Apesar de não acreditar na existência de silêncio absoluto, vejo-me inquietada pelo barulho. Aquele barulho que nos acorda quando julgamos existir silêncio: uma voz, o chiar da madeira, um cão a ladrar.
Perturba-me, esse barulho mínimo, especialmente na escuridão.
Como dizia alguém há uns tempos, andamos constantemente com medo. Temos medo do vento, do estalar de uma máquina, de uma peça de roupa que cai, desde que esteja escuro.
Agora, a única luz que há é a que ilumina tenuamente a minha escrita. Ouvi vozes no andar de cima e um gato a miar lá fora.
Sobressaltei-me.
Quando julgo haver silêncio, apenas o barulho me perturba.
" Bird of prey flying high, take me on your flight "
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
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