Realização e Argumento: Sean Penn
Depois de acabar o seu curso, Christopher McCandless (Emile Hirsch) decide doar para caridade todas as suas poupanças e começar uma viagem até ao Alasca, onde pretende viver da Natureza, e torna-se Alexandre Supertramp.
Ao longo do seu caminho vai encontrando as mais variadas pessoas, com quem aprende e que aprendem com ele.
Inspirado na vida de Christopher, uma história de aventura e sobrevivência de alguém que rompeu com a sociedade.
Toda a história, já por si, é profunda e inspiradora, atrevo-me a dizer arrebatadora. O filme transpira e tanspõe isso mesmo, das mais variadas maneiras.
Indiscutivelmente, Christopher foi forte em espírito e personalidade, um aventureiro quase sem medos e disposto a muito; seria necessário, portanto, toda uma caracterização que mostrasse isso mesmo.
Em grande parte graças a Emile Hirsch - e ao argumento do filme (aplauso para Sean Penn) - conseguimos tomar contacto com as facetas de Christopher. Hirsch está fantástico no papel principal, o que veio confirmar a ideia com que fiquei ao vê-lo em Milk: é uma das grandes promessas da sua geração! Mostra-nos os vários lados de Christopher, ajudado também por uma equipa de caracterização que merece felicitações.
Quem também merece felicitações (e, já agora, novamente aplausos) é Sean Penn pelo (também) seu trabalho na realização deste filme. É, sem dúvida, um homem de talento; toda a concepção do filme, as montagens, os pequenos pormenores... tudo pensado e junto num resultado extraordinário, que é completo por todo um trabalho no campo da fotografia, argumentação, som e até banda-sonora - Eddie Vedder parece ter colocado na música o espírito de toda a história.
Nada é pouco importante; tudo é necessário.
Testemunha de que a superficialidade do material não traz, necessariamente, felicidade, a história de Christopher McCandless mostra o como alguém se pode sentir tão pouco satisfeito, mesmo tempo (aparentemente) tudo.
Sobrevivendo com o que levava às costas, de empregos ocasionais e com a ajuda de alguém que encontra no caminho, Alexandre foi o viajante errante em destino traçado, mas incerto.
A sua estada no Alasca clarificou na sua mente o que julgava ser certo e errado, acabando por ver as coisas de outra maneira. Viveu com e da Natureza, encontrando desafios a cada dia que passava, e que se foram agravando, e assim se elucidou.
Acredito que Christopher sempre tencionara voltar para junto da família, eventualmente. A descoberta de uma existência solitária acabou por mostrar-lhe a necessidade das relações humanas em qualquer vida.
Foi atraiçoado pela estação do ano, pela fraqueza e até pela coincidência.
A sua viagem até ao Alasca pode ter acabado num momento, mas nesse mesmo momento uma nova viagem começou, esclarecido agora acerca de tantas coisas...
A sua história é inspiração, a vida tem em si dois gumes: a superficialidade do Homem, mas a necessidade do mesmo para a sobrevivência de cada um. Nem que seja para dara conhecer uma história de vida.
(algo me diz que vou ter de arranjar o livro de Jon Krakauer, no qual se inspiraram para fazer o filme. Buscando mais inspiração...)

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