O tempo passou, e eu cresci. Entrando naquele espaço tão conhecido, vejo que não fui a única.
Cresceu. O espaço é maior do que aquele de que me lembrava, as caras deixaram de ser conhecidas, mas nada mudou para mim. Tem o mesmo cheiro, aquele cheiro que não esqueço. E tem aquela sensação de conforto e isolamento do resto do mundo.
Para mim, ficou o necessário.
Mas nada se compara aquela sensação de regresso ao sítio amado. Aquele lugar em que nos permitimos sonhar e fantasiar com tudo e mais alguma coisa, em que crescemos e brincámos e fomos alguém. Em que fomos crianças.
A minha vila da maresia mudou; essa sim, mudou, mais do que aquele espaço escondido por entre as árvores que nos dáva refúgio.
A minha vila da maresia cresceu mais do que eu.
A minha vila da maresia deixou de ser apenas o meu refúgio, o refúgio dos seus habitantes e de quem ali passásse. Agora é o refúgio de tantos que querem passar bons momentos, à beira-mar.
E fico feliz pela minha vila da maresia. O que importa que mais gente te aprecie o suficiente para gostar de passar em ti os seus dias?
Apenas peço que me deixe aproveiar aquele cheiro a maresia que emana das águas geladas que me abrigavam do calor, que mantenha em si a beleza que me cativava. Sempre será a minha vila da maresia, onde me permito sonhar e fantasiar com tudo e mais alguma coisa.
Ali, sou EU. Ali, me refugio.
Para aquele sítio, nem eu mudei.
" Bird of prey flying high, take me on your flight "
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