" Bird of prey flying high, take me on your flight "

domingo, 24 de janeiro de 2010

Notificação

Se ainda há por aí alguém que se preocupa em ler tudo isto, fica notificado: este site vai morrer.
Morre aqui e renasce noutro sítio. Tenho necessidade de vir escrever num local onde não me tenha que deparar com os meus escritos obrigatórios escolares.

Por isso, para os conhecidos e desconhecidos leitores que possam andar por aí, podem seguir as crónicas aqui.

Daqui a uns tempos, este blogspot deixa de existir.

Escolhas...

Foi uma má ideia pôr Cat Stevens na pausa para ouvir uma cena da nova mini-série da TVI.
Má ideia...
Recordo, cá bem na memória, o riso e o sorriso alegres. Recordo as brincadeiras, porque recordar algo mais, ou guardar a imagem do presente, é demasiado para uma memória.

Vou perdendo a fé no acaso, no destino que nos leva às nossas ambições. O acaso não merece fé, quando nos leva onde ninguém quem ir, a lugares repletos de escuridão, para nós e para quem nos vê. E recordar as belas recordações, não as presentes.
O Fado não merece fé. Não merece fé quem nos faz perder a esperança de que os nossos para sempre ficam coma imagem que deles mais recordamos.

Escolho as recordações com cuidado. Guardo aquelas que me fazem sorrir, e mesmo essas levam ao escorrer da água na face.
São essas que escolho que doem mais, e mesmo assim são aquelas que quero que fiquem comigo.

Nunca ninguém disse que a vida era justa.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Não tenho titulo



Não gosto de imagens chocantes. Não gosto de imagens que abalam o mundo.
Não gosto de me sentir impotente quando tanta gente precisa de ajuda e eu não a consigo dar. Não gosto de saber que, enquanto eu me dou ao luxo de poder ter um computador e pagar a ligação à internet, há quem viva sem conseguir. Não gosto da revolta que gere, sabendo que não há nada que possa fazer.
Não é ser martir, boa samaritana ou qualquer outra coisa; é ser minimamente humana. É sentir uma benção enorme por aqui poder escrever o que escrevo, felicidade por não saber o que aquilo é.

Podia entrar agora num avião, e por algum motivo deixo-me ficar por aqui, com a minha tecnologia e coerência (ou falta dela).

Animação é amor

Se há coisa que sabe bem é pôr o DVD no leitor, cheia de expectativa, e depois deparar-me com tão bela obra, com tanto carinho e amor...
Sabe bem ver os desenhos tradicionais e as paisagens tão belas criadas pelas mãos de um senhor. E não é que ainda mete magia?

Tornei-me fã de Mayazaki. O próximo é Ponyo

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vampiros ao ataque!

A febre Twilight chega aos ecrãs portugueses, e em português!
É verdade. Depois do canal do Estado investir nas séries vampirescas americanas, chega a vez dos canais privados de mostrarem o seu lado mais nocturno, mas na língua materna.
O mais giro é que é tão pouco original que até dói!

Não conheço a história do produto da TVI, mas a da SIC é quanto baste!
Pois não é que a história desta série é exactamente a da paixão entre um vampiro e (suspence)... UMA HUMANA??? E digo mais: a humana chama-se Isabel, bem à americana - a protagonista da história "original" tem o nome de, vá-se lá imaginar, Isabella. Espanta-me que o co-protagonista não se chame Eduardo.

Agora, não deve ser difícil adivinhar o final: ambos ficam juntos, muito provavelmente ela como vampira.

Ahhh, como gosto tanto da banalização das histórias!... É por estas e por outras que temos toda uma juventude a ver filmes e a ler livros sem os entenderem profundamente.

" Avatar " (2009)



De: James Cameron
Argumento: James Cameron

Jake Sully (Sam Warthington) é um americano veterano paraplégico que se vê numa missão a princípio inimaginável: ir a Pandora, planeta com matérias-primas queridas pelos humanos, tentar ganhar a confiança do povo Na'vi - humanóides nativos de Pandora com 3 metros de altura e com uma forte ligação à terra, cuja vida está a impedir o negócio americano.
É então que, com a ajuda da Dr. Grace Augustine (Sigourney Weaver)e dos seus avatares (réplicas de um Na'vi) que Jake passa a fazer parte da comunidade e a sua vida muda.

E a história vai seguindo, previsível quanto baste, uma mistura entre a história da Pocahontas e da chegada dos ingleses à América. Não é nova, já foi vista, e o argumento não é nada de genial. Na verdade, é banal, o que até chega a ser chato depois de tantos momentos que são adivinhados muito antes de acontecerem.
Nem as personagens são por aí além: há personagens-tipo, clichés totais que são transportados para corpos diferentes e para uma realidade futura. Temos o herói que ao início era o vilão, a cientista cujo interesse é puramente científico, o vilão mau que só pára quando morre e até alguém do contra, que acaba por concordar com o novo-herói. É comum que baste.

Mas não se pense por isto que não é um bom filme. É, se considerarmos todo o aspecto visual implicado.
É inegável o excelente trabalho visual de todo o filme, completamente computorizado à excepção das cenas realizadas dentro do centro de controlo. E, mesmo que tenhamos noção dessa artificialidade, tudo aquilo parece tão real que dá uma vontade de ir para dentro do ecrã - com os devidos cuidados, que as criaturas parecem igualmente reais. Cameron criou um pequeno paraíso virtual, uma flora espantosa e conseguiu dar-lhe a realidade como se pudéssemos encontrar Pandora num qualquer destino tropical.
Já para não falar na carga moral da história. Sim, é uma história previsível e totalmente comum, mas não deixa de ter as suas cargas de reflexão. Todas as acções dos humanos contra os Na'vi geram uma série de reflexões acerca do que move esta espécie que não vê meios para atingir os fins.

Em conclusão: Avatar é um excelente filme, sem dúvida... a nível visual. Não é um filme completo, e por isso não considero que tenha sido uma vitória justa a de Melhor Filme Dramático nos Globos de Ouro.
Mas é uma revolução do cinema digital, e há que dar graças por isso a James Cameron!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Um grande peixe que anda por aí

Não, não tenho qualquer ambição de viver numaconstante fantasia, de olhos fechados para o mundo. Seria bom, mas não o alcançarei.
Mas a história fica tão pouco interessante sem aquela magia que lhe podemos dar...

A magia está em todo o lado, desde ao mais pequeno pormenor ao grande acontecimento. Contando, basta fazer notar a magia que julgamos escondida ou inexistente.

Contarei as minhas histórias mostrando a magia, contando os encontros com gigantes, as cidades perfeitas, os peixes apanhados que eram impossíveis de apanhar ou o trabalho no circo para conhecer o rapaz perfeito.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

E foi sim!

O casamento homossexual foi hoje aprovado pela Assembleia da República.
Pelo menos tiveram decência de não fazer um referendo... Não há qualquer necessidade.

É aprovar e está feito!

O REI FAZ ANOS!



Hoje, Elvis Presley faria (ou faz) 75 anos. E provavelmente ainda andaria por aí a mexer a anca!
Gosto de acreditar que ainda faz anos. Nem que seja na sua música.


Quem resiste a isto?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ignorância perdida

Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anônima viuvez,

Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.

Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões pra cantar que a vida.

Ah, canta, canta sem razão !
O que em mim sente 'stá pensando.
Derrama no meu coração
A tua incerta voz ondeando !

Ah, poder ser tu, sendo eu !
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso
! Ó céu !
Ó campo ! Ó canção ! A ciência

Pesa tanto e a vida é tão breve !
Entrai por mim dentro ! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve !
Depois, levando-me, passai !


Fernando Pessoa

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Sim, e ter em aquela independência passada, da despreocupação com aquilo que é certo ou errado. A pura ignorância, o desconhcimento da realidade que tantas vezes dói e pesa numa vida tão curta para haver algo a doer ou a pesar de tal jeito.
Vontade de apenas cantar, livre e alegremente, rodando e girando por entre contos e imaginários tais,que fantasias não bastassem para preencher o caminho.

Ser criança, ou apenas poder esquecer a realidade por uns momentos, e ser conscientemente inconsciente.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Meus amigos...

...há um filme a ver:


A sério, vejam. É bonito de se ver, muitíssimo bem feito, é puro entretenimento e faz pensar que se farta!

E, vamos lá dizer se não é verdade: ninguém resiste à fofura dos pinguins!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A todos...

UM FELIZ ANO 2010!


E UM BELO DIA MUNDIAL DA PAZ