Desde já algum tempo que tenho o hábito de, quando as férias estão a chegar ao fim, arrumar a tralha toda que está na gavetinha (diga-se uma gavetinha muito grande) onde guardo as coisas da escola. Sou uma pessoa que gosta de ter as suas coisas organizadas e arrumadas, e para isso há que fazer a "limpeza geral".
Hoje foi esse dia.
Comecei então a tirar livros, papelinhos, cadernos e afins aos pacotes! Até consegui encontrar no meio de tanta papelaria dois exemplares da revista Blitz e outro da National Geographic que andavam perdidos entre os livros, vai-se lá saber porquê! O chão fica repleto dessas mesmas coisas, à espera de saber o seu destino: ou ficam, ou vão.
Também lá no meio estavam pequenas grandes recordações que tenho guardado ao longo destes anos. E a tralha que tinha ali dentro...
Desde uma folha de trabalhos de casa toda assinada, a um guião de um teatro, a exemplares de jornais (daqueles que fazemos para arranjar dinheiro para a viagem de finalistas) ou até mesmo trabalhos das aulas de EV, todos geométricos e cheios de cor, e folhas repletas de diálogos tidos durante as aulas.
Parecendo que não, cada uma destas coisas, e tantas outras que descobri que guardei, relembram um momento, um grupo, toda uma panafernália de sentimentos!
Os livros de escola vão indo para o papelão, as folhas que não interessam acompanham-nos, mas há sempre algo que fica guardado da gaveta.
O que uma pessoa chega a guardar... Para nos recordarmos guardamos o que parece mais ridículo, nem que seja um pedaço de tecido azul turquesa que outrora fizeram parte das calças de fato-de-treino de uma pessoa amiga. Sim, era uma recordação um pouco estranha, devo confessar, mas resultava!
E, daqui a uma semana, mais uma jornada começa.
Enquanto que a gaveta começa a ficar cheia de livros de 11º ano, lá nos confins ainda vemos uma folha de trabalhos de casa do 8º ano cheia de assinaturas, ou trabalhos de EV do 7º, ou jornais escolares do 9º.
Porque gosto de ter o meu baú de recordações...

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