" Bird of prey flying high, take me on your flight "

quinta-feira, 9 de abril de 2009

" Help! " (1965)



De: Richard Lester
Argumento: Marc Behm e Charles Wood

O desaparecimento do anel. A descoberta do seu paradeiro. O sacrifício desperdiçado. Os primeiros acordes de Help, pelos «tão famosos Beatles».

A história não é assim tão confusa: um culto asiático prepara-se para fazer um sacríficio humano à deusa Kali, até que se aparcebem que a sacrificada não tem o anel cerimonial. Este encontra-se no dedo de Ringo Star, famoso baterista da famosa banda The Beatles.
Desde o momento em que tal é descoberto, a sua vida, e a dos seus companheiros de banda, fica em perigo; é perseguido pelos membros do estranho culto e, mais tarde, por dois cientistas meio loucos, enquanto são ajudados por uma suposta inimiga (que, como todas as mulheres da época, era fã dos Beatles) e até pela Scotand Yard.
Na corrida desenfreada por ajuda (e daí Help!), passam por Londres, pelos Alpes Austríacos e até pelas Bahamas. Tudo para salvar Ringo de ser ele o sacrificado, uma vez que tem o anel e não o consegue tirar.

Não é um filme qualquer; é um filme dos Beatles, com os Beatles!
Como tal, não só a banda sonora é "beatleiana" - os planos das performances dão um grande toque à imagem, que bem podiam servir como video clips excelentes -, que vai desde Help a You're gonna lose your girl ou Ticket to ride, como as temáticas são típicas dos Beatles.
Passado um tempo, nota-se a constante utilização do termo "famous", algo constante na vida dos Fab Four que começava a tomar conta das suas vidas, e até da sua música.

Passa uma crítica social ao que os rodeia que possivelmente ficou toldada pelo (elevado) nível humorístico do registo: a constante alusão ao famoso, o extremismo religioso (estão dispostos a matar um Beatle!), mesmo com a intervenção dos cientistas com as suas "grandes" invenções, ou mesmo o modo como viviam os 4 companheiros na(s) sua(s) casa(s) - alusões a James Bond, concluídas, acredito eu, com uma intuitiva performance de Another girl.
É Beatles em todas as partes. Basta ver os seus sorrisos quase traquinas enquanto tocam, ou mesmo o seu humor!
Tem momentos hilariantes, seja por ver Ringo a cair num buraco e tentar assobiar a 9ª Sinfonia de Bethoven a um tigre, seja por ver a cara malévola de John ao tentar convencer Ringo a cortar o dedo ( ou, mesmo, a visão do seu futuro) ou todas as peripécias que vão acontecendo.

E, no final, acaba como começa: com um pedido de ajuda.
Faz pensar se não seria um verdadeiro pedido de ajuda dos rapazes de Liverpool que viam o mundo de uma maneira que não queriam... (Nota: reparar no cartaz do filme e nos seus pedidos de ajuda) 

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