Extreme (o destes dia 29, era só esperar 19 dias) e de tantas outras bandas, ainda não vi nem um terço do Mundo, ainda não conheci outra cultura para além da mediterrânea, ainda não cumpri tantos sonhos e auto-promessas que espero um dia a vir concretizar! Basicamente, ainda tenho muito que viver!
Pois se existem especulações de que poderá realmente acontecer uma desgraça, serão especulações fundamentadas? Espero bem que sim, ou estou a preocupar-me em vão!
E por isso tento ter fé nos nossos cientistas, que investiram tanto neste projecto. Até nós, portugueses, devemos estar espectantes, uma vez que pagámos parte da experiência!
Aliás, devemos estar todos, cidadãos do Mundo, espectantes! E não apenas pelo facto de podermos todos desaparecer à conta da dita recriação; não queremos todos saber de onde viemos? Pois bem, talvez assim possamos chegar lá um pouco mais depressa...
Subscrever:
Comentários (Atom)
