
Talvez não apenas em Roma, mas no Mundo.
Pois ainda no outro dia divagava eu acerca do crescimento repentino daquele cada vez mais pequeno aparelho chamado Ipod e do quanto as pessoas estão dependentes dele, e agora tenho um!
O Natal tem destas coisas, e o facto de este leitor de mp3 (e de tantas outras coisas, acabei por descobrir) ter cerca de 16 Gb de espaço a um preço, vá, mais acessível, também! E qual é o meu espanto quando, ao tirar o papel, ver uma coisa rectangular cor-de-laranja a olhar para mim; a minha tia sempre me ouvira a dizer que gostava de ter um.
Divagava eu que, ultimamente, raras eram as pessoas que via na rua sem os malditos phones enfiados nos ouvidos! Aquelas coisas malditas, que acontecem ser os meus melhores amigos, estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, e o Ipod apenas ajuda a tal dependência.
Apesar do trabalho que dá em pôr lá apenas uma música (podiam simplificar um pouco a coisa, não?), arranjamos qualquer música facilmente por uma quantia muito simpática (apesar de eu preferir o Emule ou o Utorrent), podemos ver os nossos videos preferidos se por acaso nos quisermos rir e ainda podemos mostrar aos amigos as fotografias novas que tirámos ao gato no último fim de semana! É mesmo muito funcional, para não falar no espaço que tem, que isso para mim é que é o verdadeiro encanto do aparelho. Isso, e o poder ler as letras das músicas enquanto as oiço no pequeno grande ecrã; que funcionalidade baril!
Até o Bush tem um Ipod, um shuffle (mesmo que ele não saiba que é um shuffle e tenha de perguntar). Imagino as músicas que ele lá ouve... Provavelmente deve ser para enquanto espera os chefes de Estado na Sala Oval, ou, como todas as pessoas, nas suas viagens de trabalho (porque a viagem casa-trabalho neste caso é mais Escritório-Quarto).
Não me admirava que o Obama tenha um, também. Aliás, admiro-me se não tiver, que Americano que se preze não tem um Creative, nem um Sony, nem um Zipy, mas um Ipod.
Entre os Portugueses, o Ipod tem cada vez mais adeptos. Gostamos mesmo de ser como os outros, e porque não? Basta ver todo o alarido que houve com a saída do Iphone(que, deixem-me dizê-lo como alguém que conhece quem o tenha, não é uma espiga assim tão grande. É bom, sim, muito funcional e muito nice (até nem me importava de ter um), mas não é tão bom quanto o pintam): as lojas faziam a maior publicidade que podiam, pré-vendas para todos termos a certeza que tínhamos um, etc, etc, etc.
E se dantes não se ouvia falar em Apple, agora todos querem também um Notebook daqueles braquinhos e fofinhos (sempre quis ter um Apple, desde o tempo em que ainda escrevia num computador daqueles enormes, mas aquela porcaria é cara!)!
Dizem que a 3º Guerra Mundial vai ser por causa da água. Eu digo que é por causa dos Ipod's! Dos Ipod's, digo eu!
Ainda vai haver um líder Mundial que vai perder o seu Ipod durante uma visita de Estado ou vai ser roubado, e, vendo-se sem o seu precioso Ipod, culpa o país que o acolheu e começa a guerra! E, claro está, os outros vão juntar-se-lhe porque imaginam o sofrimento que se deve sentir ao perder o mais fiel dos amigos...
Eu cá imagino tal sofrimento, imagino... É por isso que está sempre no bolso. Qualquer que seja o aparelho que dê música e que esteja comigo, faz parte de mim. E, por enquanto, é o Ipod; e que seja durante muito tempo, que isto de dizer que se tem um Ipod é giro!
Fabulástico!

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