" Bird of prey flying high, take me on your flight "

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quando crescer quero ser deputada!

Pois é, descobri a minha verdadeira vocação: ser deputada! Pode ser de um qualquer partido, até dos Verdes (espera, esse se calhar é melhor não, que só há dois deputados e seria obrigada a falar), desde que pudesse ir para o Parlamento.
Aquilo é muito mais giro do que o que eu pensava. Para já, é muito moderno: num espaço tão pequeno - não, não é tão grande como parece na televisão - há, não um, mas dois painés electrónicos que servem apenas para contar o tempo que cada partido fala. E o que dizer dos computadores que saem da mesa, e dos teclados com rato touch? Assim se sabe que os nossos deputados, com o dinheiro dos nossos impostos, têm tudo o que é de bom.
Atenção que sou completamente a favor da modernização da Assembleia da República, mas era preciso algo tão elaborado?
Mas não deixa de ser um edifício bonito...

Bonito também é o trabalho do deputado. Uma sessão de Parlamento em Portugal é algo como isto:  deputado fala, expõe as suas ideias acerca do assunto do dia (naquele dia era debate extraordinário sobre o orçamento de Estado), e todos os outros brincam com os seus brinquedos favoritos. O deputado acaba, a palavra é dada ao próximo deputado, o orador anterior começa a brincar e ó seguinte deixa os brinquedos um bocado e fala, só porque sim. E o que são os brinquedos, perguntam? Bem, os brinquedos são os telemóveis, os computadores (o Facebook é tão conhecido que, ali ao pé de nós, estavam três a visitar os comentários!), ou mesmo andar de um lado para o outro a combinar, provavelmente, em almoço para pôr a conversa em dia.

Nada de mais, não é verdade? Tudo isto podia ser completamente compreensível, dado o número de horas que uma sessão pode demorar. No entanto, o que realmente acontece é que, cada uma daquelas pessoas que estavam a brincar, ou pura e simplesmente estavam a pensar na morte da bezerra, estão-se completamente a lixar para o que os outros estão para ali a dizer, falando rápido e no bom português!
Que desrespeito para com a nossa boa Nação e povo! É bom saber que elegemos aquela gente para legislar o nosso país, em plena troca de ideias, e essa mesma gente não quer saber do nosso voto e vontade e apenas não ouve, mostrando completo desinteresse no que se passa por esta bandas. A sua preocupação é desmanchar a credibilidade dos outros, é dizer mal apenas porque sim - sim, porque a partir do momento em que não ouvem o que os outros têm para dizer e mesmo assim criticam, é porque são mesmo mesquinhos!

Já era de esperar, dizem alguns.
Pois eu esperava um pouco mais de respeito e seriedade. É que não estamos ali a brincar; trata-se das leis do nosso país, de implicações nas nossas vidas e vivências! 
Era educativo uma visita a esta instituição, não só para ver como funciona o nosso regime, mas também para nos apercebermos do trabalho árduo dos nossos políticos. Devia ser obrigatório, digo eu.
Deve ser cansativo, passar uma manhã a falar e preparar um discurso para ler à tarde e ir embora, ou pura e simplesmente ficar ali a descontrair.

Depois admiram-se que a população perde confiança na Democracia...

 

O que se tem passado por aqui

Bem, como a minha única seguidora pode ter reparado, isto foi deixado um pouco ao abandono. Agora, vamos lá adivinhar porquê... *rufo dos tambores* exactamente, concorrente número um, a falta de tempo! 
Porque falta de tempo é chegar a casa às 20 horas, ter ainda que tomar banho e jantar, estudar para o teste de História que aí está à porta (por acaso já passou, mas pronto), fazer o trabalho de História para entregar dias depois e ainda conseguir preparar não uma, mas duas apresentações de inglês e actualizar os blogues das ditas disciplinas - talvez mais actuais que o meu verdadeiro e único blog, apesar de assinar com o mesmo nome nos três.

Passando esta fase de exposição pouco interessante, devo por a par a minha leitora das minhas vivências recentes, que não deixam de ter um quê de cómico.

Começo por uma visita à Assembleia da República, aquele bonito edifício - por acaso gostei muito da decoração -, para assistir a uma sessão do nosso não menos belo Parlamento. Ai que tarde tão bem passada.
Não estou a falar da chuva que apanhei do Rato até S.Bento, mas sim da sessão propriamente dita. Aquilo é mesmo giro. Mas vou desenvolver esta ideia num outro post. Merece.

Ando também numa de nostalgia de cada vez que saio da escola e passo por uma outra escola, que, só por acaso, foi o lugar onde conheci grandes amigos e que agora está completamente destruído, mas como esse até tem direito a fotografia, também vai ser desenvolvido mais à frente.

E se há outra coisa na qual me envolvi agora foi em passar música nos intervalos da escola, e debato-me coma inconstante insatisfação do público alvo: se passo isto, é porque não passo aquilo, se passo aquilo é porque não passo isto (vamos substituir o isto e aquilo por, sei lá, pop rasca tipo Lady Gaga e Rock como... Extreme, que me apetece agora e foram lá pedir um dia destes).
A existência de muitas estações de rádio torna-se inteligente, portanto. 

Uma outra coisa muito engraçada onde agora passo o meu tempo (já referi que não tenho vida social?) é no Facebook.
Aderi recentemente à febre facebookiana, e pelos vistos não fui a única, que já andei a ensinar o meu professor de Sociologia a mexer no sítio.
Mas aquilo é giro. Posso dizer agora que, se fosse uma história de amor seria a de Ron e Hermione, do Harry Potter (mesmo a propósito), se fosse uma música seria a Even Flow dos Pearl Jam e, entre tantas outras coisas, se tivesse de casar com uma personagem interpretada pelo Johnny Depp seria o Roux, de Chocolat. Ah, e já vou no nível 18 do Farmville!


E basicamente a minha existência nestes últimos dias tem sido preenchida por aquela sensação 
de querer fazer tudo e não poder fazer nada, porque tem muito que fazer.
Nem o Harry Potter, que devia ser lido, no máximo, de uma livro por semana, está a ser levado tão a sério como queria.
É que desde que fui a uma palestra com uma das tradutoras das aventuras de Harry Potter e descobri coisas que não fazia a ideia que existiam que aquela minha paixão pela saga se reacendeu.
Na verdade, a paixão já estava acesa havia algum tempo, mas a minha cromisse só agora se deu ao trabalho de reler toda a saga. E está a ser tão bom... Agora, tudo é Harry Potter. Até já completei a minha colecção de DVD's!


É verdade... sou uma croma sem nada que fazer da vida... E mesmo assim afirmo não ter tempo para nada!

sábado, 21 de novembro de 2009

Conspiração?



Nãaao, alguma vez os grandes senhores deste mundo seriam capazes de tal coisa??

Isso é tudo mito! É como o aquecimento global!

Atentar às palavras desta senhora, agora ironia free; atentar bem e abrir os olhos para todas as mentiras que nos são ditas todos os dias...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não resisti



OUVIR, VER, E PENSAR.

domingo, 15 de novembro de 2009

" Die Welle " (2008)


De: Dennis Gansel
Argumento: Dennis Gansel

O professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) é o professor que todos os alunos gostavam de ter. Certo de que, na semana de projectos, lhe seria entregue a turma onde seria leccionada a anarquia, vê os seus planos mudarem quando a directora decide dar-lhe a turma da autocracia, tomando desde o início uma nova atitude: através de uma experiência, tenta demonstrar ao seus alunos se uma ditadura seria, ou não, possível, na Alemanha uma vez mais.
Baseado numa experiência realizada na California, Estados Unidos da América, Die Welle, um sucesso de bilheteiras na Alemanha, mostra uma realidade que pensamos bem diferente.

O tema, já por si, chama-me de imediato.
Não tinha conhecimento deste filme, até ao momento em que o meu colega de projecto de inglês (cujo tema se assemelha muito ao tema do filme) mo divulgou e, numa de pesquisar para esse mesmo projecto, decidi ver. E foi uma das minhas melhores decisões em termos cinematográficos!

Para já, toda a interpretação é excelente! Desde à figura do professor Wenger - interpretado por Vogel - aos alunos que se vêm a seguir um regime fascista sem se aperceberem dão um realismo ao filme que deve ser sempre testemunhado; uma atenção especial para Frederick Lau, que interpreta Tim, um jovem que fica demasiado apegado ao movimento.
Para lém da interpretação, todo o conjunto do filme mostra esta tal realidade que não julgamos possível, fazendo do filme um quase documentário, mas que não chega a ser tão descritivo.
Conseguimos perceber a maneira como os alemães lidam com o fascismo, e aprendemos uma valiosa lição.

Na verdade, não sei o que dizer sobre este magnífico espécime da espécie dos filmes, mas penso que tem de ser divulgado por toda a blogosfera. Como sei que estes devaneios não devem chegar muito longe, ao menos divulgo à meia dúzia de pessoas que ainda aqui vem.
Adorei, com todo o meu ser. E aconselho vivamente!

Eu já falei do incómodo da chuva?

A sério, eu gosto muito de chuva! Sou uma pessoa que adora chuva, considero-a muito importante para o sector agrícola e que mais, mas desde o momento que eu esteja dentro de casa, enroladinha no meu cobertor e com uma caneca de chocolate quente na mão.
A chuvinha molha parvos não me incomoda; às vezes até é engraçado passear quando chove, sem chapéu; é bonito. Agora, quando se decide chover a cântaros, mesmo daquela chuva que molha até ao osso mais ínfimo do corpo, que entranha o frio mesmo cá dentro, que passa pelas botas mais resistentes, ainda por cima quando o chapéu de chuva não é suficiente para proteger, santa paciência!
É nessas alturas em que gostava de ficarem casa de cada vez que chove. Apanhar o autocarro com este tempo, ou pura e simplesmente andar na rua, é o cabo dos trabalhos!

Eu juro que gosto do Inverno, deste tempo assim, mas não quando estou a sair de casa! É que, epá, é incómodo. Apenas isso.

O Tuga é que sabe!

Passei a adorar ir a jogos da selecção. A sério! É de um primor assistir a tanto patriotismo...
Eu sei, eu sei, já vim para aqui debitar esta realidade bem portuguesa de que "o país é a equipa de futebol" muitas vezes, mas só ontém me dei conta da verdadeira dimensão da coisa.

Fui assistir ao jogo da nossa selecção com a Bósnia para o apuramento do Mundial 2010. Foi bonito, tirando a parte em que o jogo em si foi uma autêntica tristeza, mas isso é material para outro post!
O que me surpreendeu realmente foi todo aquele patriotismo e amor pelo país, porque o nosso país é o maior... a jogar futebol (e, mesmo assim, nem isso anda a fazer muito bem)!
As bandeiras (que devem ser apenas utilzadas para esse feito) saíram dos armários e esvoaçavam por todos os cantos do Estádio da Luz, juntamente com cachecóis e camisolas. Eu própria tenho um cachecol que levei com todo o gosto, exactamente para não ter que achincalhar um símbolo nacional, como é a bela Bandeira Portuguesa!
E sim, ouvir o nosso hino num estádio com cerca de 60 mil pessoas é deveras arrepiante; ao menos o hino não é abanado de cada vez que se marca um golo, ou quando o animador pede pelo microfone!

O mais giro é ver o português que, com a sua cerveja numa mão, bifana na outra (muito boa, devo acrescentar), apoia a selecção de uma maneira que até dá gosto! Quando o jogo acaba, e já no conforto do lar, esse mesmo português, a ver o telejornal, talvez com cerveja igualmente na mão, diz mal da Nação até mais não!

A beleza de um jogo da selecção é que é a única coisa que nos torna numa Nação; em todas as outras ocasiões seremos sempre cidadãos no mesmo país e parte da mesma cultura...

sábado, 14 de novembro de 2009

Bon Jovi e a sua veia social

Comprei o novo album da banda norte-america Bon Jovi (sim, comprei, numa loja), e para além de umas músicas que tocam a um nível mais pessoal, houve uma que me apanhou logoquando tive oportunidade de ler a sua letra:

Dateline early sunday morning
Shots ring out without a warning
No one seems to even blink in this town
Two dead and a baby missing
Sirens screaming in the distance
A mother pleading bring my baby home now

For the pink slip of an suv
A night cut down with tragedy
His defense another generation breakdown

Yeah, Yeah

What is the distance between a bullet and a gun
God are you listning
Or have you just given up

Yeah, Yeah
Yeah, yeah

Corporate countries go to war
Behind the lies they're fighting for
And black gold from an old king's soul won his round
How can someone take a life
In the name of god and say it's right
How does money lead to greed
When there's still hungry mouths to feed

Yeah, Yeah

What is the distance between a bullet and a gun
God are you listning
Or have you just given up

We need forgiveness
We all need a lot of love....

We need some hope
We need it now
A little faith man help me out
I'll learn to pray
But it's too late now

Yeah, Yeah

What is the distance between a bullet and a gun
God are you listening
Or have you just given up

What is the distance between a bullet and a gun
We need forgivness
We all need a lot of love...
A lot of love...


É ou não é vedade?

And so it ended...

O muro de Berlim caiu há 20 anos. 20 anos é muito tempo...

É interessante ver como cada um reage a esta queda, tão simbólica para todo o Mundo. Porque o muro não dividia apenas Berlim, mas todo um Mundo em conflito político!
No entanto, uns mostram-se super felizes com a sua queda, outras dizem que choraram quando souberam da notícia. Quem pode julgar estes últimos? Não é bom ter o Mundo dividido, uma guerra fria, e tanta discriminação? Eu adoro!
Mas convenhemos, o muro físico já lá não está, mas a população de Berlim ainda o vê ali, bem construído. Basta ver nas imensas diferenças que há na vida do lado ocidente e do lado oriente. Reparem, ainda dividem o espaço!

Desviando-me um pouco do tópico, e mesmo não me apetecendo falar muito de política hoje, mas há que dizer algo: meus amigos, O COMUNISMO NUNCA FOI IMPLEMENTADO VERDADEIRAMENTE NO MUNDO! Qual União Soviética, qual Cuba, qual China! A DITADURA DO PROLETARIADO É UM ESTADO TRANSITÓRIO, NÃO PERMANENTE! Ora vejamos, o Estaline deixou-se ficar num regime opressivo... O Fidel também... O Mao também... ENTÃO COMO É QUE HOUVE COMUNISMO??
Apesar de me afirmar de esquerda, não me identifico com nenhum partido em especial, mas mesmo não sendo comunista, não posso de almejar um pouco à sua utopia de uma sociedade sem classes. E, a verdade, é que nunca houve ninguém que tivesse a vontade de realmente tentar, à excepção de Lenine, que morreu antes de poder pôr toda a sua ideologia em prática.

Mas o meu blog de História não é este, por isso aqui me calo, aqui me silencio, e espero que da proxima vez esteja menos política e com mais calma.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um pequeno apontamento



E cada vez mais fico com a impressão que há gente que não devia morrer. É crime sequer pensar na possibilidade do falecimento!