" Bird of prey flying high, take me on your flight "

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Vegetarianismo?

Estou seriamente a pensar tornar-me vegetariana!

Deparei-me com esta realidade quando tomei noção da hipocrisia que é não comer certas especies de peixe que estão sobreexploradas, dado o consumo desenfreado das mesmas, mas a carne, essa, continuo a comer, o que deve ser pior ainda! 
Não se trata de uma escolha ambientalista, apenas, daquelas que aqueles "doidos" que gostam da Terra fazem; é mesmo uma questão de saúde, de bem estar ético e necessidade de sentir-me bem com o que me rodeia.
Porque, para mim, o mal não é o consumo de carne, mas sim as acções realizadas para o podermos fazer. Nesta ânsia de ganhar dinheiro, agimos de tal maneira que não damos conta do quanto gastamos desnecessariamente, do sofrimento que produzimos e das consequências para a nossa própria saúde! O consumo de carne industrializada tem consequências para lá da imaginação, que vão bem longe da defesa dos direitos dos animais: todos os químicos ingeridos pelo animal para nosso belo prazer (e de quem o vende) gere problemas de saúde que julgamos desconectados da carne, como o cancro, por exemplo.

Mas isto de deixar de comer carne levanta uma quantidade de questões bastante pertinentes: então, e o peixe, deixamos de comer também? São animais igualmente. E, se assim for, o que como? Como vou alimentar-me? E deixar de comer ovos e leite e outros derivados, mesmo o fiambre? Vou alimentar-me somente de vegetais? Consigo assim ser alguém saudável?

Ando numa onda de pesquisa para poder responder a estas questões, e a outras com que me deparo. Sei que existem alguns alimentos substitutos, por exemplo soja (apesar da Amazónia estara ser destruída para dar lugar a plantações de soja) ou tofu. E tomei até conhecimento da existência de carne biológica, que é uma alternativa (mais cara, obviamente) à carne industrial e muito mais segura.

Debato-me então com esta minha resolução, digamos de ano novo (que está aí bem perto). E não é uma decisão que tomarei de ânimo leve: adoro o meu bifinho grelhado cheio de molho e muita batata frita! Um bom hamburguer às vezes nem calha mesmo nada mal... 

domingo, 27 de dezembro de 2009

E passou o Natal

Passou, depois de dias em que a euforia reinou.
Passou, como quem diz. Os centros comerciais continuam completamente cheios com quem pretende trocar as prendas, os cheques recebidos ou que apenas quer aproveitar os (exorbitantes) saldos.
Eu não me queixo, que não pretendo ir a um centro comercial nos próximos dias, a não ser para ir a um cinemazinho.

Por falar em cinema, sabem o que tenho a dizer acerca de New Moon, o grande blockbuster americano que segue Twilight? Desilusão. A sério, desilusão. Eu esperava algo melhor, agora com um novo realizador, que talvez tivesse aprendido com os erros da realizadora anterior. Mas não, ficou pior; ficou estranho; ficou... irreal. Ainda mais do que aquilo que é (que eu saiba ainda não há vampiros e lobisomens à solta, pelo menos para as minhas bandas)! Alguns planos podem ser interessantes, algumas abordagens, mas não, está longe de chegar perto da verdadera história - confesso-me uma fã da saga (pelo menos dos primeiros dois livros, ligeiramente do terceiro, e pouquíssimo do último); é muito mais profundo do que se julga, e horrível para adolescentes com uma mente já propícia a fantasias que tendem a não ser realizáveis.

Mas isto é outra história.

Agora, o que é mesmo fixe, mas mesmo fixe, é pretendo tornar-me uma condutora nos próximos meses. Assim, sei lá, daqui a uns quatro meses. Mais coisa menos coisa. Não que pretenda andar de carro para todos os lados - o carro do meu pai não é propriamente muito pouco gastador, e eu, para ter um carro, algo que vai demorar, tem de ser um híbrido - mas o poder conduzir dá sempre jeito.

E isto é ainda outra história.

Mas o Natal não deixa de ter passado, apesar das luzes continuarem a estar acessas, e eu continuar com a mesa dos doces de Natal posta na sala.
Mas passou, acabou, pelo menos um pouco daquela febre.

Agora vem a outra febre, a do fim de ano.
E depois, acaba. Espera-se durante 12 meses e volta tudo de novo.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Não podia deixar de colocar uma música natalícia este ano.
Como no Natal anterior coloquei a minha música de Natal preferida (Happy Christmas (war is over), de John Lennon), este ano decidi postar um pequeno guilty pleasure, daquelas músicas que apenas é giro ouvir. Não que seja totalmente de Natal, mas não há qualquer crise.


Mas como este ano eu quero ser boazinha, deixo duas em vez de apenas uma. E esta é mesmo boa


Curiosamente, ambas têm a participação do George Michael. Juro que não foi propositado!

sábado, 19 de dezembro de 2009

FINALMENTE!!!

FÉRIAAAAAAAAAAAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Sim, finalmente estou de férias! Descanso merecido, devo dizer.

Ahhhhhhhhh

domingo, 13 de dezembro de 2009

" The Boy In The Stripped Pajamas " (2008)


De: Mark Herman
Argumento: Mark Herman

Esta é a história de dois rapazes de 8 anos que se tornam amigos durante a II Guerra Mundial, com um único problema: um é judeu, Shmuel (Jack Scanlon), e está num campo de concentração no Norte da Alemanha; o outro é Bruno (Asa Butterfield), filho do militar alemão responsável pelo campo onde Shmuel é prisioneiro (David Thewlis). A sua amizade está barrada pelas grades que circundam o campo de concentração.

Numa primeira abordagem, este filme retrata perfeitamente, a meu ver, a realidade vivida durante a segunda Grande Guerra; desde a diferença entre as duas crianças - a inocência de uma e o crescimento permaturo de outra - ao alheamento da população alemã da realidade dos campos de concentração (muito verificada no papel de Vera Farmiga, como mãe de Bruno), à violência testemunhada nesta época e toda a concepção Nazi sobre a guerra e os judeus.
As minhas glândulas lacrimais não resistiram.

Este é, sem sombra de dúvidas, dos melhores filme de 2008!
Mark Herman faz um duplo trabalho de grande relevo, tanto na realização como no argumento, inocente e sério, como toda a história. Torna-se um argumento fácil de seguir, bem escrito, apesar da rápida evolução dos acontecimentos.
Tudo, desde a fotografia à banda-sonora, é delicioso! Relevo igualmente para a caracterização.
Mas como eu gosto mesmo é de me virar para a interpretação, devo dizer que nesta película temos exemplos de maravilhosas interpretações. E não me refiro apenas à dos experientes pais (Thewlis - actor que, por acaso, gosto imenso. E não, não é porque interpretou uma das minhas personagens mais queridas de Harry Potter - e Farmiga) e restantes, mas também com a revelação dos dois jovens que protagonizam o filme.
Cada uma das personagens da um encanto e realismo à película que o tornam ainda mais maravilhoso.

Como dá para ver, ando numa onda de filmes sobre esta época, com o Die Welle, e agora The Boy In The Stripped Pajamas. E este é mesmo bom!
Assim se vê como a amizade entre duas crianças ultrapassa qualquer barreira! Assim se vê como o egoísmo de uns leva à infelicidade de outros! Assim se vê como, apenas porque se pensavam superiores, uns tinham mais direito do que outros!
Sem querer contar o final desta maravilhosa história, por aqui se vê como a realidade apenas é vista nas piores circunstâncias.

O Espírito Natalício ataca!

Sim, ataca, forte e feio!
Por todo o lado, já vemos luzes e decorações que não passam despercebidas, verdes, vermelhos e dourados espalham-se pelas ruas e os centros comerciais começam a encher. Nada que não seja normal nesta altura do ano.

No Sábado à noite passeie-me pela Vila Natal, de Óbidos (adoro aquela terra!); nenhum lugar demonstra mais Espírito Natalício do que aquele!
De vez em quando lá nevava, espuma que saía de umas máquinas postas nos candeeiros; neve artificial por todos os cantos da cerca do castelo, decorações, casas do Pai Natal e sua mulher, brincadeiras para as crianças, sem esquecer as pistas de gelo e mini-pistas de trenós e esqui.
É giro. Os miúdos gostam de ver os bonecos de neve e de pedir as prendas ao Pai Natal que está lá, no quentinho, sentado, e de ver a neve que lhes cai em cima.
É giro ver aquelas luzes todas, os figurantes, e toda a alegria das crianças e adultos que se sentem crianças.

Não nego que adoro esta atmosfera, de ir ouvir as músicas de Natal em todo o lado, do chocolate quente quando está frio; é bom.
E naquele dia 24, sabe bem estar em casa com toda aquela gente a rodear-me.
Sabe bem ver a árvore de Natal iluminada (com luzes apagadas quando ninguém está em casa, de dia e quando dormimos, claro), as decorações e tudo o que implica.


E se querem pôr um estandarte com o menino Jesus à janela, estejam à vontade; também concordo que o Natal passou a ser época de consumismo, e não devia. Mas vamos ver uma coisa: cada um é livre de ver o Natal como bem entende; se alguém que não é cristão quer celebrar o Natal como dia de estar com a família, qual é o problema? Não esquecer que vivemos num país em que não temos de viver sobre as ideologias religiosas; não somos obrigados a celebrar o Natal cristão!



(e agora algo que não tem nada a ver: parece que o Berlusconi foi atacado por um cidadão insatisfeito. Bem, não sou adepta da violência, mas quando o povo se expressa, algum motivo tem...)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NÃAO, TRISTE VERDADE!

Acabei de descobrir uma verdade que julgava conhecer há algum tempo, mas nunca tivera a coragem de verificar: uma das minhas séries preferidas, daquelas que comecei a ver e não queia outra coisa, que me levou a colocar uma imagem no meu blog, foi cancelada; The Riches FOI CANCELADO!

Já esperava. Quando comecei a perceber que a terceira temporada nunca mais aparecia na televisão e locais da Internet (não tenho culpa que tenhamos de esperar meses e meses para saber o que aconteceu), algo me dizia que alguma coisa não estava bem. Mas deixei a esperança acesa. E agora, quando me deu a coragem, aconteceu: foi oficialmente cancelado.

O pior nisto tudo não é o facto de uma das minhas series de eleição ter sido cancelada (o que, sim, é mau!); o que realmente importa é que têm esta mania de cancelar as series realmente boas! Só faltava agora cancelarem o Dexter (por favor, não!)!
Esta mania é realmente irritante. Bolas, gostava mesmo daquilo!