Por que celebramos o ano novo? Por que fazemos nós uma festa tão grande e tantas celebrações apenas porque acabou um ano, e outro começa?
Começo a ver as celebrações da passagem do ano como um daqueles sacrifícios feitos nas religiões Maias e afins: temos a esperança de que o novo ano corra melhor que o anterior, então fazemos uma grande festa para nos mentalizarmos que o ano vai correr melhor, apesar de chegarmos a Abril e já estarmos a dizer "Que porra de vida esta"!
De certa maneira, sacrificamos um pouco do nosso tempo (e da nossa sanidade mental, que o álcool tem destas coisas) para celebrar um dia.
A mim apenas me lembra que tenho de passar a pôr 09 na data de cada vez que a escrevo, vou envelhecer mais um ano um mês e 26 dias depois e cada vez estou mais perto de ter a minha vidinha e de começar a estudar para o que quero realmente fazer dela (facto importante: ainda não está definitivamente decidido; apenas parcialmente).
Mas continuo a mandar as minhas mensagens de ano novo. Aliás, é um dos meus rituais: há meia noite, dou um beijinho a quem quer que esteja comigo para entrar no ano com o seu amor, bato panelas (sim, ainda sou daquelas que bate panelas), como as passas para estabelecer os meus objectivos e mando uma mensagem de bom ano aqueles que acho que merecem ter um bom ano! Acredito vivamente que algo me correrá mal durante os 12 meses seguintes se quebrar o ritual, ou pelo menos a parte dos beijinhos e das mensagens.
É apenas uma maneira de dar um pouco de mais esperança de que 2009 será mesmo um bom ano.
Este ano não estou mesmo para celebrações...
___________
Percebo agora que chegamos a um dia de introspecção, em que olhamos para o que fomos durante 365 dias e vemos o que queremos realmente ser nos próximos. Talvez seja essa a verdadeira função da meia-noite do dia 31: esta fui eu; serei novamente, ou algo mudará?
" Bird of prey flying high, take me on your flight "
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Em Roma, sê romano

Talvez não apenas em Roma, mas no Mundo.
Pois ainda no outro dia divagava eu acerca do crescimento repentino daquele cada vez mais pequeno aparelho chamado Ipod e do quanto as pessoas estão dependentes dele, e agora tenho um!
O Natal tem destas coisas, e o facto de este leitor de mp3 (e de tantas outras coisas, acabei por descobrir) ter cerca de 16 Gb de espaço a um preço, vá, mais acessível, também! E qual é o meu espanto quando, ao tirar o papel, ver uma coisa rectangular cor-de-laranja a olhar para mim; a minha tia sempre me ouvira a dizer que gostava de ter um.
Divagava eu que, ultimamente, raras eram as pessoas que via na rua sem os malditos phones enfiados nos ouvidos! Aquelas coisas malditas, que acontecem ser os meus melhores amigos, estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, e o Ipod apenas ajuda a tal dependência.
Apesar do trabalho que dá em pôr lá apenas uma música (podiam simplificar um pouco a coisa, não?), arranjamos qualquer música facilmente por uma quantia muito simpática (apesar de eu preferir o Emule ou o Utorrent), podemos ver os nossos videos preferidos se por acaso nos quisermos rir e ainda podemos mostrar aos amigos as fotografias novas que tirámos ao gato no último fim de semana! É mesmo muito funcional, para não falar no espaço que tem, que isso para mim é que é o verdadeiro encanto do aparelho. Isso, e o poder ler as letras das músicas enquanto as oiço no pequeno grande ecrã; que funcionalidade baril!
Até o Bush tem um Ipod, um shuffle (mesmo que ele não saiba que é um shuffle e tenha de perguntar). Imagino as músicas que ele lá ouve... Provavelmente deve ser para enquanto espera os chefes de Estado na Sala Oval, ou, como todas as pessoas, nas suas viagens de trabalho (porque a viagem casa-trabalho neste caso é mais Escritório-Quarto).
Não me admirava que o Obama tenha um, também. Aliás, admiro-me se não tiver, que Americano que se preze não tem um Creative, nem um Sony, nem um Zipy, mas um Ipod.
Entre os Portugueses, o Ipod tem cada vez mais adeptos. Gostamos mesmo de ser como os outros, e porque não? Basta ver todo o alarido que houve com a saída do Iphone(que, deixem-me dizê-lo como alguém que conhece quem o tenha, não é uma espiga assim tão grande. É bom, sim, muito funcional e muito nice (até nem me importava de ter um), mas não é tão bom quanto o pintam): as lojas faziam a maior publicidade que podiam, pré-vendas para todos termos a certeza que tínhamos um, etc, etc, etc.
E se dantes não se ouvia falar em Apple, agora todos querem também um Notebook daqueles braquinhos e fofinhos (sempre quis ter um Apple, desde o tempo em que ainda escrevia num computador daqueles enormes, mas aquela porcaria é cara!)!
Dizem que a 3º Guerra Mundial vai ser por causa da água. Eu digo que é por causa dos Ipod's! Dos Ipod's, digo eu!
Ainda vai haver um líder Mundial que vai perder o seu Ipod durante uma visita de Estado ou vai ser roubado, e, vendo-se sem o seu precioso Ipod, culpa o país que o acolheu e começa a guerra! E, claro está, os outros vão juntar-se-lhe porque imaginam o sofrimento que se deve sentir ao perder o mais fiel dos amigos...
Eu cá imagino tal sofrimento, imagino... É por isso que está sempre no bolso. Qualquer que seja o aparelho que dê música e que esteja comigo, faz parte de mim. E, por enquanto, é o Ipod; e que seja durante muito tempo, que isto de dizer que se tem um Ipod é giro!
Fabulástico!
Atrasada...
Eu sei que o Natal já passou, mas não podia deixar de pôr aqui a minha música de Natal preferida (não, não é o "Last Christmas" dos Wham, mas admito que tenho essa no meu tão recente Ipod xD não resisti!)
John Lennon - Happy Christmas (War is Over)
John Lennon - Happy Christmas (War is Over)
sábado, 27 de dezembro de 2008
Fuga mais feliz
Faço deste mundo apenas uma passagem. Aqui não pertenço, ou pelo menos assim me parece. E por vezes, na maior parte do tempo em que a minha mente não está ocupada com problemas ou questões (ou para eles escapar), fujo para uma realidade distinta, e nela me sinto como quero me quero sentir, sou quem quero ser e estou onde quero estar.
Não passa de um sonho, fantasia, para tantos que se vêem felizes (ou indiferentes) nestas suas vivências, tantas vezes sombrias, e até desumanas!
Fujo então para longe de tudo o que me rodeia, mantendo-me sempre perto; não perco a percepção do que me envolve, o mundo não pára de girar (nem eu) e quem comigo está não desaparece, e o meu corpo continua ali. Apenas a minha mente viaja, foge, desaparece, escapa!
Prendo-me numa realidade distinta e inexistente,mas ali pertenço. Não me sinto deslocada de interesses aparentemente comuns, nem me vejo presa numa sociedade sem rumo, grades de ferro que me barram a saída, paredes de chumbo que não deixam a luz entrar, deixando-me ficar na escuridão, sem oportunidade de ser abençoada pelo sol.
Sou feliz num mundo paralelo. Sou-o hoje, nesta realidade ordinária condicionada por tantos; sou-o agora, no meu mundo, e assim serei, com lágrimas, tristeza e sofrimento, mas no final serei.
Tenho um mundo, não, uma utopia, para onde me permito escapar. Uma utópica realidade que permanece minha, talvez para um dia sair, para talvez um dia eu sentir o que quero sentir, ser o que quero ser, estar onde quero estar nesta sociedade comum a todas as mentes e corpos, em simultâneo.
E assim não precisarei de fugas felizes.
Não passa de um sonho, fantasia, para tantos que se vêem felizes (ou indiferentes) nestas suas vivências, tantas vezes sombrias, e até desumanas!
Fujo então para longe de tudo o que me rodeia, mantendo-me sempre perto; não perco a percepção do que me envolve, o mundo não pára de girar (nem eu) e quem comigo está não desaparece, e o meu corpo continua ali. Apenas a minha mente viaja, foge, desaparece, escapa!
Prendo-me numa realidade distinta e inexistente,mas ali pertenço. Não me sinto deslocada de interesses aparentemente comuns, nem me vejo presa numa sociedade sem rumo, grades de ferro que me barram a saída, paredes de chumbo que não deixam a luz entrar, deixando-me ficar na escuridão, sem oportunidade de ser abençoada pelo sol.
Sou feliz num mundo paralelo. Sou-o hoje, nesta realidade ordinária condicionada por tantos; sou-o agora, no meu mundo, e assim serei, com lágrimas, tristeza e sofrimento, mas no final serei.
Tenho um mundo, não, uma utopia, para onde me permito escapar. Uma utópica realidade que permanece minha, talvez para um dia sair, para talvez um dia eu sentir o que quero sentir, ser o que quero ser, estar onde quero estar nesta sociedade comum a todas as mentes e corpos, em simultâneo.
E assim não precisarei de fugas felizes.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Como celebras o Natal?
23.15 h, dia 24.
Chega o Singstar. Os video jogos são cada vez mais para ser jogados em grupo: família, amigos, puro convívio...
Em dia de celebração da família, em que o mais importante (supostamente) é a junção de todos os membros da mesma, nada melhor do que um jogo, que não só testa os dotes vocais dos participantes, como também permite momentos de diversão extrema para quem assiste (e tem a sorte de ter uma câmara de filmar por perto); para além disso, mantém ocupada a mente daqueles que esperam ansiosamente pelas 12 badaladas.
00.00 h, dia 25.
Depois das gargalhadas, que deviam ser ouvidas no prédio todo, a diversão dos mais novos (e dos mais velhos, ao ver a satisfação dos petiz).
Papéis espalhados, sacos a passar de mão em mão, beijos a ser dados por toda a parte, muitos sorrisos, muitos "obrigados", muita alegria nas caras de quem vive.
01.30 h,dia 25.
A despedida; um último obrigado.
Ao sair a porta, vemo-nos rodeados de outras famílias que entram ou saem dos prédios vizinhos, todos eles com sacos e sacolas debaixo dos braços.
Como eles (e como nós, que retornávamos agora a casa), muitos entravam e saíam de casas espalhadas por esse país fora, preenchendo as estradas como os seus carros como se de um fim de tarde se tratasse.
Acabou a noite. Dadas e recebidas as prendas,é hora de voltar ao lar.
14.00h,dia 25.
A família rodeia-me, hoje caras diferentes das de ontém, mas igualmente queridas.
Hoje há filmes, há jogos de cartas, há a amena conversa e brincadeira; há os videos no computador, há as conversas com o que estão distantes o resto do ano e há as palhaçadas daqueles que são novos para o mundo.
Há tudo o que havia ontém, menos a meia-noite. Hoje continuamos por cá depois de deitar o papel para o chão, passamos um dia, não um jantar.
Mas está lá tudo, num e noutro: as caras queridas daqueles que me põem um sorriso na cara.
Gosto de receber? Claro que gosto; todos gostam, digam o que disserem! Mas também gosto de me divertir com pessoas, não coisas! O Natal junta ambas, apenas isso.
Chega o Singstar. Os video jogos são cada vez mais para ser jogados em grupo: família, amigos, puro convívio...
Em dia de celebração da família, em que o mais importante (supostamente) é a junção de todos os membros da mesma, nada melhor do que um jogo, que não só testa os dotes vocais dos participantes, como também permite momentos de diversão extrema para quem assiste (e tem a sorte de ter uma câmara de filmar por perto); para além disso, mantém ocupada a mente daqueles que esperam ansiosamente pelas 12 badaladas.
00.00 h, dia 25.
Depois das gargalhadas, que deviam ser ouvidas no prédio todo, a diversão dos mais novos (e dos mais velhos, ao ver a satisfação dos petiz).
Papéis espalhados, sacos a passar de mão em mão, beijos a ser dados por toda a parte, muitos sorrisos, muitos "obrigados", muita alegria nas caras de quem vive.
01.30 h,dia 25.
A despedida; um último obrigado.
Ao sair a porta, vemo-nos rodeados de outras famílias que entram ou saem dos prédios vizinhos, todos eles com sacos e sacolas debaixo dos braços.
Como eles (e como nós, que retornávamos agora a casa), muitos entravam e saíam de casas espalhadas por esse país fora, preenchendo as estradas como os seus carros como se de um fim de tarde se tratasse.
Acabou a noite. Dadas e recebidas as prendas,é hora de voltar ao lar.
14.00h,dia 25.
A família rodeia-me, hoje caras diferentes das de ontém, mas igualmente queridas.
Hoje há filmes, há jogos de cartas, há a amena conversa e brincadeira; há os videos no computador, há as conversas com o que estão distantes o resto do ano e há as palhaçadas daqueles que são novos para o mundo.
Há tudo o que havia ontém, menos a meia-noite. Hoje continuamos por cá depois de deitar o papel para o chão, passamos um dia, não um jantar.
Mas está lá tudo, num e noutro: as caras queridas daqueles que me põem um sorriso na cara.
Gosto de receber? Claro que gosto; todos gostam, digam o que disserem! Mas também gosto de me divertir com pessoas, não coisas! O Natal junta ambas, apenas isso.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Retratos
Por que intoleras a diferença? Temes o que desconheces ou o que julgas conhecer?
Imagens pré-estabelecidas de um desconhecido; topos da hierarquia social previamente concedidos a determinados padrões e etiquetas.
Que sociedade vil... que sociedade vil que retrocede no tempo, em vez de progredir! Voltou a um século absolutista, em que eram importantes os que compravam, e explorados quem não tinha o que gastar!
Mas souberam evoluir... Para o bem ou para o mal, nem sei!
Diminuiu a importância daqueles que usam batina... Já não são as supremas autoridades; essas passaram a ser as notas e moedas que andam nas carteiras de quem pode, e de quem não pode. Passou cada um a ter a sua própria crença, deixaram de lado a unidade.
E, numa época tão especial para uns, sobe ao de cima a hipocrisia de outros!
Quantos não apregoam que o consumismo é em demasia, e quantos desses não preenchem o espaço das grandes superfícies? Já não falo nos não-cristãos que celebram o Natal, pois este à muito que perdeu o seu cariz religioso.
Vejo hoje o Natal como uma festa de família, em que os presentes são uma mera formalidade para presentear aqueles que mais amamos, pelo menos uma vez por ano. Cliché, é verdade.
Tal como é cliché ser solidária durante as festas, quando quem precisa, precisa todo o ano! Mas fica bem dizer, nesta sociedade de aparências, que foi bom para com aqueles que nada têm, abdicar um pouco do seu para dar ao desconhecido.
O que há então no desconhecido de estranho? Pena, receio, medo?
Pena tenho eu de quem não abre os olhos, e tenho medo ao prever que muito tarde se abrirão.
_________________________
É Deus a origem da vil sociedade em que vivo; mostra ele a imagem que uma só pessoa tem poder para mandar em todas as outras que se encontram abaixo de si.
Que Deus é então este, que manda os seus súbditos para a morte quando tão fervorosamente foi servido?
Deus pecador e hipócrita, que ao dizer que todos somos iguais, contra sua palavra vai ao mostrar que uns podem mais do que outros.
Jogas um jogo perigoso, pois qualquer dia vais ver alguém a virar-se contra ti.
Imagens pré-estabelecidas de um desconhecido; topos da hierarquia social previamente concedidos a determinados padrões e etiquetas.
Que sociedade vil... que sociedade vil que retrocede no tempo, em vez de progredir! Voltou a um século absolutista, em que eram importantes os que compravam, e explorados quem não tinha o que gastar!
Mas souberam evoluir... Para o bem ou para o mal, nem sei!
Diminuiu a importância daqueles que usam batina... Já não são as supremas autoridades; essas passaram a ser as notas e moedas que andam nas carteiras de quem pode, e de quem não pode. Passou cada um a ter a sua própria crença, deixaram de lado a unidade.
E, numa época tão especial para uns, sobe ao de cima a hipocrisia de outros!
Quantos não apregoam que o consumismo é em demasia, e quantos desses não preenchem o espaço das grandes superfícies? Já não falo nos não-cristãos que celebram o Natal, pois este à muito que perdeu o seu cariz religioso.
Vejo hoje o Natal como uma festa de família, em que os presentes são uma mera formalidade para presentear aqueles que mais amamos, pelo menos uma vez por ano. Cliché, é verdade.
Tal como é cliché ser solidária durante as festas, quando quem precisa, precisa todo o ano! Mas fica bem dizer, nesta sociedade de aparências, que foi bom para com aqueles que nada têm, abdicar um pouco do seu para dar ao desconhecido.
O que há então no desconhecido de estranho? Pena, receio, medo?
Pena tenho eu de quem não abre os olhos, e tenho medo ao prever que muito tarde se abrirão.
_________________________
É Deus a origem da vil sociedade em que vivo; mostra ele a imagem que uma só pessoa tem poder para mandar em todas as outras que se encontram abaixo de si.
Que Deus é então este, que manda os seus súbditos para a morte quando tão fervorosamente foi servido?
Deus pecador e hipócrita, que ao dizer que todos somos iguais, contra sua palavra vai ao mostrar que uns podem mais do que outros.
Jogas um jogo perigoso, pois qualquer dia vais ver alguém a virar-se contra ti.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
"Nuclear, não obrigado"
Ó papão mau vai-te embora
lá de cima do telhado
Deixa dormir o menino
um soninho descansado
Deixa de ficar à espreita
com vontade de assombrar
Os que vivem nesta terra
com o pesadelo nuclear
No olhar de uma criança
pode ver-se a luz do mundo
Não lhe vamos deixar como herança
um planeta moribundo
Nuclear não, obrigado
Antes ser activo hoje
do que radioactivo amanhã
Nuclear não, obrigado
Se queremos energia
sem envenenar o ar
Temos o calor do sol
o vento e a força do mar
Letra de Luís Pedro Fonseca, cantado por Lena d'Água
Tenho um novo hino.
lá de cima do telhado
Deixa dormir o menino
um soninho descansado
Deixa de ficar à espreita
com vontade de assombrar
Os que vivem nesta terra
com o pesadelo nuclear
No olhar de uma criança
pode ver-se a luz do mundo
Não lhe vamos deixar como herança
um planeta moribundo
Nuclear não, obrigado
Antes ser activo hoje
do que radioactivo amanhã
Nuclear não, obrigado
Se queremos energia
sem envenenar o ar
Temos o calor do sol
o vento e a força do mar
Letra de Luís Pedro Fonseca, cantado por Lena d'Água
Tenho um novo hino.
Imagine you're still here
(não tive oportunidade de assinalar a data na altura,mas mais vale tarde do que nunca)
8th December 1980.
Goodbye, John.
Rest in Peace,while we try to give peace a chance and imagine a better world.

_______________________________
E no mesmo dia, 37 anos antes, alguém nascia

Let me break on through to the other side...
8th December 1980.
Goodbye, John.
Rest in Peace,while we try to give peace a chance and imagine a better world.
Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one
_______________________________
E no mesmo dia, 37 anos antes, alguém nascia
Let me break on through to the other side...
Reflexões - "Os Três Reinos"
Sempre fui fã de literatura fantástica. Ser transportada para um mundo completamente diferente do meu. Sandra Carvalho dá-me tudo o que preciso para viajar nas minhas maiores fantasias sem sair do meu lugar.
Porque temos demasiados problemas na vida real e a fantasia serve para esquecer que os heróis podem finar. Porque conseguimos manter vivo o herói que um dia acreditamos que nos salvará.
_________________________
A curiosidade mata. A ambição pode ter o mesmo destino, mas o que é a curiosidade para além da ambição em saber algo? Atrocidades que vão para além da Lei Natural.
_________________________
O amor é ilusão quando o que realmente amas é o poder, a ambição voraz! Pecas, porque não sabes o que deixas para trás; desconheces o que perdes, e por isso não te arrependes.
_________________________
Até o mais vil será capaz de amar, com o coração certo. Apenas não quer demonstrar essa sua capacidade.
_________________________
O teatro vai além das grandes salas e auditórios; em quantas casas o consegues encontrar... Um pequeno feitiço para ludibriar emoções alheias...
_________________________
O ser mais forte fraqueja ao ver a sua vida partir, ainda mais ao saber que quem ama também finará.
Mas não há que subestimar o espírito mais fraco, que até ele sob a visão do fim pode prevalecer.
_________________________
Em mundos de magia, poucos segredos são deixados secretos, e pequenas acções são tomadas como certezas. Olhares são cruzados e certezas são asseguradas, enquanto que uma palavra inesperada é proferida e um milagre acontece, sem que nada nem ninguém o impeçam. Como é paradisíaco o mundo da magia, utópico, em que os medos são vencidos por destinos já traçados, e a força da vontade prevalece.
Porque temos demasiados problemas na vida real e a fantasia serve para esquecer que os heróis podem finar. Porque conseguimos manter vivo o herói que um dia acreditamos que nos salvará.
_________________________
A curiosidade mata. A ambição pode ter o mesmo destino, mas o que é a curiosidade para além da ambição em saber algo? Atrocidades que vão para além da Lei Natural.
_________________________
O amor é ilusão quando o que realmente amas é o poder, a ambição voraz! Pecas, porque não sabes o que deixas para trás; desconheces o que perdes, e por isso não te arrependes.
_________________________
Até o mais vil será capaz de amar, com o coração certo. Apenas não quer demonstrar essa sua capacidade.
_________________________
O teatro vai além das grandes salas e auditórios; em quantas casas o consegues encontrar... Um pequeno feitiço para ludibriar emoções alheias...
_________________________
O ser mais forte fraqueja ao ver a sua vida partir, ainda mais ao saber que quem ama também finará.
Mas não há que subestimar o espírito mais fraco, que até ele sob a visão do fim pode prevalecer.
_________________________
Em mundos de magia, poucos segredos são deixados secretos, e pequenas acções são tomadas como certezas. Olhares são cruzados e certezas são asseguradas, enquanto que uma palavra inesperada é proferida e um milagre acontece, sem que nada nem ninguém o impeçam. Como é paradisíaco o mundo da magia, utópico, em que os medos são vencidos por destinos já traçados, e a força da vontade prevalece.
Circunstâncias da vida
Durante todo este tempo de inactividade bloggiana estive sem internet por motivos que sei agora ridículos! A minha casa está em obras e por isso mesmo tenho andado a viver no andar de cima, uma casa independente da minha com o sotão bastante simpático onde tenho tido o meu quarto. Acontece que o sinal do modem não chegava ao meu tão querido sotão, e apenas hoje descobri que na sala o bom do sinal chega, quando pouco falta para voltar ao meu lar!
Pois bem, frustrações à parte, actualizo a minha escrita no mundo digital (com alguma dificuldade, que a tecla do espaço anda a dar problemas... Maldita!).
Isto se o sinal não for abaixo entretanto...
Pois bem, frustrações à parte, actualizo a minha escrita no mundo digital (com alguma dificuldade, que a tecla do espaço anda a dar problemas... Maldita!).
Isto se o sinal não for abaixo entretanto...
sábado, 29 de novembro de 2008
Verdades ou puros enganos
Como apoiante da Greenpeace, foi com agrado que, ao receber o email a pedir para mostrarmos ao nosso Parlamento que achávamos que as políticas ambientais deviam ser mudadas, de maneira a que as emissões de CO2 sejam reduzidas em, pelo menos, 30% até 2020, aderi, e juntei o meu nome a um email pré-escrito pela organização, a ser enviado a vários membros do Parlamento, incluíndo Nicholas Sarkozy, e ao nosso Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia.
Nesse email eram enviadas algumas sugestões que achamos ser necessárias pôr em prática para manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC, evitando assim uma maior catástrofe ambiental!
Não estava com esperança de receber uma resposta, de qualquer um dos dos representantes que receberam a carta electrónica, mas a verdade é que recebi.
Satu Hassim, Finlandesa, Membro do Grupo dos Verdes e da Aliança Livre Europeia, teve a bondade e preocupação de responder a uma cidadã europeia preocupada. Gostei da atitude, mesmo que tenha sido um daqueles emails que são escritos e enviados para milhares, apenas mudando o nome! Foi um gesto bonito.
Aqui está a sua resposta:
Dear Jane,
thank you for your email.
The greens have argued from very beginning that EU climate legislation for period of 2013-2020 should be based on at least a 30% reduction. Such a target would send a strong signal to the international climate negotiations, showing leadership on the part of the EU with regards to the achievement of an international deal.
As a Rapporteur of the Effort Sharing Decision (for emissions outside the ETS-sectors for the years 2013-2020) I proposed in my draft report, along with several other strengthenings, to include all of these three elements you are asking about:
1) to take the -30% by 2020 compared to 1990 levels as a basis for legislation and this to be done domestically, 2) to strengthen compliance measures in case a Member State does not deliver the required emissions reductions by fines and other measures, 3) to include a new external emissions reduction target on top of Member States own internal emissions reduction targets to finance mitigation in developing countries.
The EP environment committee voted on the 7th of October and included most of my proposals into European Parliament position in an almost unanimous vote (66:1:0).
- Despite our efforts there was no majority to change the Commission basis in the Parliament to have -30% as a starting point, but the reference to the higher target was included in the article and Member States are required to start with projections and planning already for the higher target, and must also report on this planning. The automaticity (proposed by the Commission) of the step up of EU internal effort to an internationally agreed target was maintained in EP position.
- CDM/JI external quota that is used to offset EU emissions in developing counties is restricted to 8% of the emissions in 2005, which is a third compared to the Commission proposal and means approx 20% of total emissions reduction obligation 2005-2020 instead of 65,7%, which the Commission proposal had meant.
- Compliance measures were reinforced in case a Member State does not deliver the required emission reductions through a direct penalty equal to the one applying to installations in the ETS (100€), in addition the Member States loose corresponding auction rights. Also any underachievement has to be compensated by factor 1,3 in the following year.
- For external offsetting the committee improved the quality of the credits used: only credits from renewables and efficiency allowed if they fulfil other sustainability, additionality, environmental and social criteria.
- Shipping emissions were included (also in the reduction targets) unless they are covered by other community measures
- Committee also endorsed the binding energy efficiency targets for member States.
- EP position includes an external adaptation commitment starting at 5 billion €/year in 2013 going up to 10 billion € in 2020 as well as an additional external emission reduction commitment.
The European Parliament will now enter into negotiations on the climate package with the Council of ministers and we are hoping to have a result in the end of November to have good basis for international climate negotiations in Poznan in mid December. As the Rapporteur and the main negotiator of the Parliament on Effort Sharing I will do my best to ensure that the elements mentioned above will be in the final legal text also.
What comes to other parts of the EU climate legislation for 2013-2020, e.g. reform of the emission trading system (ETS) I have worked along the same lines.
Thank you again for your email. I believe it is of utmost importance that EU citizens remain alert during this most important month.
With my best wishes,
Satu Hassi
European Parliament Rapporteur of the Effort Sharing Decision
Obrigada, senhora Hassim!
Nesse email eram enviadas algumas sugestões que achamos ser necessárias pôr em prática para manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC, evitando assim uma maior catástrofe ambiental!
Não estava com esperança de receber uma resposta, de qualquer um dos dos representantes que receberam a carta electrónica, mas a verdade é que recebi.
Satu Hassim, Finlandesa, Membro do Grupo dos Verdes e da Aliança Livre Europeia, teve a bondade e preocupação de responder a uma cidadã europeia preocupada. Gostei da atitude, mesmo que tenha sido um daqueles emails que são escritos e enviados para milhares, apenas mudando o nome! Foi um gesto bonito.
Aqui está a sua resposta:
Dear Jane,
thank you for your email.
The greens have argued from very beginning that EU climate legislation for period of 2013-2020 should be based on at least a 30% reduction. Such a target would send a strong signal to the international climate negotiations, showing leadership on the part of the EU with regards to the achievement of an international deal.
As a Rapporteur of the Effort Sharing Decision (for emissions outside the ETS-sectors for the years 2013-2020) I proposed in my draft report, along with several other strengthenings, to include all of these three elements you are asking about:
1) to take the -30% by 2020 compared to 1990 levels as a basis for legislation and this to be done domestically, 2) to strengthen compliance measures in case a Member State does not deliver the required emissions reductions by fines and other measures, 3) to include a new external emissions reduction target on top of Member States own internal emissions reduction targets to finance mitigation in developing countries.
The EP environment committee voted on the 7th of October and included most of my proposals into European Parliament position in an almost unanimous vote (66:1:0).
- Despite our efforts there was no majority to change the Commission basis in the Parliament to have -30% as a starting point, but the reference to the higher target was included in the article and Member States are required to start with projections and planning already for the higher target, and must also report on this planning. The automaticity (proposed by the Commission) of the step up of EU internal effort to an internationally agreed target was maintained in EP position.
- CDM/JI external quota that is used to offset EU emissions in developing counties is restricted to 8% of the emissions in 2005, which is a third compared to the Commission proposal and means approx 20% of total emissions reduction obligation 2005-2020 instead of 65,7%, which the Commission proposal had meant.
- Compliance measures were reinforced in case a Member State does not deliver the required emission reductions through a direct penalty equal to the one applying to installations in the ETS (100€), in addition the Member States loose corresponding auction rights. Also any underachievement has to be compensated by factor 1,3 in the following year.
- For external offsetting the committee improved the quality of the credits used: only credits from renewables and efficiency allowed if they fulfil other sustainability, additionality, environmental and social criteria.
- Shipping emissions were included (also in the reduction targets) unless they are covered by other community measures
- Committee also endorsed the binding energy efficiency targets for member States.
- EP position includes an external adaptation commitment starting at 5 billion €/year in 2013 going up to 10 billion € in 2020 as well as an additional external emission reduction commitment.
The European Parliament will now enter into negotiations on the climate package with the Council of ministers and we are hoping to have a result in the end of November to have good basis for international climate negotiations in Poznan in mid December. As the Rapporteur and the main negotiator of the Parliament on Effort Sharing I will do my best to ensure that the elements mentioned above will be in the final legal text also.
What comes to other parts of the EU climate legislation for 2013-2020, e.g. reform of the emission trading system (ETS) I have worked along the same lines.
Thank you again for your email. I believe it is of utmost importance that EU citizens remain alert during this most important month.
With my best wishes,
Satu Hassi
European Parliament Rapporteur of the Effort Sharing Decision
Obrigada, senhora Hassim!
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Enfim...
Hoje devia ter estudado porque tenho teste de História na sexta. Não me apeteceu.
Hoje não devia ter comido aquele bacalhau com natas. Apeteceu-me.
Hoje não devia ter levado uma camisola tão fininha. Paciência.
Não devia ter deixado a bateria do meu mp3 acabar. Não me apeteceu-em pô-lo a carregar.
Devia ter tomado o medicamento depois do jantar. Esqueci-me.
Devia ter arrumado o quarto. Bolas, que preguiça!
Não devia estar tão torta enquanto estou sentada porque me doem as costas. Doem, não consigo estar direita, maldita mochila!
Devia apagar a televisão. Está muito longe.
Devia começar a arrumar as coisas para amanhã que se está a fazer tarde. Tem mesmo de ser?
Enfim, apenas tenho vontade de ouvir o som que sai das colunas.
Hoje não devia ter comido aquele bacalhau com natas. Apeteceu-me.
Hoje não devia ter levado uma camisola tão fininha. Paciência.
Não devia ter deixado a bateria do meu mp3 acabar. Não me apeteceu-em pô-lo a carregar.
Devia ter tomado o medicamento depois do jantar. Esqueci-me.
Devia ter arrumado o quarto. Bolas, que preguiça!
Não devia estar tão torta enquanto estou sentada porque me doem as costas. Doem, não consigo estar direita, maldita mochila!
Devia apagar a televisão. Está muito longe.
Devia começar a arrumar as coisas para amanhã que se está a fazer tarde. Tem mesmo de ser?
Enfim, apenas tenho vontade de ouvir o som que sai das colunas.
All we hear is Radio Gaga
terça-feira, 25 de novembro de 2008
24 de Novembro de 1991
domingo, 23 de novembro de 2008
Miss
Já sentiste que nada é como querias que fosse?
Já sentiste que a tua vida está de pernas para o ar?
Hoje tenho saudades tuas. Apenas tenho saudades do teu porto de abrigo.
Algo para escapar? Mais do que isso! Tenho saudades.
Acredito e não me espanto que para ti já não passo de mais uma memória entre tantas outras, mas ainda tenho saudades de quando em vez, porque a minha vida era mais perfeita.
Sempre me levei por sentimentos e pensamentos profundos, ficando presa, como lhe quiseres chamar.
Espero que não tenhas saudades, porque a vida continua. Só tenho de aprender a continuar com a minha, e por isso derramo uma lágrima.
Já sentiste que a tua vida está de pernas para o ar?
Hoje tenho saudades tuas. Apenas tenho saudades do teu porto de abrigo.
Algo para escapar? Mais do que isso! Tenho saudades.
Acredito e não me espanto que para ti já não passo de mais uma memória entre tantas outras, mas ainda tenho saudades de quando em vez, porque a minha vida era mais perfeita.
Sempre me levei por sentimentos e pensamentos profundos, ficando presa, como lhe quiseres chamar.
Espero que não tenhas saudades, porque a vida continua. Só tenho de aprender a continuar com a minha, e por isso derramo uma lágrima.
sábado, 22 de novembro de 2008
Ouve e diz
Estavas a dizer-me algo? Desculpa, não ouvi. Estava distraída, longe daqui, a pensar não sei bem no quê. Sei que esqueci tudo à minha volta.
Foi daqueles momentos em que o teu olhar se prende no infinito e nada ouves, e inexplicavelmente começas a pensar em algo que, muito provavelmente, esquecerás ao acordar do teu transe.
Mas desculpa, o que estavas mesmo a dizer? Não era importante? Claro que era importante! Todas as palavras ditas têm a sua importância, não as deves subestimar ou guardá-las cá dentro.
Sabes, cada palavra tem a sua propriedade. É engraçado como podes dizer várias coisas diferentes apenas com uma!
Percebes agora a sua importância? Se não fosse a palavra, como comunicarias? Sim, podes falar-me em gestos ou imagens, mas não te esqueças que cada gesto e imagem tem uma palavra a ela associada. A sua existência é-nos preciosa, com ela muito podes fazer. Podes deixar alguém feliz, ou a chorar; podes dar a notícia mais alegre, ou a mais triste.
Já notaste quão poderoso é quem tem o dom da palavra? Com ele podem transmitir as mais espantosas mensagens, que, escritas, viverão para sempre!
Pois, é verdade, nunca tinhas pensado nisso; a palavra escrita viaja através do tempo. Alguém há pouco tempo mo relembrou. Quem sabe um dia não estarão os meus netos a ler estas palavras.
Desculpa, falaste outra vez? Estava a ter novamente um daqueles estranhos momentos. Queres mesmo saber? Não, agora não pensava na palavra; pensava no porquê de estar aqui a escrever.
Na realidade, não sei bem. Sem qualquer explicação, uma frase formou-se na minha cabeça e, quando dei por mim, tinha uma caneta na minha mão e o papel à minha frente.
Achas que é assim que se escrevem os grandes textos? Talvez... Para mim só será grande se significar alguma coisa para alguém.
Sempre tive esse sonho: fazer, escrever, dizer algo que fosse importante para outro, que fosse lembrado. Agora, apenas sonho em deixar a minha marca, nem que seja só nesta folha de papel em que escrevo neste momento, e que, um dia, ou ficará perdida no tempo, ou dará origem a uma outra folha de papel para um outro alguém deixar a sua marca.
Queres dizer-me agora o que te ía na mente? Não tenhas medo, quem sabe essas palavras não sejam a tua marca neste Mundo que parece caminhar para a perdição. Talvez façam a diferença.
E talvez seja por isso que continuo a escrever numa folha de papel. Talvez continue a querer fazer a diferença, ajudando a salvar o que conheço com a única arma de que disponho: a palavra.
E talvez um dia, apenas um dia, saberei se isso aconteceu.
Perdi-me outra vez? Desculpa, novamente. Não te vou prometer que não voltará a acontecer, porque provavelmente irá.
Encontro-me muitas vezes perdida naquele estranho olhar infinito, a pensar não sei bem em quê.
Escreve o que tens a dizer enquanto não te estiver a ouvir; assim as tuas palavras prevalecerão, e não apenas para mim.
Foi daqueles momentos em que o teu olhar se prende no infinito e nada ouves, e inexplicavelmente começas a pensar em algo que, muito provavelmente, esquecerás ao acordar do teu transe.
Mas desculpa, o que estavas mesmo a dizer? Não era importante? Claro que era importante! Todas as palavras ditas têm a sua importância, não as deves subestimar ou guardá-las cá dentro.
Sabes, cada palavra tem a sua propriedade. É engraçado como podes dizer várias coisas diferentes apenas com uma!
Percebes agora a sua importância? Se não fosse a palavra, como comunicarias? Sim, podes falar-me em gestos ou imagens, mas não te esqueças que cada gesto e imagem tem uma palavra a ela associada. A sua existência é-nos preciosa, com ela muito podes fazer. Podes deixar alguém feliz, ou a chorar; podes dar a notícia mais alegre, ou a mais triste.
Já notaste quão poderoso é quem tem o dom da palavra? Com ele podem transmitir as mais espantosas mensagens, que, escritas, viverão para sempre!
Pois, é verdade, nunca tinhas pensado nisso; a palavra escrita viaja através do tempo. Alguém há pouco tempo mo relembrou. Quem sabe um dia não estarão os meus netos a ler estas palavras.
Desculpa, falaste outra vez? Estava a ter novamente um daqueles estranhos momentos. Queres mesmo saber? Não, agora não pensava na palavra; pensava no porquê de estar aqui a escrever.
Na realidade, não sei bem. Sem qualquer explicação, uma frase formou-se na minha cabeça e, quando dei por mim, tinha uma caneta na minha mão e o papel à minha frente.
Achas que é assim que se escrevem os grandes textos? Talvez... Para mim só será grande se significar alguma coisa para alguém.
Sempre tive esse sonho: fazer, escrever, dizer algo que fosse importante para outro, que fosse lembrado. Agora, apenas sonho em deixar a minha marca, nem que seja só nesta folha de papel em que escrevo neste momento, e que, um dia, ou ficará perdida no tempo, ou dará origem a uma outra folha de papel para um outro alguém deixar a sua marca.
Queres dizer-me agora o que te ía na mente? Não tenhas medo, quem sabe essas palavras não sejam a tua marca neste Mundo que parece caminhar para a perdição. Talvez façam a diferença.
E talvez seja por isso que continuo a escrever numa folha de papel. Talvez continue a querer fazer a diferença, ajudando a salvar o que conheço com a única arma de que disponho: a palavra.
E talvez um dia, apenas um dia, saberei se isso aconteceu.
Perdi-me outra vez? Desculpa, novamente. Não te vou prometer que não voltará a acontecer, porque provavelmente irá.
Encontro-me muitas vezes perdida naquele estranho olhar infinito, a pensar não sei bem em quê.
Escreve o que tens a dizer enquanto não te estiver a ouvir; assim as tuas palavras prevalecerão, e não apenas para mim.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Every hero has his day
Every hero has his day. This was yours.
42 years ago, someone was born. Just one more little boy, born in another simple day, like the others.
42 years ago, a singer was born. More than a singer, an interpreter, a poet.
42 years ago, he was born.
Now, we miss that voice. But, somehow, it will always be with us, just like his soul and poetry.
Because somethings are eternal.
"...and what do I want people to get from the music?Jeff Buckley
Whatever they want, you know...whatever you like."
Happy Birthday, because you're still here.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Sindicato de Estudantes
Durante um aparte na aula de História, veio à conversa o famoso tema "O que pensam os alunos no seu novo Estatuto?"
Claro que as respostas não foram muito animadoras, e desde logo foi iniciada uma pacífica discussão acerca de toda a polémica em volta do ministério dirigido pela senhora Maria de Lurdes Rodrigues.
Não que eu tenha algo contra a dita senhora (só contra certas e determinadas decisões que a mesma faz; vá, a maioria), e nem é dela que vou falar. O que vou dizer é apenas indignação.
Pois todos nós sabemos que os professores, o Ministério e toda a comunidade escolar quer o melhor para os seus alunos. Mas e então, onde ficam os alunos no meio de tantas greves da função pública e de professores? Alguém pensa nos conteúdos necessários que um aluno perde porque decidiram fazer greve? Apesar de tudo, acho bem que se façam greves, se essa for a única maneira de nos fazermos ouvir.
No entanto,enquanto que os professores têm quem os represente, enquanto que professores têm meios para se fazer ouvir, os alunos ficam a ver passar navios!
Também nós temos as nossas reclamações, mas nada podemos fazer, porque não temos quem nos apoie, enquanto que todos os outros trabalhadores (sejam eles professores, funcionários públicos ou outros quaisquer) têm os seus representantes. Nós, alunos, devíamos ter também quem nos representasse!
Precisamos de quem nos ajude a falar, de quem nos ajude a nos manifestar publicamente, como todos nós queremos! Não era bom poder finalmente fazê-lo? Basicamente, seria uma Associação de Estudantes nacional!
Porque há algo engraçado: quando os professores ou funcionários faltam, a escola deixa de funcionar, há uma quebra no sistema; no entanto, quando são os alunos a faltar, mesmo que venham para a rua dizer o que pensam, a escola está aberta, os professores estão nas salas a marcar faltas, as senhoras do bar, da papelaria, da secretaria continuam a fazer o seu trabalho (até mais sossegados, possivelmente); o sistema não quebra.
A existência de uma associação que representasse a comunidade estudantil não iría mudar o facto de existir uma quebra ou não quebra de sistema, mas ajudava a uma maior organização e manifestação da vontade de todos, existindo a possibilidade de nos manifestarmos legalmente, de maneira a nos pudermos fazer ouvir.
Porque é muito bonito ir para a rua com cartazes e pedir ao senhor Primeiro Ministro que tenha atenção em quem põe à frente dos Ministérios, mas não é muito bonito quando chega a polícia e começa a levar tudo para as esquadras mais próximas! Aí, é perder a razão!
Os estudantes universitários têm a oportunidade que nós, estudantes do secundário (e também básico) ambicionamos ter, mas apenas para as suas causas; queremos defender também as nossas!
Porque é ridículo que alguém tenha de fazer uma prova escrita porque teve doente em casa! Porque não nos podemos basear apenas em notas de exame! Porque não queremos que os nossos professores percam as suas capacidades para o nervosismo de ter alguém a avaliá-los em plena aula, quando uma aula não são aulas! Porque tantas outras coisas que há para dizer e não podemos.
Querem ver alguém agir? Então que haja uma manifestação com a comunidade escolar em peso, desde alunos a professores, a pais; quando um fala não se ouve; quando falam 40000 a voz já é mais alta; quando fala toda uma comunidade os vidros partem com o barulho!
A avó da Liliana diz que quando os estudantes se manifestam, o Governo cai. Não precisamos de tanto, mas ao menos que caiam alguns Ministérios.
Aqui fica(m) a(s) sugestão(ões).
Mesmo assim, algo me diz que a generalidade dos estudantes portugueses não queria ouvir falar em manifestações se não lhes tivessem tirado a hipótese de se "baldarem" às aulas...
Fogo
Quem lhe dera poder saber que o fim será apenas um novo início.
Quem lhe dera acreditar que todos os que perdeu serão, um dia, novamente visitados.
Quem lhe dera poder saber se é realmente um lugar melhor.
Quem lhe dera saber os segredos que a vida esconde. Por momentos, ansiava por desvendar todos os mistérios que sabia existir, encontrar uma resposta.
No final, apenas quem lhe dera saber se, quando chegar o fim, tudo o que verá será negro, ou se uma luz aparecerá no caminho.
Quem lhe dera acreditar que todos os que perdeu serão, um dia, novamente visitados.
Quem lhe dera poder saber se é realmente um lugar melhor.
Quem lhe dera saber os segredos que a vida esconde. Por momentos, ansiava por desvendar todos os mistérios que sabia existir, encontrar uma resposta.
No final, apenas quem lhe dera saber se, quando chegar o fim, tudo o que verá será negro, ou se uma luz aparecerá no caminho.
sábado, 8 de novembro de 2008
«Let the music do the talking»
A canção fala comigo; trata-me pelo nome, como se fosse minha conhecida desde tempos longínquos, quem sabe desde uma vida passada.
Foi feita para mim, acredito eu, e é assim que me conhece. Diz-me qualquer coisa de cada vez que me deixa escutá-la.
Sim, preciso de permissão para a escutar; todos a podem ouvir, mas escutá-la, só escuta quem realmente pode. É como tantas histórias que ouvimos, contos de fadas em que apenas podes entrar naquele espaço desejado se tiveres um coração puro. Com a música passa-se algo semelhante, só a escuta quem realmente deseja escutá-la, mas tantos existem que apenas a querem ouvir...
Neste momento, oiço, não escuto. Muitas não me deixam escutá-las (esta deve ser uma delas), mas depois, existem as falantes.
São as que escuto que dizem o meu nome, ou pelo menos, algumas o fazem. É nesse momento, quando falam comigo, que o meu corpo entra num transe inexplicável, em que a única coisa que existe são as notas que em em mim entram.
Pois é esta a sua maior propriedade, da música: falar connosco! Mesmo que quem a faça a faça para si, ela sempre falará com quem julga merecedor da sua mensagem, porque não há quem tenha mão sobre ela; é livre, independente, ninguém nela consegue mandar.
Passar a mensagem. É o que muitos tentam, e outros tantos conseguem.
Uma quantidade infindável de mensagens por mim já passaram, e uma outra quantidade exorbitante passará se tiverem oportunidade. A maior parte foi esquecida, talvez porque não eram a mim dirigidas.
Acredito que assim nenhuma música seja desperdiçada, e cada uma tem o seu propósito. Até aquela batida interminável que não consegues ouvir, ou a barulheira infernal que sai do amplificador da guitarra, pode ter valor para quem o escuta. Tu não consegues escutar quem contigo não fala; tu não consegues receber a mensagem de uma canção se ela a ti não te diz nada.
E por isso, escuto, agora. A voz, cada nota, entranham-se na mente, como se dela fizessem parte desde sempre. Sinto, musíco também. Sou música, neste momento. Sou música enquanto Ela falar comigo, enquanto Ela fizer parte de mim.
Sente. Sê música. Não é por isso que a ouves?
When you hear a song, sometimes the song takes over youJon Bon Jovi
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Dizem
Dizem que o Amor acontece quando sentes borboletas na barriga de cada vez que vez aquela pessoa.
Dizem que o Amor é querer vê-la a toda a hora, estar com ela a cada minuto e pensar nela a cada segundo.
Dizem que o Amor é pensares primeiro nela e depois em ti.
Dizem que o Amor é estupidificares de cada vez que sentes o seu olhar em cima de ti.
Dizem que o Amor é quereres a felicidade dela sobre a tua.
Dizem que o Amor é gostares tanto de uma pessoa ao ponto de sacrificares o que mais amas apenas para lhe garantir segurança e felicidade.
Dizem que o Amor é sorrires apenas por vê-la sorrir, rires ao fazê-la rir, chorar quando a sentes chorar, sentires dor quando ela sente dor.
Dizem que o Amor é sentir, mas não saber que se sente.
Dizem que o Amor é não seres apenas tu, mas tu e mais um, como se fossem um só, bastando um simples olhar para saberes o que lhe vai na alma.
Dizem, porque eu não sei se sei. Talvez um dia te possa dar certezas.
Dizem que o Amor é querer vê-la a toda a hora, estar com ela a cada minuto e pensar nela a cada segundo.
Dizem que o Amor é pensares primeiro nela e depois em ti.
Dizem que o Amor é estupidificares de cada vez que sentes o seu olhar em cima de ti.
Dizem que o Amor é quereres a felicidade dela sobre a tua.
Dizem que o Amor é gostares tanto de uma pessoa ao ponto de sacrificares o que mais amas apenas para lhe garantir segurança e felicidade.
Dizem que o Amor é sorrires apenas por vê-la sorrir, rires ao fazê-la rir, chorar quando a sentes chorar, sentires dor quando ela sente dor.
Dizem que o Amor é sentir, mas não saber que se sente.
Dizem que o Amor é não seres apenas tu, mas tu e mais um, como se fossem um só, bastando um simples olhar para saberes o que lhe vai na alma.
Dizem, porque eu não sei se sei. Talvez um dia te possa dar certezas.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
5 de Novembro - II
2.
Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América
It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation.
Yes we can.
It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom.
Yes we can.
It was sung by immigrants as they struck out from distant shores and pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness.
Yes we can.
It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier; and a King who took us to the mountaintop and pointed the way to the Promised Land.
Yes we can to justice and equality.
Yes we can to opportunity and prosperity.
Yes we can heal this nation.
Yes we can repair this world.
Yes we can.
We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.
We have been told we cannot do this by a chorus of cynics...they will only grow louder and more dissonant ........... We've been asked to pause for a reality check. We've been warned against offering the people of this nation false hope.
But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope.
Now the hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in the American story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea --
Yes. We. Can.
Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América
5 de Novembro
Hoje, dois manifestos.
1. Remember, remember the Fifth of November,
The Gunpowder Treason and Plot,
I can think of no reason
Why the Gunpowder Treason
Should ever be forgot.
Guy Fawkes, Guy Fawkes, t'was his intent
To blow up the King and Parli'ment.
Three-score barrels of powder below
To prove old England's overthrow;
By God's providence he was catch'd
With a dark lantern and burning match.
Holloa boys, holloa boys, let the bells ring.
Holloa boys, holloa boys, God save the King!
1. Remember, remember the Fifth of November,
The Gunpowder Treason and Plot,
I can think of no reason
Why the Gunpowder Treason
Should ever be forgot.
Guy Fawkes, Guy Fawkes, t'was his intent
To blow up the King and Parli'ment.
Three-score barrels of powder below
To prove old England's overthrow;
By God's providence he was catch'd
With a dark lantern and burning match.
Holloa boys, holloa boys, let the bells ring.
Holloa boys, holloa boys, God save the King!
terça-feira, 4 de novembro de 2008
16.10.2008
Olhas à tua volta enquanto segues o teu caminho. Encontras árvores, folhas caídas no chão, pessoas apressadas umas contra as outras, carros a buzinar tentando passar à frente de quem quer que os impeça de seguir.
Começas a tomar atenção aos pequenos pormenores, às cores e aos sons, aos movimentos e atitudes. "Será real?", pergunta a tua mente, curiosa e desconfiada, "não estarei apenas a sonhar, não passando desta realidade uma não-realidade?".
Sentes o vento bater na tua cara e a dançar com os teus cabelos. Não tens certeza se o que sentiste é real; o cheiro que sentes vir de um assador de castanhas ali tão perto deixa-te sem saber o que pensas saber.
Será possível sentir enquanto sonhas, cheirar enquanto dormes? O que é um sonho?
Tanto quanto sabes, tudo isto pode ser possível. Tanto quanto sabes, o que vives neste momento pode não passar de uma ilusão, uma miragem no meio do deserto.
"Não posso estar a sonhar", acabas por concluir; "o sonho tem em si a realização de qualquer e todos os desejos! Não foi isto o que desejei..."
Não, não podes estar a sonhar. Nunca desejas-te um mundo em que a vida de milhares é posta em risco para resolver conflitos de outrem. Nunca desejas-te um mundo em que não passas de um meio para alguém atingir o seu fim, nem nunca desejas-te um mundo em que a injustiça e a intolerância têm ainda um peso tão grande, um mundo superficial e tantas vezes sem conteúdo.
Não, não podes estar a sonhar.
Como sei que o que sei não é fruto imaginativo?
Começas a tomar atenção aos pequenos pormenores, às cores e aos sons, aos movimentos e atitudes. "Será real?", pergunta a tua mente, curiosa e desconfiada, "não estarei apenas a sonhar, não passando desta realidade uma não-realidade?".
Sentes o vento bater na tua cara e a dançar com os teus cabelos. Não tens certeza se o que sentiste é real; o cheiro que sentes vir de um assador de castanhas ali tão perto deixa-te sem saber o que pensas saber.
Será possível sentir enquanto sonhas, cheirar enquanto dormes? O que é um sonho?
Tanto quanto sabes, tudo isto pode ser possível. Tanto quanto sabes, o que vives neste momento pode não passar de uma ilusão, uma miragem no meio do deserto.
"Não posso estar a sonhar", acabas por concluir; "o sonho tem em si a realização de qualquer e todos os desejos! Não foi isto o que desejei..."
Não, não podes estar a sonhar. Nunca desejas-te um mundo em que a vida de milhares é posta em risco para resolver conflitos de outrem. Nunca desejas-te um mundo em que não passas de um meio para alguém atingir o seu fim, nem nunca desejas-te um mundo em que a injustiça e a intolerância têm ainda um peso tão grande, um mundo superficial e tantas vezes sem conteúdo.
Não, não podes estar a sonhar.
Como sei que o que sei não é fruto imaginativo?
sábado, 1 de novembro de 2008
Desabafos
Sim, tenho andado desaparecida.
Semana agitada, entre campanhas para a Associação de Estudantes (vota W), concerto de Extreme (NUNOOO! GARYY! PAAT! KEEVIIN!), testes e trabalhos, fico sem possibilidade em passar pelo meu rico computador.
A escrita, essa, não fico de lado, pois claro que não! No entanto, não vai ser agora que vou mostrar alguma coisa de proveitoso. Talvez mais logo...
Por agora: IF YOU DON'T LIKE, WHAT YOU SEE HERE, GET THE FUNK OUT! WE WON'T TRY TO FORCE FEED YOU, GET THE FUNK OUT!
EXTREME POWER!
Semana agitada, entre campanhas para a Associação de Estudantes (vota W), concerto de Extreme (NUNOOO! GARYY! PAAT! KEEVIIN!), testes e trabalhos, fico sem possibilidade em passar pelo meu rico computador.
A escrita, essa, não fico de lado, pois claro que não! No entanto, não vai ser agora que vou mostrar alguma coisa de proveitoso. Talvez mais logo...
Por agora: IF YOU DON'T LIKE, WHAT YOU SEE HERE, GET THE FUNK OUT! WE WON'T TRY TO FORCE FEED YOU, GET THE FUNK OUT!
EXTREME POWER!
sábado, 25 de outubro de 2008
Psicologia Kameamea
Descobri um motivo para o meu trauma com agulhas. Ou, pelo menos, penso eu que encontrei.
Em pequena, os meus desenhos animados preferidos eram o "Dragon Ball". Adorava aquilo (quem não adorava?), tinha uma paixão por aquele universo em que saía uma casa de um comprimido com um botão, onde existia um dragão que concedia todos os desejos e feijões que restabeleciam toda a nossa energia! Para além disso, adorava o Songoku!
Ontem, enquanto estudava MACS, via o (mítico) "Dragon Ball" na Sic Radical. O meu herói, Songoku, estava no hospital, completamente ligado. De repente, uma gritaria imensa: queriam dar-lhe uma injecção!
É claro que, com 3 anos, chorava de cada vez que ía levar uma vacina/injecção, mas quantas crianças o fazem! Com 16 anos, acho que essa atitude já não é muito usual...
Começo a pensar que o meu psicológico ficou com a imagem de Songoku a gritar com medo da agulha, e por isso hoje começo a tremer só de ouvir falar nelas.
Às vezes acontece; algumas das nossas acções têm razões psicológicas, algumas com origens deste género. Ver o nosso herói com medo de agulhas e a fugir delas como o Diabo da cruz (um herói sem medo de nada, o mais poderoso, o mais forte, quem nem sob a visão do horrível Cell se vai abaixo), faz-nos pensar que elas devem ter algo de extremamente perigoso e doloroso associado!
Talvez não grite tanto como Songoku, mas que não me mantenho lá muito lúcida quando oiço "agulha", lá isso não...
Mesmo que este não seja o verdadeiro motivo, vou continuar a dizer que sim. O único trauma que estes bonecos alguma vez poderiam causar...
<< Tu és o herói, Songoku (...) e o bem irá ganhar >>
Em pequena, os meus desenhos animados preferidos eram o "Dragon Ball". Adorava aquilo (quem não adorava?), tinha uma paixão por aquele universo em que saía uma casa de um comprimido com um botão, onde existia um dragão que concedia todos os desejos e feijões que restabeleciam toda a nossa energia! Para além disso, adorava o Songoku!
Ontem, enquanto estudava MACS, via o (mítico) "Dragon Ball" na Sic Radical. O meu herói, Songoku, estava no hospital, completamente ligado. De repente, uma gritaria imensa: queriam dar-lhe uma injecção!
É claro que, com 3 anos, chorava de cada vez que ía levar uma vacina/injecção, mas quantas crianças o fazem! Com 16 anos, acho que essa atitude já não é muito usual...
Começo a pensar que o meu psicológico ficou com a imagem de Songoku a gritar com medo da agulha, e por isso hoje começo a tremer só de ouvir falar nelas.
Às vezes acontece; algumas das nossas acções têm razões psicológicas, algumas com origens deste género. Ver o nosso herói com medo de agulhas e a fugir delas como o Diabo da cruz (um herói sem medo de nada, o mais poderoso, o mais forte, quem nem sob a visão do horrível Cell se vai abaixo), faz-nos pensar que elas devem ter algo de extremamente perigoso e doloroso associado!
Talvez não grite tanto como Songoku, mas que não me mantenho lá muito lúcida quando oiço "agulha", lá isso não...
Mesmo que este não seja o verdadeiro motivo, vou continuar a dizer que sim. O único trauma que estes bonecos alguma vez poderiam causar...
<< Tu és o herói, Songoku (...) e o bem irá ganhar >>
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
"Give Peace a Chance"
Inspirados na conclusão do famoso discurso de Martin Luther King, em Washington (o discurso do "I have a dream!"), a professora de Português pede amavelmente (sem qualquer hipótese de contestação) que façamos, com a mesma estrutura, um discurso semelhante, de um tema ao nosso gosto.
De repente, veio-me à memória uma música de John Lennon. Talvez tenha fechado o caderno por qualquer razão e ter visto a sua fotografia, junto da do Jim Morrison e Jeff Buckley.
Comecei então a escrever:
Dêem uma oportunidade à paz!
Dêem uma oportunidade à paz nos países em guerra e em conflito!
Dêem uma oportunidade à paz no Darfur, com os seus oásis de justiça!
Dêem uma oportunidade à paz no Médio Oriente com as suas crianças desejosas de uma infância tranquila!
Dêem uma oportunidade à paz em Cuba, com as suas promessas de liberdade e comunismo!
Dêem uma oportunidade à paz no Mundo, com as suas culturas e pessoas diferentes!
E, talvez, quando todos der-mos uma oportunidade à paz, talvez aí chegue o fim da era em que o cheiro da morte vive entre as ruas, talvez chegue o fim do desagradável soar das armas e chegue o tempo em que podemos deixar de temer o dia de amanhã!
Porque, quando todos der-mos uma oportunidade à paz, poderemos finalmente comportar-mo-nos como pessoas civilizadas que não precisam de pôr em risco a vida de toda uma população para resolver os seus conflitos, tantas vezes sem sentido!
Porque "All we are saying, is give peace a chance".
Amanhã terei de "discursar". Veremos se convencerei alguém a dar uma oportunidade à paz...
De repente, veio-me à memória uma música de John Lennon. Talvez tenha fechado o caderno por qualquer razão e ter visto a sua fotografia, junto da do Jim Morrison e Jeff Buckley.
Comecei então a escrever:
Dêem uma oportunidade à paz!
Dêem uma oportunidade à paz nos países em guerra e em conflito!
Dêem uma oportunidade à paz no Darfur, com os seus oásis de justiça!
Dêem uma oportunidade à paz no Médio Oriente com as suas crianças desejosas de uma infância tranquila!
Dêem uma oportunidade à paz em Cuba, com as suas promessas de liberdade e comunismo!
Dêem uma oportunidade à paz no Mundo, com as suas culturas e pessoas diferentes!
E, talvez, quando todos der-mos uma oportunidade à paz, talvez aí chegue o fim da era em que o cheiro da morte vive entre as ruas, talvez chegue o fim do desagradável soar das armas e chegue o tempo em que podemos deixar de temer o dia de amanhã!
Porque, quando todos der-mos uma oportunidade à paz, poderemos finalmente comportar-mo-nos como pessoas civilizadas que não precisam de pôr em risco a vida de toda uma população para resolver os seus conflitos, tantas vezes sem sentido!
Porque "All we are saying, is give peace a chance".
Amanhã terei de "discursar". Veremos se convencerei alguém a dar uma oportunidade à paz...
Uivos na Noite
A luz da lua é intensa, hoje. No rio, o reflexo prolonga-se, formando uma cama de luz e brilho.
Hoje, os lobos uivam. A lua cheia mostra-se majestosa lá em cima, sem rival. O seu brilho capta o olhar de qualquer um que se encontre no seu caminho, não deixando ninguém indiferente.
É mágica, a luz da lua. A sua magia invade o ser que a vislumbra, espalha-se pela noite e deixa-se ficar até a manhã chegar. É aquele brilho intenso que transporta a magia por cada canto.
Os lobos uivam, esta noite. A magia da lua atinge o seu cume nesta noite em que a sua forma se completa, finalmente.
A lenda persiste na mente dos mais susceptíveis a ela, na mente dos mais fantasiosos, na mente daqueles que ouvem os lobos a uivar.
Porque os lobos uivam esta noite. Não os ouves? Lá ao longe, ou talvez tão perto... Mas uivam, à luz da lua cheia que ilumina o céu, esta noite.
Enquanto os lobos uivam, a noite permanece acordada, depois de dormir durante a estada do sol, durante o dia. Enquanto os lobos uivam, a noite transporta o som desses uivos para a mente de cada um que permanece atento aos seus sons.
Está repleta deles, a noite iluminada: os poucos carros que passam, os cães que ladram, os grilos que cantam, e os lobos que uivam quando a lua se completa.
Os lobos uivam, esta noite. Uivam com a luz cheia que emane a magia que transforma a noite mágica, que a ilumina com o seu brilho e deixa no rio o reflexo da sua forma.
Os lobos uivam, esta noite. A magia chega até eles como não chega a mais ninguém.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Crises existenciais
Uma vez li ma história sobre alguém sentado num banco de jardim, a ver o tempo à sua volta passar.
Também eu me vejo sentada num banco e sou espectadora. As cenas passam-se à minha volta, as cores, os cheiros, e eu fico apenas uma estranha, ali sentada, enquanto actuam.
Enquanto que, na história que li, alguém estava sentada a ver todos passar, eu vou com o tempo, vou com quem passa, mas não passo de uma estranha.
Vou indo no meio de gente que não sei se conheço, mas sinto-me bem quando me sinto inserida nas suas vivências. No entanto, algo me afasta. Uma força, uma vontade, algo mais forte do que a vontade, que me afasta.
Acabo por ficar ali, no seio de um ambiente querido por um ser interior.
O que verá neste ambiente este ser que continua a levar-me, sabendo que continuarei sentada a ser uma estranha? Uma intrusa...
Estranha, intrusa, apenas me mantenho uma, querendo ou não querendo, desejando ou não desejando, sendo ou não sendo realmente.
E sento-me então no banco, tal como a pessoa que naquela história li.
Sou eu que me afasto, quer queira, quer não. Sempre foi assim.
Também eu me vejo sentada num banco e sou espectadora. As cenas passam-se à minha volta, as cores, os cheiros, e eu fico apenas uma estranha, ali sentada, enquanto actuam.
Enquanto que, na história que li, alguém estava sentada a ver todos passar, eu vou com o tempo, vou com quem passa, mas não passo de uma estranha.
Vou indo no meio de gente que não sei se conheço, mas sinto-me bem quando me sinto inserida nas suas vivências. No entanto, algo me afasta. Uma força, uma vontade, algo mais forte do que a vontade, que me afasta.
Acabo por ficar ali, no seio de um ambiente querido por um ser interior.
O que verá neste ambiente este ser que continua a levar-me, sabendo que continuarei sentada a ser uma estranha? Uma intrusa...
Estranha, intrusa, apenas me mantenho uma, querendo ou não querendo, desejando ou não desejando, sendo ou não sendo realmente.
E sento-me então no banco, tal como a pessoa que naquela história li.
Sou eu que me afasto, quer queira, quer não. Sempre foi assim.
sábado, 4 de outubro de 2008
Ora temo, Ora espero - II
Parece que afinal sempre posso chegar a ver os Extreme.
Pelo que dizem, a possível destruição do Mundo foi adiada para a Primavera.
O fim com a chegada dos passarinhos? Ou o início com o nascimento das flores?
Pelo que dizem, a possível destruição do Mundo foi adiada para a Primavera.
O fim com a chegada dos passarinhos? Ou o início com o nascimento das flores?
"Erva daninha alastrar"
Só eu sei que sou terra
terra agreste por lavrar
silvestre monte maninho
amora fruto sem tratar
Só eu sei que sou pedra
sou pedra dura de talhar
sou joga pedrada em aro
calhau sem forma de engastar
A cotação é o que quiserem dar
não tenho jeito para regatear
também não sei se eu a quero aumentar
porque eu não sei
Porque eu não sei se me quero polir
também não sei se me quero limar
também não sei se quero fugir
deste animal
que anda a procurar
Só eu sei que sou erva
erva daninha a alastrar
joio trovisco ameaça
das ervas doces de enjoar
Só eu sei que sou barro
difícil de se moldar
argila com cimento e saibro
nem qualquer sabe trabalhar
Em moldes feitos não me sei criar
Em formas feitas podem-se quebrar
também não sei se me quero formar
porque eu não sei
Porque eu não sei se me quero polir
também não sei se me quero limar
também não sei se quero fugir
deste animal
que anda a procurar
António Variações
___________________________
Porque não sei se me quero polir ou limar, porque não sei se quero crescer.
terra agreste por lavrar
silvestre monte maninho
amora fruto sem tratar
Só eu sei que sou pedra
sou pedra dura de talhar
sou joga pedrada em aro
calhau sem forma de engastar
A cotação é o que quiserem dar
não tenho jeito para regatear
também não sei se eu a quero aumentar
porque eu não sei
Porque eu não sei se me quero polir
também não sei se me quero limar
também não sei se quero fugir
deste animal
que anda a procurar
Só eu sei que sou erva
erva daninha a alastrar
joio trovisco ameaça
das ervas doces de enjoar
Só eu sei que sou barro
difícil de se moldar
argila com cimento e saibro
nem qualquer sabe trabalhar
Em moldes feitos não me sei criar
Em formas feitas podem-se quebrar
também não sei se me quero formar
porque eu não sei
Porque eu não sei se me quero polir
também não sei se me quero limar
também não sei se quero fugir
deste animal
que anda a procurar
António Variações
___________________________
Porque não sei se me quero polir ou limar, porque não sei se quero crescer.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Ora temo, ora espero
Já ouviram falar daquela experiência que estão a fazer agora, a recriação do Bing Bang? Fascinante!
Dizem que o mundo vai acabar dia 10.
Dizem que durante a experiência vai ser libertada uma explosão tão forte que acabará com o Planeta.
Dizem que, bem sucessidida, esta pode ser das maiores descobertas do século.
Dizem muita coisa, e eu fico meio dividida. Porque, se de um lado podemos saber, finalmente, como se deu toda a formação deste maravilhoso e misterioso Universo, por outro podemos ir todos desta para melhor!
Tenho uma certa curiosidade em saber a origem das coisas; sou daquelas que de vez em quando se põe a tentar responder aquelas perguntas filosóficas clichê: quem sou eu, o que estou aqui a fazer, de onde viemos, para onde vamos, e tantas outras. Daí a minha curiosidade.
No entanto (e há sempre um "no entanto", como há sempre um "mas"), também gosto muita da minha vida! Acho que era o momento oportuno para dizer, ou gritar, "Sou muito nova para morrer"!
E sou mesmo. Ainda não assisti a um concerto de Led Zeppelin ou de Aerosmith ou de Extreme (o destes dia 29, era só esperar 19 dias) e de tantas outras bandas, ainda não vi nem um terço do Mundo, ainda não conheci outra cultura para além da mediterrânea, ainda não cumpri tantos sonhos e auto-promessas que espero um dia a vir concretizar! Basicamente, ainda tenho muito que viver!
Pois se existem especulações de que poderá realmente acontecer uma desgraça, serão especulações fundamentadas? Espero bem que sim, ou estou a preocupar-me em vão!
E por isso tento ter fé nos nossos cientistas, que investiram tanto neste projecto. Até nós, portugueses, devemos estar espectantes, uma vez que pagámos parte da experiência!
Aliás, devemos estar todos, cidadãos do Mundo, espectantes! E não apenas pelo facto de podermos todos desaparecer à conta da dita recriação; não queremos todos saber de onde viemos? Pois bem, talvez assim possamos chegar lá um pouco mais depressa...
Dizem que o mundo vai acabar dia 10.
Dizem que durante a experiência vai ser libertada uma explosão tão forte que acabará com o Planeta.
Dizem que, bem sucessidida, esta pode ser das maiores descobertas do século.
Dizem muita coisa, e eu fico meio dividida. Porque, se de um lado podemos saber, finalmente, como se deu toda a formação deste maravilhoso e misterioso Universo, por outro podemos ir todos desta para melhor!
Tenho uma certa curiosidade em saber a origem das coisas; sou daquelas que de vez em quando se põe a tentar responder aquelas perguntas filosóficas clichê: quem sou eu, o que estou aqui a fazer, de onde viemos, para onde vamos, e tantas outras. Daí a minha curiosidade.
No entanto (e há sempre um "no entanto", como há sempre um "mas"), também gosto muita da minha vida! Acho que era o momento oportuno para dizer, ou gritar, "Sou muito nova para morrer"!
E sou mesmo. Ainda não assisti a um concerto de Led Zeppelin ou de Aerosmith ou de Extreme (o destes dia 29, era só esperar 19 dias) e de tantas outras bandas, ainda não vi nem um terço do Mundo, ainda não conheci outra cultura para além da mediterrânea, ainda não cumpri tantos sonhos e auto-promessas que espero um dia a vir concretizar! Basicamente, ainda tenho muito que viver!
Pois se existem especulações de que poderá realmente acontecer uma desgraça, serão especulações fundamentadas? Espero bem que sim, ou estou a preocupar-me em vão!
E por isso tento ter fé nos nossos cientistas, que investiram tanto neste projecto. Até nós, portugueses, devemos estar espectantes, uma vez que pagámos parte da experiência!
Aliás, devemos estar todos, cidadãos do Mundo, espectantes! E não apenas pelo facto de podermos todos desaparecer à conta da dita recriação; não queremos todos saber de onde viemos? Pois bem, talvez assim possamos chegar lá um pouco mais depressa...
domingo, 28 de setembro de 2008
Filosofias
Acabou-se o tempo. Voltei à rotina, ao stress, ao movimento, às correrias. Os meus momentos de descanso, quando me sentava e escrevia os rabiscos, são hoje mais escassos.
Encontrei agora um momento (talvez não agora quando passo para o computador, mas agora quando escrevo), numa aula de Filosofia. Uma boa aula para os devaneios de uma adolescente, ou quaisquer outros. Peguei numa folha velha, provavelmente retirada do caderno como folha de rascunho de um teste, na caneta do fundo do estojo, e escrevi.
Libertei o meu pensamento (palavra agora muito dita nestas aulas) da rotina, fintei a concentração (como se de um jogador de futebol se tratasse) e voltei a esta vida feita de caneta, papel e algo mais.
Não sei o que é este algo mais, mas existe. Talvez pura intuição.
Verdades, crenças, argumentos, validades... Somos levados a pensar naquilo que não pensaríamos numa tarde, em casa, com os amigos. Somos "provocados", citando quem me "provoca" nestes 90 minutos.
E em cada momento lá fora somos provocados e levados a pensar numa miríade de coisas. Não te faço pensar em tudo aquilo que escrevo, que lês neste momento? És conduzido pelo meu pensamento até chegar ao teu.
Como um livro que lês, como uma música que ouves, és conduzido, levado para a realidade de outro, que passa a ser a tua.
O meu próprio pensamento levou-me por outros caminhos diferentes daquele que comecei. E acaba noutro.
Passo os dias de caneta na mão e com o papel como companheiro, mas as palavras não são minhas; escrevo o que me pedem.
Talvez um dia escreva as minhas palavras.
Encontrei agora um momento (talvez não agora quando passo para o computador, mas agora quando escrevo), numa aula de Filosofia. Uma boa aula para os devaneios de uma adolescente, ou quaisquer outros. Peguei numa folha velha, provavelmente retirada do caderno como folha de rascunho de um teste, na caneta do fundo do estojo, e escrevi.
Libertei o meu pensamento (palavra agora muito dita nestas aulas) da rotina, fintei a concentração (como se de um jogador de futebol se tratasse) e voltei a esta vida feita de caneta, papel e algo mais.
Não sei o que é este algo mais, mas existe. Talvez pura intuição.
Verdades, crenças, argumentos, validades... Somos levados a pensar naquilo que não pensaríamos numa tarde, em casa, com os amigos. Somos "provocados", citando quem me "provoca" nestes 90 minutos.
E em cada momento lá fora somos provocados e levados a pensar numa miríade de coisas. Não te faço pensar em tudo aquilo que escrevo, que lês neste momento? És conduzido pelo meu pensamento até chegar ao teu.
Como um livro que lês, como uma música que ouves, és conduzido, levado para a realidade de outro, que passa a ser a tua.
O meu próprio pensamento levou-me por outros caminhos diferentes daquele que comecei. E acaba noutro.
Passo os dias de caneta na mão e com o papel como companheiro, mas as palavras não são minhas; escrevo o que me pedem.
Talvez um dia escreva as minhas palavras.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Estive a ver o final do documentário acerca dos reféns que foram feitos num autocarro, no Rio de Janeiro, em 2000. Não o devia ter feito.
Uma pessoa, inocente, na flor da idade, morreu porque alguém não fez as escolhas certas e decidiu tomar como refém um autocarro.
Sinceramente, não sei porque o fez, o que tencionava ganhar com isso. Acabou por também ele perder a vida.
Cheguei à sala no momento em que ele começava a sair do autocarro, com a refém em frente, e vi logo de seguida o polícia a chegar por trás e a tentar mata-lo.
Actos como estes, matar sem qualquer necessidade, não me entram na cabeça; não consigo perceber porque alguém quererá fazer uma coisa destas.
Revoltou-me a sua atitude, mas não sei porque a tomou. Muito provavelmente, mesmo se soubesse, continuaria a achar que os polícias, depois de o terem capturado, deviam ter deixado o povo "acabar" com ele (perdoem-me a expressão), como estavam a tentar fazer (no final, só se vê uma multidão a tentar chegar até ao responsável por todo aquele alarido). Não sei se a morte que lhe deram foi a melhor solução; não sofreu, levou a dele avante, não passou por metade do que aquelas pessoas passaram.
Não gosto de desejar mal a ninguém, mas sou fria nestas situações. Nestas situações, toda uma raiva acumulada sai cá para fora, acabo sem saber bem porquê; não estou lá, ninguém que amo está lá, mas está lá alguém, alguém está a passar por toda aquele episódio sem qualquer justificação possível. Só consigo pensar que responsáveis por este tipo de situações deviam apodrecer na prisão, ali, numa cela minúscula, a sofrer tanto como o que fizeram sofrer.
Tenho pleno respeito pelas famílias de pessoas que escolhem um mau caminho; não têm qualquer responsabilidade sobre o acto dos seus familiares, a acabam por sofrer tanto como as vítimas dos mesmos. Não falo apenas na vergonha, na humilhação, mas em toda a consciência de saber que criaram, que cresceram com o ser humano capaz de tais atrocidades.
Paralelamente com tudo isto, outros crimes acontecem. Mais pequenos, menos graves, mas acontecem.
Subitamente (e agora no tempo recente), passamos de um país onde a criminalidade não é alarmante (o que não significa que a criminalidade não continue a ser defendida ou não é grave por não ser alarmante) para um país onde todos os dias ouvimos notícias de mais uns crimes cometidos!
Não sei o motivo da súbita mudança de comportamento social, nem sei se alguém saberá, deixando de parte teorias populares.
E nestas alturas considero as forças policiais os maiores heróis, os mais corajosos, os realmente merecedores de qualquer distinção! Nem que seja apenas em teoria...
Uma pessoa, inocente, na flor da idade, morreu porque alguém não fez as escolhas certas e decidiu tomar como refém um autocarro.
Sinceramente, não sei porque o fez, o que tencionava ganhar com isso. Acabou por também ele perder a vida.
Cheguei à sala no momento em que ele começava a sair do autocarro, com a refém em frente, e vi logo de seguida o polícia a chegar por trás e a tentar mata-lo.
Actos como estes, matar sem qualquer necessidade, não me entram na cabeça; não consigo perceber porque alguém quererá fazer uma coisa destas.
Revoltou-me a sua atitude, mas não sei porque a tomou. Muito provavelmente, mesmo se soubesse, continuaria a achar que os polícias, depois de o terem capturado, deviam ter deixado o povo "acabar" com ele (perdoem-me a expressão), como estavam a tentar fazer (no final, só se vê uma multidão a tentar chegar até ao responsável por todo aquele alarido). Não sei se a morte que lhe deram foi a melhor solução; não sofreu, levou a dele avante, não passou por metade do que aquelas pessoas passaram.
Não gosto de desejar mal a ninguém, mas sou fria nestas situações. Nestas situações, toda uma raiva acumulada sai cá para fora, acabo sem saber bem porquê; não estou lá, ninguém que amo está lá, mas está lá alguém, alguém está a passar por toda aquele episódio sem qualquer justificação possível. Só consigo pensar que responsáveis por este tipo de situações deviam apodrecer na prisão, ali, numa cela minúscula, a sofrer tanto como o que fizeram sofrer.
Tenho pleno respeito pelas famílias de pessoas que escolhem um mau caminho; não têm qualquer responsabilidade sobre o acto dos seus familiares, a acabam por sofrer tanto como as vítimas dos mesmos. Não falo apenas na vergonha, na humilhação, mas em toda a consciência de saber que criaram, que cresceram com o ser humano capaz de tais atrocidades.
Paralelamente com tudo isto, outros crimes acontecem. Mais pequenos, menos graves, mas acontecem.
Subitamente (e agora no tempo recente), passamos de um país onde a criminalidade não é alarmante (o que não significa que a criminalidade não continue a ser defendida ou não é grave por não ser alarmante) para um país onde todos os dias ouvimos notícias de mais uns crimes cometidos!
Não sei o motivo da súbita mudança de comportamento social, nem sei se alguém saberá, deixando de parte teorias populares.
E nestas alturas considero as forças policiais os maiores heróis, os mais corajosos, os realmente merecedores de qualquer distinção! Nem que seja apenas em teoria...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Algo novo
Já está. Começou um novo ponto de viragem.
Já não sou caloira, já não sou nova, sou pré-finalista. Sou maior apenas por dizer que começou o 11º ano.
Mais uns meses me esperam, trabalho pela frente, nova vida.
Pensamento positivo? Faltam só dois anos...
Já não sou caloira, já não sou nova, sou pré-finalista. Sou maior apenas por dizer que começou o 11º ano.
Mais uns meses me esperam, trabalho pela frente, nova vida.
Pensamento positivo? Faltam só dois anos...
sábado, 13 de setembro de 2008
Digestivo infantil
Pus-me a pensar no café, aquele que todos têm a mania de beber depois da refeição ou quando querem pôr a conversa em dia.
E quando começo a pensar no café, vem-me à memória uma bebida que tomava quando era criança: o garoto.
O que é feito do garoto? Ainda alguém se lembra dele? Há uns anos atrás era bem conhecido, ou pelo menos pensava que era, no meu pequeno mundo em que bebia garotos porque não podia beber café como os crescidos.
Eu acho que nos esquecemos da nossa "mini meia de leite". O que não é de estranhar. Não seria realmente estranho estar no restaurante e dizer "Vai desejar café?", "Não, é um garoto, por favor", ou dizer a um amigo "Devíamos ir tomar um garoto um dia destes"? Seria socialmente incorrecto!
Pois eu sinto falta dele. Qualquer dia vou de propósito a um café para ver se ainda sabem fazer garotos!
Começo a pensar que o garoto não passa de uma bebida de crianças, "inventada" para aquelas que querer imitar os adultos quando vão beber o seu café. Até tem um nome sugestivo, garoto... É para a garotada!
E são pequenas coisas como esta que me fazem querer voltar a ser criança... Sim, o simples provar de um garoto.
Sorri
Tiro uma fotografia. Capturo um momento. Guardo memórias dentro de um album.
Uma flor, um sorriso, uma montanha... Apenas tiro uma fotografia que me lembrará de algo.
Posso lembrar-me de ti; muitas me fazem lembrar-te. Talvez seja porque muitas mostram o teu sorriso; talvez seja porque mostram o meu sorriso quando estava contigo.
É por isso que gosto de tirar fotografias: capturam a singular beleza de um determinado segundo irreversível!
Nunca gostaste muito que te tirasse fotografias, e eu sempre tentava capturar essa tua estranha beleza contra tua vontade.
E vou por isso continuando a tirar fotografias: para parar o tempo.
Nunca terás maior beleza do que a que tens agora, a tua vida será inconstante, a não ser naquela fotografia que tirei e que agora está guardada, para recordar sempre que quiser, e sempre que quiseres.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Texto Mensal de Janeiro, 2008
Dois ovnis estavam a disparar tiros um contra o outro. Houve uma explosão.
Um bomba nuclear rebentou. Houve um explosão.
Um carro incendiou-se. Houve uma explosão.
Todo este caos, todas estas explosões vão dar ao fim da Terra.
Os super-heróis não existem, os ovnis também não, mas isso não interessa. Eles não sabem nada. As pessoas morrem. Por causa disso, o mundo fica arruinado, fica acabado.
O ser humano destruiu tudo. As máquinas, os produtos, tudo, isso tudo. A destruição está à nossa volta, a poluição.
Temos de fazer qualquer coisa. A ajuda somos nós que temos de fazer.
Se a destruição continua o nosso planeta vai ficar morto, destruído, tudo de mal nos pode acontecer. Se não ajudarmos, acabamos como uma lata velha toda destruída; como uma laranja podre que foi deitada para o lixo. E eu acho que ninguém quer ficar assim.
Tomás, 6º Ano
_______________________________
Imaginação demasiado fértil ou uma pequena noção da realidade?
Um bomba nuclear rebentou. Houve um explosão.
Um carro incendiou-se. Houve uma explosão.
Todo este caos, todas estas explosões vão dar ao fim da Terra.
Os super-heróis não existem, os ovnis também não, mas isso não interessa. Eles não sabem nada. As pessoas morrem. Por causa disso, o mundo fica arruinado, fica acabado.
O ser humano destruiu tudo. As máquinas, os produtos, tudo, isso tudo. A destruição está à nossa volta, a poluição.
Temos de fazer qualquer coisa. A ajuda somos nós que temos de fazer.
Se a destruição continua o nosso planeta vai ficar morto, destruído, tudo de mal nos pode acontecer. Se não ajudarmos, acabamos como uma lata velha toda destruída; como uma laranja podre que foi deitada para o lixo. E eu acho que ninguém quer ficar assim.
Tomás, 6º Ano
_______________________________
Imaginação demasiado fértil ou uma pequena noção da realidade?
domingo, 7 de setembro de 2008
Baú de recordações
Desde já algum tempo que tenho o hábito de, quando as férias estão a chegar ao fim, arrumar a tralha toda que está na gavetinha (diga-se uma gavetinha muito grande) onde guardo as coisas da escola. Sou uma pessoa que gosta de ter as suas coisas organizadas e arrumadas, e para isso há que fazer a "limpeza geral".
Hoje foi esse dia.
Comecei então a tirar livros, papelinhos, cadernos e afins aos pacotes! Até consegui encontrar no meio de tanta papelaria dois exemplares da revista Blitz e outro da National Geographic que andavam perdidos entre os livros, vai-se lá saber porquê! O chão fica repleto dessas mesmas coisas, à espera de saber o seu destino: ou ficam, ou vão.
Também lá no meio estavam pequenas grandes recordações que tenho guardado ao longo destes anos. E a tralha que tinha ali dentro...
Desde uma folha de trabalhos de casa toda assinada, a um guião de um teatro, a exemplares de jornais (daqueles que fazemos para arranjar dinheiro para a viagem de finalistas) ou até mesmo trabalhos das aulas de EV, todos geométricos e cheios de cor, e folhas repletas de diálogos tidos durante as aulas.
Parecendo que não, cada uma destas coisas, e tantas outras que descobri que guardei, relembram um momento, um grupo, toda uma panafernália de sentimentos!
Os livros de escola vão indo para o papelão, as folhas que não interessam acompanham-nos, mas há sempre algo que fica guardado da gaveta.
O que uma pessoa chega a guardar... Para nos recordarmos guardamos o que parece mais ridículo, nem que seja um pedaço de tecido azul turquesa que outrora fizeram parte das calças de fato-de-treino de uma pessoa amiga. Sim, era uma recordação um pouco estranha, devo confessar, mas resultava!
E, daqui a uma semana, mais uma jornada começa.
Enquanto que a gaveta começa a ficar cheia de livros de 11º ano, lá nos confins ainda vemos uma folha de trabalhos de casa do 8º ano cheia de assinaturas, ou trabalhos de EV do 7º, ou jornais escolares do 9º.
Porque gosto de ter o meu baú de recordações...
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Hábitos
Acabei de ler Os Maias, de Eça de Queirós. Achei, sinceramente, um livro fantástico! Tem tudo: a intriga, o duro e puro romance, a crítica, a libertinagem… Encontrei um livro que, juntamente com uma escrita que me deixou impressionada, mantém uma história de amor à novela mexicana, como costumo dizer, mas que diz muito mais do que muito documentos históricos sobre uma sociedade portuguesa no século XIX!
Os livros de época são, se me permitem dizer a minha humilde opinião, o melhor documento histórico que podemos ter; os escritores têm tendência para escrever de acordo com o tempo em que vivem, transparecendo assim a sociedade da época.
Talvez seja por isso que gosto tanto de livros de séculos passados; transportam-me para outro tempo, já longínquo…
Estou-me a dispersar. Não queria estar aqui a falar de Eça nem da importância deste tipo de obras, mas sim das pessoas.
Sim, das pessoas. Porque dei-me conta (gosto muito de começar as minhas teorias com esta expressão) que é comum na sociedade portuguesa a generalidade não estar contente com o que se tem.
Acontece que já no século XIX, como pude verificar, existia um descontento e um desejo de ser como os países estrangeiros que se foi mantendo ao longo de um século e qualquer coisa! Se era assim antes ou não, já não sei…
Esta história do Português ser isto e aquilo veio novamente à conversa (ou ao texto, como quiserem) porque pergunto-me agora o porquê desta insaciável descontentação! Sim, é aquela conversa que toda a gente tem, mas paço a explicar: será que nos outros países, que dizemos tão avançados, também existe um povo que tem como habitual actividade criticar o governo, ou é só de nós? É que este comportamento pode ter uma explicação psicológica!
Vejamos:
• 1. Se este tipo de comportamento for verificado noutros países, significa que não passa de uma necessidade humana o querer sempre mais, o nunca nada estar perfeito e como queremos. Como tal, criticamos o Governo e tudo o que não nos permite viver no Mundo ideal, ou seja, na Utopia. Há sempre algo que nos deixa com os cabelos em pé. Solução: ignorar a não ser que tenha algum fundamento a crítica feita;
• 2. Se for de nós, como povo, significa que este comportamento é um comportamento típico português, como o falar alto é um comportamento típico italiano e o requintado é o francês; faz parte da nossa patologia. Esta “patologia” pode ter origem no facto de vermos sempre alguém, ou, neste caso, algum país, à nossa frente, sabermos que há gente a viver muito melhor que nós noutros países e que vamos sempre ficando para trás. Podemos dizer que estamos traumatizados com este facto e desenvolvemos este hábito! Solução: tornamos este hábito num ícone do país, mais um factor turístico;
• Este comportamento é verificado também noutros países, mas em áreas diferentes. Por exemplo: nós, Portugueses, dizemos que não temos um serviço de urgências eficaz; os Americanos (exemplo) dizem que não têm McDonald’s suficientes para saciar a sua fome. Neste caso podemos verificar que, no caso Português, talvez este comportamento seja, de facto, um modo de descontentamento justificável mas não é normal nos restantes seres humanos, uma vez que o Americano apenas se queixa porque acabou por se tornar picuinhas e carente de bens de 2ª necessidade que lhe puderam ser concedidos tendo em conta o desenvolvimento do seu país que não se verificou em Portugal. Assim, talvez não seja um hábito Humano ou apenas Português, mas sim uma necessidade ou uma peneira, dependendo dos casos. Solução: um melhor Governo para os Portugueses e talvez alguma terapia de choque para os Americanos (neste caso específico).
É que todos nós criticamos o facto de todos criticarem, mas nunca sabemos porque é que se critica…
Vendo bem, talvez seja normal... Já nem sei! Mas era um caso a estudar!...
Eu acharia interessante, mas talvez eu seja suspeita...
Os livros de época são, se me permitem dizer a minha humilde opinião, o melhor documento histórico que podemos ter; os escritores têm tendência para escrever de acordo com o tempo em que vivem, transparecendo assim a sociedade da época.
Talvez seja por isso que gosto tanto de livros de séculos passados; transportam-me para outro tempo, já longínquo…
Estou-me a dispersar. Não queria estar aqui a falar de Eça nem da importância deste tipo de obras, mas sim das pessoas.
Sim, das pessoas. Porque dei-me conta (gosto muito de começar as minhas teorias com esta expressão) que é comum na sociedade portuguesa a generalidade não estar contente com o que se tem.
Acontece que já no século XIX, como pude verificar, existia um descontento e um desejo de ser como os países estrangeiros que se foi mantendo ao longo de um século e qualquer coisa! Se era assim antes ou não, já não sei…
Esta história do Português ser isto e aquilo veio novamente à conversa (ou ao texto, como quiserem) porque pergunto-me agora o porquê desta insaciável descontentação! Sim, é aquela conversa que toda a gente tem, mas paço a explicar: será que nos outros países, que dizemos tão avançados, também existe um povo que tem como habitual actividade criticar o governo, ou é só de nós? É que este comportamento pode ter uma explicação psicológica!
Vejamos:
• 1. Se este tipo de comportamento for verificado noutros países, significa que não passa de uma necessidade humana o querer sempre mais, o nunca nada estar perfeito e como queremos. Como tal, criticamos o Governo e tudo o que não nos permite viver no Mundo ideal, ou seja, na Utopia. Há sempre algo que nos deixa com os cabelos em pé. Solução: ignorar a não ser que tenha algum fundamento a crítica feita;
• 2. Se for de nós, como povo, significa que este comportamento é um comportamento típico português, como o falar alto é um comportamento típico italiano e o requintado é o francês; faz parte da nossa patologia. Esta “patologia” pode ter origem no facto de vermos sempre alguém, ou, neste caso, algum país, à nossa frente, sabermos que há gente a viver muito melhor que nós noutros países e que vamos sempre ficando para trás. Podemos dizer que estamos traumatizados com este facto e desenvolvemos este hábito! Solução: tornamos este hábito num ícone do país, mais um factor turístico;
• Este comportamento é verificado também noutros países, mas em áreas diferentes. Por exemplo: nós, Portugueses, dizemos que não temos um serviço de urgências eficaz; os Americanos (exemplo) dizem que não têm McDonald’s suficientes para saciar a sua fome. Neste caso podemos verificar que, no caso Português, talvez este comportamento seja, de facto, um modo de descontentamento justificável mas não é normal nos restantes seres humanos, uma vez que o Americano apenas se queixa porque acabou por se tornar picuinhas e carente de bens de 2ª necessidade que lhe puderam ser concedidos tendo em conta o desenvolvimento do seu país que não se verificou em Portugal. Assim, talvez não seja um hábito Humano ou apenas Português, mas sim uma necessidade ou uma peneira, dependendo dos casos. Solução: um melhor Governo para os Portugueses e talvez alguma terapia de choque para os Americanos (neste caso específico).
É que todos nós criticamos o facto de todos criticarem, mas nunca sabemos porque é que se critica…
Vendo bem, talvez seja normal... Já nem sei! Mas era um caso a estudar!...
Eu acharia interessante, mas talvez eu seja suspeita...
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Necessidades existênciais
Descobri-me sem vontade para encontros casuais aos quais sou obrigada a ir. É como estar numa peça de teatro na qual somos espectadores e actores simultaneamente, enquanto nos sentamos e ficamos a ver e a ouvir quem passa à nossa volta e fingimos estar interessados.
Neste momento, tenho uma máscara posta; de quando em vez sinto um olhar preso em mim.
Sei que não tenho um feitio fácil quando não estou na minha melhor disposição; têm sorte se ouvirem a sair da minha boca mais do que duas palavras seguidas! No entanto, tento manter a minha personagem.
Vou mantendo a cabeça ocupada com outras coisas, superficiais, longe da frustração de não poder estar em casa. Bolas, não tenho a depilação feita e estou de saia! Não tencionava sair de casa hoje... Ficou nevoeiro, de repente... Não percebo nada deste tempo, ora está sol, ora está quase a chover! Que cinzeiros tão engraçados...
E a tarde continua, e eu esperando.
O serão é preenchido pela conversa de circunstância, as politiquices que preenchem uma sociedade mundana. Mantenho-me sempre como espectadora, a maior parte do tempo pouco atenta.
Caras vistas esporadicamente vão desfilando e instalando à minha volta e o tempo passa, vejo as horas a avançar até ao momento em que saio por aquela porta.
As vozes vão-se elevando, a conversa é geral em volta da mesa.
Inexplicavelmente, aquele desejo de partir ainda se faz sentir, mas uma pequena parte está a gostar do calor das vozes que se fazem agora ouvir mais alegremente. Passo a estar entre o querer ir e o querer ficar, agora que me instalei.
Acabo por ir. E quando vou ainda guardo aquele calor que se emanou na noite.
Porque faz parte da natureza humana a necessidade de contacto com os iguais, o convívio, o falar de tudo e de nada.
E, afinal de contas, que sou eu para além de mais um ser humano nesta Terra?
Neste momento, tenho uma máscara posta; de quando em vez sinto um olhar preso em mim.
Sei que não tenho um feitio fácil quando não estou na minha melhor disposição; têm sorte se ouvirem a sair da minha boca mais do que duas palavras seguidas! No entanto, tento manter a minha personagem.
Vou mantendo a cabeça ocupada com outras coisas, superficiais, longe da frustração de não poder estar em casa. Bolas, não tenho a depilação feita e estou de saia! Não tencionava sair de casa hoje... Ficou nevoeiro, de repente... Não percebo nada deste tempo, ora está sol, ora está quase a chover! Que cinzeiros tão engraçados...
E a tarde continua, e eu esperando.
O serão é preenchido pela conversa de circunstância, as politiquices que preenchem uma sociedade mundana. Mantenho-me sempre como espectadora, a maior parte do tempo pouco atenta.
Caras vistas esporadicamente vão desfilando e instalando à minha volta e o tempo passa, vejo as horas a avançar até ao momento em que saio por aquela porta.
As vozes vão-se elevando, a conversa é geral em volta da mesa.
Inexplicavelmente, aquele desejo de partir ainda se faz sentir, mas uma pequena parte está a gostar do calor das vozes que se fazem agora ouvir mais alegremente. Passo a estar entre o querer ir e o querer ficar, agora que me instalei.
Acabo por ir. E quando vou ainda guardo aquele calor que se emanou na noite.
Porque faz parte da natureza humana a necessidade de contacto com os iguais, o convívio, o falar de tudo e de nada.
E, afinal de contas, que sou eu para além de mais um ser humano nesta Terra?
domingo, 31 de agosto de 2008
Bird of prey, flying high, in the summer sky
O Homem sempre quis voar, saber o que sentiam os pássaros quando estão lá em cima. E por isso voa, à sua maneira: uns andam de balão, outros de parapente; há quem tente sentir isso mesmo num avião, enquanto outros quando tentam deixam lá a sua alma, mesmo sem tirarem os pés do chão.
Aos 154 humanos que quiseram voar: hoje são pássaros. Hoje, são tudo o que quiserem. Hoje podem voar. Que voem em paz, que nunca estarão sozinhos nem serão esquecidos.
A todos os que quiseram voar e o voo foi interrompido, não temam pelo novo voo nem guardem remorsos. Um dia, o Homem pagará pelos seus actos!
Aos 154 humanos que quiseram voar: hoje são pássaros. Hoje, são tudo o que quiserem. Hoje podem voar. Que voem em paz, que nunca estarão sozinhos nem serão esquecidos.
A todos os que quiseram voar e o voo foi interrompido, não temam pelo novo voo nem guardem remorsos. Um dia, o Homem pagará pelos seus actos!
Salvadores da Pátria
A grande civilização grega deixou-nos um variado legado. Hoje em dia, muito do que fazemos ou acreditamos teve origem na Antiguidade, como a Democracia, “criação” ateniense, ou a celebração do desporto através dos Jogos Olímpicos. A tradição de reunir os melhores atletas de todos os desportos de quatro em quatro anos continuou até aos nossos dias e hoje até foi alargada, sendo este evento outrora grego hoje um evento mundial!
Hoje, os Jogos são uma união; o mundo reúne-se para assistir a bom desporto! Deixamos conflitos de lado, até podemos esquecer por momentos a ironia de realizar tal evento desportivo na cidade mais poluída do mundo, ou em todos os movimentos policiais que impediram manifestações à força para manter a boa impressão do país da dita cidade, apenas porque são os Jogos Olímpicos!
Confesso que quando ouvi “ Nélson Évora é oficialmente o novo campeão Olímpico de triplo-salto!” saltei da cadeira, dei um grande “yeeeah” e levantei os braços a festejar a vitória! Momentos antes tinha já mandado um “Toma lá!” quando vi o salto dos 17,67 metros que daria essa mesma vitória. No dia seguinte, há uma da tarde, lá estava eu no bar da praia em frente da televisão a ouvir “A Portuguesa” e a ver a nossa bandeira a subir, bem lá no alto.
Ainda não sei porque o fiz. Não assisti à vitória da Vanessa nem à prestação de qualquer um dos atletas portugueses até chegar a final do triplo-salto. Talvez tentasse compensar a minha falta de interesse pelo desporto português, ou então comportava-me como mais um que, depois de todos perderem, queria ver o único a ganhar.
Dizem os entendidos que foi a melhor participação portuguesa nos Jogos Olímpicos, mas ninguém parece estar satisfeito com os “nossos” resultados.
Até consigo entender; tínhamos os melhores do mundo (segundo os campeonatos mundiais) a competir, mas isto não era um mero campeonato, eram os Jogos Olímpicos, o maior evento desportivo de sempre! A pressão que o atleta sente deve ser uma constante, não precisamos de ouvir a toda a hora que o povo tem os olhos postos em nós! Qualquer profissional, por muito profissional que seja, tende a vacilar quando tem o peso do país nos seus ombros.
No final, quando até podia tentar compreender a “falha”, ouvimos a melhor representação do país que alguma vez podia existir. Afinal, não foram os atletas que falharam; quem falhou foi o tempo, porque estava vento, ou o árbitro, que não estava com atenção, ou o resto da atmosfera porque não proporcionou as condições necessárias à vitória! Não é motivo de orgulho saber que temos atletas que mostram tão bem lá para fora como é o seu país? Há poucos assim… (tenho a lágrima ao canto do olho, vou só buscar um lenço).
Mais uma vez, confesso que senti orgulho, como portuguesa, em ouvir o nosso hino naquele estádio colossal! Estava entusiasmada; o mundo estava a ouvi-lo também, sabia que Portugal era o país daquele rapaz sorridente que fizera a melhor marca do ano no triplo-salto! Era o país que tinha uma vice-campeã no triatlo e um 4º lugar na vela, a um ponto do 3º! Também podemos ter bons atletas neste nosso país. A prestação dos restantes foi esquecida; deram o seu melhor na altura, fizeram o que podiam, isso bastou-me ao saber que os seus resultados superaram o passado!
“Contra os canhões marchar, marchar!”
Sempre fomos bons a marchar contra os canhões; nunca nos demos bem enquanto país oprimido. É bom saber que ainda conseguímos mostrar o muito que valemos, pelo menos para os nossos.
Então aproveitem, festejem; trouxeram uma prata, um ouro e os melhores resultados de sempre! No final, só podemos agradecer por ter participado neste evento magnífico!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
" E aqueles que se vão da Lei da Morte libertando "
Ando a ser perseguída por uma música. Depois de anos sem a ouvir, agora que a ouvi oiço em todo o lado; ressuscitou dos mortos.
Não me lembro do seu nome, nem de quem a cantou. Era popular, isso sei eu, toda a gente a conhecia. Agora persegue-me.
Precisava de ser recordada. Já ninguém se lembrava dela, sentia-se esquecida. Ninguém gosta de ser esquecido, gostamos que mantenham na lembrança tudo aquilo que somos, e vamos recordando quem nos esquece.
A memória prega partidas a quem não quer ser apanhado nas teias do esquecimento. Já dizia Camões que esse esquecimento não passa da "Lei da morte"; somos lembrados pelos filhos, pelos netos, talvez pelos bisnetos, e depois passamos a ser mais um familiar que a terra guarda.
Aquiles queria ser lembrado. Partiu para Tróia com o destino traçado, sabendo que a sua vida seria interrompida. Como Aquiles, aquela música quer ser lembrada; sabia que um dia o pódio deixaria de ser seu, mas continuou em frente e hoje tenta mostrar-me que ainda existe. Eu recordo-a; não é uma canção genial, mas todas as canções merecem ser recordadas.
Pois não há outro objectivo na verdadeira música senão deixar a nossa marca para os que vêm depois de nós. De cada vez que alguém ouve a canção, ela é recordada e o artista ouvido mais uma vez.
Toda a canção merece a imortalidade. Não é feita para ser esquecida, mas sim para ser relembrada, nem que seja apenas em pequenas coisas, quando nos persegue.
Não me lembro do seu nome, nem de quem a cantou. Era popular, isso sei eu, toda a gente a conhecia. Agora persegue-me.
Precisava de ser recordada. Já ninguém se lembrava dela, sentia-se esquecida. Ninguém gosta de ser esquecido, gostamos que mantenham na lembrança tudo aquilo que somos, e vamos recordando quem nos esquece.
A memória prega partidas a quem não quer ser apanhado nas teias do esquecimento. Já dizia Camões que esse esquecimento não passa da "Lei da morte"; somos lembrados pelos filhos, pelos netos, talvez pelos bisnetos, e depois passamos a ser mais um familiar que a terra guarda.
Aquiles queria ser lembrado. Partiu para Tróia com o destino traçado, sabendo que a sua vida seria interrompida. Como Aquiles, aquela música quer ser lembrada; sabia que um dia o pódio deixaria de ser seu, mas continuou em frente e hoje tenta mostrar-me que ainda existe. Eu recordo-a; não é uma canção genial, mas todas as canções merecem ser recordadas.
Pois não há outro objectivo na verdadeira música senão deixar a nossa marca para os que vêm depois de nós. De cada vez que alguém ouve a canção, ela é recordada e o artista ouvido mais uma vez.
Toda a canção merece a imortalidade. Não é feita para ser esquecida, mas sim para ser relembrada, nem que seja apenas em pequenas coisas, quando nos persegue.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Viagem ao interior
Ontem, por esta hora, estava sentada no sofá da recepção do hotel Alto Lido, perto do Funchal, à espera do autocarro para o aeroporto. Cheguei a Lisboa por volta das 23 horas, depois de oito dias a conhecer um pouco da ilha da Madeira.
Durante oito dias muito podemos ver e pensar; durante oito dias muito podemos conhecer.
Durante estes oito dias fiz isso e talvez mais, passeando por localidades que me eram desconhecidas, por entre ruas estranhas e passando por casas que não estou habituada a ver. Para mim, isso são férias!
E portanto lá fui eu no carro alugado pelo meu pai, com a minha mãe ao meu lado e o meu irmão no lugar do "pendura", os quatro à aventura! Subimos e descemos montes, andámos por estradas com curvas e contra-curvas em toda a sua extensão, passámos por vilas e cidades que mudaram com o tempo.
Encontrei na Madeira um novo centro turístico com o seu desejo de desenvolvimento. Por onde andamos, novos empreendimentos são construídos nos pequenos sítios que ainda não estão ocupados pelo betão, as pequenas "praias" arranjadas pelos madeirenses multiplicam e os centros turísticos de há dezassete anos mudaram, estão diferentes.
Apesar de tudo isso, foi com alegria que vislumbrei pela primeira vez o típico carro do Monte ou as casas de Santana. Eles lá continuam, talvez agora com mais visibilidade, mas mantêm-se como sempre foram.
É bom ver que há coisas que não mudam, mesmo que os tempos andem para a frente.
Podia estar a desertar com uma imensidão de pensamentos que me chegaram ao avistar cada coisa; deixo apenas isto:
A beleza das paisagens madeirenses continua lá; apenas está escondida por detrás do cimento. Se procurarem bem, conseguem encontrá-la.
Felizmente eu consegui; olhei para lá das bonitas cidades, das praias engraçadas e do clima convidativo e vi uma Madeira que passa ao lado de muito olho.
Durante oito dias muito podemos ver e pensar; durante oito dias muito podemos conhecer.
Durante estes oito dias fiz isso e talvez mais, passeando por localidades que me eram desconhecidas, por entre ruas estranhas e passando por casas que não estou habituada a ver. Para mim, isso são férias!
E portanto lá fui eu no carro alugado pelo meu pai, com a minha mãe ao meu lado e o meu irmão no lugar do "pendura", os quatro à aventura! Subimos e descemos montes, andámos por estradas com curvas e contra-curvas em toda a sua extensão, passámos por vilas e cidades que mudaram com o tempo.
Encontrei na Madeira um novo centro turístico com o seu desejo de desenvolvimento. Por onde andamos, novos empreendimentos são construídos nos pequenos sítios que ainda não estão ocupados pelo betão, as pequenas "praias" arranjadas pelos madeirenses multiplicam e os centros turísticos de há dezassete anos mudaram, estão diferentes.
Apesar de tudo isso, foi com alegria que vislumbrei pela primeira vez o típico carro do Monte ou as casas de Santana. Eles lá continuam, talvez agora com mais visibilidade, mas mantêm-se como sempre foram.
É bom ver que há coisas que não mudam, mesmo que os tempos andem para a frente.
Podia estar a desertar com uma imensidão de pensamentos que me chegaram ao avistar cada coisa; deixo apenas isto:
A beleza das paisagens madeirenses continua lá; apenas está escondida por detrás do cimento. Se procurarem bem, conseguem encontrá-la.
Felizmente eu consegui; olhei para lá das bonitas cidades, das praias engraçadas e do clima convidativo e vi uma Madeira que passa ao lado de muito olho.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Ventania duradoura
O vento passa.
Leva consigo o sussurrar de mil vozes
de amantes separados,
de familias com saudades,
de despedidas inocentes.
Leva consigo os grãos de areia da praia,
dança com as folhas das árvores
e as flores do jardim
numa melodia que não aparenta acabar,
enquanto que as ondas esperam a sua vez de viajar
com o incansável companheiro.
Leva consigo memórias
que muitos tentam esquecer
murmuradas em preces desesperadas.
O vento passa.
Leva consigo a música dos corações
que batem como se não houvesse amanhã.
Leva consigo a amargura,
a alegria,
o ódio e a compaixão.
Leva consigo um pedaço de cada coisa
com que se depara.
Leva consigo um pouco de mim.
Leva consigo um pouco de ti.
Leva consigo o sussurrar de mil vozes
de amantes separados,
de familias com saudades,
de despedidas inocentes.
Leva consigo os grãos de areia da praia,
dança com as folhas das árvores
e as flores do jardim
numa melodia que não aparenta acabar,
enquanto que as ondas esperam a sua vez de viajar
com o incansável companheiro.
Leva consigo memórias
que muitos tentam esquecer
murmuradas em preces desesperadas.
O vento passa.
Leva consigo a música dos corações
que batem como se não houvesse amanhã.
Leva consigo a amargura,
a alegria,
o ódio e a compaixão.
Leva consigo um pedaço de cada coisa
com que se depara.
Leva consigo um pouco de mim.
Leva consigo um pouco de ti.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
"À noite na cidade, há sempre um sonho"
Não tenho luz na minha rua. Desde há cerca de quinze dias que todos os candeeiros estão apagados, deixando a rua às escuras, sem razão aparente.
Tem o seu lado mau, como é óbvio. É bastante desagradável chegar à rua e não conseguir ver nada, ou querer procurar as chaves dentro da mala e não conseguir, mas hoje reparei numa coisa (não, não vou dizer mal da companhia de electricidade que ainda não se decidiu a ligar as luzes).
Enquanto saía do carro, olho subitamente para o céu. Estranhamente, está muito estrelado. Já há uns dias atrás tinha visto as estrelas a brilharem por todo o lado, um acontecimento algo pouco comum, principalmente várias noites seguidas.
Foi aí que me apercebi do porquê de tantas estrelas poderem ser vistas durante as últimas noites: não há qualquer luz que impeça a chegada da luz das estrelas!
Lembrei-me então de um episódio dos "Simpsons", em que a Lisa, desejosa por ver as estrelas e a passagem de um cometa, decide fazer uma petição para apagar as luzes que impedem a população de ver o céu estrelado. A sua atitude, apesar de bem intencionada, acabou em desgraça (incrível como a falta de luz incita qualquer criminoso a cometer o seu crime), mas já na altura me pôs a pensar.
Quando olhamos para o céu, não há nada mais bonito que ver as estrelas e a lua. Faz-nos imaginar o que pode haver lá em cima, faz-nos sonhar com as pequenas luzes "way up high". De certa forma, a chegada de todas as luzes superficiais com que a electricidade nos presenteia pôs para segundo plano as pequenas luzes distantes, ou talvez mesmo para terceiro ou quarto.
Longe vão os tempos em que essas pequenas luzinhas eram companheiras permanentes durante a noite. Agora, vemos uma aqui, vemos outra ali, se tivermos sorte ainda vemos um pequeno aglomerado, mas nada mais que isso.
Sr. Edison, a culpa não é sua; a culpa não é de ninguém, mas também ninguém dá por falta da Mãe Natureza. A realidade é que, se também nós formos desligar as nossas luzes durante a noite, como Springfield fez, nenhum nós iría gostar da escuridão.
Tem o seu lado mau, como é óbvio. É bastante desagradável chegar à rua e não conseguir ver nada, ou querer procurar as chaves dentro da mala e não conseguir, mas hoje reparei numa coisa (não, não vou dizer mal da companhia de electricidade que ainda não se decidiu a ligar as luzes).
Enquanto saía do carro, olho subitamente para o céu. Estranhamente, está muito estrelado. Já há uns dias atrás tinha visto as estrelas a brilharem por todo o lado, um acontecimento algo pouco comum, principalmente várias noites seguidas.
Foi aí que me apercebi do porquê de tantas estrelas poderem ser vistas durante as últimas noites: não há qualquer luz que impeça a chegada da luz das estrelas!
Lembrei-me então de um episódio dos "Simpsons", em que a Lisa, desejosa por ver as estrelas e a passagem de um cometa, decide fazer uma petição para apagar as luzes que impedem a população de ver o céu estrelado. A sua atitude, apesar de bem intencionada, acabou em desgraça (incrível como a falta de luz incita qualquer criminoso a cometer o seu crime), mas já na altura me pôs a pensar.
Quando olhamos para o céu, não há nada mais bonito que ver as estrelas e a lua. Faz-nos imaginar o que pode haver lá em cima, faz-nos sonhar com as pequenas luzes "way up high". De certa forma, a chegada de todas as luzes superficiais com que a electricidade nos presenteia pôs para segundo plano as pequenas luzes distantes, ou talvez mesmo para terceiro ou quarto.
Longe vão os tempos em que essas pequenas luzinhas eram companheiras permanentes durante a noite. Agora, vemos uma aqui, vemos outra ali, se tivermos sorte ainda vemos um pequeno aglomerado, mas nada mais que isso.
Sr. Edison, a culpa não é sua; a culpa não é de ninguém, mas também ninguém dá por falta da Mãe Natureza. A realidade é que, se também nós formos desligar as nossas luzes durante a noite, como Springfield fez, nenhum nós iría gostar da escuridão.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Só preciso de uma mangueira
Passava eu por uma carro menos lavado quando vi a derradeira palavra escrita no vidro de trás. A verdadeira humilhação para o dono do dito carro!
Não há maior humilhação pública que a pequena palavra "Lava-me" (ou, como por vezes também é possível ver, "Lava-me porco") escrita nos vidros do carro. Para além de humilhante, é ainda repugnante, tanto pó que até dá para escrever, ou essa repugnância não passa de uma consequência da palavra lida?
O mais engraçado é quando, em vez das maldita expressão, ainda fazem desenhos. Há variados, mas gosto especialmente destes:
Pois nada como aproveitar-se da humilhação alheia para fazer a bela da publicidade (quem nunca o fez que atire a primeira pedra):
Não basta mostrar ao mundo uma imagem de pouco decoro/higiene no que toca ao nosso veículo, como ainda somos relembrados desse facto! Gostava de ver a cara de alguém que vê um consumidor a comprar este produto. Terá um daqueles olhares que diz: "Este vai levar "Alco"? Deve ser um daqueles porcos com o carro todo sujo"!
Pois eu acho que deve ser humilhante ver escrito num carro "Lava-me"! Uma coisa era ter o carro sujo mas ninguém reparar, outra é ter o carro sujo e ainda escreverem com a sujidade; é como uma seta de "neon" apontada para o carro, a mostrar a todos que não lavamos o nosso automóvel!
Como se sentirá o dono do dito veículo quando vislumbra no seu capot a expressão que todos devíamos temer? E quando é obrigado a comprar "Alco" publicamente para o lavar?
Mar e Terra
Sesimbra. Ainda hoje sinto um calorsinho no coração quando lá chego.
Recordo os momentos da infância em que passeava pela vila, com aquele seu cheiro a maresia característico, em que tomava banho naquele mar azul ou que comia o meu gelado na minha casa preferida!
Hoje, apenas pude passear pela areia e pelo mar. Mesmo assim soube bem, pude vislumbrar aqueles lugares que recordo na minha mente.
Acho que a barraquinha dos colares de conchas já lá não está. Novas lojas abriram, com as novas tendências (uma montra repleta de Hello Kittys!). Os restaurantes permanecem os mesmos e novos hotéis estão em construção. É uma área em ascensão, a minha Sesimbra, um novo ponto turístico!
Não perde o seu brilho; ainda o vejo e ainda o sinto. Caso contrário, deixaria de sentir aquele calorsinho que sinto de cada vez que por lá passo, basta ver a placa a indicar o caminho.
Memórias, não passam disso, mas gosto de recordar.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Dimensão mínima
Bem haja a noite de Verão. Bem hajam as noites de calor, com a brisa a passar, agradáveis, que dão gosto ficar cà fora.
Bem hajam as noites em que me deito na cadeira de baloiço com os headphoes nos ouvidos, sentindo as vozes e as notas a entrar na minha mente. Sabe bem, com a música presente e a visão das estrelas.
Bem hajam as noites de Verão, em que a noite é uma companheira desejada e agradável. Não é fria, é acolhedora e aconchegante.
Bem hajam as noites de Verão, o calor a brisa, a escuridão e a lua.
Um Bem haja à noite de Verão!
Bem hajam as noites em que me deito na cadeira de baloiço com os headphoes nos ouvidos, sentindo as vozes e as notas a entrar na minha mente. Sabe bem, com a música presente e a visão das estrelas.
Bem hajam as noites de Verão, em que a noite é uma companheira desejada e agradável. Não é fria, é acolhedora e aconchegante.
Bem hajam as noites de Verão, o calor a brisa, a escuridão e a lua.
Um Bem haja à noite de Verão!
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Dei por mim a pensar por que é que decidi escrever num blog... Não sei bem...
Estou rodeada por cadernos e caderninhos repletos de letras, palavras, frases interligadas. Tanto ouvi falar em blogs que me me apeteceu.
E vou deixando por aqui um pedaço de mim todas as vezes que escrevo, para alguém chegar e conhecer esse pedacinho.
Talvez tenha sentido necessidade de deixar de esconder os cadernos. É, deve ter sido isso.
Oh well, não que agora possa voltar atrás. Já aqui estou, levo as coisas até ao fim. Mas será que haverá um fim?
Não sei... O futuro o dirá.
Estou rodeada por cadernos e caderninhos repletos de letras, palavras, frases interligadas. Tanto ouvi falar em blogs que me me apeteceu.
E vou deixando por aqui um pedaço de mim todas as vezes que escrevo, para alguém chegar e conhecer esse pedacinho.
Talvez tenha sentido necessidade de deixar de esconder os cadernos. É, deve ter sido isso.
Oh well, não que agora possa voltar atrás. Já aqui estou, levo as coisas até ao fim. Mas será que haverá um fim?
Não sei... O futuro o dirá.
domingo, 27 de julho de 2008
O apogeu da tentação
Ontem, mais do que nos outros dias, passei uma tarde bastante pachorrenta. Tanto que, quando dei por mim, tinha adormecido!
Talvez por isso tenha querido dirigir-me ao Almada Forum com a minha irmã depois do jantar.
Os centros-comerciais não são propriamente o meu lugar preferido, mas quem não gosta da sua voltinha por entre infindáveis corredores com gente apressada aos encontrões e o som de milhares de vozes a comunicarem, já para não falar das lojas de um lado e do outro?
É debaixo do tecto destes edifícios que encontramos a supremacia do consumismo, com lojas de tudo e mais alguma coisa! É paragem obrigatória para a compra de qualquer produto, do mais selectivo e raro ao mais banal. Ontem, apeteceu-me ir, depois de uma tentativa falhada de apanhar ar puro, indo comer um gelado à Costa de Caparica. Então, deixei de lado a entrevista com o Jon Bon Jovi que estava a ler e entrei no carro.
Ahhh, o Centro Comercial!... Somos maravilhados com as suas luzes e magnificência, senti-mo-nos tentados a entrar e gastar (pormenor importante) em cada porta. Para além disso, é lugar prefeito para encontrar todo o tipo de pessoas, desde o "gajo normal" à famosa "tia de Cascais" (isto se a Luis Vitton da Av. da Liberdade ou a loja dos grandes estilistas estiverem fechadas), do "gótico" (peço desculpa, nos dias que correm acho que devo dizer "emo") ao "brother'sman" (?) (frequentador assíduo da Nike e afins).
Entrámos na Fnac que, apesar do seu teor do mais puro comercialismo, é a minha perdição, pois encontro todo um mundo que me fascina.
Fui dar o meu passeio da praxe por entre caminhos já conhecidos, mas o tempo não era muito. No entanto, foi o suficiente para encontrar aquele cd dos Bon Jovi, do John Lennon, dos Aerosmith e provavelmente de mais alguns que por mais que procurasse não encontrava em lugar nenhum! Raios, por que é que não tinha levado a carteira?!?!
Como eu, muitos procuravam os albuns de uma certa banda ou os livros de um certo autor mas conseguíam levar tudo numa mão até à caixa. Eu, provavelmente, precisaria de um cesto e de um crédito ilimitado! Sim confesso: no que toca às artes, sou uma consumidora nata!
Porque o consumismo toca a todos mas, como ainda não tenho o meu crédito ilimitado, vou deixando a carteira em casa.
Se ao menos tivesse levado uma nota... Sempre podia trazer aquele cd dos Bon Jovi... Tenho de lá ir esta semana!
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Se
"se" é a palavra mais terrível, mais angustiante da condição humana.(...) A realidade, porém, é só uma, as considerações sobre o que aconteceria "se" não passam de uma dolorosa fantasia a que nos entregamos quando queremos fugir dos fantasmas que nos perseguem ao longo da vida por causa das nossas decisões e das circunstâncias em que foram tomadas.José Rodrigues dos Santos, A Ilha das Trevas
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Lá vai mais um

Na continuação da saga José Rodrigues dos Santos, depois de ler "A Filha do Capitão", que tanto me deliciou, passei para "A Ilha das Trevas". Em férias tenho sempre um livro a acompanhar-me, ou, como acontece normalmente, mais do que um.
Não tivemos uma boa aproximação, eu e este romance, o primeiro do jornalista. De início estava a achá-lo bastante "chato", se me permitirem dizê-lo; uma discrição imensa dos acontecimentos que levaram à invasão indonésia em Timor-Leste. Não tinha pachorra! No entanto, dei-lhe uma segunda oportunidade e acabei por descobrir que há mais do que o puro relato de acontecimentos nestas páginas.
Foi durante a sua leitura que me deparei com uma realidade que, apesar de me ser conhecida, sempre tive a pequena esperança que não passasse de uma pequena fantasia, um pesadelo que nos ocultavam para não nos revoltarmos; não é bem assim.
Em pleno massacre em Timor-Leste, em 1992, com tropas indonésias a disparar e a matar civis apenas porque se manifestaram contra o governo, a Comunidade Europeia estava disposta a fazer um acordo com os países do Sudeste Asiático (onde se insere a Indonésia) que apenas lhe daria a oportunidade de ganhar milhões com a venda e compra de produtos desses países. O nosso governo opôs-se; estavam a fazer um acordo com um país que violava os direitos humanos descaradamente (se esta justificação era sentida ou não, o que interessa é que estavam contra)!
Fiquei chocada ao aperceber-me que realmente existem pessoas que fazem de tudo para ganhar dinheiro, mesmo que para isso tenham de vender armas a alguém que sabem estar a matar milhares de inocentes depois de defender esses mesmos direitos violados! Realmente, não é nada de novo. Todos nós temos noção que estes episódios acontecem, não foi este o primeiro nem será o último.
Este é mesmo um mundo capitalista, de interesses e, acima de tudo, hipócrita!
É de coragem enfrentar quem nos aparece superior, quem se mostra poderoso e sem medo. Somos uma ínfima gota perante um oceano inteiro, mas podemos vergá-lo até ser apenas mais uma gota (ambiciono um dia escrever um livro apenas com metáforas e possíveis aplicações e significados).
E assim espalho a minha indignação em corações alheios, se é que alguém lê estes devaneios. Devo ser mesmo uma pessoa infeliz com o que tem... Pobres a mal agradecidos, estes revolucionários!
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Abro asas e voo
Passo, ando, corro, salto. Sigo um caminho enquanto espero que a ferida sare.
Porque dizem que tudo passa com o tempo: um coração despedaçado, a saudade, a consciência de um erro.
Abro asas e tento voar para longe do olhar da culpa, ganhei forças para fugir do tormento permanente. O tempo atenua a dor, mas nunca com ela acaba.
Vejo um anjo que me acode na estranha noite em que tento despedir-me da alma negra que em mim habita. As suas asas batem mais forte que as minhas; a minha viagem, antes solitária, tem agora um amparo.
Não! Vou fazê-lo sozinho! Esta é a minha viagem, a minha dor, a minha ferida! Serei eu a voar, sem auxílio, apenas com o incentivo da minha mente desperta: "Vai, voa, que tudo acabará. O sono voltará, a noite calma, como a brisa a passar numa noite de Verão" .
O tempo sara a ferida, mas sou eu apagar a cicatriz.
Porque dizem que tudo passa com o tempo: um coração despedaçado, a saudade, a consciência de um erro.
Abro asas e tento voar para longe do olhar da culpa, ganhei forças para fugir do tormento permanente. O tempo atenua a dor, mas nunca com ela acaba.
Vejo um anjo que me acode na estranha noite em que tento despedir-me da alma negra que em mim habita. As suas asas batem mais forte que as minhas; a minha viagem, antes solitária, tem agora um amparo.
Não! Vou fazê-lo sozinho! Esta é a minha viagem, a minha dor, a minha ferida! Serei eu a voar, sem auxílio, apenas com o incentivo da minha mente desperta: "Vai, voa, que tudo acabará. O sono voltará, a noite calma, como a brisa a passar numa noite de Verão" .
O tempo sara a ferida, mas sou eu apagar a cicatriz.
sábado, 19 de julho de 2008
José
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utupia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre, você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho do mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utupia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre, você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho do mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 17 de julho de 2008
O que era?
Quantos homens passavam a vida a falar de heroísmo e a preparar-se para o grande teste e fraquejavam quando o momento chegava, enquanto outros, tímidos e calados, na hora das dificuldades tudo pareciam superar? O que era afinal a temeridade senão fingimento? O que era a coragem se não o medo de se ser considerado cobarde? O que era o heroísmo senão um acto resultante do medo social que se sobrepõe ao medo animal? E o que era a bravura senão um momento de pura loucura, um gesto insano feito para benefício alheio e prejuízo nosso?
José Rodrigues dos Santos, A Filha do Capitão
Subscrever:
Comentários (Atom)
