Tive essa sensação hoje, quando, após sabermos que os professores tinham feito greve o resto do dia, um grupinho lá decidiu: "Olha, e que tal ir ver A Troca, hum?". E lá fomos.
Estava com uma grande curiosidade para ver este filme, não só pelo seu elenco (sou uma fã assumida de John Malkovich, e nunca desgostei de um filme da Angelina, uma grande actriz), como também pelo realizador (Clint Eastwood, tão afamado realizador e não me recordava de já ter visto um filme seu) e por toda a história, que passo a contar para quem não conhece:
Uma mulher, Christine Collins (Jolie), vai trabalhar e deixa o seu filho, Walter, de 9 anos, em casa. Ao regressar, depara-se com a sua ausência.
Deaparecido o filho, a busca das autoridades inicia-se e, 5 meses volvidos, aparece um rapaz que lhe é entregue como sendo Walter. Acontece que não era.
Tentando provar que o rapaz que lhe foi entregue não era o seu filho, Christine conta com a ajuda do reverendo da Igreja Presbeteriana (Malkovich). No entanto, a imagem do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) não estava na sua melhor figura, com acusações de corrupção, entre outras, e admitir tal erro estava longe dos seus planos, chegando mesmo a prender Christine numa ala psiquiátrica sob a ameaça de apenas a deixar sair se ela assinasse uma declaração em como não existia nenhum erro da LAPD e que o seu filho tinha sido efectivamente encontrado.
Uma história de coragem e preserverança verídica, passada em finais dos anos 20, de uma mulher que lutou toda a sua vida naquilo em que acreditava.
Não só é tocante a história em si, como as interpretações ajudam, e muito!
Angelina Jolie está em plena forma, uma grande interpretação, e custa-me ver outra pessoa neste papel. Vê-se o quanto investiu nesta personagem, e é merecedora de um prémio, sem dúvida.
Como ela, também Malkovich, como sempre, brinda-nos com uma personagem bem construída e muito forte, habitual nas suas interpretações.
Realço também o papel de Jeffrey Donovan na pele do investigador-chefe do caso Collins e de Eddie Alderson, um papel menor mas queme deixou impressionada com a densidade que este rapaz de 14 anos lhe conseguiu dar.
Quanto à realização, que posso dizer? Clint Eastwood, no que toca a este filme, fez um muito trabalho, deixando curiosa em relação aos seus outros filmes, que terei de ver eventualmente.
E termino ao aconselhar todos a assistirem a esta película. Acreditem, é tempo bem gasto!
Deixo um cheirinho:

Sem comentários:
Enviar um comentário