" Bird of prey flying high, take me on your flight "

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Super Bock Super Rock Lisboa 2009

E cheguei ao Estádio do Restelo com o coração aos saltos e a barriga repleta de borboletas, ainda antes das portas abrirem, sensação que me acompanharia o resto da noite, até começar o concerto que esperava ansiosamente desde Fevereiro.
As portas abriram e deparei-me com um recindo diferente. Estava receosa por estar num festival que se realizava num estádio, mas esqueci isso ao acomodar-me nas grades do corredor, a menos de 10 metros do palco. O coração palpitava mais e as borboletas pareciam não querer parar.

Depois de uns passeios começaram os Betershell, mas sinceramente passaram-me um pouco ao lado; envergava já uma camisola da banda que esperava tanto para ver.

Passando o intervalo, The Walkmen.
Estava com certas expectativas, e o concerto a elas não correspondeu, mas fica a música.

Os intervalos, ao longo da noite, foram sendo passados com muita conversa e riso já com aquela companheira habitual, mas nem o coração nem as borboletas me davam descanso.

A Brandi Carlile deu um novo alento à tarde com a sua voz rouca
Gostei do concerto; ela calorosa, talentosa, e muito simpática - chegou a perguntar se tinha conseguido apanhar a palheta que para ali mandara. Já agora, thank you.

Mas a revelação da noite, para mim, veio a seguir, com um grupo sueco que eu acreditava mesmo que fosse alemão.
Ao som de Mando Diao, o coração apenas acelerou devido ao esforço que eu fazia, dançando e tentanto acompanhar a letra. Aquilo sim, fez-me esquecer a ansiedade.
No entanto, a hora que tocaram pareceu muito pouco, e sabendo o que vinha aí, as borboletas voltaram, e o coração não acalmou.

Estava curiosa em relação à Duffy, mas não soube a muito
A sua entrada e postura, tal Barbie que ganhou vida, adivinhava uma hora e meia - que, afinal, foi só uma - de descanso para o que vinha a seguir.
Ficou a brincadeira (não resisti a tentar imitar as coreografias das meninas do couro, ou a cantar um pouco da Barbie Girl, dos Aqua) e a tão esperada Mercy, apesar de ainda ter na mente aquela versão dos Bon Jovi no passado Rock in Rio.

Quando finalmente acabou, o tempo parecia não passar. Esperara 5 meses por aquele momento, fora os anos de espera pela sua confirmação, e faltava pouco tempo para chegar e para ver entrar no palco aqueles 4 senhores que me fizeram passar muito tempo em frente da MTV, à espera de ver passar o video de Mr. Brightside.
Foi então que, pouco antes da meia-noite, depois do meu coração quase pular do meu peito, comecei a ouvir os primeiros acordes de Human, e foi aí que ele parou.
Foi muito mais do que aquilo que estava à espera. Não me lembro de ter cantado tanto num concerto, e não sou pessoa para ficar calada! Dancei tanto quanto pude e gritei o que a minha garganta me deixou gritar, acompanhando Brandon enquanto ele passeava pelo palco, e tentanto vislumbrá-lo, tal como ao Ronnie, ao Mark e Dave (que teimava em manter-se fora do meu alcanse ocular).
Foi um concerto único, confirmando o porquê de esta ser uma das minhas bandas preferidas.

Eles são os THE KILLERS, e eu, como muitos expunham em camisolas e braços marcados com tinta, sou uma vítima. E continuarei a ser.

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