" Bird of prey flying high, take me on your flight "

sábado, 30 de maio de 2009

Contagem decrescente

Oficialmente, já só falta um ano para o começo do Rock In Rio Lisboa 2010!
Por volta das 22.15, começou a (pseudo) cerimónia, com um (grandioso) espectáculo de fogo de artifício que espantou, com certeza, todos aqueles que o viram!
Eu vi, e, sinceramente, nunca vi a Ponte tão luminosa como esta noite. Valeu a pena cortar o trânsito e ainda apanhar um pouco de tráfego a mais à vinda para casa.

No entanto, para uma organização que pretende viver num mundo melhor, com preocupações ambientais e restantes, devo dizer que é um tanto um quanto hipócrita gastar o dinheiro que gastou (e recursos, obviamente) em tal espectáculo.
Mas (hipocritamente) adoro um bom espectáculo de fogo de artifício!

domingo, 24 de maio de 2009

O que há de novo

Na "rubrica" O que se ouve por estes lados insiro este pequeno aparte.
Gosto destes tipos, e não, não é só por serem meus amigos.



Há ainda outra banda, mas não há ainda video da sua performance, pelo menos que tenha conhecimento.
Quando houver, publicito, porque a música não é só feita por "profissionais", e a qualidade dos mais jovens é de salientar.

terça-feira, 19 de maio de 2009

« Mataste-me, minha cabra »


Acabei hoje de ler uma das minhas últimas (e melhores) aquisições: Minha Besta - Uma história de amor (You Suck na língua original), de Christopher Moore.
Quando abrimos no primeiro capítulo, a promessa é grande: «Mataste-me, meu estafermo! Tu não prestas!». E é mantida!
Eu sei o quão doidinha pareci a rir sozinha, no autocarro, mas a culpa é desta história de vampiros, Animais, góticos e prostitutas azuis. A história de Tommy, um rapaz de 19 anos que uma noite acorda, morto pela sua namorada vampira que decidira em transformá-lo num também.
Acaba por não ter ponta por onde se lhe pegue, e o humor é um humor fácil, mas quem se importa se é fácil ou não? Em tempos cinzentos, o que interessa é rir!
As peripécias continuam, e os risos, e passa-se um tempo mesmo bom a folhear estas páginas.

Óptimo para quem se sente deprimido!




E só para mais um cheirinho e ideia da mente desta pessoa que decidiu escrever este livro e outros, o video que o autor fez para a apresentação do livro O anjo mais estúpido em Portugal

Este é o próximo.

sábado, 16 de maio de 2009

O que se ouve por estes lados


A Gaivota - Amália Hoje

Que versão mais bonita... Adoro a voz da Sónia Tavares, e que homenagem à Amália.

Pérola

O Youtube é uma caixinha de tesouros:

Tinha eu saudades de ouvir esta música... E descubro eu que foi interpretada pela Mafalda Sacchetti.
O Youtube é só surpresas...


(vou continuar a ver o Dragon Ball na Sic Radical... O cell está a ganhar ao Vegeta, não é bom...)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Eça

Pois então façam vocês a revolução. Mas pelo amor de Deus, façam alguma coisa!
                                            Eça de Queirós, Os Maias

Porque falam e falam, e continuam sem fazer nada. 

Deixa passar o vento...

Deixa passar o vento;
a brisa que passa
e deixa o aroma
de cada momento.

De cada momento
vivido e passado,
rindo e chorando
por cada tormento.

Pois a esquina do tempo
cedo será dobrada
pelo vento que passa,

que me leva sem rumo,
por sonho sonhado,
e por aqui esvoaça.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Frustração em alta

Sinto-me frustrada. Onde é que já se viu um workshop de rádio custar 200 euros???
É o dilema de qualquer um: preciso de experiência, mas a experiência paga-se.
Bonito...

Deve receber bem, o António Sala...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Sei, e quero

Não sei o que faço
Não sei o que escrevo
E não chego mesmo a saber o que sinto.
Mas sei que o que sei pode algum dia resultar,
dar-me algo para o meu futuro,
depois de tanto que dei para saber o que sei.

Porque o que sei é uma benção,
o conhecimento é direito,
dom não apreciado.

Encontro espírito confiante num futuro sonhado,
querido e ansiado,
lutando para o atingir.

O que sei é benção para o que quero.

sábado, 9 de maio de 2009

Livros, e livros, e mais livros!

Já fui á Feira do Livro, como não podia deixar de ser.
Lá estam as bancas das editoras, com todos os livros a olhar para nós com aquele ar «vem, passa as minhas páginas e descobre um mundo para levares para casa». E para gastar dinheiro.

A cultura no nosso país paga-se, e não é pouco! Em qualquer livraria, livros abaixo dos 16 euros (e mesmo os 16 são um limiar um pouco fantasioso) são caso raro; ainda no outro dia andei à procura e vi tudo pelos 17, 18, 20 euros e mais! Existe necessidade de haver livros a 25 euros??
Não é de estranhar, portanto, que quem gosta realmente de ler espera por esta feira, como uma criança espera (não, esperava) pelo Verão para ir à Feira Popular (quantas recordações...)!
Há um pouco de tudo! Em cada banca, temos a fantasia, o histórico, o drama, o romance, até os livros de aventuras para os mais pequenos! E, para além disso, temos preços que calham bastante bem: Eça de Queirós a 5 euros (A Relíquia já está na minha estante à espera de ser lido), O Leitor a 8 euros (em português, que o meu alemão é inexistente para além da "polizei" e de umas quantas palavras), verdadeiros best-sellers a quase metade do preço de loja. Só não aproveita quem não quer!

E não é bom passear pelo Parque Eduardo VII, aproveitar o bom tempo (quem for hoje não teve muita sorte nesta secção), poder até tomar contacto com alguns escritores admirados? Ontém, apanhei as quase míticas escritoras de Uma Aventura, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, e também a de Lua de Joana, Maria Teresa Maya Gonzalés, a Clara Pinto Correia já lá tinha estado de manhã e o Virgílio Castelo também lá estava, esperando por quem quisesse que assinasse o seu livro.
O tempo, esse... óptimo! Perfeito para um passeio agradável por entre aquele cheiro a literatura, seguido de um bom gelado.

A Feira do Livro passou a significar, não só livros a baixo preço, como uma tarde bem passada!

Doce sorriso

Incrível como, de cada vez que saio de uma festa de crianças, para além de sair estafada, saio com um sorriso na cara!
Há sempre algo de novo, uma nova coisa a aprender.
O que mais gosto de ouvir é quando todos se juntam e dizem, naquele seu tom, «e agora éramos feiticeiros, e fazíamos feitiços, e não podemos morrer». Ou mesmo quando inventam um jogo com aquilo que têm, e há sempre um que muda um pouco as regras para poder ganhar.

Numa festa de aniversário aprende-se mais sobre uma criança do que o que se pensa. A sua criatividade e imaginação fervem mais quando brincam.
Ver que eu fazia o mesmo há anos atrás, para além de me lembrar de como cresci, ainda me mostra que já não sou mesmo criança, porque é assim que elas devem viver: brincando ao faz-de-conta e jogando, inocentemente.

Gosto de ser testemunha desta maravilhosa fase.

domingo, 3 de maio de 2009

Dia de (inserir desculpa para gastar dinheiro aqui)

Dia da Mãe. Para festejar todas as mães.

Sou da opinião pessoal que este tipo de dias, como o Dia da Mãe, o Dia do Pai, o Dia dos Namorados e afins, são dias globalizados que permitem às lojas ganhar mais uns trocos com as vendas dos presentes.
Não que acredite que não é importante demonstrar o amor que sentimos pelos nossos entes queridos pelo menos um dia por ano, mas, para ser assim, temos o Natal, que junta logo todos num dia só!

Interessante, que nem eu escapei à febre do presentinho, e lá comprei à minha mãe um miminho: um avental cor-de-rosa choque a dizer "Mãe, adoro os teus cozinhados". Coisa pequena, mas que ela gostou, gostou. Já ao meu pai comprei, lá do seu dia, um cinzeiro (verde e tudo, à sportinguista) a dizer Pai.
Apenas comprei porque sim. Considero-me alguém que demonstra o seu amor, pelo menos, duas vezes por dia: quando me levanto, e quando me deito.
Este é apenas dia obrigatório para o fazer. Está-nos no subconsciente; "hoje vais-te levantar bem mais cedo, vais vestir-te, dar um grande beijo à tua mãe e vais tomar o pequeno almoço com ela". Assim o fiz.

O mais giro é que todos temos a noção que o fazemos apenas porque sim, mas continuamos a fazer, todos os anos.
E continuaremos.
Talvez tenha um sabor diferente quando for o nosso dia...

sábado, 2 de maio de 2009

" The Reader " (2008)


De: Stephen Daldry
Argumento: David Hare

1958. Alemanha, pós-Grande Guerra.
Um dia, à vinda da escola, Michael Berg (David Kross/Ralph Fiennes), de 15 anos, sente-se mal e é ajudado por Hanna Schmitz (Kate Winslett), uma estranha com o dobro da sua idade. 3 meses depois volta a sua casa para lhe agradecer, e iniciam um romance secreto que durará um Verão, até à altura em que ela parte sem nada dizer. Todos os dias, Michael lia-lhe livros, tornando-se como um ritual entre ambos.
Anos mais tarde, Michael, como estudante de Direito, vai assistir ao julgamento de 5 mulheres ex-guardas das SS nos campos de concentração durante a II Guerra Mundial. Entre elas encontrou Hanna.
Fortemente abalado, Michael descobre que sabe algo sobre Hanna que pode ajudá-la a escapar à pena que lhe é concedida, transformando-se num segredo que acaba por não revelar.
Ao longo da sua vida, a memória de Hanna acompanha-o, tal como o segredo que guardava.

O filme é um constante recoar no tempo, primeiro ao pós-guerra, depois aos anos 80, 90.
A Alemanha dos anos 60 não sarara ainda as feridas deixadas pelas acções dos Naziz, da violência para com todos aqueles não considerados "puros".
Não é possível ficar indiferente ao julgamento de Hanna Schmitz e restantes rés, talvez não tanto pelo porquê de estarem a ser julgadas, mas pela moral de quem está a ser julgado.
Indiferente não podemos também ficar ao próprio romance vivido pelas duas personagens principais, tão intenso que ficará para o resto das suas vidas!

É de felicitar portanto o papel desempenhado por Kate Winslett (que bem mereceu o Oscar, dando a Hanna uma frieza e um calor simultâneos, mudando a sua expressão e mostrando o seu sentimento com uma naturalidade impressionante) e também por David Kross, o jovem alemão que interpreta Michael Berg na juventude, e uma grande promessa para o panorama cinematográfico.
Já Ralph Fiennes, como Michael em idade adulta, apesar da relevância que esta etapa da vida da personagem tem para o desfecho da história, pareceu como que um papel mais secundário, o que não o impediu de fazer um óptimo trabalho!
A intensidade das cenas em que estas personagens interagem, desde as cenas de sexo ao reencontro entre Hanna e Michael no final do filme, demonstram, não só uma imensidão de emoções que saem cá para fora, como um motivo para o percurso de vida de cada um, apenas pela expressão e comportamento incrivelmente interpretados pelos actores.

Stephen Daldry, como li numa crítica, mostra um retrato realista e emocional de cada personagem, de cada cena. O filme está impregnado de um realismo extremo, desde as cenas entre Hanna e Michael, até ao dia-a-dia das personagens. Daldry tem uma visão diferente.
É dada uma grande importância aos pormenores; qualquer pequeno papel é importante para o desenrolar da história e para entender o conflito em que Michael se encontrará, tal como todo o seu percurso de vida.
Toda uma equipa de caracterização, fotografia, edição, som contribuíram defiitivamente para este tipo de promenores se mostrarem reais, e não apenas um produto de estúdio de Hollywood.

É uma luta entre o certo e o errado. Uma luta moral que sai da vida dos personagens e chega até quem está deste lado da tela.
Para além disso, durante a interpretação de Ralph Fiennes apercebemo-nos de como uma pequena decisão, um pequeno espaço no tempo pode ter um peso tão grande nas nossas vidas e nas vidas dos outros.
Os comportamentos de Michael antes e depois de iniciar o romance com Hanna, as repercussões da sua separação, o futuro do rapaz que viu o seu primeiro amor a ser preso sem conseguir mudá-lo e como vive o homem a quem tudo isto aconteceu levam a uma introspecção interior das acções que tomamos, de como vemos as coisas e de como podemos sair afectados.

É um flme que, por muitas vezes que o vejamos, há sempre algo novo a ver, a dizer e a pensar.
Daqueles filmes que dá gosto classificar, porque são 5 estrelas certas!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

79ª Feira do Livro de Lisboa



Já começou, e continuará até dia 17 de Maio, no sítio do costume: o Parque Eduardo VII.
Tenho de tirar um dia para me fazer às leituras,,,