" Bird of prey flying high, take me on your flight "

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sábado, 23 de janeiro de 2010

Não tenho titulo



Não gosto de imagens chocantes. Não gosto de imagens que abalam o mundo.
Não gosto de me sentir impotente quando tanta gente precisa de ajuda e eu não a consigo dar. Não gosto de saber que, enquanto eu me dou ao luxo de poder ter um computador e pagar a ligação à internet, há quem viva sem conseguir. Não gosto da revolta que gere, sabendo que não há nada que possa fazer.
Não é ser martir, boa samaritana ou qualquer outra coisa; é ser minimamente humana. É sentir uma benção enorme por aqui poder escrever o que escrevo, felicidade por não saber o que aquilo é.

Podia entrar agora num avião, e por algum motivo deixo-me ficar por aqui, com a minha tecnologia e coerência (ou falta dela).

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quando crescer quero ser deputada!

Pois é, descobri a minha verdadeira vocação: ser deputada! Pode ser de um qualquer partido, até dos Verdes (espera, esse se calhar é melhor não, que só há dois deputados e seria obrigada a falar), desde que pudesse ir para o Parlamento.
Aquilo é muito mais giro do que o que eu pensava. Para já, é muito moderno: num espaço tão pequeno - não, não é tão grande como parece na televisão - há, não um, mas dois painés electrónicos que servem apenas para contar o tempo que cada partido fala. E o que dizer dos computadores que saem da mesa, e dos teclados com rato touch? Assim se sabe que os nossos deputados, com o dinheiro dos nossos impostos, têm tudo o que é de bom.
Atenção que sou completamente a favor da modernização da Assembleia da República, mas era preciso algo tão elaborado?
Mas não deixa de ser um edifício bonito...

Bonito também é o trabalho do deputado. Uma sessão de Parlamento em Portugal é algo como isto:  deputado fala, expõe as suas ideias acerca do assunto do dia (naquele dia era debate extraordinário sobre o orçamento de Estado), e todos os outros brincam com os seus brinquedos favoritos. O deputado acaba, a palavra é dada ao próximo deputado, o orador anterior começa a brincar e ó seguinte deixa os brinquedos um bocado e fala, só porque sim. E o que são os brinquedos, perguntam? Bem, os brinquedos são os telemóveis, os computadores (o Facebook é tão conhecido que, ali ao pé de nós, estavam três a visitar os comentários!), ou mesmo andar de um lado para o outro a combinar, provavelmente, em almoço para pôr a conversa em dia.

Nada de mais, não é verdade? Tudo isto podia ser completamente compreensível, dado o número de horas que uma sessão pode demorar. No entanto, o que realmente acontece é que, cada uma daquelas pessoas que estavam a brincar, ou pura e simplesmente estavam a pensar na morte da bezerra, estão-se completamente a lixar para o que os outros estão para ali a dizer, falando rápido e no bom português!
Que desrespeito para com a nossa boa Nação e povo! É bom saber que elegemos aquela gente para legislar o nosso país, em plena troca de ideias, e essa mesma gente não quer saber do nosso voto e vontade e apenas não ouve, mostrando completo desinteresse no que se passa por esta bandas. A sua preocupação é desmanchar a credibilidade dos outros, é dizer mal apenas porque sim - sim, porque a partir do momento em que não ouvem o que os outros têm para dizer e mesmo assim criticam, é porque são mesmo mesquinhos!

Já era de esperar, dizem alguns.
Pois eu esperava um pouco mais de respeito e seriedade. É que não estamos ali a brincar; trata-se das leis do nosso país, de implicações nas nossas vidas e vivências! 
Era educativo uma visita a esta instituição, não só para ver como funciona o nosso regime, mas também para nos apercebermos do trabalho árduo dos nossos políticos. Devia ser obrigatório, digo eu.
Deve ser cansativo, passar uma manhã a falar e preparar um discurso para ler à tarde e ir embora, ou pura e simplesmente ficar ali a descontrair.

Depois admiram-se que a população perde confiança na Democracia...

 

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não resisti



OUVIR, VER, E PENSAR.

domingo, 15 de novembro de 2009

Eu já falei do incómodo da chuva?

A sério, eu gosto muito de chuva! Sou uma pessoa que adora chuva, considero-a muito importante para o sector agrícola e que mais, mas desde o momento que eu esteja dentro de casa, enroladinha no meu cobertor e com uma caneca de chocolate quente na mão.
A chuvinha molha parvos não me incomoda; às vezes até é engraçado passear quando chove, sem chapéu; é bonito. Agora, quando se decide chover a cântaros, mesmo daquela chuva que molha até ao osso mais ínfimo do corpo, que entranha o frio mesmo cá dentro, que passa pelas botas mais resistentes, ainda por cima quando o chapéu de chuva não é suficiente para proteger, santa paciência!
É nessas alturas em que gostava de ficarem casa de cada vez que chove. Apanhar o autocarro com este tempo, ou pura e simplesmente andar na rua, é o cabo dos trabalhos!

Eu juro que gosto do Inverno, deste tempo assim, mas não quando estou a sair de casa! É que, epá, é incómodo. Apenas isso.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

VH1, literalmente

Hoje, a minha tarde foi passada com a televisão sintonizada no VH1, o canal de música, que na maior parte das vezes passa músicas que têm mais alguns aninhos, enquanto passa também as deste século.
Para mostrar como o panorama musical é genialmente bom (reparem no trato irónico, por favor), a mesma música/artista, no espaço de 3 horas, é passada mais do que uma vez, e não vou falar aqui em género musical, que isso então varia apenas de meia em meia hora!
Agora, pergunto-me o porquê de tamanha repetição: será mesmo a deprimência musical, ou não têm mais na base de dados? É que o que não falta é oferta - mesmo que seja tudo do mesmo!

É uma pena... a música é uma arte tão bela... 

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sonho

Os olhos incham, e dá aquela vontade de gritar que vem de dentro, e dentro morre.
Não, não sei o que é. Na verdade, não sei se é alguma coisa.
Não tenho ideias que possam alguma vez explicar esta sensação e vontade inexplicáveis que pura e simplesmente me arrebatam, e me deixam assim, sem saber onde vou, para que vou, o que faço e para que o faço.
Já nem vontade tenho de escrever as palavras que aqui debito.

Tenho apenas sono. Uma vontade enorme de me deitar no meio dos lençois e refugiar-me num lugar realmente irreal. Já nem me dá alento o livro onde me permito fantasiar.
Apenas quero dormir. E enquanto não posso, mantenho-me em frente de um computador e de um caderno onde tenho de fazer o que me pedem, escrever o que me pedem,

Tenho apenas sono. A única coisa que me alenta é a necessidade de descansar.
Preciso apenas de descansar.

domingo, 11 de outubro de 2009

Os Nobels já não são o que eram

Ouvi dizer por aí, neste meio tão abrangente que é a Internet, que Barack Obama ganhou o Prémio Nobel da Paz.

Bem, quando Obama ganhou as eleições presidenciais nos Estados Unidos da América, eu fiquei até contente (qualquer coisa seria melhor que Bush, mas entre as escolhas, viesse o Barack!)! Algures neste tasco podemos encontrar, mesmo, o discurso de Obama, felicitando o mesmo pela vitória.
Mas tudo o que é demais, enjoa, como diz o povo. E pouco tempo depois, a onda Barack Obama estava já a ser mais do que tudo o que o senhor merecia.
Acontece que tomei conhecimento de certos aspectos da política obamiana que desconhecia, aspectos esses que me revoltaram profundamente. (gostava de me explicar melhor, mas o meu tempo não é tanto quanto eu queria, por isso prometo uma maior clareza para breve).

E veêm dizer que o senhor é o Salvador, não da Pátria, mas do mundo!
Dessem o Nobel ao Bono outra vez, estava melhor dado.
É só uma maneira de responder à globalizada imagem de bom samaritano de Obama. Uma resposta à marca, nada mais.
O júri já foi mais sábio...