Argumento: Ricardo Tomé e Jennifer Field

Com a tua idade, devemos acreditar em tudo!
Não há limites para a imaginação! Que o digam Paulo (Ruben Leonardo) e o avô Miguel (Nicolau Breyner).
Paulo queria conhecer o avô paterno, mas a sua mãe (Sofia Grillo) nunca condescendera em tal. Após a morte do seu marido e nascimento do filho, partira para Lisboa e cortara relações com a família do mesmo.
Mentindo à mãe, que pensava que ía para uma colónia de férias enquanto trabalhava, Paulo apanha o autocarro para Estremoz e procura o avô.
Ao conhecer Miguel, descobre um novo mundo; não só o mundo alentejano, mas também o mundo até onde a sua imaginação o pode levar.
A sua imaginação, e o carro do avô. «Um carro mágico».
Basta entrar no carro vermelho no meio do campo, que podemos ir até às núvens, a um passado distante ou a um presente inexistente.
É um drama familiar; a família separada que se reencontra, outra que se redescobre enquanto os acontecimentos se desenrolam.
Os motivos da ruptura não são contados ao neto; são-lhe mostrados, em cada viagem no «carro mágico».
Não podemos dizer que seja um filme genial em termos técnicos. É um bom filme, com a trama a misturar-se com as paisagens alentejanas.
Mas é uma belíssima história!
Uma história em que vemos como a imaginação é uma arma poderosa. Com ela, podemos ir a qualquer lugar!
No entanto, o que importa não é onde ela nos leva, mas o que ela nos traz, ou a ligação que com ela podemos fazer: o reencontro com a família.
Isso é que nos leva às núvens.

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