" Bird of prey flying high, take me on your flight "

sábado, 7 de março de 2009

"Sweeney Todd"


De: Tim Burton
Argumento: John Logan
Argumento musical: Stephen Sondheim

«Lady's and gentleman, may I have your attention please!»


A história de Benjamin Barker já percorreu os teatros, e, em 2007, chegou também finalmente às salas de cinema mundiais.

Fazendo jus à longa relação profissional que mantém com Johnny Depp, Burton (que, mais uma vez, presenteia-nos com um filme típico das suas "mãos"), não deve ter hesitado em escolher o aclamado actor para protagonista deste filme, e, como era de esperar, fez a escolha acertada!
Diferente do registo em que nos acustumámos a ver cada um dos actores que já nos eram conhecidos (como Depp, Helena Bonham Cartes ou Alan Rickman) e mesmo do realizador, Sweeney Todd passa-se em Londres, quando esta estranha personagem chega, depois de longos anos fora. Na cidade, espera encontrar o homem que lhe tirou tudo, 15 anos antes, acusando-o de um crime que não cometera apenas para ficar com a sua bonita mulher, Lucy, e sua filha: o juís Turpin (Rickman).
Ao chegar à sua antiga casa, deparando-se com ela vazia e com uma casa de empadas por baixo (a casa de empadas de Mrs. Lovett, interpretada por Bonham Carter), o plano para chegar até ao juíz começa a ser arquitectado com a própria Mrs Lovett, que o reconhece como sendo Barker.
E começa por voltar à sua antiga profissão: barbeiro. O modo perfeito de retormar a sua fama, sem ninguém o reconhecer, e de levar avante a sua vingança.

Um filme bem conseguido! As interpretações, essas, já nos são habituais serem boas! No entanto, é acrescentado um novo ingrediente que engrandece os actores que desempenham tais papéis: a música.
Sendo um musical, os actores desempenham duas funções enquanto personagens: como elas agem, pensam e mostram o que sentem, e como cantam. Aqui, conseguem tudo isso!
E, um pequeno aparte, cantam e encantam! Até Sasha Baron Cohen mostra uma nova faceta neste filme (papel que me deixou impressionada)

Encontramos 3 talentos que devem ser explorados, em cinema ou teatro: Jamie Campbell Bower, Jayne Wisenere e Ed Sanders (a voz do excerto do início). Uma mais valia, estas pequenas grandes vozes que me encheram o serão.

Não me posso alongar mais, mas pouco mais posso dizer. Para quem gosta do género, Sweeney Todd tem de ser visto.

Yeah!



Mais nada! Não diria eu melhor.

domingo, 1 de março de 2009

54º Festival da Canção da RTP

Ontém foi dia de festival. Foi dia de escolher a canção a ser levada a Moscovo em Maio para representar Portugal no Festival da Eurovisão.
E 12 músicas foram apresentadas.

Entre uma Nucha a tentar ser rockeira ao estilo dos Filandeses (que têm envidado grupos mais "pesados" e já por uma vez saíram vitoriosos), uma Romana a tentar ser fadista e outras tantas músicas ligeiras que foram aparecendo, chegaram duas de que gostei especialmente, por motivos completamente diferentes.

Desde que vi o Nuno Norte a vivo no Rock in Rio Lisboa 2004 que fiquei fã. A sério! No entanto, a música dele não me entrou muito no ouvido, não sei porquê.
Foi ao chegar a música número 11, dos até então desconhecidos Flor De Lis (agora já adicionados no MySpace), que a visão que estava a ter deste festival mudou. Que música tão alegre! Que boa representação do nosso país! Todas as Ruas do Amor conquistou-me!
Pareceu-me a mim Música Portuguesa, com letras maíusculas, a música tipicamente portuguesa. E escolhi a minha perferida.

Chega então a número 12. Sejamos realistas: a música não é nada por aí além, as vozes, sim há que dar crédito, e pode parecer imensamente banal. Mas, é um festival, e todo o espectáculo que foi montado juntamente com a música estava óptimo para levar a Moscovo.

No entanto, acho que as pessoas (as que votam e as que participam) se esquecem é que a música a escolher tem que representar o país. Queremos mesmo levar algo lá para fora que não diz Portugal em nada?
A surpresa não foi nenhuma quando Luciana Abreu ganhou o voto do público. E, obstante de a sua música ser boa ou não, ainda bem que o voto distrital preferiu os Flor De Lis (que até arrecadaram também uma grande preferência do público)!

Os instrumentos, a voz, a presença... Que vitória bem merecida! Mesmo que não ganhem lá, ganham-me a mim, pelo menos; uma ouvinte que se tornou fã!

Temos tão bons artistas e não lhes damos valor... É triste. Eu acho triste.
O ano passado, levámos a melhor música de todo o Festival, apesar de termos ficado a meio da tabela.
O quê, ainda acreditam que votam na melhor música? Que pura ilusão... Não se fiem nos votos, amigos. A qualidade de cada música não se vê por eles. Esses votos apenas mostram o número de imigrantes do país que vota, ou o que este pensa sobre em quem vota.

Por cá, ainda vemos a música. Ou quem canta...
Fico contente que, pelo menos este ano (e sim, também o ano passado), concorramos com uma música tipicamente portuguesa.

Ainda não ouviram? Força nisso! Encantou-me tanto...
(video de apresentação e apresentação da música no festival)