" Bird of prey flying high, take me on your flight "

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sábado, 23 de janeiro de 2010

Animação é amor

Se há coisa que sabe bem é pôr o DVD no leitor, cheia de expectativa, e depois deparar-me com tão bela obra, com tanto carinho e amor...
Sabe bem ver os desenhos tradicionais e as paisagens tão belas criadas pelas mãos de um senhor. E não é que ainda mete magia?

Tornei-me fã de Mayazaki. O próximo é Ponyo

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

" Avatar " (2009)



De: James Cameron
Argumento: James Cameron

Jake Sully (Sam Warthington) é um americano veterano paraplégico que se vê numa missão a princípio inimaginável: ir a Pandora, planeta com matérias-primas queridas pelos humanos, tentar ganhar a confiança do povo Na'vi - humanóides nativos de Pandora com 3 metros de altura e com uma forte ligação à terra, cuja vida está a impedir o negócio americano.
É então que, com a ajuda da Dr. Grace Augustine (Sigourney Weaver)e dos seus avatares (réplicas de um Na'vi) que Jake passa a fazer parte da comunidade e a sua vida muda.

E a história vai seguindo, previsível quanto baste, uma mistura entre a história da Pocahontas e da chegada dos ingleses à América. Não é nova, já foi vista, e o argumento não é nada de genial. Na verdade, é banal, o que até chega a ser chato depois de tantos momentos que são adivinhados muito antes de acontecerem.
Nem as personagens são por aí além: há personagens-tipo, clichés totais que são transportados para corpos diferentes e para uma realidade futura. Temos o herói que ao início era o vilão, a cientista cujo interesse é puramente científico, o vilão mau que só pára quando morre e até alguém do contra, que acaba por concordar com o novo-herói. É comum que baste.

Mas não se pense por isto que não é um bom filme. É, se considerarmos todo o aspecto visual implicado.
É inegável o excelente trabalho visual de todo o filme, completamente computorizado à excepção das cenas realizadas dentro do centro de controlo. E, mesmo que tenhamos noção dessa artificialidade, tudo aquilo parece tão real que dá uma vontade de ir para dentro do ecrã - com os devidos cuidados, que as criaturas parecem igualmente reais. Cameron criou um pequeno paraíso virtual, uma flora espantosa e conseguiu dar-lhe a realidade como se pudéssemos encontrar Pandora num qualquer destino tropical.
Já para não falar na carga moral da história. Sim, é uma história previsível e totalmente comum, mas não deixa de ter as suas cargas de reflexão. Todas as acções dos humanos contra os Na'vi geram uma série de reflexões acerca do que move esta espécie que não vê meios para atingir os fins.

Em conclusão: Avatar é um excelente filme, sem dúvida... a nível visual. Não é um filme completo, e por isso não considero que tenha sido uma vitória justa a de Melhor Filme Dramático nos Globos de Ouro.
Mas é uma revolução do cinema digital, e há que dar graças por isso a James Cameron!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Meus amigos...

...há um filme a ver:


A sério, vejam. É bonito de se ver, muitíssimo bem feito, é puro entretenimento e faz pensar que se farta!

E, vamos lá dizer se não é verdade: ninguém resiste à fofura dos pinguins!

domingo, 13 de dezembro de 2009

" The Boy In The Stripped Pajamas " (2008)


De: Mark Herman
Argumento: Mark Herman

Esta é a história de dois rapazes de 8 anos que se tornam amigos durante a II Guerra Mundial, com um único problema: um é judeu, Shmuel (Jack Scanlon), e está num campo de concentração no Norte da Alemanha; o outro é Bruno (Asa Butterfield), filho do militar alemão responsável pelo campo onde Shmuel é prisioneiro (David Thewlis). A sua amizade está barrada pelas grades que circundam o campo de concentração.

Numa primeira abordagem, este filme retrata perfeitamente, a meu ver, a realidade vivida durante a segunda Grande Guerra; desde a diferença entre as duas crianças - a inocência de uma e o crescimento permaturo de outra - ao alheamento da população alemã da realidade dos campos de concentração (muito verificada no papel de Vera Farmiga, como mãe de Bruno), à violência testemunhada nesta época e toda a concepção Nazi sobre a guerra e os judeus.
As minhas glândulas lacrimais não resistiram.

Este é, sem sombra de dúvidas, dos melhores filme de 2008!
Mark Herman faz um duplo trabalho de grande relevo, tanto na realização como no argumento, inocente e sério, como toda a história. Torna-se um argumento fácil de seguir, bem escrito, apesar da rápida evolução dos acontecimentos.
Tudo, desde a fotografia à banda-sonora, é delicioso! Relevo igualmente para a caracterização.
Mas como eu gosto mesmo é de me virar para a interpretação, devo dizer que nesta película temos exemplos de maravilhosas interpretações. E não me refiro apenas à dos experientes pais (Thewlis - actor que, por acaso, gosto imenso. E não, não é porque interpretou uma das minhas personagens mais queridas de Harry Potter - e Farmiga) e restantes, mas também com a revelação dos dois jovens que protagonizam o filme.
Cada uma das personagens da um encanto e realismo à película que o tornam ainda mais maravilhoso.

Como dá para ver, ando numa onda de filmes sobre esta época, com o Die Welle, e agora The Boy In The Stripped Pajamas. E este é mesmo bom!
Assim se vê como a amizade entre duas crianças ultrapassa qualquer barreira! Assim se vê como o egoísmo de uns leva à infelicidade de outros! Assim se vê como, apenas porque se pensavam superiores, uns tinham mais direito do que outros!
Sem querer contar o final desta maravilhosa história, por aqui se vê como a realidade apenas é vista nas piores circunstâncias.

domingo, 15 de novembro de 2009

" Die Welle " (2008)


De: Dennis Gansel
Argumento: Dennis Gansel

O professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) é o professor que todos os alunos gostavam de ter. Certo de que, na semana de projectos, lhe seria entregue a turma onde seria leccionada a anarquia, vê os seus planos mudarem quando a directora decide dar-lhe a turma da autocracia, tomando desde o início uma nova atitude: através de uma experiência, tenta demonstrar ao seus alunos se uma ditadura seria, ou não, possível, na Alemanha uma vez mais.
Baseado numa experiência realizada na California, Estados Unidos da América, Die Welle, um sucesso de bilheteiras na Alemanha, mostra uma realidade que pensamos bem diferente.

O tema, já por si, chama-me de imediato.
Não tinha conhecimento deste filme, até ao momento em que o meu colega de projecto de inglês (cujo tema se assemelha muito ao tema do filme) mo divulgou e, numa de pesquisar para esse mesmo projecto, decidi ver. E foi uma das minhas melhores decisões em termos cinematográficos!

Para já, toda a interpretação é excelente! Desde à figura do professor Wenger - interpretado por Vogel - aos alunos que se vêm a seguir um regime fascista sem se aperceberem dão um realismo ao filme que deve ser sempre testemunhado; uma atenção especial para Frederick Lau, que interpreta Tim, um jovem que fica demasiado apegado ao movimento.
Para lém da interpretação, todo o conjunto do filme mostra esta tal realidade que não julgamos possível, fazendo do filme um quase documentário, mas que não chega a ser tão descritivo.
Conseguimos perceber a maneira como os alemães lidam com o fascismo, e aprendemos uma valiosa lição.

Na verdade, não sei o que dizer sobre este magnífico espécime da espécie dos filmes, mas penso que tem de ser divulgado por toda a blogosfera. Como sei que estes devaneios não devem chegar muito longe, ao menos divulgo à meia dúzia de pessoas que ainda aqui vem.
Adorei, com todo o meu ser. E aconselho vivamente!

sábado, 10 de outubro de 2009

Chega 2010


Por favor, chega depressa!

domingo, 4 de outubro de 2009

Beleza


Sabe bem ligar a televisão e dar de caras com tão bonito filme. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

" Inglorious Basterds " (2009)


De: Quentin Tarantino
Argumento: Quentin Tarantino

Na França ocupada pela Alemanha, em plena 2ª Guerra Mundial, temos uma judia que finge não o ser à espera de vingança, uma actriz alemã espia dos ingleses, um coronel temido pelos judeus e um grupo de soldados americanos com uma única missão: matar nazis.

Finalmente! Depois de muito esperar, valeu a pena, porque Inglorious Basterds é obra-prima!
Por muitas críticas que tenham sido feitas ao filme aqui por terras lusas, nada interessa quando saímos do cinema e ficamos com uma vontade enorme de recapitular todas as cenas, falando desta e daquela, recordando este e aquele momento.

Inglorious Basterds tem momentos hilariantes, e outros que nos fazem ficar a olhar de boca aberta para o ecrã de tão magníficos que são.
Tarantino, seja no argumento, seja na direcção da película, vê-se bem que teve gosto e gozo em fazê-lo, e isso é que é preciso. Existem momentos tipicamente tarantinianos (adoro aquelas voltas no tempo), e planos absolutamente fantásticos! Já para não falar no realismo da realidade de guerra: foge do clichê dos filmes de guerra passados na Alemanha com gente a falar inglês; ali, o alemão fala alemão, o francês fala francês e o inglês fala inglês, e assim deve ser.
A fotografia e a banda sonora são de louvar igualmente, certas em cada momento.

Quanto às interpretações, que hei-de dizer? Todas as interpretações são dignas de realçar, mas sem dúvida que há que destacar Brad Pitt com o seu Aldo Raine, capitão dos Basterds, Mélanie Laurent (Shoshana, a judia francesa, num excelente papel), Eli Roth (como um dos Basterds, Donny Donowitz) e até Diane Kruger, com a sua actriz alemã muito bem interpretada. Mas o maior destaque de todos é sem dúvida para Christoph Waltz - o Coronel Hans Landa, aka "Caçador de Judeus" - , com um papel absolutamente estrondoso!
Todos eles se ligam, e todos eles nos deixam com "água na boca", e quem diz estes diz todos os outros.

É, sem dúvida, um filme para ver e rever, e rever novamente.
Uma nota: as últimas cenas e o destino de Hitler... absolutamente de génio!

domingo, 20 de setembro de 2009

« Dance with me »



É amor. Defenitivamente.




Mais vale descobri-los tarde do que nunca.
Adeus, do fundo do coração.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

" Up" (2009)


De: Pete Doctor
Argumento: Pete Docter e Bob Peterson

Carl sonhava com aventuras na América do Sul, tal como Ellie, uma pequena aventureira que conhece e com a qual partilha um sonho, e uma vida.
Com a morte de Ellie, o já velho Carl pretende enverdar pela aventura que prometera à mulher e nunca conseguira cumprir, agora com uma companhia bem diferente: o pequeno Russell, um prestável explorador da Natureza.
E a viagem começa com uma casa voadora.

Up é altamente. É mais do que altamente! Para mim, é o filme perfeito: aventura pela Natureza, o sonho de voar, e até uma belíssima história de amor.
A história, já por si, promete. Está repleta de sonhos e fantasias e novos conhecimentos, transmitindo às crianças os bons valores da amizade e bondade e que sempre podemos sonhar, à boa maneira da Disney.
Acaba, como era esperado, por ser um filme extremamente divertido, para miúdos e graúdos.

Está um filme muito bem executado, sem esquecer pormenores que por vezes escapam nos filmes de animação.
No entanto, penso que poderiam tirar mais partido da tecnologia 3D; quem paga mais 2 euros e pouco para ver o filme em 3D não sai satisfeito. Claro que não podemos negar que a acção se torna mais realista, mas a maior beleza das três dimensões - pelo menos para mim - é aquela sensação de que tudo está a acontecer mesmo em cima do meu nariz, que sou eu a levar com os dardos tranquilizantes.

Outra das belezas de Up é a sua actualidade.
Ao longo do filme, mesmo que passe quase despercebido, temos a abordagem de alguns problemas actuais, como o crescimentos de uma cidade sem familiaridade e o quase abandono dos filhos pelos pais trabalhadores, através de Russell e de Carl.

Mas o mais incrível em Up é que o mais importante é aquela aventura, a concretização daquele sonho, e tudo o que o engloba; nada acerca das personagens nos é revelado se não for relevante.
Não há história a mais. Há apenas a história.


(este é sem dúvida dos melhores filmes da Disney/Pixar, e um dos meus predilectos - cada vez mais fã da parceria)

" The Age of Stupid "



Portugal incluído na estreia mundial.
Já está marcado na agenda.

Mais informações: The Age of Stupid website

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Memoriais e cinéfilos de topo

Terminei há tempos a leitura de Memorial do Convento, de José Saramago, e a minha opinião diverge.
Como esperava, é um autêntico suplício ler a escrita de Saramago; é uma leitura extremamente pesada e cansativa (manter uma frase durante 3 páginas é obra!).
No entanto, não deixa de ser uma leitura igualmente interessante. Devo confessar que gostei da história e de vários momentos narrativos, tal como de várias passagens particulares (algumas aqui transcritas).
Mas mantenho a minha opinião: José Saramago não sabe escrever correctamente português.

Há figuras portuguesas tomadas como génios que é quase sacrilégio quando são contestadas - não podemos negar que somos considerados hereges quando dizemos não gostar dos filmes de Manuel de Oliveira!
Talvez valorizados em demasia, talvez não, o que é certo é que se tornaram em figuras incontornáveis.
Pessoalmente, não gosto nem um pouco dos filmes do Manuel de Oliveira e considero Saramago um assassino da gramática portuguesa, mas o primeiro é exemplo para jovens cineastas, e um romance do segundo até é estudado nas escolas. O que mais têm em comum? Prémios e aclamações internacionais.
Será mais um casa de "se são bons o suficiente para serem jurí em Cannes e merecedores de um prémio Nobel (único português, deve ser dito), são bons para nós"?
Em Manuel de Oliveira ainda não encontrei muito valor nos seus filmes parados e inexpressivos, sempre semelhantes (até estou com medo porque está já a adaptar um conto de Eça de Queirós), e em Saramago, apesar de não negar o interesse das suas obras, é pena não saber escrever - por muito que digam que ganhou um Nobel, eu digo que andei 11 anos na escola a aprender que devemos utilizar a pontuação e manter um texto coerente e coeso.

Mas isto sou eu, que ou não sou bem portuguesa, ou gosto de ser do contra.

Ou então sou só desgroviada da cabeça, o que não foge muito à verdade.

Hoje, 27 de Agosto

Hoje é dia de alegria.
Estreia isto:

E já se pode ouvir isto:

We Werent Born To Follow - Bon Jovi

Sim, é um bom dia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

" La Vita È Bella " (1997)


De: Roberto Benigni
Argumento: Roberto Benigni e Vincenzo Cerami

Guido (Roberto Benigni), italiano optimista e com grande maginação, conquista a mulher que ama, Dora (Nicoletta Braschi), e com ela forma uma família, com uma vida com tudo para ser maravilhosa.
No entanto, com a chegada da Segunda Guerra Mundial, essa vida muda, e Guido tenta afastar aqueles que ama da verdade dolorosa que se abate sobre eles.

No início, tem tudo para ser uma comédia com uma belíssima história de amor, mas La Vita è Bella é mais do que isso.
As peripécias por que Guido passa, até à forma como tenta afastar a sua família da realidade da guerra, chegam a ser cómicas, mas é um homem cheio de coragem e de amor.
É também um drama, como são todos os filmes em cenário de guerra, mas La Vita è Bella não é um filme de guerra usual, não querendo retratar a guerra - apenas mostra como alguém se pode sacrificar para salvar quem ama.

A palavra que penso que melhor pode descrever esta película é belo. É, sem dúvida, um filme belíssimo, e não precisamos de entrar em grandes detalhes técnicos para perceber isso, apesar de não podermos negar o encanto particular que Benigni dá, muito principalmente ao interpretar Guido.
O verdadeiro encanto desta obra-prima reside aí, na história, nas personagens (o optimismo de Guido é contagiante), na dimensão dada por Benigni e tantos outros. O ser em italiano ajuda.
Fiquei verdadeiramente apaixonada por tudo o que envolve o filme, e não resisti em deitar uma pequena lágrima aqui e ali.

A vida é bela, sem dúvida, e torna-se muito mais bela quando há alguém que lhe dê uma beleza maior.
Ele fez da vida algo mais belo do que aquilo que já é. É inspirador, em tantas formas.
Encontrei o meu filme preferido.

sábado, 1 de agosto de 2009

" Igor " (2008)


De: Tony Leondis

Igor é exactamente isso: um Igor. Em Malária, terra dos maiores senhores do Mal da Terra e aprisionada por escuras núvens, quem quer que tenha uma corcunda é considerado um Igor, um mero servo dos criadores do Mal. Acontece que o nosso Igor ambicionava ser um desses criadores do Mal, e vê a sua oportunidade chegar quando o seu senhor tem um acidente, fazendo passar-se por ele ao começar a criar vida para apresentar na Feira Anual do Mal. No entanto, em vez de criar um ser malígno, como sempre quisera, acabou por dar vida a... Magda (ou, na versão original, Eva), uma criatura bondosa.
Mas o malvado Dr. Schadenfreud - considerado por todos o maior criador do Mal, mas apenas um mero ladrão que rouba as invenções dos outros cientistas para ganhar a Feira Anual - tenciona raptar Magda, e apresentá-la como uma invenção sua.

Igor faz lembrar Frankenstien, com o aparecimento de uma criatura que acaba por ser tudo menos aquilo que todos pensam ser.
Apesar de ser um filme de animação, com muitas cenas e tiradas humorísticas próprias para as crianças, este é um filme muito mais inteligente, com um segundo sentido nas palavras que passa despercebido aos filhos dos pais que os levam ao cinema. Basta atentar em alguns pormenores, como o facto de serem os corcundas os menos afortunados, tal como os menos belos, a história de vida de Igor (que tirou licenciatura e mestrado em ser Igor e teve dificuldades em arranjar emprego), ou na lista de coisas que Magda tem de fazer para ser actriz.

É entretenimento, mas é lição de moral. Enquanto que os mais novos saem de lá a saber que não se devem guiar pelas aparências, e que até o mais feio pode ser belo, e que devemos lutar por aquilo que queremos, os mais velhos encontram ali um certo retrato da actualidade. Na terra de Malária (completamente isolada do resto do mundo, sem ninguém que a ajude, enquanto todos têm medo do que os seus habitantes podem fazer) os mais poderosos têm todo o poder e têm na mão os mais fracos. O próprio Rei afinal não passa de um ambicioso que, por querer tanto poder, chega mesmo a mentir a toda a sua população; e o Dr. Schadenfreud, aclamado cientista e valoroso homem, é uma fachada.
A lição de moral é também para nós.

É a escolha entre o Bem e o Mal, e entender que o Mal não compensa, e que o Bem está em todo o ser.

Sim, é um filme de animação, mas considero um must see para toda a família. É um filme extraordinariamente inteligente e, de certa forma, belo.
Muito bom.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

" Apocalypse Now Redux " (2001) - versão original de 1979


De: Francis Ford Coppola
Argumento: Francis Ford Coppola e John Milius

Em plena guerra do Vietname, o capitao Benjamin L. Willard (Martin Sheen) é enviado numa missão: partir em busca do coronel Walter E. Kurtz (Marlon Brando), um coronel americano que se barricou no Cambodja, acusado de homicídio e de utilizar métodos pouco convencionais, e eliminá-lo.
Entretanto, é-nos mostrada uma nova visão da guerra do Vietname, um dos momentos negros da História Americana.

Se existem filmes que me deixam sem palavras, este é um deles.
Com certeza que muito já foi dito acerca de Apocalypse Now, e, portanto, pouco há também a dizer, sem repetir o que já foi dito.
É chamado de épico, e eu nada acrescento. Francis Ford Coppola é apelidado de génio e eu nada digo. Marlon Brando é considerado dos melhores actores de sempre, e eu não podia concordar mais.

Coppola tem uma maneira peculiar de mostrar o que interessa e o que se torna secundário, como nos monólogos de Kurtz, em que apenas se vê uma parte da sua cara e só se ouve a sua voz. Fiquei admiradora do seu trabalho (ou, melhor dizendo, ainda mais admiradora, que Godfather é um dos meus filmes predilectos).
Tecnicamente é um filme excelente, com grande "ovação" para a equipa de som.
As cenas de batalha também são alvo de atenção redobrada, muito bem montadas _ como acaba por ser todo o filme.

E, apesar de todas as interpretações serem exemplares (com grande relevo para Martin Sheen), não posso deixar de mencionar mais alongadamente um senhor que merece respeito: Marlon Brando!
Depois de o ver como Don Corleone ou Jor-El - em Superman - , apenas para mencionar os dois primeiros trabalhos que vi com ele, um Coronel Kurtz arrebatou-me!
Considero-o, sem dúvida, dos melhores actores que já vi representar!
Aqui, ele mostrou a introspecção e mistério da personagem, talvez até mesmo a loucura que o tomava.
Intrigou-me bastante esta sua personagem, devido a todo o mistério que a envolve, a sua filosofia.

Um filme intrigante e bastante interessante, que vou de certeza ver novamente.

(esta versão é uma versão alargada, editada por Coppola em 2001, com várias cenas inéditas, considerado por muitos um novo Apocalypse Now. O próximo a visualizar será o original)

sábado, 25 de julho de 2009

" The Dark Knight " (2008)



De: Christopher Nolan
Argumento: Jonathan Nolan e Christopher Nolan

Bruce Wayne, na pele do vigilante da noite Batman (Christian Bale), tem agora como missão libertar Gotham City das mãos de mafiosos e de Joker (Heath Leger), um criminoso louco cujo objectivo é provocar o caos, e mostrar que todos podem cair.

Já tinha ouvido falar muito deste filme mas só agora o pude ver.
É, sem dúvida, um filme incrível!
Mantendo-se na onda das trevas protegidas pelo cavaleiro, acaba por ser um filme muito escuro, o que o torna mais misterioso e, no meu caso, interessante.
As cenas de acção estão muito bem consegudias, e se puder dar nota positiva a algo, é aos momentos de absoluta tensão, em que apenas nos dá vontade de começar a roer as unhas - ou as pontas dos dedos, caso as unhas sejam inexistentes.

No entanto, confirmando que todo o filme está bem conseguido e trabalhado, devo dizer que o melhor, para a minha pessoa, foram duas coisas:
  1. O Joker. Não sei como ficar indiferente a esta personagem. Apesar de nada se saber acerca dela, é das personagens mais cativantes que tenho encontrado no cinema, seja exactamente pelo mistério, por toda a sua maneira característica de falar e comportar-se. Heath Ledger tem uma brilhante prestação neste papel, merecendo o prémio póstumo e confirmando o que já se sabia: perdeu-se um grande actor!
  2. As reviravoltas. O filme está repleto delas, desde a mortos que afinal estão vivos, a bons que são maus; o previsível deixa de o ser (apesar de alguns desfechos serem esperados, claro está).
Nao posso dizer que gostei particularmente da prestação de Christian Bale, comparando apenas com American Psycho. Pareceu-me muito distante.
Já Aaron Eckhart, no papel de Harvey Dent/Two Faces, com a reviravolta da sua personagem muda também, parecendo uma pessoa completamente diferente; no final do filme, aparece num registo diferente do habitual.

No final, pode apenas dizer-se que é um grande filme, que deve ser visto e apreciado.

                                        
                                         WHY SO SERIOUS?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Só para o ano



Ansiosamente esperando...

terça-feira, 21 de julho de 2009

O Homem e a Lua

16 de Julho de 1969.
Cabo Canaveral, Florida, Estados Unidos da América.
Na missão Apollo XI, Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins embarcam na viagem das suas vidas.
O Presidente Kennedy quis, e a NASA faz a vontade. Em plena Guerra Fria, os norte-americanos ganham a corrida até à Lua, com a chegada dos 3 astronautas que ficaram na História.



That's one small step for man, one giant leap for mankind

Esta frase de Neil Armstrong, o pimeiro Homem a pisar solo lunar, é conhecida por todos e já foi utilizada nas mais variadas ocasiões, pelas mais diversas personalidades.
Acontece que aquele foi sem dúvida um passo gigantesco para a Humanidade, tornando-nos crentes de que podíamos chegar a qualquer lugar, e conhecer o que nos rodeia.
Desde aquele extraordinário momento, o Homem já montou uma Estação Espacial, já fez mais viagens até á Lua e ate já lançou uma sonda em Marte - a próxima ambição, tentando alcançar o mesmo que a tripulação da Apollo XI.
Os avanços foram imensos!
E apesar de todas as teorias que afirmam que a alunagem de 20 de Julho de 1969 foi apenas um produto de Hollywood, é inegável o peso que esse momento teve para qualquer pessoa.
Se o Homem consegue andar na Lua, pode conseguir o que quiser.


Em dia de comemoração passou na televisão o filme Apollo XIII, de Ron Howard e com um elenco de luxo que inclui Tom Hanks, Kevin Bacon, Gary Sinise e Ed Harris.
Chamaram-lhe o «fracasso bem sucedido» da História da NASA, mas podemos podemos imaginar a frustração de alguém que esteve tão próximo de pisar a Lua sem o conseguir, e o medo ainda maior de não conseguir sobreviver.
Foi uma fatalidade, mas a entrega de muitos permitiu que o fracasso fosse bem sucedido, salvando a tripulação quando tudo parecia apontar para uma morte iminente.
Não deixam de ser heróis.

(e parece que a nova alunagem está já agendada para 2013, se não me engano. A esta vou poder assistir)


domingo, 19 de julho de 2009

Avé Harry Potter!



Como não podia deixar de ser, já assisti ao 6º filme do Harry Potter, cumprindo a tradição. Há certas coisas e momentos que devem ser apenas partilhados com algumas pessoas.


Quanto ao filme, não me alongarei.
Apenas como filme que segue uma história, adorei! Os efeitos especiais e todo o trabalho estão excelentes!
Agora, tendo em conta que é baseado num livro, nada bom! Acompanhando os dois últimos filmes, muitas gralhas, omissão de importantes detalhes, distorção da história, novas cenas que não aparecem no livro...
Não sei como vão descalçar esta bota... Muitos detalhes omitidos são necessários para o desenrolar da história, mas eles lá sabem.

Não deixa de ser o Harry Potter. Estarei lá para o ano.