" Bird of prey flying high, take me on your flight "

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Acaba um, começa outro

Por que celebramos o ano novo? Por que fazemos nós uma festa tão grande e tantas celebrações apenas porque acabou um ano, e outro começa?

Começo a ver as celebrações da passagem do ano como um daqueles sacrifícios feitos nas religiões Maias e afins: temos a esperança de que o novo ano corra melhor que o anterior, então fazemos uma grande festa para nos mentalizarmos que o ano vai correr melhor, apesar de chegarmos a Abril e já estarmos a dizer "Que porra de vida esta"!
De certa maneira, sacrificamos um pouco do nosso tempo (e da nossa sanidade mental, que o álcool tem destas coisas) para celebrar um dia.
A mim apenas me lembra que tenho de passar a pôr 09 na data de cada vez que a escrevo, vou envelhecer mais um ano um mês e 26 dias depois e cada vez estou mais perto de ter a minha vidinha e de começar a estudar para o que quero realmente fazer dela (facto importante: ainda não está definitivamente decidido; apenas parcialmente).

Mas continuo a mandar as minhas mensagens de ano novo. Aliás, é um dos meus rituais: há meia noite, dou um beijinho a quem quer que esteja comigo para entrar no ano com o seu amor, bato panelas (sim, ainda sou daquelas que bate panelas), como as passas para estabelecer os meus objectivos e mando uma mensagem de bom ano aqueles que acho que merecem ter um bom ano! Acredito vivamente que algo me correrá mal durante os 12 meses seguintes se quebrar o ritual, ou pelo menos a parte dos beijinhos e das mensagens.
É apenas uma maneira de dar um pouco de mais esperança de que 2009 será mesmo um bom ano.



Este ano não estou mesmo para celebrações...

___________

Percebo agora que chegamos a um dia de introspecção, em que olhamos para o que fomos durante 365 dias e vemos o que queremos realmente ser nos próximos. Talvez seja essa a verdadeira função da meia-noite do dia 31: esta fui eu; serei novamente, ou algo mudará?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Em Roma, sê romano



Talvez não apenas em Roma, mas no Mundo.

Pois ainda no outro dia divagava eu acerca do crescimento repentino daquele cada vez mais pequeno aparelho chamado Ipod e do quanto as pessoas estão dependentes dele, e agora tenho um!
O Natal tem destas coisas, e o facto de este leitor de mp3 (e de tantas outras coisas, acabei por descobrir) ter cerca de 16 Gb de espaço a um preço, vá, mais acessível, também! E qual é o meu espanto quando, ao tirar o papel, ver uma coisa rectangular cor-de-laranja a olhar para mim; a minha tia sempre me ouvira a dizer que gostava de ter um.

Divagava eu que, ultimamente, raras eram as pessoas que via na rua sem os malditos phones enfiados nos ouvidos! Aquelas coisas malditas, que acontecem ser os meus melhores amigos, estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, e o Ipod apenas ajuda a tal dependência.
Apesar do trabalho que dá em pôr lá apenas uma música (podiam simplificar um pouco a coisa, não?), arranjamos qualquer música facilmente por uma quantia muito simpática (apesar de eu preferir o Emule ou o Utorrent), podemos ver os nossos videos preferidos se por acaso nos quisermos rir e ainda podemos mostrar aos amigos as fotografias novas que tirámos ao gato no último fim de semana! É mesmo muito funcional, para não falar no espaço que tem, que isso para mim é que é o verdadeiro encanto do aparelho. Isso, e o poder ler as letras das músicas enquanto as oiço no pequeno grande ecrã; que funcionalidade baril!

Até o Bush tem um Ipod, um shuffle (mesmo que ele não saiba que é um shuffle e tenha de perguntar). Imagino as músicas que ele lá ouve... Provavelmente deve ser para enquanto espera os chefes de Estado na Sala Oval, ou, como todas as pessoas, nas suas viagens de trabalho (porque a viagem casa-trabalho neste caso é mais Escritório-Quarto).
Não me admirava que o Obama tenha um, também. Aliás, admiro-me se não tiver, que Americano que se preze não tem um Creative, nem um Sony, nem um Zipy, mas um Ipod.

Entre os Portugueses, o Ipod tem cada vez mais adeptos. Gostamos mesmo de ser como os outros, e porque não? Basta ver todo o alarido que houve com a saída do Iphone(que, deixem-me dizê-lo como alguém que conhece quem o tenha, não é uma espiga assim tão grande. É bom, sim, muito funcional e muito nice (até nem me importava de ter um), mas não é tão bom quanto o pintam): as lojas faziam a maior publicidade que podiam, pré-vendas para todos termos a certeza que tínhamos um, etc, etc, etc.

E se dantes não se ouvia falar em Apple, agora todos querem também um Notebook daqueles braquinhos e fofinhos (sempre quis ter um Apple, desde o tempo em que ainda escrevia num computador daqueles enormes, mas aquela porcaria é cara!)!

Dizem que a 3º Guerra Mundial vai ser por causa da água. Eu digo que é por causa dos Ipod's! Dos Ipod's, digo eu!
Ainda vai haver um líder Mundial que vai perder o seu Ipod durante uma visita de Estado ou vai ser roubado, e, vendo-se sem o seu precioso Ipod, culpa o país que o acolheu e começa a guerra! E, claro está, os outros vão juntar-se-lhe porque imaginam o sofrimento que se deve sentir ao perder o mais fiel dos amigos...

Eu cá imagino tal sofrimento, imagino... É por isso que está sempre no bolso. Qualquer que seja o aparelho que dê música e que esteja comigo, faz parte de mim. E, por enquanto, é o Ipod; e que seja durante muito tempo, que isto de dizer que se tem um Ipod é giro!
Fabulástico!

Atrasada...

Eu sei que o Natal já passou, mas não podia deixar de pôr aqui a minha música de Natal preferida (não, não é o "Last Christmas" dos Wham, mas admito que tenho essa no meu tão recente Ipod xD não resisti!)

John Lennon - Happy Christmas (War is Over)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Fuga mais feliz

Faço deste mundo apenas uma passagem. Aqui não pertenço, ou pelo menos assim me parece. E por vezes, na maior parte do tempo em que a minha mente não está ocupada com problemas ou questões (ou para eles escapar), fujo para uma realidade distinta, e nela me sinto como quero me quero sentir, sou quem quero ser e estou onde quero estar.
Não passa de um sonho, fantasia, para tantos que se vêem felizes (ou indiferentes) nestas suas vivências, tantas vezes sombrias, e até desumanas!
Fujo então para longe de tudo o que me rodeia, mantendo-me sempre perto; não perco a percepção do que me envolve, o mundo não pára de girar (nem eu) e quem comigo está não desaparece, e o meu corpo continua ali. Apenas a minha mente viaja, foge, desaparece, escapa!
Prendo-me numa realidade distinta e inexistente,mas ali pertenço. Não me sinto deslocada de interesses aparentemente comuns, nem me vejo presa numa sociedade sem rumo, grades de ferro que me barram a saída, paredes de chumbo que não deixam a luz entrar, deixando-me ficar na escuridão, sem oportunidade de ser abençoada pelo sol.

Sou feliz num mundo paralelo. Sou-o hoje, nesta realidade ordinária condicionada por tantos; sou-o agora, no meu mundo, e assim serei, com lágrimas, tristeza e sofrimento, mas no final serei.
Tenho um mundo, não, uma utopia, para onde me permito escapar. Uma utópica realidade que permanece minha, talvez para um dia sair, para talvez um dia eu sentir o que quero sentir, ser o que quero ser, estar onde quero estar nesta sociedade comum a todas as mentes e corpos, em simultâneo.
E assim não precisarei de fugas felizes.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Como celebras o Natal?

23.15 h, dia 24.
Chega o Singstar. Os video jogos são cada vez mais para ser jogados em grupo: família, amigos, puro convívio...
Em dia de celebração da família, em que o mais importante (supostamente) é a junção de todos os membros da mesma, nada melhor do que um jogo, que não só testa os dotes vocais dos participantes, como também permite momentos de diversão extrema para quem assiste (e tem a sorte de ter uma câmara de filmar por perto); para além disso, mantém ocupada a mente daqueles que esperam ansiosamente pelas 12 badaladas.

00.00 h, dia 25.
Depois das gargalhadas, que deviam ser ouvidas no prédio todo, a diversão dos mais novos (e dos mais velhos, ao ver a satisfação dos petiz).
Papéis espalhados, sacos a passar de mão em mão, beijos a ser dados por toda a parte, muitos sorrisos, muitos "obrigados", muita alegria nas caras de quem vive.

01.30 h,dia 25.
A despedida; um último obrigado.
Ao sair a porta, vemo-nos rodeados de outras famílias que entram ou saem dos prédios vizinhos, todos eles com sacos e sacolas debaixo dos braços.
Como eles (e como nós, que retornávamos agora a casa), muitos entravam e saíam de casas espalhadas por esse país fora, preenchendo as estradas como os seus carros como se de um fim de tarde se tratasse.
Acabou a noite. Dadas e recebidas as prendas,é hora de voltar ao lar.

14.00h,dia 25.
A família rodeia-me, hoje caras diferentes das de ontém, mas igualmente queridas.
Hoje há filmes, há jogos de cartas, há a amena conversa e brincadeira; há os videos no computador, há as conversas com o que estão distantes o resto do ano e há as palhaçadas daqueles que são novos para o mundo.
Há tudo o que havia ontém, menos a meia-noite. Hoje continuamos por cá depois de deitar o papel para o chão, passamos um dia, não um jantar.
Mas está lá tudo, num e noutro: as caras queridas daqueles que me põem um sorriso na cara.
Gosto de receber? Claro que gosto; todos gostam, digam o que disserem! Mas também gosto de me divertir com pessoas, não coisas! O Natal junta ambas, apenas isso.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Retratos

Por que intoleras a diferença? Temes o que desconheces ou o que julgas conhecer?
Imagens pré-estabelecidas de um desconhecido; topos da hierarquia social previamente concedidos a determinados padrões e etiquetas.
Que sociedade vil... que sociedade vil que retrocede no tempo, em vez de progredir! Voltou a um século absolutista, em que eram importantes os que compravam, e explorados quem não tinha o que gastar!
Mas souberam evoluir... Para o bem ou para o mal, nem sei!
Diminuiu a importância daqueles que usam batina... Já não são as supremas autoridades; essas passaram a ser as notas e moedas que andam nas carteiras de quem pode, e de quem não pode. Passou cada um a ter a sua própria crença, deixaram de lado a unidade.
E, numa época tão especial para uns, sobe ao de cima a hipocrisia de outros!
Quantos não apregoam que o consumismo é em demasia, e quantos desses não preenchem o espaço das grandes superfícies? Já não falo nos não-cristãos que celebram o Natal, pois este à muito que perdeu o seu cariz religioso.
Vejo hoje o Natal como uma festa de família, em que os presentes são uma mera formalidade para presentear aqueles que mais amamos, pelo menos uma vez por ano. Cliché, é verdade.
Tal como é cliché ser solidária durante as festas, quando quem precisa, precisa todo o ano! Mas fica bem dizer, nesta sociedade de aparências, que foi bom para com aqueles que nada têm, abdicar um pouco do seu para dar ao desconhecido.
O que há então no desconhecido de estranho? Pena, receio, medo?
Pena tenho eu de quem não abre os olhos, e tenho medo ao prever que muito tarde se abrirão.

_________________________


É Deus a origem da vil sociedade em que vivo; mostra ele a imagem que uma só pessoa tem poder para mandar em todas as outras que se encontram abaixo de si.
Que Deus é então este, que manda os seus súbditos para a morte quando tão fervorosamente foi servido?
Deus pecador e hipócrita, que ao dizer que todos somos iguais, contra sua palavra vai ao mostrar que uns podem mais do que outros.
Jogas um jogo perigoso, pois qualquer dia vais ver alguém a virar-se contra ti.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Acabei de me aperceber que cada vez mais este blog é quase para relembrar a memória daqueles que já partiram, no dia em que morreram ou que faziam anos.

Benditos aqueles que foram e que ficaram. E os que ficaram, que fiquem durante muitos e bons anos!

sábado, 20 de dezembro de 2008

"Nuclear, não obrigado"

Ó papão mau vai-te embora
lá de cima do telhado
Deixa dormir o menino
um soninho descansado

Deixa de ficar à espreita
com vontade de assombrar
Os que vivem nesta terra
com o pesadelo nuclear

No olhar de uma criança
pode ver-se a luz do mundo
Não lhe vamos deixar como herança
um planeta moribundo

Nuclear não, obrigado
Antes ser activo hoje
do que radioactivo amanhã
Nuclear não, obrigado

Se queremos energia
sem envenenar o ar
Temos o calor do sol
o vento e a força do mar


Letra de Luís Pedro Fonseca, cantado por Lena d'Água

Tenho um novo hino.

Imagine you're still here

(não tive oportunidade de assinalar a data na altura,mas mais vale tarde do que nunca)

8th December 1980.
Goodbye, John.
Rest in Peace,while we try to give peace a chance and imagine a better world.



Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one


_______________________________

E no mesmo dia, 37 anos antes, alguém nascia



Let me break on through to the other side...

Reflexões - "Os Três Reinos"

Sempre fui fã de literatura fantástica. Ser transportada para um mundo completamente diferente do meu. Sandra Carvalho dá-me tudo o que preciso para viajar nas minhas maiores fantasias sem sair do meu lugar.

Porque temos demasiados problemas na vida real e a fantasia serve para esquecer que os heróis podem finar. Porque conseguimos manter vivo o herói que um dia acreditamos que nos salvará.

_________________________


A curiosidade mata. A ambição pode ter o mesmo destino, mas o que é a curiosidade para além da ambição em saber algo? Atrocidades que vão para além da Lei Natural.

_________________________


O amor é ilusão quando o que realmente amas é o poder, a ambição voraz! Pecas, porque não sabes o que deixas para trás; desconheces o que perdes, e por isso não te arrependes.

_________________________


Até o mais vil será capaz de amar, com o coração certo. Apenas não quer demonstrar essa sua capacidade.

_________________________


O teatro vai além das grandes salas e auditórios; em quantas casas o consegues encontrar... Um pequeno feitiço para ludibriar emoções alheias...

_________________________


O ser mais forte fraqueja ao ver a sua vida partir, ainda mais ao saber que quem ama também finará.

Mas não há que subestimar o espírito mais fraco, que até ele sob a visão do fim pode prevalecer.
_________________________


Em mundos de magia, poucos segredos são deixados secretos, e pequenas acções são tomadas como certezas. Olhares são cruzados e certezas são asseguradas, enquanto que uma palavra inesperada é proferida e um milagre acontece, sem que nada nem ninguém o impeçam. Como é paradisíaco o mundo da magia, utópico, em que os medos são vencidos por destinos já traçados, e a força da vontade prevalece.

Circunstâncias da vida

Durante todo este tempo de inactividade bloggiana estive sem internet por motivos que sei agora ridículos! A minha casa está em obras e por isso mesmo tenho andado a viver no andar de cima, uma casa independente da minha com o sotão bastante simpático onde tenho tido o meu quarto. Acontece que o sinal do modem não chegava ao meu tão querido sotão, e apenas hoje descobri que na sala o bom do sinal chega, quando pouco falta para voltar ao meu lar!

Pois bem, frustrações à parte, actualizo a minha escrita no mundo digital (com alguma dificuldade, que a tecla do espaço anda a dar problemas... Maldita!).

Isto se o sinal não for abaixo entretanto...