Deparei-me com esta realidade quando tomei noção da hipocrisia que é não comer certas especies de peixe que estão sobreexploradas, dado o consumo desenfreado das mesmas, mas a carne, essa, continuo a comer, o que deve ser pior ainda!
Não se trata de uma escolha ambientalista, apenas, daquelas que aqueles "doidos" que gostam da Terra fazem; é mesmo uma questão de saúde, de bem estar ético e necessidade de sentir-me bem com o que me rodeia.
Porque, para mim, o mal não é o consumo de carne, mas sim as acções realizadas para o podermos fazer. Nesta ânsia de ganhar dinheiro, agimos de tal maneira que não damos conta do quanto gastamos desnecessariamente, do sofrimento que produzimos e das consequências para a nossa própria saúde! O consumo de carne industrializada tem consequências para lá da imaginação, que vão bem longe da defesa dos direitos dos animais: todos os químicos ingeridos pelo animal para nosso belo prazer (e de quem o vende) gere problemas de saúde que julgamos desconectados da carne, como o cancro, por exemplo.
Mas isto de deixar de comer carne levanta uma quantidade de questões bastante pertinentes: então, e o peixe, deixamos de comer também? São animais igualmente. E, se assim for, o que como? Como vou alimentar-me? E deixar de comer ovos e leite e outros derivados, mesmo o fiambre? Vou alimentar-me somente de vegetais? Consigo assim ser alguém saudável?
Ando numa onda de pesquisa para poder responder a estas questões, e a outras com que me deparo. Sei que existem alguns alimentos substitutos, por exemplo soja (apesar da Amazónia estara ser destruída para dar lugar a plantações de soja) ou tofu. E tomei até conhecimento da existência de carne biológica, que é uma alternativa (mais cara, obviamente) à carne industrial e muito mais segura.
Debato-me então com esta minha resolução, digamos de ano novo (que está aí bem perto). E não é uma decisão que tomarei de ânimo leve: adoro o meu bifinho grelhado cheio de molho e muita batata frita! Um bom hamburguer às vezes nem calha mesmo nada mal...
