Epá, mais uma que vem falar da gripe! Chiça, que isto agora não pára, é gripe aqui, gripe ali, no telejornal e na rádio... Ora bolas!
Mas sejamos realistas; eu penso que a gripe A está para nós como esteve para a Idade Média... Não, para o Renascimento... Não, para o século XIX... não me recordo de nenhuma "epidemia" tão publicitada sem sentido como esta.
E perguntam agora porque é toda esta publicidade a um vírus que já matou centenas de pessoas em todo o mundo e propágasse tão rápido como a notícia de uma qualquer nova namorada do Cristiano Ronaldo é sem sentido, e eu respondo, com certeza: é que as pessoas não têm noção que, por ano, de gripe normal, morrem muitas mais pessoas do que as que já morreram, e é apanhada por muito mais gente.
O que acontece é que este vírus - H1N1 - propágasse com muito mais facilidade,e quem morreu tinha outro tipo de doenças que agravou a gripe, ou estavam já num estado muito avançado.
Por que não se fala antes dos milhares que morrem de malária, cuja prevenção pode ser feita com um simples mosquiteiro?
Há noção da quantidade de Tamiflu armazenado desde a gripe das aves? Como escoar tanto medicamento?
E porque será que não é comparticipado, tal como a vacina, se é já considerado uma epidemia?
Eu confesso que tenho uma certa mania da perseguição, mas custa a acreditar que esta não foi uma jogada oportunista.
Sinceramente, não estou muito preocupada. Não sou pessoa para apanhar gripes, e caso tenha de ser vacinada, como doente crónica tenho prioridade. A minha única preocupação é uma irmã grávida que parece apanhar tudo o que é vírus; isso é que me preocupa.
Ah, e o dinheiro que andam a "roubar" aos que têm medo desta doença e andam já a abastecer-se do medicamento milagroso.
Mas a ser roubados estamos nós já habituados.
E que tal falar agora das urgências nos hospitais?
Não, já chega de saúde por hoje.
" Bird of prey flying high, take me on your flight "
sábado, 8 de agosto de 2009
domingo, 2 de agosto de 2009
Sentimento de Nostalgia
O tempo passou, e eu cresci. Entrando naquele espaço tão conhecido, vejo que não fui a única.
Cresceu. O espaço é maior do que aquele de que me lembrava, as caras deixaram de ser conhecidas, mas nada mudou para mim. Tem o mesmo cheiro, aquele cheiro que não esqueço. E tem aquela sensação de conforto e isolamento do resto do mundo.
Para mim, ficou o necessário.
Mas nada se compara aquela sensação de regresso ao sítio amado. Aquele lugar em que nos permitimos sonhar e fantasiar com tudo e mais alguma coisa, em que crescemos e brincámos e fomos alguém. Em que fomos crianças.
A minha vila da maresia mudou; essa sim, mudou, mais do que aquele espaço escondido por entre as árvores que nos dáva refúgio.
A minha vila da maresia cresceu mais do que eu.
A minha vila da maresia deixou de ser apenas o meu refúgio, o refúgio dos seus habitantes e de quem ali passásse. Agora é o refúgio de tantos que querem passar bons momentos, à beira-mar.
E fico feliz pela minha vila da maresia. O que importa que mais gente te aprecie o suficiente para gostar de passar em ti os seus dias?
Apenas peço que me deixe aproveiar aquele cheiro a maresia que emana das águas geladas que me abrigavam do calor, que mantenha em si a beleza que me cativava. Sempre será a minha vila da maresia, onde me permito sonhar e fantasiar com tudo e mais alguma coisa.
Ali, sou EU. Ali, me refugio.
Para aquele sítio, nem eu mudei.
Cresceu. O espaço é maior do que aquele de que me lembrava, as caras deixaram de ser conhecidas, mas nada mudou para mim. Tem o mesmo cheiro, aquele cheiro que não esqueço. E tem aquela sensação de conforto e isolamento do resto do mundo.
Para mim, ficou o necessário.
Mas nada se compara aquela sensação de regresso ao sítio amado. Aquele lugar em que nos permitimos sonhar e fantasiar com tudo e mais alguma coisa, em que crescemos e brincámos e fomos alguém. Em que fomos crianças.
A minha vila da maresia mudou; essa sim, mudou, mais do que aquele espaço escondido por entre as árvores que nos dáva refúgio.
A minha vila da maresia cresceu mais do que eu.
A minha vila da maresia deixou de ser apenas o meu refúgio, o refúgio dos seus habitantes e de quem ali passásse. Agora é o refúgio de tantos que querem passar bons momentos, à beira-mar.
E fico feliz pela minha vila da maresia. O que importa que mais gente te aprecie o suficiente para gostar de passar em ti os seus dias?
Apenas peço que me deixe aproveiar aquele cheiro a maresia que emana das águas geladas que me abrigavam do calor, que mantenha em si a beleza que me cativava. Sempre será a minha vila da maresia, onde me permito sonhar e fantasiar com tudo e mais alguma coisa.
Ali, sou EU. Ali, me refugio.
Para aquele sítio, nem eu mudei.
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sábado, 1 de agosto de 2009
" Igor " (2008)
De: Tony Leondis
Igor é exactamente isso: um Igor. Em Malária, terra dos maiores senhores do Mal da Terra e aprisionada por escuras núvens, quem quer que tenha uma corcunda é considerado um Igor, um mero servo dos criadores do Mal. Acontece que o nosso Igor ambicionava ser um desses criadores do Mal, e vê a sua oportunidade chegar quando o seu senhor tem um acidente, fazendo passar-se por ele ao começar a criar vida para apresentar na Feira Anual do Mal. No entanto, em vez de criar um ser malígno, como sempre quisera, acabou por dar vida a... Magda (ou, na versão original, Eva), uma criatura bondosa.
Mas o malvado Dr. Schadenfreud - considerado por todos o maior criador do Mal, mas apenas um mero ladrão que rouba as invenções dos outros cientistas para ganhar a Feira Anual - tenciona raptar Magda, e apresentá-la como uma invenção sua.
Igor faz lembrar Frankenstien, com o aparecimento de uma criatura que acaba por ser tudo menos aquilo que todos pensam ser.
Apesar de ser um filme de animação, com muitas cenas e tiradas humorísticas próprias para as crianças, este é um filme muito mais inteligente, com um segundo sentido nas palavras que passa despercebido aos filhos dos pais que os levam ao cinema. Basta atentar em alguns pormenores, como o facto de serem os corcundas os menos afortunados, tal como os menos belos, a história de vida de Igor (que tirou licenciatura e mestrado em ser Igor e teve dificuldades em arranjar emprego), ou na lista de coisas que Magda tem de fazer para ser actriz.
É entretenimento, mas é lição de moral. Enquanto que os mais novos saem de lá a saber que não se devem guiar pelas aparências, e que até o mais feio pode ser belo, e que devemos lutar por aquilo que queremos, os mais velhos encontram ali um certo retrato da actualidade. Na terra de Malária (completamente isolada do resto do mundo, sem ninguém que a ajude, enquanto todos têm medo do que os seus habitantes podem fazer) os mais poderosos têm todo o poder e têm na mão os mais fracos. O próprio Rei afinal não passa de um ambicioso que, por querer tanto poder, chega mesmo a mentir a toda a sua população; e o Dr. Schadenfreud, aclamado cientista e valoroso homem, é uma fachada.
A lição de moral é também para nós.
É a escolha entre o Bem e o Mal, e entender que o Mal não compensa, e que o Bem está em todo o ser.
Sim, é um filme de animação, mas considero um must see para toda a família. É um filme extraordinariamente inteligente e, de certa forma, belo.
Muito bom.
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