" Bird of prey flying high, take me on your flight "

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Retratos

Por que intoleras a diferença? Temes o que desconheces ou o que julgas conhecer?
Imagens pré-estabelecidas de um desconhecido; topos da hierarquia social previamente concedidos a determinados padrões e etiquetas.
Que sociedade vil... que sociedade vil que retrocede no tempo, em vez de progredir! Voltou a um século absolutista, em que eram importantes os que compravam, e explorados quem não tinha o que gastar!
Mas souberam evoluir... Para o bem ou para o mal, nem sei!
Diminuiu a importância daqueles que usam batina... Já não são as supremas autoridades; essas passaram a ser as notas e moedas que andam nas carteiras de quem pode, e de quem não pode. Passou cada um a ter a sua própria crença, deixaram de lado a unidade.
E, numa época tão especial para uns, sobe ao de cima a hipocrisia de outros!
Quantos não apregoam que o consumismo é em demasia, e quantos desses não preenchem o espaço das grandes superfícies? Já não falo nos não-cristãos que celebram o Natal, pois este à muito que perdeu o seu cariz religioso.
Vejo hoje o Natal como uma festa de família, em que os presentes são uma mera formalidade para presentear aqueles que mais amamos, pelo menos uma vez por ano. Cliché, é verdade.
Tal como é cliché ser solidária durante as festas, quando quem precisa, precisa todo o ano! Mas fica bem dizer, nesta sociedade de aparências, que foi bom para com aqueles que nada têm, abdicar um pouco do seu para dar ao desconhecido.
O que há então no desconhecido de estranho? Pena, receio, medo?
Pena tenho eu de quem não abre os olhos, e tenho medo ao prever que muito tarde se abrirão.

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É Deus a origem da vil sociedade em que vivo; mostra ele a imagem que uma só pessoa tem poder para mandar em todas as outras que se encontram abaixo de si.
Que Deus é então este, que manda os seus súbditos para a morte quando tão fervorosamente foi servido?
Deus pecador e hipócrita, que ao dizer que todos somos iguais, contra sua palavra vai ao mostrar que uns podem mais do que outros.
Jogas um jogo perigoso, pois qualquer dia vais ver alguém a virar-se contra ti.

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