Cada acção e cada movimento podem estar determinados pelo acaso daquilo a que chamamos vida; no entanto, quem nos diz que não somos nós que tomamos as nossas próprias decisões?
Em cada cena, no desenrolar da acção com que nos deparámos, uma pergunta persistia: será a liberdade realmente uma ilusão?
Ao saber que cada pensamento livre pode estar errado, muito muda.
Tomamos como certa a "liberdade". Mas o que é mesmo a liberdade? Será o poder fazer tudo o que queremos? Será o poder tomar uma decisão? Serão ambas?
Acabamos por não saber o que será aquilo que tememos tanto perder.
Mas continuamos a (tentar) acreditar que a liberdade não é uma ilusão; não queremos acreditar que é essa a realidade! Precisamos de saber que temos pousado nas nossas mãos o poder de controlar a vida.
Acreditamos que cada caminho tomado é nossa opção.
Acreditamos que não poderá existir outra possibilidade.
Esta crença acaba por tornar-se necessária a cada existência: é o saber que controlamos a nossa vida que nos dá um sentido para caminhar ao longo desta estrada traiçoeira; sem ele, o caminho parece desnecessário.
Apercebemo-nos do valor desta liberdade, real ou ilusória.
Reflectimos sobre cada escolha do passado e cada possível passo do futuro, livre ou determinado.
Passeamos por cada pensamento, tentando perceber cada pergunta, tentando encontrar uma boa resposta. Mas cada vez aparecem mais pontos de interrogação a cada tentativa.
Cada questão mantém-se. Uma tempestade de ventos repletos de tantas incertezas forma-se na mente.

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