" Bird of prey flying high, take me on your flight "

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Escolhas...

Foi uma má ideia pôr Cat Stevens na pausa para ouvir uma cena da nova mini-série da TVI.
Má ideia...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vampiros ao ataque!

A febre Twilight chega aos ecrãs portugueses, e em português!
É verdade. Depois do canal do Estado investir nas séries vampirescas americanas, chega a vez dos canais privados de mostrarem o seu lado mais nocturno, mas na língua materna.
O mais giro é que é tão pouco original que até dói!

Não conheço a história do produto da TVI, mas a da SIC é quanto baste!
Pois não é que a história desta série é exactamente a da paixão entre um vampiro e (suspence)... UMA HUMANA??? E digo mais: a humana chama-se Isabel, bem à americana - a protagonista da história "original" tem o nome de, vá-se lá imaginar, Isabella. Espanta-me que o co-protagonista não se chame Eduardo.

Agora, não deve ser difícil adivinhar o final: ambos ficam juntos, muito provavelmente ela como vampira.

Ahhh, como gosto tanto da banalização das histórias!... É por estas e por outras que temos toda uma juventude a ver filmes e a ler livros sem os entenderem profundamente.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NÃAO, TRISTE VERDADE!

Acabei de descobrir uma verdade que julgava conhecer há algum tempo, mas nunca tivera a coragem de verificar: uma das minhas séries preferidas, daquelas que comecei a ver e não queia outra coisa, que me levou a colocar uma imagem no meu blog, foi cancelada; The Riches FOI CANCELADO!

Já esperava. Quando comecei a perceber que a terceira temporada nunca mais aparecia na televisão e locais da Internet (não tenho culpa que tenhamos de esperar meses e meses para saber o que aconteceu), algo me dizia que alguma coisa não estava bem. Mas deixei a esperança acesa. E agora, quando me deu a coragem, aconteceu: foi oficialmente cancelado.

O pior nisto tudo não é o facto de uma das minhas series de eleição ter sido cancelada (o que, sim, é mau!); o que realmente importa é que têm esta mania de cancelar as series realmente boas! Só faltava agora cancelarem o Dexter (por favor, não!)!
Esta mania é realmente irritante. Bolas, gostava mesmo daquilo!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

VH1, literalmente

Hoje, a minha tarde foi passada com a televisão sintonizada no VH1, o canal de música, que na maior parte das vezes passa músicas que têm mais alguns aninhos, enquanto passa também as deste século.
Para mostrar como o panorama musical é genialmente bom (reparem no trato irónico, por favor), a mesma música/artista, no espaço de 3 horas, é passada mais do que uma vez, e não vou falar aqui em género musical, que isso então varia apenas de meia em meia hora!
Agora, pergunto-me o porquê de tamanha repetição: será mesmo a deprimência musical, ou não têm mais na base de dados? É que o que não falta é oferta - mesmo que seja tudo do mesmo!

É uma pena... a música é uma arte tão bela... 

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Esmiuça, que esmiuças bem

Já está no ar o 3º episódio daquele já mítico programa Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios.
José Sócrates e Manuela Ferreira Leite já foram, Paulo Portas está lá de momento. Ricardo Araújo Pereira tem um encanto... encantado. Ironia sistemática, as perguntas que levam os candidatos a levar às mãos à cabeça, seja pelo seu grau de idiotice, seja por tocarem bem na ferida.

E Jon Stewart, se visse este programa, devia sentir-se orgulhoso. Apesar de não saber se foi realmente fonte de inspiração o programa Daily Show, apresentado por este senhor (que passa na Sic Radical), o formato é deveras semelhante: um programa político, com os seus convidados. O nosso, calhando em altura de eleições, centra-se nos candidatos, enquanto que o americano convida as mais variadas pessoas.
E os Gato fazem bem o seu trabalho.

Eu, como fã incondicional do grupo, não perco um destes esmiuçansos. E amanhã vai ser o Louçã.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Deu Curto Circuito

Todos os dias, de segunda a sexta, com horário variado: fosse às quatro, às quatro e meia, durásse três horas ou apenas duas e meia, mas estava lá.
As caras atrás do balcão, ou mesa, também variaram. Já não me lembro de quantas pessoas ali vi, umas que marcaram mais do que outras, mas foram algumas.
Os episódios assistidos também foram alguns, mas todos eles memoráveis.
Sim, o Curto Circuito, aquele programa que passa na Sic Radical, ainda me preenche as tardes. E não, não é a mesma coisa; é diferente, mas igual.
Lembro-me de ver a minha irmã a assistir, ainda eu não tinha idade para perceber o que ali se passava. Lembro-me de começar a ver com a minha irmã, mas o interesse já era maioritariamente meu. Agora, lembro-me de ver com o meu irmão.
Não assisti ao início, mas, de certa forma, também eu cresci a assistir a míticos episódios. Não sou do tempo do Rui Unas ou Rita Mendes, mas não é preciso para sentir que passei metade da minha vida a passar as tardes em frente da televisão.
Durante muito tempo acalentei a fantasia (e ainda a tenho, admito) de ser eu em frente às câmaras, atrás do balcão, a pegar no boneco amarelo e a atender chamadas; a entrar em brincadeiras com apresentadores e até com o Xavier.

Durante este último mês, tive um glance de como era há dez anos atrás, quando apenas via a minha irmã a ver.
Na realidade, está na mesma. Apesar das novas caras - não as mesmas, novas - não consigo negar que o Curto Circuito continua a ser um programa como não há igual.
E, quem sabe, não estarei lá um dia.

Por agora, parabéns CC, e obrigada! Um bem-haja!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Vítima do assassino em série

As férias são um óptimo pretexto para por-mos em dia o nosso repertório, seja musical, literário, cinematográfico ou televisivo.
Tenho vindo a aumentar o meu nestas semanas, e apesar do cinema ter tido um maior destaque, a maior suspresa que encontrei foi uma série de televisão. Mas não é uma série de televisão qualquer.



Falo de Dexter, série que tem estado nas bocas do mundo há já alguns meses, mas que só lhe tomei o gosto há dias, ao assistir a um dos primeiros episódios (em reposição na Fox, desde a 1ª temporada).
Basicamente, Dexter é sobre... Dexter Morgan, um analista forense que é, nada mais, nada menos, do que um assassino em série. Mas não é um assassino qualquer: graças aos ensinamentos do seu pai adoptivo, Dexter controla a sua sede por sangue matando apenas criminosos que conseguiram escapar à justiça.
Porque Dexter é completamente diferente. A sua necessidade de manter uma aparência normal levaram-no a manter relações superficiais com o mundo, enquanto faz justiça sem ninguém saber.

Fiquei apaixonada por esta intrigante personagem, e agora não quero outra coisa.
São passadas na televisão séries policias de todos os géneros e feitios, mas nenhuma é protagonizada pelo criminoso, pelo assassino. Esta centra-se em Dexter e no que sente, no que o move.
É um contexto diferente no que toca a séries policias.

Por isso, se ainda não tiveram oportunidade de ver, força. De segunda a sexta, na Fox, às 23.50h.
É de sangrar por mais!   (não resisti ao trocadilho)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

"A Vida Privada de Salazar"


Irónico Salazar gostar de cravos, e de os ter nas suas jarras. No final, foram os cravos o símbolo do fim de todo um regime que implementou, do fim da sua ambição de vida.
Custa ver António de Oliveira Salazar como ser humano, como ser humano capaz de amar. Apenas custa porque minha família foi criada numa altura em que o seu regime ainda persistia, e sei que não foram poucas as provações por que passaram devido a toda uma política de repressão, mas sei também que muitos foram os que sofreram ainda mais.

Ao longo do tempo, um sentimento de quase... pena. A sua ambição (tal como a de Adolf Hitler, acredito eu) teve mais motivos do que a pura vontade de ter o poder. No entanto, não se pode negar a sua personalidade autoritária, mais tarde aplicada a todo um país, em relação às pessoas de si mais próximas.
Atrás de si, das suas vivências, os sofrimentos, ou mesmo humilhações, que tantos passaram. E, impedido de chegar onde queria nos campos mais pessoais, bastava-lhe apenas lutar pelo desejo de deitar abaixo a República e de estar à frente de um regime Absoluto.
Quem podia ser ele com aquelas botas...

Tinham, estas pessoas, estes repressores de sociedades inteiras, em certos casos até assassinos, directa ou indirectamente, um lado humano, mas que nunca foi dado a ver. Como poderia alcançar o respeito dos seus súbditos se estes soubessem que também era um ser sensível, que chora, que ama, que deseja, que ri, que anseia por um toque, como o mais impotente dos homens? Que medo poderia ele incutir se soubessem que sentia dor como o camponês, que sentia o coração apertado como o jovem apaixonado pela primeira vez, com a racionalidade trocada?

Devido aos seus demónios pessoais, muitos sofreram. E o seu coração, como ficou ele? A sua consciência?...