" Bird of prey flying high, take me on your flight "

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Só preciso de uma mangueira


Passava eu por uma carro menos lavado quando vi a derradeira palavra escrita no vidro de trás. A verdadeira humilhação para o dono do dito carro!
Não há maior humilhação pública que a pequena palavra "Lava-me" (ou, como por vezes também é possível ver, "Lava-me porco") escrita nos vidros do carro. Para além de humilhante, é ainda repugnante, tanto pó que até dá para escrever, ou essa repugnância não passa de uma consequência da palavra lida?
O mais engraçado é quando, em vez das maldita expressão, ainda fazem desenhos. Há variados, mas gosto especialmente destes:



Pois nada como aproveitar-se da humilhação alheia para fazer a bela da publicidade (quem nunca o fez que atire a primeira pedra):



Não basta mostrar ao mundo uma imagem de pouco decoro/higiene no que toca ao nosso veículo, como ainda somos relembrados desse facto! Gostava de ver a cara de alguém que vê um consumidor a comprar este produto. Terá um daqueles olhares que diz: "Este vai levar "Alco"? Deve ser um daqueles porcos com o carro todo sujo"!

Pois eu acho que deve ser humilhante ver escrito num carro "Lava-me"! Uma coisa era ter o carro sujo mas ninguém reparar, outra é ter o carro sujo e ainda escreverem com a sujidade; é como uma seta de "neon" apontada para o carro, a mostrar a todos que não lavamos o nosso automóvel!
Como se sentirá o dono do dito veículo quando vislumbra no seu capot a expressão que todos devíamos temer? E quando é obrigado a comprar "Alco" publicamente para o lavar?

Mar e Terra


Sesimbra. Ainda hoje sinto um calorsinho no coração quando lá chego.
Recordo os momentos da infância em que passeava pela vila, com aquele seu cheiro a maresia característico, em que tomava banho naquele mar azul ou que comia o meu gelado na minha casa preferida!
Hoje, apenas pude passear pela areia e pelo mar. Mesmo assim soube bem, pude vislumbrar aqueles lugares que recordo na minha mente.
Acho que a barraquinha dos colares de conchas já lá não está. Novas lojas abriram, com as novas tendências (uma montra repleta de Hello Kittys!). Os restaurantes permanecem os mesmos e novos hotéis estão em construção. É uma área em ascensão, a minha Sesimbra, um novo ponto turístico!
Não perde o seu brilho; ainda o vejo e ainda o sinto. Caso contrário, deixaria de sentir aquele calorsinho que sinto de cada vez que por lá passo, basta ver a placa a indicar o caminho.
Memórias, não passam disso, mas gosto de recordar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Dimensão mínima

Bem haja a noite de Verão. Bem hajam as noites de calor, com a brisa a passar, agradáveis, que dão gosto ficar cà fora.
Bem hajam as noites em que me deito na cadeira de baloiço com os headphoes nos ouvidos, sentindo as vozes e as notas a entrar na minha mente. Sabe bem, com a música presente e a visão das estrelas.
Bem hajam as noites de Verão, em que a noite é uma companheira desejada e agradável. Não é fria, é acolhedora e aconchegante.
Bem hajam as noites de Verão, o calor a brisa, a escuridão e a lua.

Um Bem haja à noite de Verão!