Uns descansaram, outros trabalharam, outros celebraram.
No dia 10, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Dia para festejar o ser português.
As forças armadas desfilaram, o que até é bom: significa que não estão ocupados com algo que realmente envolva a sua actividade (a não ser os cinco mil e oitocentos militares que vão escoltar os exames nacionais pelo país fora); o Presidente da República assistiu.
Parece que este Dia de Portugal deixou de ter tanto sentido... o próprio 25 de Abril é mais celebrado e festejado. Talvez se tenha esbatido o amor por Portugal.
Dia 11 foi Corpo de Deus. Feriado meramente religioso, mas ainda assim feriado.
O maior dia desta semana, o mais esperado e festejado, acaba por ser um dia que não é feriado, e acaba por ser um evento quase nacional (quando o padroeiro é de Lisboa): o Santo António e as festas dos Santos Populares!

Dia 12, Lisboa (e tantas outras localidades) enche-se de cor, de luz, de música... e do cheiro a sardinha assada e imperial fresquinha!
A cidade sai à rua para os arraiais populares, a melhor desculpa para dançar e beber num dia completamente normal e sem o risco de ser considerado maluquinho por fazê-lo na rua.
A música popular portuguesa faz-se ouvir e não há ninguém que não tenha na mão o bom do pão com sardinha!
Mas a verdadeira festa começa à noite, em pleno Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade, e toda a zona antiga da cidade: nos bairros a festa toma proporções incríveis, as ruas até ao castelo estão repletas de gente com vontade de festejar e, na grande avenida, desfilam as Marchas Populares!
É esta a ultimate celebration: o desfile das marchas! A cidade não pára porque é dia de festa, mas não há quem não goste da expectativa de ver passar as marchas, com os seus cânticos, fatos, bairrismo e... padrinhos.
É um acontecimento e tanto, com direito a festa de apresentação no Pavilhão Atlântico e tudo (sem esquecer os cinco mil euros que a Câmara Municipal dá a cada freguesia para serem gastos unica e exclusivamente na marcha. Aliás, Benfica este ano foi expulsa exactamente porque gastava as verbas noutras áreas...)! Na altura em que fui mascote de uma das marchas - sim, eu fui uma daquelas criancinhas que desfila na Avenida com os padrinhos - era só no Pavilhão Carlos Lopes, mas isto agora é outra categoria...
Atrevo-me a dizer que é esta a época mais esperada do ano, os Santos Populares... Pura folia e celebração como em nenhuma outra altura.
Caso estivesse em Lisboa, eu própria teria ido celebrar esta data para a Avenida, em pleno calor humano e alcoolizado.
São festas tipicamente portuguesas e com o seu brilho belo e característico, com Lisboa repleta de balões coloridos e cheiro a manjerico.
Que ninguém me tire os Santos Populares, ou não saberei o que é ser português!

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