Não vás, espírito reconfortante; não me deixes sozinha sem saber quem sou!
Vou andando perdida, passeando por caminhos revoltos e sem nexo, teias de aranha numa mente que não entra em consensos.
Não me deixes, que a confusão ganha cada vez mais um papel determinante nesta existência de certo modo solitária.
Queres mesmo deixar-me no meio da minha revolta, muito provavelmente repetida, já entediante? Uma revolta que não sei ser de mim, ou de uma geração, ou do que quer que seja!
O cansaço, pensam, é apenas físico, de um dia em pé andando de um lado para o outro. Sabes bem, no entanto, que o meu cansaço é real, e de físico pouco tem.
Não quero imaginar a minha vida futura se já hoje tenho uma mente cansada, fatigada, que quer largar tudo e fugir!
Espírito, anjo, não me largues, ajuda-me! Será apenas a repetição dos dias, os desejos nunca saciados, o ser em construção que quer ver o que aqui não pode ver, viver o que aqui não vive?
Anjo, pouco eu sei, e tanto quero saber!... A frustração abate-se sobre um corpo já de si fatigado com as perguntas, e nenhuma solução se aproxima daquilo que anseia.
Mas, de facto, nem sei o que anseio.
Um dia, talvez. Um dia fora desta existência.
" Bird of prey flying high, take me on your flight "
domingo, 8 de fevereiro de 2009
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