Acabou-se o tempo. Voltei à rotina, ao stress, ao movimento, às correrias. Os meus momentos de descanso, quando me sentava e escrevia os rabiscos, são hoje mais escassos.
Encontrei agora um momento (talvez não agora quando passo para o computador, mas agora quando escrevo), numa aula de Filosofia. Uma boa aula para os devaneios de uma adolescente, ou quaisquer outros. Peguei numa folha velha, provavelmente retirada do caderno como folha de rascunho de um teste, na caneta do fundo do estojo, e escrevi.
Libertei o meu pensamento (palavra agora muito dita nestas aulas) da rotina, fintei a concentração (como se de um jogador de futebol se tratasse) e voltei a esta vida feita de caneta, papel e algo mais.
Não sei o que é este algo mais, mas existe. Talvez pura intuição.
Verdades, crenças, argumentos, validades... Somos levados a pensar naquilo que não pensaríamos numa tarde, em casa, com os amigos. Somos "provocados", citando quem me "provoca" nestes 90 minutos.
E em cada momento lá fora somos provocados e levados a pensar numa miríade de coisas. Não te faço pensar em tudo aquilo que escrevo, que lês neste momento? És conduzido pelo meu pensamento até chegar ao teu.
Como um livro que lês, como uma música que ouves, és conduzido, levado para a realidade de outro, que passa a ser a tua.
O meu próprio pensamento levou-me por outros caminhos diferentes daquele que comecei. E acaba noutro.
Passo os dias de caneta na mão e com o papel como companheiro, mas as palavras não são minhas; escrevo o que me pedem.
Talvez um dia escreva as minhas palavras.
" Bird of prey flying high, take me on your flight "
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