Durante oito dias muito podemos ver e pensar; durante oito dias muito podemos conhecer.
Durante estes oito dias fiz isso e talvez mais, passeando por localidades que me eram desconhecidas, por entre ruas estranhas e passando por casas que não estou habituada a ver. Para mim, isso são férias!
E portanto lá fui eu no carro alugado pelo meu pai, com a minha mãe ao meu lado e o meu irmão no lugar do "pendura", os quatro à aventura! Subimos e descemos montes, andámos por estradas com curvas e contra-curvas em toda a sua extensão, passámos por vilas e cidades que mudaram com o tempo.
Encontrei na Madeira um novo centro turístico com o seu desejo de desenvolvimento. Por onde andamos, novos empreendimentos são construídos nos pequenos sítios que ainda não estão ocupados pelo betão, as pequenas "praias" arranjadas pelos madeirenses multiplicam e os centros turísticos de há dezassete anos mudaram, estão diferentes.
Apesar de tudo isso, foi com alegria que vislumbrei pela primeira vez o típico carro do Monte ou as casas de Santana. Eles lá continuam, talvez agora com mais visibilidade, mas mantêm-se como sempre foram.
É bom ver que há coisas que não mudam, mesmo que os tempos andem para a frente.
Podia estar a desertar com uma imensidão de pensamentos que me chegaram ao avistar cada coisa; deixo apenas isto:
A beleza das paisagens madeirenses continua lá; apenas está escondida por detrás do cimento. Se procurarem bem, conseguem encontrá-la.
Felizmente eu consegui; olhei para lá das bonitas cidades, das praias engraçadas e do clima convidativo e vi uma Madeira que passa ao lado de muito olho.

Sem comentários:
Enviar um comentário