" Bird of prey flying high, take me on your flight "

domingo, 3 de maio de 2009

Dia de (inserir desculpa para gastar dinheiro aqui)

Dia da Mãe. Para festejar todas as mães.

Sou da opinião pessoal que este tipo de dias, como o Dia da Mãe, o Dia do Pai, o Dia dos Namorados e afins, são dias globalizados que permitem às lojas ganhar mais uns trocos com as vendas dos presentes.
Não que acredite que não é importante demonstrar o amor que sentimos pelos nossos entes queridos pelo menos um dia por ano, mas, para ser assim, temos o Natal, que junta logo todos num dia só!

Interessante, que nem eu escapei à febre do presentinho, e lá comprei à minha mãe um miminho: um avental cor-de-rosa choque a dizer "Mãe, adoro os teus cozinhados". Coisa pequena, mas que ela gostou, gostou. Já ao meu pai comprei, lá do seu dia, um cinzeiro (verde e tudo, à sportinguista) a dizer Pai.
Apenas comprei porque sim. Considero-me alguém que demonstra o seu amor, pelo menos, duas vezes por dia: quando me levanto, e quando me deito.
Este é apenas dia obrigatório para o fazer. Está-nos no subconsciente; "hoje vais-te levantar bem mais cedo, vais vestir-te, dar um grande beijo à tua mãe e vais tomar o pequeno almoço com ela". Assim o fiz.

O mais giro é que todos temos a noção que o fazemos apenas porque sim, mas continuamos a fazer, todos os anos.
E continuaremos.
Talvez tenha um sabor diferente quando for o nosso dia...

sábado, 2 de maio de 2009

" The Reader " (2008)


De: Stephen Daldry
Argumento: David Hare

1958. Alemanha, pós-Grande Guerra.
Um dia, à vinda da escola, Michael Berg (David Kross/Ralph Fiennes), de 15 anos, sente-se mal e é ajudado por Hanna Schmitz (Kate Winslett), uma estranha com o dobro da sua idade. 3 meses depois volta a sua casa para lhe agradecer, e iniciam um romance secreto que durará um Verão, até à altura em que ela parte sem nada dizer. Todos os dias, Michael lia-lhe livros, tornando-se como um ritual entre ambos.
Anos mais tarde, Michael, como estudante de Direito, vai assistir ao julgamento de 5 mulheres ex-guardas das SS nos campos de concentração durante a II Guerra Mundial. Entre elas encontrou Hanna.
Fortemente abalado, Michael descobre que sabe algo sobre Hanna que pode ajudá-la a escapar à pena que lhe é concedida, transformando-se num segredo que acaba por não revelar.
Ao longo da sua vida, a memória de Hanna acompanha-o, tal como o segredo que guardava.

O filme é um constante recoar no tempo, primeiro ao pós-guerra, depois aos anos 80, 90.
A Alemanha dos anos 60 não sarara ainda as feridas deixadas pelas acções dos Naziz, da violência para com todos aqueles não considerados "puros".
Não é possível ficar indiferente ao julgamento de Hanna Schmitz e restantes rés, talvez não tanto pelo porquê de estarem a ser julgadas, mas pela moral de quem está a ser julgado.
Indiferente não podemos também ficar ao próprio romance vivido pelas duas personagens principais, tão intenso que ficará para o resto das suas vidas!

É de felicitar portanto o papel desempenhado por Kate Winslett (que bem mereceu o Oscar, dando a Hanna uma frieza e um calor simultâneos, mudando a sua expressão e mostrando o seu sentimento com uma naturalidade impressionante) e também por David Kross, o jovem alemão que interpreta Michael Berg na juventude, e uma grande promessa para o panorama cinematográfico.
Já Ralph Fiennes, como Michael em idade adulta, apesar da relevância que esta etapa da vida da personagem tem para o desfecho da história, pareceu como que um papel mais secundário, o que não o impediu de fazer um óptimo trabalho!
A intensidade das cenas em que estas personagens interagem, desde as cenas de sexo ao reencontro entre Hanna e Michael no final do filme, demonstram, não só uma imensidão de emoções que saem cá para fora, como um motivo para o percurso de vida de cada um, apenas pela expressão e comportamento incrivelmente interpretados pelos actores.

Stephen Daldry, como li numa crítica, mostra um retrato realista e emocional de cada personagem, de cada cena. O filme está impregnado de um realismo extremo, desde as cenas entre Hanna e Michael, até ao dia-a-dia das personagens. Daldry tem uma visão diferente.
É dada uma grande importância aos pormenores; qualquer pequeno papel é importante para o desenrolar da história e para entender o conflito em que Michael se encontrará, tal como todo o seu percurso de vida.
Toda uma equipa de caracterização, fotografia, edição, som contribuíram defiitivamente para este tipo de promenores se mostrarem reais, e não apenas um produto de estúdio de Hollywood.

É uma luta entre o certo e o errado. Uma luta moral que sai da vida dos personagens e chega até quem está deste lado da tela.
Para além disso, durante a interpretação de Ralph Fiennes apercebemo-nos de como uma pequena decisão, um pequeno espaço no tempo pode ter um peso tão grande nas nossas vidas e nas vidas dos outros.
Os comportamentos de Michael antes e depois de iniciar o romance com Hanna, as repercussões da sua separação, o futuro do rapaz que viu o seu primeiro amor a ser preso sem conseguir mudá-lo e como vive o homem a quem tudo isto aconteceu levam a uma introspecção interior das acções que tomamos, de como vemos as coisas e de como podemos sair afectados.

É um flme que, por muitas vezes que o vejamos, há sempre algo novo a ver, a dizer e a pensar.
Daqueles filmes que dá gosto classificar, porque são 5 estrelas certas!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

79ª Feira do Livro de Lisboa



Já começou, e continuará até dia 17 de Maio, no sítio do costume: o Parque Eduardo VII.
Tenho de tirar um dia para me fazer às leituras,,,