" Bird of prey flying high, take me on your flight "

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Vegetarianismo?

Estou seriamente a pensar tornar-me vegetariana!

Deparei-me com esta realidade quando tomei noção da hipocrisia que é não comer certas especies de peixe que estão sobreexploradas, dado o consumo desenfreado das mesmas, mas a carne, essa, continuo a comer, o que deve ser pior ainda! 
Não se trata de uma escolha ambientalista, apenas, daquelas que aqueles "doidos" que gostam da Terra fazem; é mesmo uma questão de saúde, de bem estar ético e necessidade de sentir-me bem com o que me rodeia.
Porque, para mim, o mal não é o consumo de carne, mas sim as acções realizadas para o podermos fazer. Nesta ânsia de ganhar dinheiro, agimos de tal maneira que não damos conta do quanto gastamos desnecessariamente, do sofrimento que produzimos e das consequências para a nossa própria saúde! O consumo de carne industrializada tem consequências para lá da imaginação, que vão bem longe da defesa dos direitos dos animais: todos os químicos ingeridos pelo animal para nosso belo prazer (e de quem o vende) gere problemas de saúde que julgamos desconectados da carne, como o cancro, por exemplo.

Mas isto de deixar de comer carne levanta uma quantidade de questões bastante pertinentes: então, e o peixe, deixamos de comer também? São animais igualmente. E, se assim for, o que como? Como vou alimentar-me? E deixar de comer ovos e leite e outros derivados, mesmo o fiambre? Vou alimentar-me somente de vegetais? Consigo assim ser alguém saudável?

Ando numa onda de pesquisa para poder responder a estas questões, e a outras com que me deparo. Sei que existem alguns alimentos substitutos, por exemplo soja (apesar da Amazónia estara ser destruída para dar lugar a plantações de soja) ou tofu. E tomei até conhecimento da existência de carne biológica, que é uma alternativa (mais cara, obviamente) à carne industrial e muito mais segura.

Debato-me então com esta minha resolução, digamos de ano novo (que está aí bem perto). E não é uma decisão que tomarei de ânimo leve: adoro o meu bifinho grelhado cheio de molho e muita batata frita! Um bom hamburguer às vezes nem calha mesmo nada mal... 

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quando crescer quero ser deputada!

Pois é, descobri a minha verdadeira vocação: ser deputada! Pode ser de um qualquer partido, até dos Verdes (espera, esse se calhar é melhor não, que só há dois deputados e seria obrigada a falar), desde que pudesse ir para o Parlamento.
Aquilo é muito mais giro do que o que eu pensava. Para já, é muito moderno: num espaço tão pequeno - não, não é tão grande como parece na televisão - há, não um, mas dois painés electrónicos que servem apenas para contar o tempo que cada partido fala. E o que dizer dos computadores que saem da mesa, e dos teclados com rato touch? Assim se sabe que os nossos deputados, com o dinheiro dos nossos impostos, têm tudo o que é de bom.
Atenção que sou completamente a favor da modernização da Assembleia da República, mas era preciso algo tão elaborado?
Mas não deixa de ser um edifício bonito...

Bonito também é o trabalho do deputado. Uma sessão de Parlamento em Portugal é algo como isto:  deputado fala, expõe as suas ideias acerca do assunto do dia (naquele dia era debate extraordinário sobre o orçamento de Estado), e todos os outros brincam com os seus brinquedos favoritos. O deputado acaba, a palavra é dada ao próximo deputado, o orador anterior começa a brincar e ó seguinte deixa os brinquedos um bocado e fala, só porque sim. E o que são os brinquedos, perguntam? Bem, os brinquedos são os telemóveis, os computadores (o Facebook é tão conhecido que, ali ao pé de nós, estavam três a visitar os comentários!), ou mesmo andar de um lado para o outro a combinar, provavelmente, em almoço para pôr a conversa em dia.

Nada de mais, não é verdade? Tudo isto podia ser completamente compreensível, dado o número de horas que uma sessão pode demorar. No entanto, o que realmente acontece é que, cada uma daquelas pessoas que estavam a brincar, ou pura e simplesmente estavam a pensar na morte da bezerra, estão-se completamente a lixar para o que os outros estão para ali a dizer, falando rápido e no bom português!
Que desrespeito para com a nossa boa Nação e povo! É bom saber que elegemos aquela gente para legislar o nosso país, em plena troca de ideias, e essa mesma gente não quer saber do nosso voto e vontade e apenas não ouve, mostrando completo desinteresse no que se passa por esta bandas. A sua preocupação é desmanchar a credibilidade dos outros, é dizer mal apenas porque sim - sim, porque a partir do momento em que não ouvem o que os outros têm para dizer e mesmo assim criticam, é porque são mesmo mesquinhos!

Já era de esperar, dizem alguns.
Pois eu esperava um pouco mais de respeito e seriedade. É que não estamos ali a brincar; trata-se das leis do nosso país, de implicações nas nossas vidas e vivências! 
Era educativo uma visita a esta instituição, não só para ver como funciona o nosso regime, mas também para nos apercebermos do trabalho árduo dos nossos políticos. Devia ser obrigatório, digo eu.
Deve ser cansativo, passar uma manhã a falar e preparar um discurso para ler à tarde e ir embora, ou pura e simplesmente ficar ali a descontrair.

Depois admiram-se que a população perde confiança na Democracia...

 

sábado, 21 de novembro de 2009

Conspiração?



Nãaao, alguma vez os grandes senhores deste mundo seriam capazes de tal coisa??

Isso é tudo mito! É como o aquecimento global!

Atentar às palavras desta senhora, agora ironia free; atentar bem e abrir os olhos para todas as mentiras que nos são ditas todos os dias...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não resisti



OUVIR, VER, E PENSAR.

domingo, 15 de novembro de 2009

" Die Welle " (2008)


De: Dennis Gansel
Argumento: Dennis Gansel

O professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) é o professor que todos os alunos gostavam de ter. Certo de que, na semana de projectos, lhe seria entregue a turma onde seria leccionada a anarquia, vê os seus planos mudarem quando a directora decide dar-lhe a turma da autocracia, tomando desde o início uma nova atitude: através de uma experiência, tenta demonstrar ao seus alunos se uma ditadura seria, ou não, possível, na Alemanha uma vez mais.
Baseado numa experiência realizada na California, Estados Unidos da América, Die Welle, um sucesso de bilheteiras na Alemanha, mostra uma realidade que pensamos bem diferente.

O tema, já por si, chama-me de imediato.
Não tinha conhecimento deste filme, até ao momento em que o meu colega de projecto de inglês (cujo tema se assemelha muito ao tema do filme) mo divulgou e, numa de pesquisar para esse mesmo projecto, decidi ver. E foi uma das minhas melhores decisões em termos cinematográficos!

Para já, toda a interpretação é excelente! Desde à figura do professor Wenger - interpretado por Vogel - aos alunos que se vêm a seguir um regime fascista sem se aperceberem dão um realismo ao filme que deve ser sempre testemunhado; uma atenção especial para Frederick Lau, que interpreta Tim, um jovem que fica demasiado apegado ao movimento.
Para lém da interpretação, todo o conjunto do filme mostra esta tal realidade que não julgamos possível, fazendo do filme um quase documentário, mas que não chega a ser tão descritivo.
Conseguimos perceber a maneira como os alemães lidam com o fascismo, e aprendemos uma valiosa lição.

Na verdade, não sei o que dizer sobre este magnífico espécime da espécie dos filmes, mas penso que tem de ser divulgado por toda a blogosfera. Como sei que estes devaneios não devem chegar muito longe, ao menos divulgo à meia dúzia de pessoas que ainda aqui vem.
Adorei, com todo o meu ser. E aconselho vivamente!

sábado, 14 de novembro de 2009

Bon Jovi e a sua veia social

Comprei o novo album da banda norte-america Bon Jovi (sim, comprei, numa loja), e para além de umas músicas que tocam a um nível mais pessoal, houve uma que me apanhou logoquando tive oportunidade de ler a sua letra:

Dateline early sunday morning
Shots ring out without a warning
No one seems to even blink in this town
Two dead and a baby missing
Sirens screaming in the distance
A mother pleading bring my baby home now

For the pink slip of an suv
A night cut down with tragedy
His defense another generation breakdown

Yeah, Yeah

What is the distance between a bullet and a gun
God are you listning
Or have you just given up

Yeah, Yeah
Yeah, yeah

Corporate countries go to war
Behind the lies they're fighting for
And black gold from an old king's soul won his round
How can someone take a life
In the name of god and say it's right
How does money lead to greed
When there's still hungry mouths to feed

Yeah, Yeah

What is the distance between a bullet and a gun
God are you listning
Or have you just given up

We need forgiveness
We all need a lot of love....

We need some hope
We need it now
A little faith man help me out
I'll learn to pray
But it's too late now

Yeah, Yeah

What is the distance between a bullet and a gun
God are you listening
Or have you just given up

What is the distance between a bullet and a gun
We need forgivness
We all need a lot of love...
A lot of love...


É ou não é vedade?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

350



Deparei-me com este video, e de uma maneira tão simples, diz tudo.

Mas eu sou só uma pseudo-ecologista, porque o aquecimento global é um mito.

domingo, 11 de outubro de 2009

Os Nobels já não são o que eram

Ouvi dizer por aí, neste meio tão abrangente que é a Internet, que Barack Obama ganhou o Prémio Nobel da Paz.

Bem, quando Obama ganhou as eleições presidenciais nos Estados Unidos da América, eu fiquei até contente (qualquer coisa seria melhor que Bush, mas entre as escolhas, viesse o Barack!)! Algures neste tasco podemos encontrar, mesmo, o discurso de Obama, felicitando o mesmo pela vitória.
Mas tudo o que é demais, enjoa, como diz o povo. E pouco tempo depois, a onda Barack Obama estava já a ser mais do que tudo o que o senhor merecia.
Acontece que tomei conhecimento de certos aspectos da política obamiana que desconhecia, aspectos esses que me revoltaram profundamente. (gostava de me explicar melhor, mas o meu tempo não é tanto quanto eu queria, por isso prometo uma maior clareza para breve).

E veêm dizer que o senhor é o Salvador, não da Pátria, mas do mundo!
Dessem o Nobel ao Bono outra vez, estava melhor dado.
É só uma maneira de responder à globalizada imagem de bom samaritano de Obama. Uma resposta à marca, nada mais.
O júri já foi mais sábio...

domingo, 27 de setembro de 2009

Era uma vez a triste realidade humana

Era uma vez um planeta habitado por dois tipos de pessoas: uns que tinham tudo aquilo que necessitavam para conseguir sobreviver, como um prato de comida, e outros que pouco ou nada tinham, chegando mesmo alguns a morrer devido à falta de alimentos.
Um dia, os que estavam fortes repararam que o preço do leite que produziam com a ajuda das suas vacas começou a descer, a descer, a descer, e não gostaram de saber; tinham tanto leite e ninguém a comprava, que tinham de baixar o preço. "Ora", pensaram eles, "se o preço é tão baixo não ganhamos nada, temos de fazer com que o preço suba outra vez, porque precisamos de muitos alimentos para ter força para trabalhar".
Mas tinham um problema: o que é que íam fazer com todo aquele leite que ninguém bebia? Era preciso pô-lo em algum lugar, ou dá-lo a alguém, para que os preços pudessem subir. Como é que o faríamos?
"Fácil!", alguém pensou. "Que tal enchermos os camiões com o leite e começarmos a deitá-lo fora enquanto andamos? Assim o leite vai para a terra e os preços voltam a subir". Que optima ideia pensaram todos que era!...
E assim o fizeram: pegaram no leite e deixaram-no escorrer, algum até para certas colheitas de alimentos. O leite já era menos e os preços subiram.
Durante o tempo em que os mais fortes deitavam fora leite e estragavam outros alimentos, os mais fracos continuavam fracos, tão fracos que não conseguiam trabalhar para arranjar comida para ficarem fortes e, quem sabe, ajudar a produzir o leite.
Mas, sejamos realistas: não é bem mais fácil mandar fora uma fonte importante de nutrientes do que dar a quem precisa? Vamos trabalhar sem receber, é? Ninguém gosta de trabalhar de borla...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

" Lágrima de Preta "

Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lagrima
para analisar.

Recolhi uma lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha o ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
os bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio
experimentei a lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio,
água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

" The Age of Stupid "



Portugal incluído na estreia mundial.
Já está marcado na agenda.

Mais informações: The Age of Stupid website

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

" O Caderno Secreto de Leonardo ", de Jack Dann - Reflexão

Na escuridão que se abate sobre as cabeças, a esperança e a luta tentam prevalecer: a esperança de que a escuridão vai acabar e a luta para o tornar realidade.
Recorre-se aos mais variados conhecimentos, mas a preguiça é tanta, a esperança de alcançar algo pelas nossas mãos é tão escassa, que recorremos a uma força espiritual que acreditamos verdadeira.
Nada nem ninguém deve ser julgado por fazê-lo e por aquilo em que acredita, mas o trabalho é nosso, não de Deus.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Há 40 anos atrás



Por volta de 1969, dizem os relatos, vivia-se numa época de liberdade individual, maioritariamente nos jovens, que mantinham um perfil pacífico e boa onda. As drogas e o "free sex", tal como a música, eram denominador comum na comunidade jovem. O movimento hippie.
Houve então quem se lembrasse de organizar um evento em que, durante 3 dias, no mesmo espaço, tivessem lugar vários concertos, das bandas mais badaladas, espaço esse em que era permitido a permuta nesses 3 dias, pagando de entrada uns simbólicos 24 dolares - chamaram ao evento Woodstock e decorreu em Bethel, Estados Unidos da América, nos dias 15, 16 e 17 de Agosto.

Foram dias loucos. Para além dos concertos, que levaram aquela gente ao rubro com a presença de Janis Joplin, Santana, Jefferson Airplane, The Who e outros 28 artistas, a diversão era constante.
Naqueles 3 dias, o nudismo não incomodava e era até bem vindo, em especial nos banhos no rio; o fumo era como nevoeiro e não havia sinais de qualquer fogo; o "free sex" foi mais free do que nunca, e alguns foram os bebés que nasceram em pleno recinto - os "bebés Woodstock".
As complicações existentes graças à escassez de alimentos e higiene não abalaram ninguém, e a boa disposição estava presente em todos.
Apesar das duas mortes que ocorreram no recinto - uma de overdose e outra resultado de um atropelamento por um camião - , quem lá esteve não esquece, e quem não esteve gostava de ter estado.

Hoje, temos muitos fstivais por onde escolher, com de tudo um pouco, mas o Woodstock foi o primeiro,o único.
O Woodstock foi o pai de todos os festivais, mas nenhum o consegue igualar.

O dia 17 de Agosto, já perto do dia 18, Jimi Hendrix actuou em último.
A história termina assim, com a actuação de um virtuoso artista, mas para sempre ficará escrito que aqueles 3 dias em Agosto de 1969 foram inéditos.

sábado, 8 de agosto de 2009

Socorro, chegou a gripe!

Epá, mais uma que vem falar da gripe! Chiça, que isto agora não pára, é gripe aqui, gripe ali, no telejornal e na rádio... Ora bolas!
Mas sejamos realistas; eu penso que a gripe A está para nós como esteve para a Idade Média... Não, para o Renascimento... Não, para o século XIX... não me recordo de nenhuma "epidemia" tão publicitada sem sentido como esta.
E perguntam agora porque é toda esta publicidade a um vírus que já matou centenas de pessoas em todo o mundo e propágasse tão rápido como a notícia de uma qualquer nova namorada do Cristiano Ronaldo é sem sentido, e eu respondo, com certeza: é que as pessoas não têm noção que, por ano, de gripe normal, morrem muitas mais pessoas do que as que já morreram, e é apanhada por muito mais gente.
O que acontece é que este vírus - H1N1 - propágasse com muito mais facilidade,e quem morreu tinha outro tipo de doenças que agravou a gripe, ou estavam já num estado muito avançado.

Por que não se fala antes dos milhares que morrem de malária, cuja prevenção pode ser feita com um simples mosquiteiro?
Há noção da quantidade de Tamiflu armazenado desde a gripe das aves? Como escoar tanto medicamento?
E porque será que não é comparticipado, tal como a vacina, se é já considerado uma epidemia?
Eu confesso que tenho uma certa mania da perseguição, mas custa a acreditar que esta não foi uma jogada oportunista.

Sinceramente, não estou muito preocupada. Não sou pessoa para apanhar gripes, e caso tenha de ser vacinada, como doente crónica tenho prioridade. A minha única preocupação é uma irmã grávida que parece apanhar tudo o que é vírus; isso é que me preocupa.
Ah, e o dinheiro que andam a "roubar" aos que têm medo desta doença e andam já a abastecer-se do medicamento milagroso.
Mas a ser roubados estamos nós já habituados.

E que tal falar agora das urgências nos hospitais?
Não, já chega de saúde por hoje.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Verde existência

Ouve-se os pássaros e o riso de gente alegre.
Ouve-se o som do vento a roçar nas folhas e as conversas amigáveis.
Respira-se um ar mais puro e convive-se com aquela coisa tao estranha a que chamamos Natureza.
Esquecemos até por momentos que estamos no meio da cidade, mas Monsanto tem destas coisas. E tem outras também que vale a pena aproveitar, nem que seja só aproveitar o verde.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sábias palavras

In times like these we need
men around who can
see clearly and speak the truth
Jim Morrison


Os povos são felizes quando os que os governam são sábios
Padre Teorodo de Almeida


If you wanna make the world a better place, take a look at yourself and then make a change
Michael Jackson

O planeta chegou à 11ª hora

Earth has all the time in the world, but we don't
                                                                                Oren Lyons


Acabo de ver um dos melhores documentários que já vi; fiquei chocada, revoltada, zangada, e, penso que acima de tudo, com medo e uma vontade enorme de mudar esta comum realidade:

Não é mais um documentário sobre o aquecimento global; é um documentário sobre as mudanças que a actividade humana exerceu no planeta Terra, as suas consequências e as soluções que poderão levar a uma redução do impacto dessas mesmas actividades.
Baseia-se, principalmente, no testemunho de especialistas em várias áreas ligadas às mudanças ambientais do planeta, e numa grande vontade de mudar a situação actual, através de argumentos e factos que demonstram o porquê dessa vontade.

Mais do que uma vez insinuei neste espaço e em tantos outros como o ambiente está em perigo.
Uma das coisas mais importantes que retirei deste precioso documento videográfico foi como a formulação desta preocupação está errada: sim, o ambiente está em perigo, mas mais importante, a vida está em perigo; nós não devemos salvar o ambiente, devemos salvar-nos a nós, Humanidade, e a todas as outras formas de vida.
É claro que está presente na consciência que o ser humano está em constante perigo com tanta mudança, mas, ao demonstrar a nossa preocupação, acabamos por focar mais o ambiente do que a Vida (sim, Vida, com letra maiúscula), que devia ser o verdadeiro ponto focado quando nos apelidamos de ambientalistas.
Acabei por perceber que não sou ambientalista, mas sim Vidalista, ou o que lhe quiserem chamar.

Apesar de ter noção de tudo aquilo que vi e ouvi, sabendo as bases e, em alguns casos, tendo certos conhecimentos acerca dos factos apresentados, não pude deixar de ficar completamente aterrada com o que me foi mostrado! As imagens, os esquemas, as previsões, as próprias palavras dão uma visão da provavelmente futura realidade que deve ser posta em causa e mudada.
Apesar dos esforços e até vontades expressas pelas populações de alguma preocupação ambiental por parte das políticas, a grande responsável por uma Terra em mudança é toda uma sociedade e economia que gira em torno de certas e determinadas coisas que não contribuem para um desenvolvimento sustentável!

Uma outra noção que nos é dada, ou pelo menos que a mim foi, é que fazemos parte da Natureza, e em nada somos superiores; muito pelo contrário, a Natureza faz mais por nós do que aquilo que nos atrevemos a admitir!
Ao continuar com certos comportamentos de risco, estamos a viajar por um caminho que levará a uma destruição da própria Natureza, e de tudo o que ela nos dá.
É possível um desenvolvimento económico e social numa sociedade em plena harmonia com a Natureza, praticando um desenvolvimento sustentável no qual os recursos naturais são respeitados e preservados, utilizados de uma maneira racional e aproveitando todas as maravilhas que podemos retirar da Natureza sem a danificar, continuando com o progresso que tem sido testemunhado.

Penso que não temos noção das grandes consequências dos nossos actos. Não se trata apenas de poluição atmosférica e aquecimento global, mas sim de todo um movimento poluidor que vai atingir as nossas águas, os nossos solos, as nossas florestas e, consequentemente, os produtos que ingerimos diariamente e que nos são necessários para sobreviver.
Vai ser atingida (aliás, já foi atingida) a nossa saúde, o nosso corpo.
Vão ser atingidos os ecossistemas que proporcionam uma quantidade infindável de recursos e condições necessários para a existência de vida no planeta Terra.

E é apenas disto que se trata. Podemos dizer "que se dane o ambiente", mas quando se trata da nossa própria vida, o caso muda de figura.

Love is the force that make us fully human

                                                                David Suzuki

É o amor pelo progresso, é o amor pela sobrevivência, o amor pelo conhecimento, o amor pelas pessoas que nos faz agir. Será o amor pela Terra, pelo planeta, pela VIDA que nos fará lutar e mudar o que se azivinha.

domingo, 14 de junho de 2009

John Lennon e o Bed In

Há uns tempos comentei o artigo publicado na Blitz sobre o activismo de John Lennon e Yoko Ono na comunidade virtual da revista: o Bed In.
Fiquei então um pouco espantada quando, um mês depois, abro a revista e vejo-o lá publicado, na secção para esse efeito.
Até senti assim um pontinha de algo como, sei lá, orgulho, porque alguém mais vai ler o que escrevi. É bonito, até porque é o que quero fazer da vida.
Aqui fica:

John Lennon foi uma figura um tanto controversa, como pessoa e como artista.
A paixão que tinha pela música, pelo processo de a criar, por expô-la e por mostrá-la era tão intenso, que os Beatles rapidamente se tornaram o melhor e o pior que alguma vez lhe acontecera: foram os Beatles que lhe permitiram fazer o que ele amava da maneira que amava, foi com os Beatles que teve a aceitação do público, e foi devido aos Beatles que começou a ver a música de uma maneira diferente (maneira essa que, entre outas coisas, levaria o grupo a deixar de actuar para o público).

Não há como negar o peso que o nome Lennon tem no mundo da música, tanto em grupo como a solo. O mundo em que mergulhara depois de alcançar a fama mudou tudo o que via, e fazia. Yoko Ono parece que o libertou (se para bem ou mal, isso já é uma questão diferente).
A campanha Bed In mostrou exactamente o modo como John começava a ver o mundo a partir de uma certa altura da sua vida. Sabendo a exposição que qualquer acção sua tinha no mundo, usava essa fama para fazer ouvir a sua voz.
Desde a primeira vez que ouvi "Give Peace a Chance" que essa frase se tornou quase um grito de guerra! Toda a música mostra uma sociedade que mergulhou na superficialidade e não se importa com os assuntos que talvez sejam realmente importantes.
Enquanto "Imagine" é como um utópica sonho, "Give Peace a Chance" é um pedido, um "wake up call", uma chamada de atenção.

Do rapaz de Liverpool que sonhava em ter uma banda e fazer música, ao músico dos Beatles, ao homem que abandonou a família para abraçar uma nova realidade pedida por um ser interior em mudança, John Lennon tornou-se um ícone para gerações presentes e vindouras.
Um homem em constantes conflitos consigo próprio e com o mundo, mas com uma força na voz que ultrapassou barreiras!

"All we are saying, is GIVE PEACE A CHANCE!"

sábado, 6 de junho de 2009

Dia Mundial do Ambiente

No passado dia 5 de Julho foi assinalado o Dia Mundial do Ambiente.
Porque o aquecimento global não é mito, como muitos ainda querem pensar. Infelizmente, é bem real.

Hoje de manhã li uma crónica da Clara Pinto Correia sobre o florescimento dos jacarandás, flores que florescem sempre entre 11 e 13 de Junho. Ou pelo menos era assim que costumava ser.
Diz a bióloga que estas flores, naturais da floresta tropical brasileira, «precisam de 230 dias com temperaturas acima dos 14 graus» para voltar a florir, pois Lisboa, ao contrário da floresta tropical, tem estações do ano.
Ao longo de todos estes anos, os jacarandás nasceram sempre entre 11 e 13 de Junho. Este ano, em Lisboa, floriram a 9 de Maio.

O florescimento prematuro destas flores pode ter apenas um significado: as temperaturas aumentaram tão consideravelmente que foi possível ter 230 com temperaturas acima dos 14 graus em alturas que, supostamente, tal não aconteceria.
E é exactamente porque uns ainda pensam que tudo isto não passa de simples coincidências ou necessiadades da própria atmosfera que é necessário assinalar este Dia Mundial do Ambiente.

Juntos temos de pressionar os governos no sentido de 'selarem o acordo' nas conversações sobre as alterações climáticas em Copenhaga para se alcançar um novo pacto sobre o clima

Ban Kimoon, Secretário Geral da ONU

sexta-feira, 17 de abril de 2009