" Bird of prey flying high, take me on your flight "

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Pop Art

Que nova paixão tão boa que encontrei:

Kiss V, by Roy Lichtenstein.


Descobri-me hoje uma admiradora da Pop Art, e como gostei eu de descobrir Roy Lichtenstein.

Juntamente com isso, aprofundei ainda o significado de Pin Up, e devo dizer que ajudam apenas ao esteriótipo da mulher como objecto sexual.
Mas, lá no meio, encontrei uma que, apesar de mostrar tudo menos aquilo que significa para mim, ainda me prendeu:

Ambicionava uma carreira na Marinha. Por motivos de saúde, não posso.
Mas há lugar para as mulheres na Marinha. Nem que seja assim...

Beatlemania

O que importa é a música; a transmissão de cada palavra e cada nota, um novo sentimento.
Mas o calor da multidão deixa a música de lado.
No palco, está a celebridade que toca e canta; na rua, aquele que aparece nos jornais e na televisão, de quem todos gostam.

A música passa para segundo plano. Mais importante agora é ver quem é tão adorado, quem majestosamente aparece no palco com guitarras na mão ou se senta à bateria. Quem quer saber da obra criada e ali exposta? Importante é o fenómeno...

A maior parte dos fãs de Beatles na altura em que apareceram não deu conta de quão revolucionários foram no campo musical. Estavam na moda, eram famosos, palavra puxa palavra.
Aquele grupo de jovens fazia música por amor á arte! Ainda mais, foram além das convenções e criaram algo fora do registo habitual da época, com as suas (aparentemente) simples canções, com uma genialidade tal que fazem hoje dos Beatles a maior banda de sempre! Quem o nega que dê um passo em frente.
Na altura, eram apenas 4 rapazes engraçados que até faziam canções e tinham um jeito sedutor e meio doido no palco (e fora dele).
É claro que, talvez, todas as palavras de Love Me Do eram sabidas de cor. Mas até que ponto era isso importante? Giro, giro era gritar em plenos pulmões, não deixar ouvir a música e tentar, em vão, arranjar um pedaço de cabelo!

Em pleno processo de tentar tornar possível o contacto, perdemos noção de que quem procuramos alcançar é também uma pessoa com a sua própria existência.
Quem somos nós para querer fazer delas deuses?
Faço de vós puros deuses musicais, porque mentiria se dissesse que não o foram.
Quem sabe não estarei um dia em frente de Sir Paul McCartney, pedindo apenas que cante um pouco de Help. Um video de tal coisa, juntamente com um pedaço de papel com o seu nome, também não seria mau de todo...

A Hora do Planeta (fotos em breve) - II

No dia 28, em plena hora do apagão (A Hora do Planeta), passei pela ponte sobre o Tejo. Nunca passara de noite e vira tanta escuridão.

A presença do Cristo Rei na paisagem estava bastante apagada, vendo-se apenas um ténue recorte de uma forma no céu. Para os lados de Belém, a luz também era mínima, sem conseguir enxergar qualquer construção de maior porte. Do outro lado, as luzes espalhavam-se, algumas presenças aqui e ali.

Nunca tinha visto Lisboa tão escura como naquela passagem pela ponte António de Oliveira Salazar (ainda é o seu nome, não é? Não que simpatize muito com o senhor...); a imagem nocturna da capital sempre tinha sido de iluminação, vida!

Gostei especialmente de verificar a participação de particulares na iniciativa de desligar as luzes durante uma hora para bem do planeta.
E tantas preocupações...
Que eu tenha notado, não houve muitas (más) consequências da iniciativa.
Só reprimo o inexistente feedback, pelo menos que me tenha apercebido.

E escrevo eu agora à luz de uma fonte não eléctrica.