
De: James Cameron
Argumento: James Cameron
Jake Sully (Sam Warthington) é um americano veterano paraplégico que se vê numa missão a princípio inimaginável: ir a Pandora, planeta com matérias-primas queridas pelos humanos, tentar ganhar a confiança do povo Na'vi - humanóides nativos de Pandora com 3 metros de altura e com uma forte ligação à terra, cuja vida está a impedir o negócio americano.
É então que, com a ajuda da Dr. Grace Augustine (Sigourney Weaver)e dos seus
avatares (réplicas de um Na'vi) que Jake passa a fazer parte da comunidade e a sua vida muda.
E a história vai seguindo, previsível quanto baste, uma mistura entre a história da
Pocahontas e da chegada dos ingleses à América. Não é nova, já foi vista, e o argumento não é nada de genial. Na verdade, é banal, o que até chega a ser chato depois de tantos momentos que são adivinhados muito antes de acontecerem.
Nem as personagens são por aí além: há personagens-tipo,
clichés totais que são transportados para corpos diferentes e para uma realidade futura. Temos o herói que ao início era o vilão, a cientista cujo interesse é puramente científico, o vilão mau que só pára quando morre e até alguém do contra, que acaba por concordar com o novo-herói. É comum que baste.
Mas não se pense por isto que não é um bom filme. É, se considerarmos todo o aspecto visual implicado.
É inegável o excelente trabalho visual de todo o filme, completamente computorizado à excepção das cenas realizadas dentro do centro de controlo. E, mesmo que tenhamos noção dessa artificialidade, tudo aquilo parece tão real que dá uma vontade de ir para dentro do ecrã - com os devidos cuidados, que as criaturas parecem igualmente reais. Cameron criou um pequeno paraíso virtual, uma flora espantosa e conseguiu dar-lhe a realidade como se pudéssemos encontrar Pandora num qualquer destino tropical.
Já para não falar na carga moral da história. Sim, é uma história previsível e totalmente comum, mas não deixa de ter as suas cargas de reflexão. Todas as acções dos humanos contra os Na'vi geram uma série de reflexões acerca do que move esta espécie que não vê meios para atingir os fins.
Em conclusão:
Avatar é um excelente filme, sem dúvida... a nível visual. Não é um filme completo, e por isso não considero que tenha sido uma vitória justa a de Melhor Filme Dramático nos Globos de Ouro.
Mas é uma revolução do cinema digital, e há que dar graças por isso a James Cameron!