(...) Fez vaga menção a pecados que, por se acumularem, vão esquecendo, respondeu que Deus vê nos corações e não precisa que alguém absolva em seu nome, e se os pecados forem tão graves que não devam passar sem castigo, este virá pelo caminho mais curto, querendo o mesmo Deus, ou serão julgados em lugar próprio, quandoo fim dos tempos chegar, se, entretanto, as boas acções não compensarem por si mesmas as más, também podendo vir a acontecer que tudo acabe em geral perdão ou castigo universal, apenas está por saber quem há-de perdoar a Deus ou castigá-lo.
(...)
(...) bendita sejas tu,noite, que cobres e proteges o belo e o feio com a mesma indiferente capa, noite antiquíssima e idêntica (...)
(...)
Ó glória de mandar, ó vã cobiça, ó rei infame, ó pátria sem justiça
José Saramago, in Memorial do Convento

Sem comentários:
Enviar um comentário