" Bird of prey flying high, take me on your flight "

domingo, 22 de março de 2009

"A spoonful of sugar helps the medicin go down" *

Triste, a inocência de uma criança a ser tirada pelos poderes da sociedade mundana...
Onde está o olhar que vê a beleza e doçura de todos os seres? Será que alguma vez existiu, a fantasia que mora em cada mente e que a faz viajar enquanto corre pelos campos?
Ela agora viaja, mas tem como transporte os comandos e a caixa mágica, e a beleza que vê, essa, é a que lhe dizem que deve ver.

Os mais velhos não têm noção do mal que fazem aos mais novos, e estes não têm noção do quão maus são uns para os outros, porque ninguém lhes diz que está mal e errado.
Porque os crescidos também o fazem, e também não dão conta. Os crescidos também fazem mal uns aos outros, e muitas vezes não têm ninguém para explicar porque está mal.
Talvez, quando eram pequeninos, ninguém lhes disse o que era o mal, e hoje não sabem. Talvez porque cresceram pensando que o errado era uma coisa diferente, e faziam o mal sem o saber, ou então tiveram que aprender sozinhos o que é.

Triste ver a cara de tristeza de uma criança que fica triste porque outras foram vítimas da tristeza desta triste realidade.
Triste ver os pais a deixarem os filhos sem ver que devem ver quando fazem mal.
Triste saber que dificilmente algo mudará em breve.
O temperamento muda, mas pode ser controlado pela personalidade certa.


E quando damos por nós, vemos lágrimas a escorrer. Sem sentido (?)

Até que ponto não são estas lágrimas produto de um mal não encontrado, ou de um mal mal-entendido?
As palavras exaltam-se, e vemos que é triste: já não somos crianças que em tudo vêm a singela beleza das coisas inocentemente. Um Frankenstine será sempre um monstro horripilante para qualquer um, motivo de medo para outras; aproxima-se o corajoso, ou que nada de horripilante vê.

Que seja o segundo a aproximar-se, mas que pelo menos um se aproxime.
Para saber que talvez não seja assim tão triste, e ainda há esperança, um pequena réstia que seja.
Começo por tentar em mim; mas as raízes daquele poder de bruxaria negra estão em enraizados.
Vou deixar de lhes dar água.
Não consigo: o contacto é inevitável, e preciso dele para evoluir. Abstrair-me do que não devo ouvir.


* retirado da música "A Spoonful of Sugar", escrita por Robert B. Sherman e Richard M. Sherman, celebrizada pela actuação de Julie Andrews no filme Mary Poppins.
Apenas porque não há filme que mostra melhor a inocência da infância...

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