" Bird of prey flying high, take me on your flight "

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A praia sai cara

Fui multada pela primeira vez, e ainda nem tenho carro!
A viagem de comboio para Carcavelos tinha corrido bem, o dia na praia com os primos tinha sido maravilhoso, e, na viagem de regresso, estava planeado um pequeno desvio para Belém - não resistimos a um bom pastel!
Ora, até aqui tudo bem. Acontece que, entrando no comboio de regresso a Algés, entramos na carruagem em que se encontrava o revisor,o que não nos preocupou: todos tinham bilhete e eu passe, com a informação de que, com o L123, podia andar à vontade.
Senti-me extremamente "abananada" quando o senhor revisor, mal o comboio começa a andar, me diz que aquele passe só é válido até Oeiras que, para quem não sabe, é a paragem anterior a Carcavelos, indo de Algés.
Claro está que apanhei uma multa, na módica quantia de 97,20 euros. Coisa pouca.
Fiquei genuinamente espantada por saber que o passe não era válido, ainda mais quando, sem mais nem ontém, me é passada uma multa de 97 euros!
Eu podia censurar o senhor revisor por me ter multado, mas fiscalizar é o seu trabalho, mesmo quando está perante puro desconhecimento, multando em vez de aceitar que compre o bilhete na paragem que se seguia.
Censuro-o sim pela sua rudeza. E para os amigos revisores um conselho: se querem fazer o vosso trabalho, se têm de multar, ao menos não sejam mal-educados e rudes com o cliente, muito principalmente quando este não se mostrou rude convosco, nem vos faltou ao respeito!
Apenas o civismo e bons costumes censuro, ou falta deles. É claro que me sinto revoltada sabendo que terei de pagar 97 euros por não ter comprado um bilhete de 1,20 euros, quando a maioria é mandada sair para comprar bilhete; mas a revolta aumenta quando não nos sentimos respeitados. Eu, sem querer, senti-me uma criminosa!
E ao senhor revisor: peço desculpa pela minha falta de conhecimento, pois garanto-lhe que, sabendo, teria comprado o bilhete para ir de Oeiras a Carcavelos. Mas pode esperar uma reclamação, que há modos para falar com as pessoas, mesmo que não tenham pago o bilhete.

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