" Bird of prey flying high, take me on your flight "

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sábias palavras

In times like these we need
men around who can
see clearly and speak the truth
Jim Morrison


Os povos são felizes quando os que os governam são sábios
Padre Teorodo de Almeida


If you wanna make the world a better place, take a look at yourself and then make a change
Michael Jackson

O planeta chegou à 11ª hora

Earth has all the time in the world, but we don't
                                                                                Oren Lyons


Acabo de ver um dos melhores documentários que já vi; fiquei chocada, revoltada, zangada, e, penso que acima de tudo, com medo e uma vontade enorme de mudar esta comum realidade:

Não é mais um documentário sobre o aquecimento global; é um documentário sobre as mudanças que a actividade humana exerceu no planeta Terra, as suas consequências e as soluções que poderão levar a uma redução do impacto dessas mesmas actividades.
Baseia-se, principalmente, no testemunho de especialistas em várias áreas ligadas às mudanças ambientais do planeta, e numa grande vontade de mudar a situação actual, através de argumentos e factos que demonstram o porquê dessa vontade.

Mais do que uma vez insinuei neste espaço e em tantos outros como o ambiente está em perigo.
Uma das coisas mais importantes que retirei deste precioso documento videográfico foi como a formulação desta preocupação está errada: sim, o ambiente está em perigo, mas mais importante, a vida está em perigo; nós não devemos salvar o ambiente, devemos salvar-nos a nós, Humanidade, e a todas as outras formas de vida.
É claro que está presente na consciência que o ser humano está em constante perigo com tanta mudança, mas, ao demonstrar a nossa preocupação, acabamos por focar mais o ambiente do que a Vida (sim, Vida, com letra maiúscula), que devia ser o verdadeiro ponto focado quando nos apelidamos de ambientalistas.
Acabei por perceber que não sou ambientalista, mas sim Vidalista, ou o que lhe quiserem chamar.

Apesar de ter noção de tudo aquilo que vi e ouvi, sabendo as bases e, em alguns casos, tendo certos conhecimentos acerca dos factos apresentados, não pude deixar de ficar completamente aterrada com o que me foi mostrado! As imagens, os esquemas, as previsões, as próprias palavras dão uma visão da provavelmente futura realidade que deve ser posta em causa e mudada.
Apesar dos esforços e até vontades expressas pelas populações de alguma preocupação ambiental por parte das políticas, a grande responsável por uma Terra em mudança é toda uma sociedade e economia que gira em torno de certas e determinadas coisas que não contribuem para um desenvolvimento sustentável!

Uma outra noção que nos é dada, ou pelo menos que a mim foi, é que fazemos parte da Natureza, e em nada somos superiores; muito pelo contrário, a Natureza faz mais por nós do que aquilo que nos atrevemos a admitir!
Ao continuar com certos comportamentos de risco, estamos a viajar por um caminho que levará a uma destruição da própria Natureza, e de tudo o que ela nos dá.
É possível um desenvolvimento económico e social numa sociedade em plena harmonia com a Natureza, praticando um desenvolvimento sustentável no qual os recursos naturais são respeitados e preservados, utilizados de uma maneira racional e aproveitando todas as maravilhas que podemos retirar da Natureza sem a danificar, continuando com o progresso que tem sido testemunhado.

Penso que não temos noção das grandes consequências dos nossos actos. Não se trata apenas de poluição atmosférica e aquecimento global, mas sim de todo um movimento poluidor que vai atingir as nossas águas, os nossos solos, as nossas florestas e, consequentemente, os produtos que ingerimos diariamente e que nos são necessários para sobreviver.
Vai ser atingida (aliás, já foi atingida) a nossa saúde, o nosso corpo.
Vão ser atingidos os ecossistemas que proporcionam uma quantidade infindável de recursos e condições necessários para a existência de vida no planeta Terra.

E é apenas disto que se trata. Podemos dizer "que se dane o ambiente", mas quando se trata da nossa própria vida, o caso muda de figura.

Love is the force that make us fully human

                                                                David Suzuki

É o amor pelo progresso, é o amor pela sobrevivência, o amor pelo conhecimento, o amor pelas pessoas que nos faz agir. Será o amor pela Terra, pelo planeta, pela VIDA que nos fará lutar e mudar o que se azivinha.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Tarde de Verão

Os pássaros cantam.
E o vento leva as suas melodias.
E as melodias chegam, relaxantes.
E as folhas dançam, felizes.
E o sol brilha.
E o brilho chega a cada criatura.
E cada criatura sorri.
E os sorrisos transformam-se em gargalhadas.
E as gargalhadas são levadas pelo vento.
E o vento trouxe a alegria.

Como és, triste vida


Estou chocada, desde ontém à noite: morreu Michael Jackson, King of Pop, aos 50 anos!
Apesar da controvérsia da sua pessoa, não há como negar que marcou o panorama musical, tal como algumas gerações. É inegável que fez dos melhores albuns Pop de sempre - e que ainda hoje continua a ser o album mais vendido de sempre - e que faz parte da História da Música como sendo o Rei da Pop, título que, mesmo tendo sido por ele atribuído, é dele e de mais ninguém!

A princípio, quando me vieram dizer que Michael Jackson tinha morrido,não acreditei. No entanto, mudando para a Sky News, deparei-me com a possível verdade da informação. Foi aí que começou o choque. Mensagens de quem sabia que admirava o músico invadiram-me, tal como invadiram as televisões nacionais e internacionais.

Alegadamente devido a uma paragem cardíaca que provocou o coma e, posteriormente, a morte, perdeu-se ontém uma das maiores figuras da música Pop.
E eu que tinha esperança de uma tour mundial...
Mostra apenas como é precioso o momento. Nunca sabemos quando acaba.

Aqui fica uma das minhas músicas predilectas de Michael Jackson, Billie Jean

quarta-feira, 24 de junho de 2009

" The Curious Case Of Benjamin Button " (2008)


De: David Fincher
Argumento: Eric Roth

É já conhecida a história de Benjamin Button (Brad Pitt), o homem que nasceu velho e que ao longo da sua vida foi rejuvenescendo, como um relógio que anda ao contrário.
É-nos contada a sua vida, as suas aventuras e vivências, num mundo em que ele é diferente de todos os outros.

Numa das reviews que li sobre este filme, recentemente, foi expremida uma impossibilidade de escrever algo sobre ele; escusado será dizer que concordo.
Acabei de ver o filme (chamar-lhe filme parece pouco, porque sem dúvida que vai tornar-se um clássico, pelo menos para mim) e uma sensação arrebatadora tomou conta de mim, sem eu saber bem o que era.
Estruturando os pontos a salientar, como costumo fazer, não soube bem o que estruturar, pois tudo me pareceu digno de salientar.

É uma história incrivelmente bonita, e igualmente triste.
O trabalho de todo o elenco é louvável, sem excepção! É natural que as atenções recaiam mais sobre Brad Pitt e Cate Blanchett, as (estrondosas) personagens principais, mas há que mencionar todas as belas interpretações. Sou uma admiradora confessa do trabalho de Pitt, e este, sem dúvida, foi dos pontos altos da sua carreira.
Juntamente com as interpretações, toda uma componente técnica transformou esta história numa bela obra de arte cinematográfica, com relevo da caracterização (apesar de haver uma parte ou outra em que notamos o uso dos efeitos-especiais, no início da vida de Benjamin).

Para além do romance que envolve as personagens Benjamin e Daisy, a história de The Curious Case Of Benjamin Button vai além disso, ou das "estranhas circunstâncias" em que nasceu o protagonista.
Aqui, a vida é valorizada; cada momento é único. «Nothing lasts», citando as palavras de Benjamin.
É sobre o aproveitar o que temos, viver enquanto podemos, porque nada é eterno.
Fazemos uma viagem pela vida e pela morte, sem saber quando acaba uma e começa a outra. A mente de Benjamin parece ir a lugares mais profundos e confusos, enquanto nós vamos com ele.

Não tenho, honestamente, mais palavras a dizer acerca de tal película, e parece que tanto falta dizer...
Outros olhos são dados para ver a realidade, seja ela a mesma ou distinta.
É um filme bonito e terrivelmente profundo, como não me lembrava de ver.

Algo

Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar

Ernesto "Che" Guevara

Não quero arrepender-me de erros; aprendizagem constante em plena existência atribulada.
Não há seres perfeitos, erros são irremediavelmente condição humana, porque o ser humano não foi feito ser sem falhas.
Frases feitas e demasiado ouvidas, mas mesmo assim verdadeiras.

Em correria permanente, não quero olhar para trás e desejar ter feito de maneira diferente. Fá-lo-ei numa outra ocasião, pois agora já sei.

Sol Todo o Poderoso

Corpo flutuante em água gelada.
Alimentado pelo sol e pela brisa que passa; corpo dourado deitado em fundo verde, absorvendo cada partícula dos raios que chegam.
Revitalizado pelas ondas que vão e vêm, que levam e trazem sussurradas preces e pedaços de solo; a temperatura contrastante que dá novo alento e vontade.
Desejado, significado de novo alento à existência; a revitalização do ser num único momento exposto à estrela-rainha!
Chegou o momento para brilhar sob um brilho maior.
As preocupações dissipam-se rapidamente com o vislumbramento de dias despreocupados, sem quaisquer planos ou rotina. Um fazer no momento, do momento!
Tudo isto e tanto mais é o Verão! É o pulsar das hormonas com a ansiedade de encontrar entusiasmo e divertimento; a pura despreocupação; é a necessiadade de sair, espairecer, apanhar um novo ar.

Sou movida pelo calor do grande astro; a sua ausência escurece os dias, e os espíritos.
A alegria é necessária. 

" Piolhos cria o cabelo mais dourado..."

Piolhos cria o cabelo mais dourado;
Branca remela o olho mais vistoso;
Pelo nariz do rosto mais formoso
O monco se divisa pendurado:
 
Pela boca do rosto mais corado
Hálito sai, às vezes bem ascoroso;
A mais nevada mão sempre é forçoso
Que de sua dona o cu tenha tocado:
 
Ao pé dele a melhor natura mora,
Que deitando no mês podre gordura,
Fétido mijo lança a qualquer hora.
 
Caga o cu mais alvo merda pura:
Pois se é isto o que tanto se namora,

                       Em ti, mijo, em ti cago, oh formosura


                                                               Bocage

segunda-feira, 22 de junho de 2009

" Being John Malkovich " (1999) - uma reflexão


De: Spike Jonze
Argumento: Charlie Kaufman

O marionetista Craig Schwartz (John Cusack), ao deparar-se com a realidade de que tem de arranjar emprego, vê a sua vida ainda mais triste - não consegue que ninguém valorize a sua arte e a sua mulher, Lotte (Cameron Diaz), leva para casa os animais exóticos com os quais trabalha.
É no novo emprego que Craig conhece Maxine (Catherine Keener), por quem se apaixona, e descobre um portal escondido que leva quem quer que nele entre... até ao interior da cabeça do actor John Malkovich!

Não me concentrarei no filme em si, mas em toda a temática apresentada.
A ideia de sermos alguém completamente diferente, já de si, retoma uma série de reflexões e questões.
Juntando isso com a possibilidade de estarmos a ser controlados por algo que nos é exterior, e temos ingredientes de sobra para alguns momentos de actividade cerebral.

A insatisfação do ser em relação ao que é manifesta-se, com certeza, pelo menos uma vez que seja, em toda uma vida; muito provavelmente mais do que uma vez.
Mas e se essa insatisfação cessar momentaneamente, quando nos encontramos pessoas diferentes? Não voltará?
Existindo a possibilidade de ser outro alguém, o meu comportamento seria, inevitavelmente, distinto; sou uma pessoa distinta, as minhas acções serão,portanto, distintas.
No entanto, apelando à natureza inerente ao ser humano ser insatisfeito naturalmente, não acabaria por ser também essa nova existência, mais cedo ou mais tarde, motivo de insatisfação? E, se tal é o caso, não seria essa insatisfação realidade numa nova existência?
Qual é, então, o sentido de querer ser alguém diferente, se, de uma maneira ou de outra, sairemos sempre insatisfeitos com o resultado? Pode, com certeza, resultar durante algum tempo, mas uma camisola também é muito gira quando a compramos até nos cansarmos dela (comparação infundada? Talvez, porque não escolhemos quem somos, mas podemos construí-lo. O princípio é o mesmo).
O mesmo acontece com a busca incansável de respostas a questões que permanecem um autêntico mistério.


Mas, e se formos realmente comandados por qualquer outra alma que em nós está contida? O que escrevo talvez não seja fruto da minha reflexão, mas sim da reflexão de outrém.
Inevitável sentir um sentimento de violação para com o nosso corpo e mente.
Mas estando em nós contida essa alma forasteira, não fará parte de nós, tal como nós somos parte dela?
Inserida na nossa mente, acumulará em si qualquer pensamento, ideal ou sentimento que liga esse corpo a esta alma; duas almas se juntam.
Poderei então afirmar que algo exterior me controla, como se de uma marioneta se tratásse? Até que ponto não terá a minha alma, habitante original do meu corpo, forte influencia da alma forasteira?
Se o agente controlador me controla, faz parte de mim; eu sou também agente controlador. Não sou total marioneta em mãos alheias.



(qualquer pergunta vinda da simples visualização de um filme que chega a ser cómico, mas que é mais filosófico do que o imaginado).

domingo, 14 de junho de 2009

John Lennon e o Bed In

Há uns tempos comentei o artigo publicado na Blitz sobre o activismo de John Lennon e Yoko Ono na comunidade virtual da revista: o Bed In.
Fiquei então um pouco espantada quando, um mês depois, abro a revista e vejo-o lá publicado, na secção para esse efeito.
Até senti assim um pontinha de algo como, sei lá, orgulho, porque alguém mais vai ler o que escrevi. É bonito, até porque é o que quero fazer da vida.
Aqui fica:

John Lennon foi uma figura um tanto controversa, como pessoa e como artista.
A paixão que tinha pela música, pelo processo de a criar, por expô-la e por mostrá-la era tão intenso, que os Beatles rapidamente se tornaram o melhor e o pior que alguma vez lhe acontecera: foram os Beatles que lhe permitiram fazer o que ele amava da maneira que amava, foi com os Beatles que teve a aceitação do público, e foi devido aos Beatles que começou a ver a música de uma maneira diferente (maneira essa que, entre outas coisas, levaria o grupo a deixar de actuar para o público).

Não há como negar o peso que o nome Lennon tem no mundo da música, tanto em grupo como a solo. O mundo em que mergulhara depois de alcançar a fama mudou tudo o que via, e fazia. Yoko Ono parece que o libertou (se para bem ou mal, isso já é uma questão diferente).
A campanha Bed In mostrou exactamente o modo como John começava a ver o mundo a partir de uma certa altura da sua vida. Sabendo a exposição que qualquer acção sua tinha no mundo, usava essa fama para fazer ouvir a sua voz.
Desde a primeira vez que ouvi "Give Peace a Chance" que essa frase se tornou quase um grito de guerra! Toda a música mostra uma sociedade que mergulhou na superficialidade e não se importa com os assuntos que talvez sejam realmente importantes.
Enquanto "Imagine" é como um utópica sonho, "Give Peace a Chance" é um pedido, um "wake up call", uma chamada de atenção.

Do rapaz de Liverpool que sonhava em ter uma banda e fazer música, ao músico dos Beatles, ao homem que abandonou a família para abraçar uma nova realidade pedida por um ser interior em mudança, John Lennon tornou-se um ícone para gerações presentes e vindouras.
Um homem em constantes conflitos consigo próprio e com o mundo, mas com uma força na voz que ultrapassou barreiras!

"All we are saying, is GIVE PEACE A CHANCE!"

" Into The Wild " (2007)


Realização e Argumento: Sean Penn

Depois de acabar o seu curso, Christopher McCandless (Emile Hirsch) decide doar para caridade todas as suas poupanças e começar uma viagem até ao Alasca, onde pretende viver da Natureza, e torna-se Alexandre Supertramp.
Ao longo do seu caminho vai encontrando as mais variadas pessoas, com quem aprende e que aprendem com ele.
Inspirado na vida de Christopher, uma história de aventura e sobrevivência de alguém que rompeu com a sociedade.

Toda a história, já por si, é profunda e inspiradora, atrevo-me a dizer arrebatadora. O filme transpira e tanspõe isso mesmo, das mais variadas maneiras.
Indiscutivelmente, Christopher foi forte em espírito e personalidade, um aventureiro quase sem medos e disposto a muito; seria necessário, portanto, toda uma caracterização que mostrasse isso mesmo.
Em grande parte graças a Emile Hirsch - e ao argumento do filme (aplauso para Sean Penn) - conseguimos tomar contacto com as facetas de Christopher. Hirsch está fantástico no papel principal, o que veio confirmar a ideia com que fiquei ao vê-lo em Milk: é uma das grandes promessas da sua geração! Mostra-nos os vários lados de Christopher, ajudado também por uma equipa de caracterização que merece felicitações.

Quem também merece felicitações (e, já agora, novamente aplausos) é Sean Penn pelo (também) seu trabalho na realização deste filme. É, sem dúvida, um homem de talento; toda a concepção do filme, as montagens, os pequenos pormenores... tudo pensado e junto num resultado extraordinário, que é completo por todo um trabalho no campo da fotografia, argumentação, som e até banda-sonora - Eddie Vedder parece ter colocado na música o espírito de toda a história.

Nada é pouco importante; tudo é necessário.
Testemunha de que a superficialidade do material não traz, necessariamente, felicidade, a história de Christopher McCandless mostra o como alguém se pode sentir tão pouco satisfeito, mesmo tempo (aparentemente) tudo.
Sobrevivendo com o que levava às costas, de empregos ocasionais e com a ajuda de alguém que encontra no caminho, Alexandre foi o viajante errante em destino traçado, mas incerto.
A sua estada no Alasca clarificou na sua mente o que julgava ser certo e errado, acabando por ver as coisas de outra maneira. Viveu com e da Natureza, encontrando desafios a cada dia que passava, e que se foram agravando, e assim se elucidou.
Acredito que Christopher sempre tencionara voltar para junto da família, eventualmente. A descoberta de uma existência solitária acabou por mostrar-lhe a necessidade das relações humanas em qualquer vida.
Foi atraiçoado pela estação do ano, pela fraqueza e até pela coincidência.
A sua viagem até ao Alasca pode ter acabado num momento, mas nesse mesmo momento uma nova viagem começou, esclarecido agora acerca de tantas coisas...
A sua história é inspiração, a vida tem em si dois gumes: a superficialidade do Homem, mas a necessidade do mesmo para a sobrevivência de cada um. Nem que seja para dara conhecer uma história de vida.


(algo me diz que vou ter de arranjar o livro de Jon Krakauer, no qual se inspiraram para fazer o filme. Buscando mais inspiração...)

Semana de celebrações

Para muitos, foi a semana de descanso antes das férias, um pequeno pretexto para relaxar.
Uns descansaram, outros trabalharam, outros celebraram.

No dia 10, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Dia para festejar o ser português.
As forças armadas desfilaram, o que até é bom: significa que não estão ocupados com algo que realmente envolva a sua actividade (a não ser os cinco mil e oitocentos militares que vão escoltar os exames nacionais pelo país fora); o Presidente da República assistiu.
Parece que este Dia de Portugal deixou de ter tanto sentido... o próprio 25 de Abril é mais celebrado e festejado. Talvez se tenha esbatido o amor por Portugal.

Dia 11 foi Corpo de Deus. Feriado meramente religioso, mas ainda assim feriado.
O maior dia desta semana, o mais esperado e festejado, acaba por ser um dia que não é feriado, e acaba por ser um evento quase nacional (quando o padroeiro é de Lisboa): o Santo António e as festas dos Santos Populares!


Dia 12, Lisboa (e tantas outras localidades) enche-se de cor, de luz, de música... e do cheiro a sardinha assada e imperial fresquinha!
A cidade sai à rua para os arraiais populares, a melhor desculpa para dançar e beber num dia completamente normal e sem o risco de ser considerado maluquinho por fazê-lo na rua.
A música popular portuguesa faz-se ouvir e não há ninguém que não tenha na mão o bom do pão com sardinha!
Mas a verdadeira festa começa à noite, em pleno Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade, e toda a zona antiga da cidade: nos bairros a festa toma proporções incríveis, as ruas até ao castelo estão repletas de gente com vontade de festejar e, na grande avenida, desfilam as Marchas Populares!

É esta a ultimate celebration: o desfile das marchas! A cidade não pára porque é dia de festa, mas não há quem não goste da expectativa de ver passar as marchas, com os seus cânticos, fatos, bairrismo e... padrinhos.
É um acontecimento e tanto, com direito a festa de apresentação no Pavilhão Atlântico e tudo (sem esquecer os cinco mil euros que a Câmara Municipal dá a cada freguesia para serem gastos unica e exclusivamente na marcha. Aliás, Benfica este ano foi expulsa exactamente porque gastava as verbas noutras áreas...)! Na altura em que fui mascote de uma das marchas - sim, eu fui uma daquelas criancinhas que desfila na Avenida com os padrinhos - era só no Pavilhão Carlos Lopes, mas isto agora é outra categoria...

Atrevo-me a dizer que é esta a época mais esperada do ano, os Santos Populares... Pura folia e celebração como em nenhuma outra altura.
Caso estivesse em Lisboa, eu própria teria ido celebrar esta data para a Avenida, em pleno calor humano e alcoolizado.
São festas tipicamente portuguesas e com o seu brilho belo e característico, com Lisboa repleta de balões coloridos e cheiro a manjerico.
Que ninguém me tire os Santos Populares, ou não saberei o que é ser português!

Tempo a escassear

Tenho deixado este sítio um bocado para segundo plano, algo que acontece quando temos um terceiro período de 2 meses e meio, com testes e afins concentrados, mais a pressão dos exames que começam já na quarta feira.
Esta última semana tem sido dedicada à Geografia, ao relembrar afincado de matérias leccionadas o ano passado, e até quarta serão os dias preenchidos por exercícios de Matemática Aplicada Às Ciências Sociais.
Não é fácil...

Entretanto, com as férias aí à porta (ou pelo menos assim espero, que não tenciono ir a segunda fase), terei mais tempo para esta arte e para a divulgação do que quer que me tem passado pela cabeça.
Por agora, ficam algumas coisinhas.

sábado, 6 de junho de 2009

Dia Mundial do Ambiente

No passado dia 5 de Julho foi assinalado o Dia Mundial do Ambiente.
Porque o aquecimento global não é mito, como muitos ainda querem pensar. Infelizmente, é bem real.

Hoje de manhã li uma crónica da Clara Pinto Correia sobre o florescimento dos jacarandás, flores que florescem sempre entre 11 e 13 de Junho. Ou pelo menos era assim que costumava ser.
Diz a bióloga que estas flores, naturais da floresta tropical brasileira, «precisam de 230 dias com temperaturas acima dos 14 graus» para voltar a florir, pois Lisboa, ao contrário da floresta tropical, tem estações do ano.
Ao longo de todos estes anos, os jacarandás nasceram sempre entre 11 e 13 de Junho. Este ano, em Lisboa, floriram a 9 de Maio.

O florescimento prematuro destas flores pode ter apenas um significado: as temperaturas aumentaram tão consideravelmente que foi possível ter 230 com temperaturas acima dos 14 graus em alturas que, supostamente, tal não aconteceria.
E é exactamente porque uns ainda pensam que tudo isto não passa de simples coincidências ou necessiadades da própria atmosfera que é necessário assinalar este Dia Mundial do Ambiente.

Juntos temos de pressionar os governos no sentido de 'selarem o acordo' nas conversações sobre as alterações climáticas em Copenhaga para se alcançar um novo pacto sobre o clima

Ban Kimoon, Secretário Geral da ONU

" The Truman Show " (1998)


De: Peter Weir
Argumento: Andrew Niccol

Truman (Jim Carey) nasceu em frente das câmaras, e toda a sua vida viveu em frente das cãmaras... mas não o sabe!
Numa cidade construída e controlada por uma cadeia de televisão, Truman pensa viver uma vida normal mas, de facto, tudo à sua volta é fictício, produto do trabalho de actores e produção que fazem dessa vida um reality show visto em todo o mundo, até ao dia em que a estrela começa a desconfiar que algo está errado.

Este deve ser, com certeza, dos melhores trabalhos de Jim Carey! Consegue dar aquele seu ar de cómico de sempre quando é preciso, e mantém a seriedade quando é caso disso. Está longe dos papéis cómicos e, muitas vezes, exagerados, que usualmente faz, atingindo um nível mais profundo.

O filme é visto como uma autêntica série de televisão uma boa parte do tempo, o que encaixa perfeitamente no contexto.
Um pouco pouco consensual é o facto de Truman nunca ter dado qualquer indício de desconfiar ate um único dia, em que tudo parece aparecer-lhe!

No entanto, não há dúvida da forte mensagem transmitida pelas personagens.
A intensificação da audência deste tipo de programas leva a um alheamento da própria vida pessoal em prol da (mera) observação da vida alheia, como também é verificado no filme (nota para o senhor na banheira e as empregadas do restaurante).
Para além disso, o facto de todos terem conhecimento de que Truman não sabia estar "enclausurado" e continuarem a ver é tão ou pior ética e moralmente do que o facto de alguém ter tido a ideia de criar tal programa!
Não vejo como podem os Direitos Humanos ser cumpridos quando somos alheados do que é, na verdade, uma vida em sociedade e individualmente, já que privacidade é coisa que Truman não tem, mesmo que o pense.
No final, estão apenas a aproveitar-se de alguém para obter dinheiro e entretenimento, enquanto que esse alguém vive alienado da realidade, a sua realidade é totalmente produzida, em que nada é genuíno.
Truman não tem qualquer direito a qualquer sentimento humano, seja amor ou apenas compaixão.

Um bom filme para uma reflexão!