" Bird of prey flying high, take me on your flight "

sábado, 28 de março de 2009

O bom do Portugal

Vai tudo viajar nestas (BENDITAS) férias.
Eu cá fico, neste nosso Portugal, com idas à Loja do Cidadão e, se tiver sorte, lá vou a Óbidos.

Não é propriamente Londres, ou Brasil, ou Holanda, mas é bom...

terça-feira, 24 de março de 2009

A Hora do Planeta




«De que se trata?

É algo tão simples como desligar o interruptor.


O que começou como um movimento quase espontâneo que pretendia incentivar os habitantes de Sidney a apagar as suas luzes e despertarem para os problemas ambientais, cresceu e tornou-se numa das maiores iniciativas mundiais de luta contra as alterações climáticas.

Em 2009, às 20H30 de 28 de Março, pessoas em todo o mundo são desafiadas a apagarem as suas luzes por uma hora – a Hora do Planeta.


Pretende-se este ano que mil milhões de pessoas, em mais de 1000 cidades, se unam em torno deste movimento e com este gesto simbólico mostrem que é possível tomar medidas contra o aquecimento global.


A Hora do Planeta começou em 2007, na cidade australiana de Sidney. Nessa altura 2,2 milhões de habitações e empresas desligaram as suas luzes por uma hora. Apenas um ano mais tarde é que este evento se transformou no movimento global para a sustentabilidade que é hoje, com a participação de cerca de 100 milhões de pessoas e abrangendo 35 países.


Desde então, marcos emblemáticos mundiais, tais como a ponte Golden Gate, em São Francisco (EUA), o Coliseu de Roma, em Itália, e o painel publicitário da Coca-Cola em Times Square (Nova Iorque, EUA), ficaram às escuras, como símbolos de esperança por uma causa que se torna mais urgente a cada hora que passa.


A Hora do Planeta 2009 é um apelo global de acção a todos os cidadãos, todas as empresas e todos os Governos. Um apelo para marcar presença, assumir responsabilidade e envolver-se num esforço conjunto para um futuro sustentável.


Edifícios e marcos simbólicos, desde a Europa até às Américas, vão permanecer às escuras no dia 28 de Março. Em várias cidades do mundo, incluindo Lisboa, as pessoas vão apagar as luzes e unir-se para criar uma acção vital que se pretende que desencadeie a discussão sobre o futuro do nosso precioso planeta.


Mais de 70 países vão participar na Hora do Planeta 2009. Este número cresce diariamente à medida que as pessoas começam a entender este movimento como um acto tão simples que pode gerar tão profundamente a mudança.


A Hora do Planeta é uma mensagem de esperança e uma mensagem de acção. Cada um de nós pode fazer a diferença!


Às 20:30 do dia 28 de Março de 2009 apague as luzes e veja a diferença que pode fazer no combate ao aquecimento global; registe-se em http://www.earthhour.org/portugal e junte-se ao movimento HORA DO PLANETA.»


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Já anotei na minha agenda. E vocês?

domingo, 22 de março de 2009

"A spoonful of sugar helps the medicin go down" *

Triste, a inocência de uma criança a ser tirada pelos poderes da sociedade mundana...
Onde está o olhar que vê a beleza e doçura de todos os seres? Será que alguma vez existiu, a fantasia que mora em cada mente e que a faz viajar enquanto corre pelos campos?
Ela agora viaja, mas tem como transporte os comandos e a caixa mágica, e a beleza que vê, essa, é a que lhe dizem que deve ver.

Os mais velhos não têm noção do mal que fazem aos mais novos, e estes não têm noção do quão maus são uns para os outros, porque ninguém lhes diz que está mal e errado.
Porque os crescidos também o fazem, e também não dão conta. Os crescidos também fazem mal uns aos outros, e muitas vezes não têm ninguém para explicar porque está mal.
Talvez, quando eram pequeninos, ninguém lhes disse o que era o mal, e hoje não sabem. Talvez porque cresceram pensando que o errado era uma coisa diferente, e faziam o mal sem o saber, ou então tiveram que aprender sozinhos o que é.

Triste ver a cara de tristeza de uma criança que fica triste porque outras foram vítimas da tristeza desta triste realidade.
Triste ver os pais a deixarem os filhos sem ver que devem ver quando fazem mal.
Triste saber que dificilmente algo mudará em breve.
O temperamento muda, mas pode ser controlado pela personalidade certa.


E quando damos por nós, vemos lágrimas a escorrer. Sem sentido (?)

Até que ponto não são estas lágrimas produto de um mal não encontrado, ou de um mal mal-entendido?
As palavras exaltam-se, e vemos que é triste: já não somos crianças que em tudo vêm a singela beleza das coisas inocentemente. Um Frankenstine será sempre um monstro horripilante para qualquer um, motivo de medo para outras; aproxima-se o corajoso, ou que nada de horripilante vê.

Que seja o segundo a aproximar-se, mas que pelo menos um se aproxime.
Para saber que talvez não seja assim tão triste, e ainda há esperança, um pequena réstia que seja.
Começo por tentar em mim; mas as raízes daquele poder de bruxaria negra estão em enraizados.
Vou deixar de lhes dar água.
Não consigo: o contacto é inevitável, e preciso dele para evoluir. Abstrair-me do que não devo ouvir.


* retirado da música "A Spoonful of Sugar", escrita por Robert B. Sherman e Richard M. Sherman, celebrizada pela actuação de Julie Andrews no filme Mary Poppins.
Apenas porque não há filme que mostra melhor a inocência da infância...

domingo, 15 de março de 2009

" As Baleias "

Não é possivel que voce suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor neste momento

Não é possivel que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que voce deixou manchadas

Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão

O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e a fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão

Como é possível que voce tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro

Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor


Roberto Carlos


Diz tanto, em tão poucas linhas.

Não apenas sobre a caça da Baleia, mas, já que falamos nela, que tal dar uma vista de olhos ali aos tópicos do Take Action da Greenpeace?

sábado, 14 de março de 2009

Filosofias

Nós não conhecemos nada


Eu penso que posso não conhecer nada,mas conheço o que não conheço.
Conheço que existem conhecimentos que desconheço.
E conheço realmente tudo isso? O que será que conheço, efectivamente?

Tudo e nada.

Eu conheço que não conheço absolutamente.


Corria um caminho desconhecido, escuro, um pântano existêncial.
Será a luz verdadeira? Conseguirei alcançar o estado iluminado? Vem a luz do sol, da razão?
Como seria a existência sem a iluminação dos conceitos?

O que são as crises existências para além da certeza da imperfeiçãodo ser, o querer alcançar o (supostamente) impossível?
Existirá tal coisa?

Contradição: erro, ou dúvida, problema?

A imperfeição existe no processo da perfeição, na tentativa de a alcançar.

O feminismo na mente de uns


Feminismo é um movimento sócio-político que luta pela igualdade das mulheres em relação aos homens. Já foi definido como uma ideologia que objectiva a igualdade - ou o que seria mais preciso - a igualdade entre os sexos. Contudo, há autoras feministas que procuraram demonstrar como a própria concepção de sexo biológico advém de uma compreensão simbólica do mundo que é orientada pela concepção de gênero. Outros estudiosos definem o feminismo como um conjunto de idéias políticas, filosóficas e sociais que procuram promover os direitos e interesses das mulheres na sociedade civil. No entanto, os feminismos, em suas múltiplas formas, estão relacionados a desejos, políticas e interesses de outros grupos civis, não somente de mulheres.

in Wikipédia

Acontece que o feminismo, como ouvi eu hoje esta semana, não se trata do oposto do machismo: a sobreposição da mulher face ao homem.
O movimento feminista vai muito além e (distante) disso. Na realidade, o movimento feminista apenas se concentra na igualdade de direitos e deveres, acabando com as subtilezas que existem na sociedade - não apenas as questões de género -,que rebaixam o papel feminino ou masculino, de acordo com a ciscunstância (que muitos homens são também descriminados em diversos empregos, por exemplo, devido ao seu sexo). Basicamente, pretende acabar com discriminação baseada na sexualidade e no género.
Existem muitos homens feministas. Sim, é verdade. Seria incoerente defenderem um movimento que pretende diminuir o seu papel na sociedade; ninguém pretende isso!
E podem agora dizer que existem mulheres que se conformam com o machismo. Pois existem, mas essa condição, esse machismo, foi-lhes "inserido" na mente por todas as idealizações da sociedade!

Celebrou-se o Dia Internacional da Mulher no Domingo passado. Em termos de igualdade, talvez devesse existir um Da Internacional do Homem. Mas é o homem oprimido pela sociedade em geral?
O Dia da Mulher serve apenas para relembrar que a mulher é mais do que aquilo que está estipulado.

Talvez um dia não seja necessária a sua comemoração. Eu gostava disso. E não sou a única: uma feminista assumida disse-me isso mesmo.
Seria bom que tal acontecesse...

sábado, 7 de março de 2009

30 de Junho de 2008

(...)

A escrita é um estado de espírito: quando nos sentimos na escuridão, as palavras vão ser negras; se o dia nos sorri, de cada frase brota um bom pensamento.

(...)

"Sweeney Todd"


De: Tim Burton
Argumento: John Logan
Argumento musical: Stephen Sondheim

«Lady's and gentleman, may I have your attention please!»


A história de Benjamin Barker já percorreu os teatros, e, em 2007, chegou também finalmente às salas de cinema mundiais.

Fazendo jus à longa relação profissional que mantém com Johnny Depp, Burton (que, mais uma vez, presenteia-nos com um filme típico das suas "mãos"), não deve ter hesitado em escolher o aclamado actor para protagonista deste filme, e, como era de esperar, fez a escolha acertada!
Diferente do registo em que nos acustumámos a ver cada um dos actores que já nos eram conhecidos (como Depp, Helena Bonham Cartes ou Alan Rickman) e mesmo do realizador, Sweeney Todd passa-se em Londres, quando esta estranha personagem chega, depois de longos anos fora. Na cidade, espera encontrar o homem que lhe tirou tudo, 15 anos antes, acusando-o de um crime que não cometera apenas para ficar com a sua bonita mulher, Lucy, e sua filha: o juís Turpin (Rickman).
Ao chegar à sua antiga casa, deparando-se com ela vazia e com uma casa de empadas por baixo (a casa de empadas de Mrs. Lovett, interpretada por Bonham Carter), o plano para chegar até ao juíz começa a ser arquitectado com a própria Mrs Lovett, que o reconhece como sendo Barker.
E começa por voltar à sua antiga profissão: barbeiro. O modo perfeito de retormar a sua fama, sem ninguém o reconhecer, e de levar avante a sua vingança.

Um filme bem conseguido! As interpretações, essas, já nos são habituais serem boas! No entanto, é acrescentado um novo ingrediente que engrandece os actores que desempenham tais papéis: a música.
Sendo um musical, os actores desempenham duas funções enquanto personagens: como elas agem, pensam e mostram o que sentem, e como cantam. Aqui, conseguem tudo isso!
E, um pequeno aparte, cantam e encantam! Até Sasha Baron Cohen mostra uma nova faceta neste filme (papel que me deixou impressionada)

Encontramos 3 talentos que devem ser explorados, em cinema ou teatro: Jamie Campbell Bower, Jayne Wisenere e Ed Sanders (a voz do excerto do início). Uma mais valia, estas pequenas grandes vozes que me encheram o serão.

Não me posso alongar mais, mas pouco mais posso dizer. Para quem gosta do género, Sweeney Todd tem de ser visto.

Yeah!



Mais nada! Não diria eu melhor.

domingo, 1 de março de 2009

54º Festival da Canção da RTP

Ontém foi dia de festival. Foi dia de escolher a canção a ser levada a Moscovo em Maio para representar Portugal no Festival da Eurovisão.
E 12 músicas foram apresentadas.

Entre uma Nucha a tentar ser rockeira ao estilo dos Filandeses (que têm envidado grupos mais "pesados" e já por uma vez saíram vitoriosos), uma Romana a tentar ser fadista e outras tantas músicas ligeiras que foram aparecendo, chegaram duas de que gostei especialmente, por motivos completamente diferentes.

Desde que vi o Nuno Norte a vivo no Rock in Rio Lisboa 2004 que fiquei fã. A sério! No entanto, a música dele não me entrou muito no ouvido, não sei porquê.
Foi ao chegar a música número 11, dos até então desconhecidos Flor De Lis (agora já adicionados no MySpace), que a visão que estava a ter deste festival mudou. Que música tão alegre! Que boa representação do nosso país! Todas as Ruas do Amor conquistou-me!
Pareceu-me a mim Música Portuguesa, com letras maíusculas, a música tipicamente portuguesa. E escolhi a minha perferida.

Chega então a número 12. Sejamos realistas: a música não é nada por aí além, as vozes, sim há que dar crédito, e pode parecer imensamente banal. Mas, é um festival, e todo o espectáculo que foi montado juntamente com a música estava óptimo para levar a Moscovo.

No entanto, acho que as pessoas (as que votam e as que participam) se esquecem é que a música a escolher tem que representar o país. Queremos mesmo levar algo lá para fora que não diz Portugal em nada?
A surpresa não foi nenhuma quando Luciana Abreu ganhou o voto do público. E, obstante de a sua música ser boa ou não, ainda bem que o voto distrital preferiu os Flor De Lis (que até arrecadaram também uma grande preferência do público)!

Os instrumentos, a voz, a presença... Que vitória bem merecida! Mesmo que não ganhem lá, ganham-me a mim, pelo menos; uma ouvinte que se tornou fã!

Temos tão bons artistas e não lhes damos valor... É triste. Eu acho triste.
O ano passado, levámos a melhor música de todo o Festival, apesar de termos ficado a meio da tabela.
O quê, ainda acreditam que votam na melhor música? Que pura ilusão... Não se fiem nos votos, amigos. A qualidade de cada música não se vê por eles. Esses votos apenas mostram o número de imigrantes do país que vota, ou o que este pensa sobre em quem vota.

Por cá, ainda vemos a música. Ou quem canta...
Fico contente que, pelo menos este ano (e sim, também o ano passado), concorramos com uma música tipicamente portuguesa.

Ainda não ouviram? Força nisso! Encantou-me tanto...
(video de apresentação e apresentação da música no festival)