" Bird of prey flying high, take me on your flight "

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Vegetarianismo?

Estou seriamente a pensar tornar-me vegetariana!

Deparei-me com esta realidade quando tomei noção da hipocrisia que é não comer certas especies de peixe que estão sobreexploradas, dado o consumo desenfreado das mesmas, mas a carne, essa, continuo a comer, o que deve ser pior ainda! 
Não se trata de uma escolha ambientalista, apenas, daquelas que aqueles "doidos" que gostam da Terra fazem; é mesmo uma questão de saúde, de bem estar ético e necessidade de sentir-me bem com o que me rodeia.
Porque, para mim, o mal não é o consumo de carne, mas sim as acções realizadas para o podermos fazer. Nesta ânsia de ganhar dinheiro, agimos de tal maneira que não damos conta do quanto gastamos desnecessariamente, do sofrimento que produzimos e das consequências para a nossa própria saúde! O consumo de carne industrializada tem consequências para lá da imaginação, que vão bem longe da defesa dos direitos dos animais: todos os químicos ingeridos pelo animal para nosso belo prazer (e de quem o vende) gere problemas de saúde que julgamos desconectados da carne, como o cancro, por exemplo.

Mas isto de deixar de comer carne levanta uma quantidade de questões bastante pertinentes: então, e o peixe, deixamos de comer também? São animais igualmente. E, se assim for, o que como? Como vou alimentar-me? E deixar de comer ovos e leite e outros derivados, mesmo o fiambre? Vou alimentar-me somente de vegetais? Consigo assim ser alguém saudável?

Ando numa onda de pesquisa para poder responder a estas questões, e a outras com que me deparo. Sei que existem alguns alimentos substitutos, por exemplo soja (apesar da Amazónia estara ser destruída para dar lugar a plantações de soja) ou tofu. E tomei até conhecimento da existência de carne biológica, que é uma alternativa (mais cara, obviamente) à carne industrial e muito mais segura.

Debato-me então com esta minha resolução, digamos de ano novo (que está aí bem perto). E não é uma decisão que tomarei de ânimo leve: adoro o meu bifinho grelhado cheio de molho e muita batata frita! Um bom hamburguer às vezes nem calha mesmo nada mal... 

domingo, 27 de dezembro de 2009

E passou o Natal

Passou, depois de dias em que a euforia reinou.
Passou, como quem diz. Os centros comerciais continuam completamente cheios com quem pretende trocar as prendas, os cheques recebidos ou que apenas quer aproveitar os (exorbitantes) saldos.
Eu não me queixo, que não pretendo ir a um centro comercial nos próximos dias, a não ser para ir a um cinemazinho.

Por falar em cinema, sabem o que tenho a dizer acerca de New Moon, o grande blockbuster americano que segue Twilight? Desilusão. A sério, desilusão. Eu esperava algo melhor, agora com um novo realizador, que talvez tivesse aprendido com os erros da realizadora anterior. Mas não, ficou pior; ficou estranho; ficou... irreal. Ainda mais do que aquilo que é (que eu saiba ainda não há vampiros e lobisomens à solta, pelo menos para as minhas bandas)! Alguns planos podem ser interessantes, algumas abordagens, mas não, está longe de chegar perto da verdadera história - confesso-me uma fã da saga (pelo menos dos primeiros dois livros, ligeiramente do terceiro, e pouquíssimo do último); é muito mais profundo do que se julga, e horrível para adolescentes com uma mente já propícia a fantasias que tendem a não ser realizáveis.

Mas isto é outra história.

Agora, o que é mesmo fixe, mas mesmo fixe, é pretendo tornar-me uma condutora nos próximos meses. Assim, sei lá, daqui a uns quatro meses. Mais coisa menos coisa. Não que pretenda andar de carro para todos os lados - o carro do meu pai não é propriamente muito pouco gastador, e eu, para ter um carro, algo que vai demorar, tem de ser um híbrido - mas o poder conduzir dá sempre jeito.

E isto é ainda outra história.

Mas o Natal não deixa de ter passado, apesar das luzes continuarem a estar acessas, e eu continuar com a mesa dos doces de Natal posta na sala.
Mas passou, acabou, pelo menos um pouco daquela febre.

Agora vem a outra febre, a do fim de ano.
E depois, acaba. Espera-se durante 12 meses e volta tudo de novo.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Não podia deixar de colocar uma música natalícia este ano.
Como no Natal anterior coloquei a minha música de Natal preferida (Happy Christmas (war is over), de John Lennon), este ano decidi postar um pequeno guilty pleasure, daquelas músicas que apenas é giro ouvir. Não que seja totalmente de Natal, mas não há qualquer crise.


Mas como este ano eu quero ser boazinha, deixo duas em vez de apenas uma. E esta é mesmo boa


Curiosamente, ambas têm a participação do George Michael. Juro que não foi propositado!

sábado, 19 de dezembro de 2009

FINALMENTE!!!

FÉRIAAAAAAAAAAAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Sim, finalmente estou de férias! Descanso merecido, devo dizer.

Ahhhhhhhhh

domingo, 13 de dezembro de 2009

" The Boy In The Stripped Pajamas " (2008)


De: Mark Herman
Argumento: Mark Herman

Esta é a história de dois rapazes de 8 anos que se tornam amigos durante a II Guerra Mundial, com um único problema: um é judeu, Shmuel (Jack Scanlon), e está num campo de concentração no Norte da Alemanha; o outro é Bruno (Asa Butterfield), filho do militar alemão responsável pelo campo onde Shmuel é prisioneiro (David Thewlis). A sua amizade está barrada pelas grades que circundam o campo de concentração.

Numa primeira abordagem, este filme retrata perfeitamente, a meu ver, a realidade vivida durante a segunda Grande Guerra; desde a diferença entre as duas crianças - a inocência de uma e o crescimento permaturo de outra - ao alheamento da população alemã da realidade dos campos de concentração (muito verificada no papel de Vera Farmiga, como mãe de Bruno), à violência testemunhada nesta época e toda a concepção Nazi sobre a guerra e os judeus.
As minhas glândulas lacrimais não resistiram.

Este é, sem sombra de dúvidas, dos melhores filme de 2008!
Mark Herman faz um duplo trabalho de grande relevo, tanto na realização como no argumento, inocente e sério, como toda a história. Torna-se um argumento fácil de seguir, bem escrito, apesar da rápida evolução dos acontecimentos.
Tudo, desde a fotografia à banda-sonora, é delicioso! Relevo igualmente para a caracterização.
Mas como eu gosto mesmo é de me virar para a interpretação, devo dizer que nesta película temos exemplos de maravilhosas interpretações. E não me refiro apenas à dos experientes pais (Thewlis - actor que, por acaso, gosto imenso. E não, não é porque interpretou uma das minhas personagens mais queridas de Harry Potter - e Farmiga) e restantes, mas também com a revelação dos dois jovens que protagonizam o filme.
Cada uma das personagens da um encanto e realismo à película que o tornam ainda mais maravilhoso.

Como dá para ver, ando numa onda de filmes sobre esta época, com o Die Welle, e agora The Boy In The Stripped Pajamas. E este é mesmo bom!
Assim se vê como a amizade entre duas crianças ultrapassa qualquer barreira! Assim se vê como o egoísmo de uns leva à infelicidade de outros! Assim se vê como, apenas porque se pensavam superiores, uns tinham mais direito do que outros!
Sem querer contar o final desta maravilhosa história, por aqui se vê como a realidade apenas é vista nas piores circunstâncias.

O Espírito Natalício ataca!

Sim, ataca, forte e feio!
Por todo o lado, já vemos luzes e decorações que não passam despercebidas, verdes, vermelhos e dourados espalham-se pelas ruas e os centros comerciais começam a encher. Nada que não seja normal nesta altura do ano.

No Sábado à noite passeie-me pela Vila Natal, de Óbidos (adoro aquela terra!); nenhum lugar demonstra mais Espírito Natalício do que aquele!
De vez em quando lá nevava, espuma que saía de umas máquinas postas nos candeeiros; neve artificial por todos os cantos da cerca do castelo, decorações, casas do Pai Natal e sua mulher, brincadeiras para as crianças, sem esquecer as pistas de gelo e mini-pistas de trenós e esqui.
É giro. Os miúdos gostam de ver os bonecos de neve e de pedir as prendas ao Pai Natal que está lá, no quentinho, sentado, e de ver a neve que lhes cai em cima.
É giro ver aquelas luzes todas, os figurantes, e toda a alegria das crianças e adultos que se sentem crianças.

Não nego que adoro esta atmosfera, de ir ouvir as músicas de Natal em todo o lado, do chocolate quente quando está frio; é bom.
E naquele dia 24, sabe bem estar em casa com toda aquela gente a rodear-me.
Sabe bem ver a árvore de Natal iluminada (com luzes apagadas quando ninguém está em casa, de dia e quando dormimos, claro), as decorações e tudo o que implica.


E se querem pôr um estandarte com o menino Jesus à janela, estejam à vontade; também concordo que o Natal passou a ser época de consumismo, e não devia. Mas vamos ver uma coisa: cada um é livre de ver o Natal como bem entende; se alguém que não é cristão quer celebrar o Natal como dia de estar com a família, qual é o problema? Não esquecer que vivemos num país em que não temos de viver sobre as ideologias religiosas; não somos obrigados a celebrar o Natal cristão!



(e agora algo que não tem nada a ver: parece que o Berlusconi foi atacado por um cidadão insatisfeito. Bem, não sou adepta da violência, mas quando o povo se expressa, algum motivo tem...)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

NÃAO, TRISTE VERDADE!

Acabei de descobrir uma verdade que julgava conhecer há algum tempo, mas nunca tivera a coragem de verificar: uma das minhas séries preferidas, daquelas que comecei a ver e não queia outra coisa, que me levou a colocar uma imagem no meu blog, foi cancelada; The Riches FOI CANCELADO!

Já esperava. Quando comecei a perceber que a terceira temporada nunca mais aparecia na televisão e locais da Internet (não tenho culpa que tenhamos de esperar meses e meses para saber o que aconteceu), algo me dizia que alguma coisa não estava bem. Mas deixei a esperança acesa. E agora, quando me deu a coragem, aconteceu: foi oficialmente cancelado.

O pior nisto tudo não é o facto de uma das minhas series de eleição ter sido cancelada (o que, sim, é mau!); o que realmente importa é que têm esta mania de cancelar as series realmente boas! Só faltava agora cancelarem o Dexter (por favor, não!)!
Esta mania é realmente irritante. Bolas, gostava mesmo daquilo!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quando crescer quero ser deputada!

Pois é, descobri a minha verdadeira vocação: ser deputada! Pode ser de um qualquer partido, até dos Verdes (espera, esse se calhar é melhor não, que só há dois deputados e seria obrigada a falar), desde que pudesse ir para o Parlamento.
Aquilo é muito mais giro do que o que eu pensava. Para já, é muito moderno: num espaço tão pequeno - não, não é tão grande como parece na televisão - há, não um, mas dois painés electrónicos que servem apenas para contar o tempo que cada partido fala. E o que dizer dos computadores que saem da mesa, e dos teclados com rato touch? Assim se sabe que os nossos deputados, com o dinheiro dos nossos impostos, têm tudo o que é de bom.
Atenção que sou completamente a favor da modernização da Assembleia da República, mas era preciso algo tão elaborado?
Mas não deixa de ser um edifício bonito...

Bonito também é o trabalho do deputado. Uma sessão de Parlamento em Portugal é algo como isto:  deputado fala, expõe as suas ideias acerca do assunto do dia (naquele dia era debate extraordinário sobre o orçamento de Estado), e todos os outros brincam com os seus brinquedos favoritos. O deputado acaba, a palavra é dada ao próximo deputado, o orador anterior começa a brincar e ó seguinte deixa os brinquedos um bocado e fala, só porque sim. E o que são os brinquedos, perguntam? Bem, os brinquedos são os telemóveis, os computadores (o Facebook é tão conhecido que, ali ao pé de nós, estavam três a visitar os comentários!), ou mesmo andar de um lado para o outro a combinar, provavelmente, em almoço para pôr a conversa em dia.

Nada de mais, não é verdade? Tudo isto podia ser completamente compreensível, dado o número de horas que uma sessão pode demorar. No entanto, o que realmente acontece é que, cada uma daquelas pessoas que estavam a brincar, ou pura e simplesmente estavam a pensar na morte da bezerra, estão-se completamente a lixar para o que os outros estão para ali a dizer, falando rápido e no bom português!
Que desrespeito para com a nossa boa Nação e povo! É bom saber que elegemos aquela gente para legislar o nosso país, em plena troca de ideias, e essa mesma gente não quer saber do nosso voto e vontade e apenas não ouve, mostrando completo desinteresse no que se passa por esta bandas. A sua preocupação é desmanchar a credibilidade dos outros, é dizer mal apenas porque sim - sim, porque a partir do momento em que não ouvem o que os outros têm para dizer e mesmo assim criticam, é porque são mesmo mesquinhos!

Já era de esperar, dizem alguns.
Pois eu esperava um pouco mais de respeito e seriedade. É que não estamos ali a brincar; trata-se das leis do nosso país, de implicações nas nossas vidas e vivências! 
Era educativo uma visita a esta instituição, não só para ver como funciona o nosso regime, mas também para nos apercebermos do trabalho árduo dos nossos políticos. Devia ser obrigatório, digo eu.
Deve ser cansativo, passar uma manhã a falar e preparar um discurso para ler à tarde e ir embora, ou pura e simplesmente ficar ali a descontrair.

Depois admiram-se que a população perde confiança na Democracia...

 

O que se tem passado por aqui

Bem, como a minha única seguidora pode ter reparado, isto foi deixado um pouco ao abandono. Agora, vamos lá adivinhar porquê... *rufo dos tambores* exactamente, concorrente número um, a falta de tempo! 
Porque falta de tempo é chegar a casa às 20 horas, ter ainda que tomar banho e jantar, estudar para o teste de História que aí está à porta (por acaso já passou, mas pronto), fazer o trabalho de História para entregar dias depois e ainda conseguir preparar não uma, mas duas apresentações de inglês e actualizar os blogues das ditas disciplinas - talvez mais actuais que o meu verdadeiro e único blog, apesar de assinar com o mesmo nome nos três.

Passando esta fase de exposição pouco interessante, devo por a par a minha leitora das minhas vivências recentes, que não deixam de ter um quê de cómico.

Começo por uma visita à Assembleia da República, aquele bonito edifício - por acaso gostei muito da decoração -, para assistir a uma sessão do nosso não menos belo Parlamento. Ai que tarde tão bem passada.
Não estou a falar da chuva que apanhei do Rato até S.Bento, mas sim da sessão propriamente dita. Aquilo é mesmo giro. Mas vou desenvolver esta ideia num outro post. Merece.

Ando também numa de nostalgia de cada vez que saio da escola e passo por uma outra escola, que, só por acaso, foi o lugar onde conheci grandes amigos e que agora está completamente destruído, mas como esse até tem direito a fotografia, também vai ser desenvolvido mais à frente.

E se há outra coisa na qual me envolvi agora foi em passar música nos intervalos da escola, e debato-me coma inconstante insatisfação do público alvo: se passo isto, é porque não passo aquilo, se passo aquilo é porque não passo isto (vamos substituir o isto e aquilo por, sei lá, pop rasca tipo Lady Gaga e Rock como... Extreme, que me apetece agora e foram lá pedir um dia destes).
A existência de muitas estações de rádio torna-se inteligente, portanto. 

Uma outra coisa muito engraçada onde agora passo o meu tempo (já referi que não tenho vida social?) é no Facebook.
Aderi recentemente à febre facebookiana, e pelos vistos não fui a única, que já andei a ensinar o meu professor de Sociologia a mexer no sítio.
Mas aquilo é giro. Posso dizer agora que, se fosse uma história de amor seria a de Ron e Hermione, do Harry Potter (mesmo a propósito), se fosse uma música seria a Even Flow dos Pearl Jam e, entre tantas outras coisas, se tivesse de casar com uma personagem interpretada pelo Johnny Depp seria o Roux, de Chocolat. Ah, e já vou no nível 18 do Farmville!


E basicamente a minha existência nestes últimos dias tem sido preenchida por aquela sensação 
de querer fazer tudo e não poder fazer nada, porque tem muito que fazer.
Nem o Harry Potter, que devia ser lido, no máximo, de uma livro por semana, está a ser levado tão a sério como queria.
É que desde que fui a uma palestra com uma das tradutoras das aventuras de Harry Potter e descobri coisas que não fazia a ideia que existiam que aquela minha paixão pela saga se reacendeu.
Na verdade, a paixão já estava acesa havia algum tempo, mas a minha cromisse só agora se deu ao trabalho de reler toda a saga. E está a ser tão bom... Agora, tudo é Harry Potter. Até já completei a minha colecção de DVD's!


É verdade... sou uma croma sem nada que fazer da vida... E mesmo assim afirmo não ter tempo para nada!

sábado, 21 de novembro de 2009

Conspiração?



Nãaao, alguma vez os grandes senhores deste mundo seriam capazes de tal coisa??

Isso é tudo mito! É como o aquecimento global!

Atentar às palavras desta senhora, agora ironia free; atentar bem e abrir os olhos para todas as mentiras que nos são ditas todos os dias...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não resisti



OUVIR, VER, E PENSAR.

domingo, 15 de novembro de 2009

" Die Welle " (2008)


De: Dennis Gansel
Argumento: Dennis Gansel

O professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) é o professor que todos os alunos gostavam de ter. Certo de que, na semana de projectos, lhe seria entregue a turma onde seria leccionada a anarquia, vê os seus planos mudarem quando a directora decide dar-lhe a turma da autocracia, tomando desde o início uma nova atitude: através de uma experiência, tenta demonstrar ao seus alunos se uma ditadura seria, ou não, possível, na Alemanha uma vez mais.
Baseado numa experiência realizada na California, Estados Unidos da América, Die Welle, um sucesso de bilheteiras na Alemanha, mostra uma realidade que pensamos bem diferente.

O tema, já por si, chama-me de imediato.
Não tinha conhecimento deste filme, até ao momento em que o meu colega de projecto de inglês (cujo tema se assemelha muito ao tema do filme) mo divulgou e, numa de pesquisar para esse mesmo projecto, decidi ver. E foi uma das minhas melhores decisões em termos cinematográficos!

Para já, toda a interpretação é excelente! Desde à figura do professor Wenger - interpretado por Vogel - aos alunos que se vêm a seguir um regime fascista sem se aperceberem dão um realismo ao filme que deve ser sempre testemunhado; uma atenção especial para Frederick Lau, que interpreta Tim, um jovem que fica demasiado apegado ao movimento.
Para lém da interpretação, todo o conjunto do filme mostra esta tal realidade que não julgamos possível, fazendo do filme um quase documentário, mas que não chega a ser tão descritivo.
Conseguimos perceber a maneira como os alemães lidam com o fascismo, e aprendemos uma valiosa lição.

Na verdade, não sei o que dizer sobre este magnífico espécime da espécie dos filmes, mas penso que tem de ser divulgado por toda a blogosfera. Como sei que estes devaneios não devem chegar muito longe, ao menos divulgo à meia dúzia de pessoas que ainda aqui vem.
Adorei, com todo o meu ser. E aconselho vivamente!

Eu já falei do incómodo da chuva?

A sério, eu gosto muito de chuva! Sou uma pessoa que adora chuva, considero-a muito importante para o sector agrícola e que mais, mas desde o momento que eu esteja dentro de casa, enroladinha no meu cobertor e com uma caneca de chocolate quente na mão.
A chuvinha molha parvos não me incomoda; às vezes até é engraçado passear quando chove, sem chapéu; é bonito. Agora, quando se decide chover a cântaros, mesmo daquela chuva que molha até ao osso mais ínfimo do corpo, que entranha o frio mesmo cá dentro, que passa pelas botas mais resistentes, ainda por cima quando o chapéu de chuva não é suficiente para proteger, santa paciência!
É nessas alturas em que gostava de ficarem casa de cada vez que chove. Apanhar o autocarro com este tempo, ou pura e simplesmente andar na rua, é o cabo dos trabalhos!

Eu juro que gosto do Inverno, deste tempo assim, mas não quando estou a sair de casa! É que, epá, é incómodo. Apenas isso.

O Tuga é que sabe!

Passei a adorar ir a jogos da selecção. A sério! É de um primor assistir a tanto patriotismo...
Eu sei, eu sei, já vim para aqui debitar esta realidade bem portuguesa de que "o país é a equipa de futebol" muitas vezes, mas só ontém me dei conta da verdadeira dimensão da coisa.

Fui assistir ao jogo da nossa selecção com a Bósnia para o apuramento do Mundial 2010. Foi bonito, tirando a parte em que o jogo em si foi uma autêntica tristeza, mas isso é material para outro post!
O que me surpreendeu realmente foi todo aquele patriotismo e amor pelo país, porque o nosso país é o maior... a jogar futebol (e, mesmo assim, nem isso anda a fazer muito bem)!
As bandeiras (que devem ser apenas utilzadas para esse feito) saíram dos armários e esvoaçavam por todos os cantos do Estádio da Luz, juntamente com cachecóis e camisolas. Eu própria tenho um cachecol que levei com todo o gosto, exactamente para não ter que achincalhar um símbolo nacional, como é a bela Bandeira Portuguesa!
E sim, ouvir o nosso hino num estádio com cerca de 60 mil pessoas é deveras arrepiante; ao menos o hino não é abanado de cada vez que se marca um golo, ou quando o animador pede pelo microfone!

O mais giro é ver o português que, com a sua cerveja numa mão, bifana na outra (muito boa, devo acrescentar), apoia a selecção de uma maneira que até dá gosto! Quando o jogo acaba, e já no conforto do lar, esse mesmo português, a ver o telejornal, talvez com cerveja igualmente na mão, diz mal da Nação até mais não!

A beleza de um jogo da selecção é que é a única coisa que nos torna numa Nação; em todas as outras ocasiões seremos sempre cidadãos no mesmo país e parte da mesma cultura...

sábado, 14 de novembro de 2009

Bon Jovi e a sua veia social

Comprei o novo album da banda norte-america Bon Jovi (sim, comprei, numa loja), e para além de umas músicas que tocam a um nível mais pessoal, houve uma que me apanhou logoquando tive oportunidade de ler a sua letra:

Dateline early sunday morning
Shots ring out without a warning
No one seems to even blink in this town
Two dead and a baby missing
Sirens screaming in the distance
A mother pleading bring my baby home now

For the pink slip of an suv
A night cut down with tragedy
His defense another generation breakdown

Yeah, Yeah

What is the distance between a bullet and a gun
God are you listning
Or have you just given up

Yeah, Yeah
Yeah, yeah

Corporate countries go to war
Behind the lies they're fighting for
And black gold from an old king's soul won his round
How can someone take a life
In the name of god and say it's right
How does money lead to greed
When there's still hungry mouths to feed

Yeah, Yeah

What is the distance between a bullet and a gun
God are you listning
Or have you just given up

We need forgiveness
We all need a lot of love....

We need some hope
We need it now
A little faith man help me out
I'll learn to pray
But it's too late now

Yeah, Yeah

What is the distance between a bullet and a gun
God are you listening
Or have you just given up

What is the distance between a bullet and a gun
We need forgivness
We all need a lot of love...
A lot of love...


É ou não é vedade?

And so it ended...

O muro de Berlim caiu há 20 anos. 20 anos é muito tempo...

É interessante ver como cada um reage a esta queda, tão simbólica para todo o Mundo. Porque o muro não dividia apenas Berlim, mas todo um Mundo em conflito político!
No entanto, uns mostram-se super felizes com a sua queda, outras dizem que choraram quando souberam da notícia. Quem pode julgar estes últimos? Não é bom ter o Mundo dividido, uma guerra fria, e tanta discriminação? Eu adoro!
Mas convenhemos, o muro físico já lá não está, mas a população de Berlim ainda o vê ali, bem construído. Basta ver nas imensas diferenças que há na vida do lado ocidente e do lado oriente. Reparem, ainda dividem o espaço!

Desviando-me um pouco do tópico, e mesmo não me apetecendo falar muito de política hoje, mas há que dizer algo: meus amigos, O COMUNISMO NUNCA FOI IMPLEMENTADO VERDADEIRAMENTE NO MUNDO! Qual União Soviética, qual Cuba, qual China! A DITADURA DO PROLETARIADO É UM ESTADO TRANSITÓRIO, NÃO PERMANENTE! Ora vejamos, o Estaline deixou-se ficar num regime opressivo... O Fidel também... O Mao também... ENTÃO COMO É QUE HOUVE COMUNISMO??
Apesar de me afirmar de esquerda, não me identifico com nenhum partido em especial, mas mesmo não sendo comunista, não posso de almejar um pouco à sua utopia de uma sociedade sem classes. E, a verdade, é que nunca houve ninguém que tivesse a vontade de realmente tentar, à excepção de Lenine, que morreu antes de poder pôr toda a sua ideologia em prática.

Mas o meu blog de História não é este, por isso aqui me calo, aqui me silencio, e espero que da proxima vez esteja menos política e com mais calma.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um pequeno apontamento



E cada vez mais fico com a impressão que há gente que não devia morrer. É crime sequer pensar na possibilidade do falecimento!

sábado, 31 de outubro de 2009

Ode aos Optimus Secret Shows

Oh Optimus Secret Shows!
Que maravilhosos que são,
Tão belos e singelos,
Que sentida emoção!

Oh Optimus Secret Shows!
Que oportunidade dada
para ver sem pagar
banda que nos dá tal alegria.

Por isso deixamos de lado
o cd não dado
ou o meet and greet injustamente perdido,
e as figuras que em nada deram.

Oh Optimus Secret Shows!
Vamos pensar no momento bem passado
a ouvir tais canções
Sem pesar no meu bolso
o preço do bilhete.

Oh Optimus Secret Shows!
Que belo projecto, 
que belas bandas,
que belas emoções!

Oh Optimus Secret Shows,
obrigada pelo concerto
e cada momento
ao som de Pontos Negros
e MANDO DIAO!

Obrigada.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

VH1, literalmente

Hoje, a minha tarde foi passada com a televisão sintonizada no VH1, o canal de música, que na maior parte das vezes passa músicas que têm mais alguns aninhos, enquanto passa também as deste século.
Para mostrar como o panorama musical é genialmente bom (reparem no trato irónico, por favor), a mesma música/artista, no espaço de 3 horas, é passada mais do que uma vez, e não vou falar aqui em género musical, que isso então varia apenas de meia em meia hora!
Agora, pergunto-me o porquê de tamanha repetição: será mesmo a deprimência musical, ou não têm mais na base de dados? É que o que não falta é oferta - mesmo que seja tudo do mesmo!

É uma pena... a música é uma arte tão bela... 

domingo, 25 de outubro de 2009

O que se ouve por aqui


Maybe Just Sad - Mando Diao

Se tudo correr bem, na próxima sexta, lá estarei para ver MANDO DIAO AO VIVO!

Agora, esta música... algo de mais.

sábado, 24 de outubro de 2009

Civilizados somos todos

Hoje decidi ir ao lançamento do novo livro do José Rodrigues dos Santos, Fúria Divina, no Colombo. Sou admiradora do jornalista/escritor/professor (A Filha do Capitão é dos meus livros predilectos), e não deixei escapar a oportunidade de o conhecer.
Foi uma experiência interessante.

A sessão começava às 17.00 horas, eu cheguei uma hora antes. Nada de mais.
Pouco tempo depois, comecei a aperceber-me de que a "entrada", ou a fila para a sessão de autógrafos posterior, iría ser algo parecido com um dia de concerto de 30 Seconds To Mars ou Tokio Hotel no Pavilhão Atlântico: fãs acérrimos do escritor, ansiosos por um vislumbre do admirado e duas palavras simpáticas, começavam a empurrar para ficar à entrada do corredor, a tentar entrar quando não deviam e por aí além. Mas não acabou aqui.
Ora, a sessão começou. Umas apresentações de convidados, do próprio escritor (que fala muito bem, devo acrescentar), e a multidão a continuar a crescer. E a crescer. E a crescer. E a crescer. E os empurrões a aumentar. A aumentar. A aumentar.
E tudo passou.
A sessão de apresentação entretanto acabou e ía começar os autógrafos. No entanto, a apresentadora teve o cuidado de avisar os leitores de que, antes da sessão de autógrafos, 15 minutos íam ser dedicados à imprensa. O que é que se sucedeu? A multidão não ouviu, ou fingiu não ouvir, ou percebeu mal, e começou a avançar para a mesa dedicada ao efeito. E a avançar. E a avançar. E a avançar.

Conclusão: a fila indiana não aconteceu, e quem estava ali à horas ficou a meio ou quase no final da fila - só a senhora que estava atrás de mim estava ali desde as 14.00 horas! Eu fiquei a meio, entre gente que parecia não acabar, como numa lata de sardinhas; aquelas horas passadas no Coliseu no dia do concerto dos 30 Seconds To Mars foram recordadas, num constante dejá vu.
Eu deixei-me ir; os empurrões e as pessoas com a mania que são espertas não me afectaram. Muito pelo contrário: senti-me muito bem comigo mesma, sabendo que tenho a paciência e que sou civilizada o suficiente para me comportar educadamente numa fila daquela envergadura. Depois de quase 45 minutos à espera, cheguei à mesa e pedi a assinatura, não sem antes deixar passar a bem disposta senhora que estava há tanto tempo à espera...

Percebi que afinal não são só os jovens com a líbido exaltada que se comportam de uma maneira muito pouco civilizada; é toda uma população que pensa que tudo tem de ser à sua maneira.
Enfim...


Entretanto, os parabéns a José Rodrigues dos Santos. O seu discurso foi bastante interessante, e a história também não lhe fica atrás. Mesmo que não interrompa a minha repetição da saga Harry Potter (deu-me uma vontade enorme de reler estes livros), vou andar com uma curiosidade enorme!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

350



Deparei-me com este video, e de uma maneira tão simples, diz tudo.

Mas eu sou só uma pseudo-ecologista, porque o aquecimento global é um mito.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Sonho

Os olhos incham, e dá aquela vontade de gritar que vem de dentro, e dentro morre.
Não, não sei o que é. Na verdade, não sei se é alguma coisa.
Não tenho ideias que possam alguma vez explicar esta sensação e vontade inexplicáveis que pura e simplesmente me arrebatam, e me deixam assim, sem saber onde vou, para que vou, o que faço e para que o faço.
Já nem vontade tenho de escrever as palavras que aqui debito.

Tenho apenas sono. Uma vontade enorme de me deitar no meio dos lençois e refugiar-me num lugar realmente irreal. Já nem me dá alento o livro onde me permito fantasiar.
Apenas quero dormir. E enquanto não posso, mantenho-me em frente de um computador e de um caderno onde tenho de fazer o que me pedem, escrever o que me pedem,

Tenho apenas sono. A única coisa que me alenta é a necessidade de descansar.
Preciso apenas de descansar.

domingo, 18 de outubro de 2009

At last!

Sim, conseguimos! A Lista Omega conseguiu vencer as eleições para a Associação de Estudantes!
Devo dizer que foram três dias de campanha bastante interessants e cansativos, com um dia de eleições que me deixou a roer unhas até às 18 horas e 30 minutos, altura em que recebi uma mensagem a dizer «GANHÁMOS COM MAIORIA ABSOLUTA» (no meio de uma festa de aniversário, com os pais a pensarem que devia estar meio doida por me estar a rir sozinha para o telemóvel).
Mas valeu a pena, e a todos que acreditaram em nós ao ponto de nos concederem o seu voto, não se vão arrepender dessa decisão!
Devo confessar que me deu um grande gozo esta vitória, para além de querer tornar melhor a comunidade escolar. Tanta gente que deve ter ficado com uma cabeça tãaaaaao grande... - eu sei que é má esta atitude, mas não consigo resistir. Bad, bad girl...

Enfim, agora começa o verdadeiro trabalho...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tardes como estas é que é!

Ora, a tarde começou com um belo debate entre as 3 listas concorrentes à Associação de Estudantes.
Começou bem, devo dizer; pela parte que nos toca, a nós, lista Omega, correu muito bem, com respostas prontas e até algumas que destronaram quem se julgava no trono dos argumentos!
Até gostei de ver aquela competitividade toda, que chega a ser tão cómico de ver, com caras vermelhas de tanto gritar "TOMAAAAA!", quando não havia qualquer necessidade. Mas cada um sabe da sua saúde, e se têm capacidade vocal para tanto, muito bem.

Depois deste começo, acabou ainda melhor!
Já tinha mencionado a entrevista com o Nuno Markl que estava a preparar - óptimo fim de tarde!
Confesso que estava a tremer que nem varas verdes quando me encontrei pela primeira vez com o nosso convidado, mas depressa passou. E a entrevista, penso que tenha corrido bem (pelo menos, todos assim o disseram); tivemos até direito à já famosa imitação da orca!

Mas a cereja no topo do bolo foi a visita posterior pela escola, onde podemos fazer mais umas perguntas.

Foi, realmente, um dia bom!

domingo, 11 de outubro de 2009

Não há... tempo para tudo

Eu sei. Eu sei que estou em falta. Eu sei que deixei aquelas críticas completamente descabidas para trás e dei lugar ao cinema. Eu sei tudo isso. E por muito que saiba (pedindo desculpa por isso), nada mais posso fazer.
É que estes primeiros tempos de regresso à rotina (isto demora uns 2 meses, para mais e não para menos) anda tudo muito à nora! Ando em tentativas de manter os meus estudos a par da matéria leccionada, e, louca como sou, ainda me fui meter numa das listas concorrentes à Associação de Estudantes (com campanhas aí à porta).

E se nunca concorreram a uma Associação de Estudantes, é algo que vos aconselho. Aquele mau ambiente que existe entre concorrentes imaturos... UI, uma beleza!
Devo dizer que há gente que ainda me faz rir todos os dias, quando eu pensava já que era impossível. E não se amedrontem os políticos de hoje: é que os políticos de amanhã serão o vosso orgulho; começam logo numas eleições como estas a atacar os adversários, e até a enganar os eleitores, com publicidade enganosa! Querem melhores sucessores? Eu estaría feliz...
É tudo muito bonito, quando o fazemos bonito. Mas eu este ano fiz uma revolução no meu interior, e prometi a mim mesma que manteria uma posição neutra, como a Suiça; que façam e digam o que bem entenderem, eu fico onde estou  deixo-vos falar e dizer o que quiserem. Mas está a ser tão difícil - sempre fui uma pessoa com um temperamento assim para o exaltado -...
E lá aceitei passar música nos intervalos, caso a nossa bela lista ganhe (que, andam por lá a espalhar, são uns dreads, uns bassofes. Mas não se preocupem, eles - os outros -  são responsáveis).

Para além de toda esta intriga que me ocupa batante tempo (vou ter tantas rugas provocadas pelo riso...), da matéria escolar e do trabalho no tempo livre com as crianças (tenho de arranjar dinheiro em algum sítio), ainda tenho de preparar uma entrevista ao Nuno Markl - sim, O Nuno Markl - de 15 minutos! Nada de mais... O entusiasmo está a dar lugar ao nervosismo, mas tudo há-de passar.

Mas prometo que vou dar mais atenção aqui ao sítio. Pelo menos, depois destas eleições estudantis.

Os Nobels já não são o que eram

Ouvi dizer por aí, neste meio tão abrangente que é a Internet, que Barack Obama ganhou o Prémio Nobel da Paz.

Bem, quando Obama ganhou as eleições presidenciais nos Estados Unidos da América, eu fiquei até contente (qualquer coisa seria melhor que Bush, mas entre as escolhas, viesse o Barack!)! Algures neste tasco podemos encontrar, mesmo, o discurso de Obama, felicitando o mesmo pela vitória.
Mas tudo o que é demais, enjoa, como diz o povo. E pouco tempo depois, a onda Barack Obama estava já a ser mais do que tudo o que o senhor merecia.
Acontece que tomei conhecimento de certos aspectos da política obamiana que desconhecia, aspectos esses que me revoltaram profundamente. (gostava de me explicar melhor, mas o meu tempo não é tanto quanto eu queria, por isso prometo uma maior clareza para breve).

E veêm dizer que o senhor é o Salvador, não da Pátria, mas do mundo!
Dessem o Nobel ao Bono outra vez, estava melhor dado.
É só uma maneira de responder à globalizada imagem de bom samaritano de Obama. Uma resposta à marca, nada mais.
O júri já foi mais sábio...

sábado, 10 de outubro de 2009

Chega 2010


Por favor, chega depressa!

domingo, 4 de outubro de 2009

Beleza


Sabe bem ligar a televisão e dar de caras com tão bonito filme. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

" Inglorious Basterds " (2009)


De: Quentin Tarantino
Argumento: Quentin Tarantino

Na França ocupada pela Alemanha, em plena 2ª Guerra Mundial, temos uma judia que finge não o ser à espera de vingança, uma actriz alemã espia dos ingleses, um coronel temido pelos judeus e um grupo de soldados americanos com uma única missão: matar nazis.

Finalmente! Depois de muito esperar, valeu a pena, porque Inglorious Basterds é obra-prima!
Por muitas críticas que tenham sido feitas ao filme aqui por terras lusas, nada interessa quando saímos do cinema e ficamos com uma vontade enorme de recapitular todas as cenas, falando desta e daquela, recordando este e aquele momento.

Inglorious Basterds tem momentos hilariantes, e outros que nos fazem ficar a olhar de boca aberta para o ecrã de tão magníficos que são.
Tarantino, seja no argumento, seja na direcção da película, vê-se bem que teve gosto e gozo em fazê-lo, e isso é que é preciso. Existem momentos tipicamente tarantinianos (adoro aquelas voltas no tempo), e planos absolutamente fantásticos! Já para não falar no realismo da realidade de guerra: foge do clichê dos filmes de guerra passados na Alemanha com gente a falar inglês; ali, o alemão fala alemão, o francês fala francês e o inglês fala inglês, e assim deve ser.
A fotografia e a banda sonora são de louvar igualmente, certas em cada momento.

Quanto às interpretações, que hei-de dizer? Todas as interpretações são dignas de realçar, mas sem dúvida que há que destacar Brad Pitt com o seu Aldo Raine, capitão dos Basterds, Mélanie Laurent (Shoshana, a judia francesa, num excelente papel), Eli Roth (como um dos Basterds, Donny Donowitz) e até Diane Kruger, com a sua actriz alemã muito bem interpretada. Mas o maior destaque de todos é sem dúvida para Christoph Waltz - o Coronel Hans Landa, aka "Caçador de Judeus" - , com um papel absolutamente estrondoso!
Todos eles se ligam, e todos eles nos deixam com "água na boca", e quem diz estes diz todos os outros.

É, sem dúvida, um filme para ver e rever, e rever novamente.
Uma nota: as últimas cenas e o destino de Hitler... absolutamente de génio!

domingo, 27 de setembro de 2009

O inferno treme

Tudo tremeu.
Tudo tremeu quando 43 mil pares de pés começaram a bater no chão, quando 43 mil pares de mãos começaram a bater palmas.
A expectativa era demasiada; todas as 43 mil pessoas ansiavam que aquele fosse o momento de se levantarem num pulo, com braços no ar e gargantas a arranhar.
A frustração e ansiedade foram constantes até chegar o minuto em que tudo tremeu quando 43 mil vozes se ergueram e proferiram uma só palavra: Golo.
Durante 90 minutos, cinco vezes as 43 mil vozes se ergueram, e nessas cinco vezes tudo tremeu. E tremeu ainda quando todo proferiram os cânticos preferidos, elevando a moral de quem nos faz tremer.
E tudo o que me rodeava era vermelho e branco, num autêntico inferno de Luz. Tudo,menos o verde relvado em que rebolava a bola.
O calor humano não se explica, sente-se.

(a minha tentativa de tornar um jogo de futebol poético. Apesar de me insurgir contra a elevada importância que o futebol tem no país, um jogo no estádio é para mim pura terapia, tal como um concerto - para além de esquecer tudo, ainda tenho oportunidade de deitar para o árbitro as minhas frustrações e ficar rouca para não dizer o que não devo)

Era uma vez a triste realidade humana

Era uma vez um planeta habitado por dois tipos de pessoas: uns que tinham tudo aquilo que necessitavam para conseguir sobreviver, como um prato de comida, e outros que pouco ou nada tinham, chegando mesmo alguns a morrer devido à falta de alimentos.
Um dia, os que estavam fortes repararam que o preço do leite que produziam com a ajuda das suas vacas começou a descer, a descer, a descer, e não gostaram de saber; tinham tanto leite e ninguém a comprava, que tinham de baixar o preço. "Ora", pensaram eles, "se o preço é tão baixo não ganhamos nada, temos de fazer com que o preço suba outra vez, porque precisamos de muitos alimentos para ter força para trabalhar".
Mas tinham um problema: o que é que íam fazer com todo aquele leite que ninguém bebia? Era preciso pô-lo em algum lugar, ou dá-lo a alguém, para que os preços pudessem subir. Como é que o faríamos?
"Fácil!", alguém pensou. "Que tal enchermos os camiões com o leite e começarmos a deitá-lo fora enquanto andamos? Assim o leite vai para a terra e os preços voltam a subir". Que optima ideia pensaram todos que era!...
E assim o fizeram: pegaram no leite e deixaram-no escorrer, algum até para certas colheitas de alimentos. O leite já era menos e os preços subiram.
Durante o tempo em que os mais fortes deitavam fora leite e estragavam outros alimentos, os mais fracos continuavam fracos, tão fracos que não conseguiam trabalhar para arranjar comida para ficarem fortes e, quem sabe, ajudar a produzir o leite.
Mas, sejamos realistas: não é bem mais fácil mandar fora uma fonte importante de nutrientes do que dar a quem precisa? Vamos trabalhar sem receber, é? Ninguém gosta de trabalhar de borla...

domingo, 20 de setembro de 2009

« Dance with me »



É amor. Defenitivamente.




Mais vale descobri-los tarde do que nunca.
Adeus, do fundo do coração.

sábado, 19 de setembro de 2009

Música orgásmica



Juntamente com ele, vem um CD/DVD da digressão de Grace.
Puro orgasmo musical.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Esmiuça, que esmiuças bem

Já está no ar o 3º episódio daquele já mítico programa Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios.
José Sócrates e Manuela Ferreira Leite já foram, Paulo Portas está lá de momento. Ricardo Araújo Pereira tem um encanto... encantado. Ironia sistemática, as perguntas que levam os candidatos a levar às mãos à cabeça, seja pelo seu grau de idiotice, seja por tocarem bem na ferida.

E Jon Stewart, se visse este programa, devia sentir-se orgulhoso. Apesar de não saber se foi realmente fonte de inspiração o programa Daily Show, apresentado por este senhor (que passa na Sic Radical), o formato é deveras semelhante: um programa político, com os seus convidados. O nosso, calhando em altura de eleições, centra-se nos candidatos, enquanto que o americano convida as mais variadas pessoas.
E os Gato fazem bem o seu trabalho.

Eu, como fã incondicional do grupo, não perco um destes esmiuçansos. E amanhã vai ser o Louçã.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Deu Curto Circuito

Todos os dias, de segunda a sexta, com horário variado: fosse às quatro, às quatro e meia, durásse três horas ou apenas duas e meia, mas estava lá.
As caras atrás do balcão, ou mesa, também variaram. Já não me lembro de quantas pessoas ali vi, umas que marcaram mais do que outras, mas foram algumas.
Os episódios assistidos também foram alguns, mas todos eles memoráveis.
Sim, o Curto Circuito, aquele programa que passa na Sic Radical, ainda me preenche as tardes. E não, não é a mesma coisa; é diferente, mas igual.
Lembro-me de ver a minha irmã a assistir, ainda eu não tinha idade para perceber o que ali se passava. Lembro-me de começar a ver com a minha irmã, mas o interesse já era maioritariamente meu. Agora, lembro-me de ver com o meu irmão.
Não assisti ao início, mas, de certa forma, também eu cresci a assistir a míticos episódios. Não sou do tempo do Rui Unas ou Rita Mendes, mas não é preciso para sentir que passei metade da minha vida a passar as tardes em frente da televisão.
Durante muito tempo acalentei a fantasia (e ainda a tenho, admito) de ser eu em frente às câmaras, atrás do balcão, a pegar no boneco amarelo e a atender chamadas; a entrar em brincadeiras com apresentadores e até com o Xavier.

Durante este último mês, tive um glance de como era há dez anos atrás, quando apenas via a minha irmã a ver.
Na realidade, está na mesma. Apesar das novas caras - não as mesmas, novas - não consigo negar que o Curto Circuito continua a ser um programa como não há igual.
E, quem sabe, não estarei lá um dia.

Por agora, parabéns CC, e obrigada! Um bem-haja!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Campanha regresso às aulas

Que bem que soube levantar-me cedo, sabendo que ía para a escola.
Estavam lá todos: as pessoas que me acompanham nas aulas, os empregados, professores, colegas estudantes...
Soube bem sentir aquela sensação de voltar aquela instituição de ensino,onde vou aumentar os meus conhecimentos, e onde dou de caras com algumas das coisas que mais abomino.
Ai! Soube tão bem dizer a todos "Até amanhã", porque amanhã levamos livros, cadernos e canetas para começarmos bem este ano que chegou.
Nada me sabe tão bem!


Ironia em alta...

O que se ouve por aqui



Já cá canta a reedição disto:

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

" Lágrima de Preta "

Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lagrima
para analisar.

Recolhi uma lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha o ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
os bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio
experimentei a lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio,
água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

Azul quietante

Silêncio. Só. Debaixo de água, apenas isso.
O corpo flutuante prende-se por baixo da superfície, onde nada existe para além da solidão.
O barulho é inexistente. Ali, não há preocupações; apenas calma, sossego.
Sob a superfície da água se mantém, sustendo a respiração, apreciando aqueles momentos imperturbáveis.
Volta à realidade para respirar e rapidamente mergulha para o único lugar em que está realmente só, sem nada nem ninguém, num mundo à parte.
É ali, na água, que o pensamento voa mais do que nunca.
Por isso fui ser marinho numa outra existência. O mar é fonte de calma, vitalidade, Vida.
Talvez seja influência dosigno sob o qual nasci. Talvez seja por tantos Verões passados junto ao oceano.
Talvez seja apenas porque lá dentro nada já para além de mim, do que penso e do que sou.
Ali, sob a superfície, nada sou para além de mim mesma.

Nostálgicos jantares

E por momentos, tudo parecia ser como dantes, quando ainda eramos apenas 5 pessoas à mesa, a minha irmã não tinha enjoos da gravidez, o meu irmão não tinha sido atacado pelas hormonas da puberdade e eu não tinha um espírito crítico demasiadamente desenvolvido, nem tinha crises existênciais.
Apenas mostra como o tempo passa, as pessoas mudam e a vida continua.
Agora, quando não somos 4, na mesa já há sete pratos, e em breve temos de começar a pôr um oitavo. Em compensação pela mudança, a família cresce a olhos vistos.
Os momentos em que tudo parece ser como dantes não deixam de ser preciosos, apesar de nada voltar a ser como era antes.

" Up" (2009)


De: Pete Doctor
Argumento: Pete Docter e Bob Peterson

Carl sonhava com aventuras na América do Sul, tal como Ellie, uma pequena aventureira que conhece e com a qual partilha um sonho, e uma vida.
Com a morte de Ellie, o já velho Carl pretende enverdar pela aventura que prometera à mulher e nunca conseguira cumprir, agora com uma companhia bem diferente: o pequeno Russell, um prestável explorador da Natureza.
E a viagem começa com uma casa voadora.

Up é altamente. É mais do que altamente! Para mim, é o filme perfeito: aventura pela Natureza, o sonho de voar, e até uma belíssima história de amor.
A história, já por si, promete. Está repleta de sonhos e fantasias e novos conhecimentos, transmitindo às crianças os bons valores da amizade e bondade e que sempre podemos sonhar, à boa maneira da Disney.
Acaba, como era esperado, por ser um filme extremamente divertido, para miúdos e graúdos.

Está um filme muito bem executado, sem esquecer pormenores que por vezes escapam nos filmes de animação.
No entanto, penso que poderiam tirar mais partido da tecnologia 3D; quem paga mais 2 euros e pouco para ver o filme em 3D não sai satisfeito. Claro que não podemos negar que a acção se torna mais realista, mas a maior beleza das três dimensões - pelo menos para mim - é aquela sensação de que tudo está a acontecer mesmo em cima do meu nariz, que sou eu a levar com os dardos tranquilizantes.

Outra das belezas de Up é a sua actualidade.
Ao longo do filme, mesmo que passe quase despercebido, temos a abordagem de alguns problemas actuais, como o crescimentos de uma cidade sem familiaridade e o quase abandono dos filhos pelos pais trabalhadores, através de Russell e de Carl.

Mas o mais incrível em Up é que o mais importante é aquela aventura, a concretização daquele sonho, e tudo o que o engloba; nada acerca das personagens nos é revelado se não for relevante.
Não há história a mais. Há apenas a história.


(este é sem dúvida dos melhores filmes da Disney/Pixar, e um dos meus predilectos - cada vez mais fã da parceria)

Novo começo

Não posso negar um certo... aumento de tensão, ao saber que o ano lectivo está aí a vir.
Não que esteja especialmente entusiasmada com o início das aulas; apenas sei que, com o mês de Setembro, vou reencontrar caras amigas e volto a aspectos da minha rotina que me são preciosos.
E este ano há algo mais: sou finalista.

É algo estranho, saber que para o ano tudo será diferente. É verdade que disse o mesmo na transição do básico para o secundário, mas agora sim, sinto que tudo vai mudar.
Este ano vai ser o último no meio de uma mentalidade que me deixa abismada. Depois de Julho, deixo para trás aquelas pessoas que vejo todos os dias e todos os dias me mostram como sou diferente, e como me quero afastar.
Trata-se de algo mais do que puro anti-socialismo; trata-se de alinieção da mentalidade juvenil actual.

Puramente estranha.

É isto

Aqueles que nascem sob a influência da mesma estrela estão tão destinados a encontrar-se que a imagem da coisa mais bela que exista entre eles entra nos olhos de um e é logo transmitido à alma do outro. E essa transmissão é sempre conforme uma outra imagem, preexistente, que foi impressa nos celestiais véus da alma no momento da procriação. E impressa na própria alma, também

Mansilio Ficino


Sim, romântica incurável.

" The Age of Stupid "



Portugal incluído na estreia mundial.
Já está marcado na agenda.

Mais informações: The Age of Stupid website

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

LINDO!



Até dá gosto!
Seja a jogar contra coxos ou não, um 8-1 calha sempre que nem ginjas.
MEMO BOUM, PÁ!


(tenho os meus momentos de adepta ferranha)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Vítima do assassino em série

As férias são um óptimo pretexto para por-mos em dia o nosso repertório, seja musical, literário, cinematográfico ou televisivo.
Tenho vindo a aumentar o meu nestas semanas, e apesar do cinema ter tido um maior destaque, a maior suspresa que encontrei foi uma série de televisão. Mas não é uma série de televisão qualquer.



Falo de Dexter, série que tem estado nas bocas do mundo há já alguns meses, mas que só lhe tomei o gosto há dias, ao assistir a um dos primeiros episódios (em reposição na Fox, desde a 1ª temporada).
Basicamente, Dexter é sobre... Dexter Morgan, um analista forense que é, nada mais, nada menos, do que um assassino em série. Mas não é um assassino qualquer: graças aos ensinamentos do seu pai adoptivo, Dexter controla a sua sede por sangue matando apenas criminosos que conseguiram escapar à justiça.
Porque Dexter é completamente diferente. A sua necessidade de manter uma aparência normal levaram-no a manter relações superficiais com o mundo, enquanto faz justiça sem ninguém saber.

Fiquei apaixonada por esta intrigante personagem, e agora não quero outra coisa.
São passadas na televisão séries policias de todos os géneros e feitios, mas nenhuma é protagonizada pelo criminoso, pelo assassino. Esta centra-se em Dexter e no que sente, no que o move.
É um contexto diferente no que toca a séries policias.

Por isso, se ainda não tiveram oportunidade de ver, força. De segunda a sexta, na Fox, às 23.50h.
É de sangrar por mais!   (não resisti ao trocadilho)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Medo perturbador

Apesar de não acreditar na existência de silêncio absoluto, vejo-me inquietada pelo barulho. Aquele barulho que nos acorda quando julgamos existir silêncio: uma voz, o chiar da madeira, um cão a ladrar.
Perturba-me, esse barulho mínimo, especialmente na escuridão.
Como dizia alguém há uns tempos, andamos constantemente com medo. Temos medo do vento, do estalar de uma máquina, de uma peça de roupa que cai, desde que esteja escuro.
Agora, a única luz que há é a que ilumina tenuamente a minha escrita. Ouvi vozes no andar de cima e um gato a miar lá fora.
Sobressaltei-me.
Quando julgo haver silêncio, apenas o barulho me perturba.

" O Caderno Secreto de Leonardo ", de Jack Dann - Reflexão

Na escuridão que se abate sobre as cabeças, a esperança e a luta tentam prevalecer: a esperança de que a escuridão vai acabar e a luta para o tornar realidade.
Recorre-se aos mais variados conhecimentos, mas a preguiça é tanta, a esperança de alcançar algo pelas nossas mãos é tão escassa, que recorremos a uma força espiritual que acreditamos verdadeira.
Nada nem ninguém deve ser julgado por fazê-lo e por aquilo em que acredita, mas o trabalho é nosso, não de Deus.

Condição humana

E por que queremos participar pessoalmente? Porque queremos saber o que se sente, o que se vê. A curiosidade é a essência da existência humana. O destino da nossa espécie é a exploração. Por que motivo é que os grandes exploradores deixaram as costas portuguesas e correram riscos para encontrar uma nova rota para a Índia ou para descobrir novas terras? Pela mesma razão que fomos à lua e pela mesma razão que iremos a Marte.

Eugene Cernan, comandante da Apollo XVII, último homem a pisar a Lua desde 1972


Por que haveria a curiosidade matar o gato se faz parte dele?

Memoriais e cinéfilos de topo

Terminei há tempos a leitura de Memorial do Convento, de José Saramago, e a minha opinião diverge.
Como esperava, é um autêntico suplício ler a escrita de Saramago; é uma leitura extremamente pesada e cansativa (manter uma frase durante 3 páginas é obra!).
No entanto, não deixa de ser uma leitura igualmente interessante. Devo confessar que gostei da história e de vários momentos narrativos, tal como de várias passagens particulares (algumas aqui transcritas).
Mas mantenho a minha opinião: José Saramago não sabe escrever correctamente português.

Há figuras portuguesas tomadas como génios que é quase sacrilégio quando são contestadas - não podemos negar que somos considerados hereges quando dizemos não gostar dos filmes de Manuel de Oliveira!
Talvez valorizados em demasia, talvez não, o que é certo é que se tornaram em figuras incontornáveis.
Pessoalmente, não gosto nem um pouco dos filmes do Manuel de Oliveira e considero Saramago um assassino da gramática portuguesa, mas o primeiro é exemplo para jovens cineastas, e um romance do segundo até é estudado nas escolas. O que mais têm em comum? Prémios e aclamações internacionais.
Será mais um casa de "se são bons o suficiente para serem jurí em Cannes e merecedores de um prémio Nobel (único português, deve ser dito), são bons para nós"?
Em Manuel de Oliveira ainda não encontrei muito valor nos seus filmes parados e inexpressivos, sempre semelhantes (até estou com medo porque está já a adaptar um conto de Eça de Queirós), e em Saramago, apesar de não negar o interesse das suas obras, é pena não saber escrever - por muito que digam que ganhou um Nobel, eu digo que andei 11 anos na escola a aprender que devemos utilizar a pontuação e manter um texto coerente e coeso.

Mas isto sou eu, que ou não sou bem portuguesa, ou gosto de ser do contra.

Ou então sou só desgroviada da cabeça, o que não foge muito à verdade.

Grades verdes

Sento-me no chão, à janela, na esperança de ver algo que me desperte a necessidade de anotar o pensamento.
Na verdade, não vejo nada de diferente: estou rodeada de casas habitadas e inabitadas, uns carros ocasionais, os tão necessários postes de alta tensão e lá ao fundo, mesmo ao fundo, um monte verdejante (que mesmo assim não deixa de ter sido atacado pela construção humana), tudo isto entre barras verdes; o gradeamento da minha varanda.
E apesar dos sons - os risos lá fora, os cães que ladram, os motores, os pássaros - parecerem distantes, sei que basta levantar-me e sair pela porta para me juntar a eles.
Não deixa de se aparentar com uma cela, em que eu sou a prisioneira, aqui, sentada, sem saber quem sou e porque estou aqui.
Gostava de poder voar, mas não tenho asas, nem penas ou cera para fazer umas. Fisicamente, sei que não fui feita para voar.

Observo melhor. Alguém na casa em frente se movimenta, talvez uma criança.
Agora escuto; fecho os olhos e escuto. Não há silêncio. Será o vento, ou mais um carro? Não, é o vento. A Natureza fala, está livre; e eu com ela.
Não existe silêncio absoluto; haverá sempre o som do vento, das folhas a esvoaçar; haverá sempre a respiração de alguém, o roçar do corpo em si mesmo. Não é possível existir silêncio absoluto, porque a Natureza está viva, e a vida cria o som.
Enquanto observo, continuo a olhar por entre verdes grades, mas agora consigo ver mais além. Vejo claramente os cães que ladram para lá da minha visão e os pássaros que voando cantam, tal como vejo as flores com quem o vento dança, escondidas pelas casas ou pela distância que nos separa. Vejo as casas por dentro, enquanto uma família fala, a mãe que avisa o filho, os amigos que se encontram.
Alguém trabalha, agora; oiço o martelar, vejo-o por detrás daquela casa. O trabalho não pára.
Não me encontro numa prisão, nem a minha visão é prisioneira daquilo que os olhos a deixam ver, por isso levantei-me.
Livrei-me das grades verdes, e consigo ver o mesmo que via quando as tinha entre mim e a paisagem.
Posso estar presa a um destino incerto, mas isso não me impede de ver novos caminhos, talvez por eles seguir.

Vejo alguém a partir - fecharam a porta de casa, as janelas, e entraram nos carros. Sigo-os pela estrada fora, com a música ligada, talvez a conversar, enquanto chegam a casa; a distância mantem-nos longe do olhar.
Ao fechar os olhos, cheira-me a comida. É hora do jantar.
Talvez seja a minha hora de jantar; ao fechar a janela e virar costas, vou continuar a conseguir ver tudo o que agora vejo e não vejo.
É o poder da mente, com ou sem grades verdes.

Ainda agora consigo ouvir a Natureza. Mesmo com a janela fechada.

Hoje, 27 de Agosto

Hoje é dia de alegria.
Estreia isto:

E já se pode ouvir isto:

We Werent Born To Follow - Bon Jovi

Sim, é um bom dia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O meu Memorial do Convento

(...)

(...) Fez vaga menção a pecados que, por se acumularem, vão esquecendo, respondeu que Deus vê nos corações e não precisa que alguém absolva em seu nome, e se os pecados forem tão graves que não devam passar sem castigo, este virá pelo caminho mais curto, querendo o mesmo Deus, ou serão julgados em lugar próprio, quandoo fim dos tempos chegar, se, entretanto, as boas acções não compensarem por si mesmas as más, também podendo vir a acontecer que tudo acabe em geral perdão ou castigo universal, apenas está por saber quem há-de perdoar a Deus ou castigá-lo.


(...)

(...) bendita sejas tu,noite, que cobres e proteges o belo e o feio com a mesma indiferente capa, noite antiquíssima e idêntica (...)


(...)

Ó glória de mandar, ó vã cobiça, ó rei infame, ó pátria sem justiça


José Saramago, in Memorial do Convento

Lembranças


E há 25 anos, dizem que Portugal ganhou a primeira medalha de ouro olímpica.
Carlos Lopes sagrou-se campeão em Los Angeles e fez soar o nosso hino para todo o mundo ouvir.
Há datas que devem ser recordadas, porque a História não se repete, e momento como aquele nunca mais haverá, pois primeira vez há só uma.
Heróis nacionais devem ser lembrados.



E por isso, um à parte, que um herói pode ser herói apenas porque fez rir quem precisasse de rir.
E ser actor, muito principalmente comediante, com poder para dizer mais do que a maioria, com voz que chega a todos e talento que faz sorrir qualquer um, não é fácil.

Por isso se deve celebrar Raul Solnado, que pôs o país a rir em época em que nada havia para fazer rir,e mudou o panorama cómico.
Porque fazer rir não é apenas dizer piadas. Há piadas com mais para pensar do que aquilo que se pensa.
Basta até apenas uma simples sátira à guerra, ou, quem sabe, um simples trovador.
Se não foi o primeiro, foi inspiração para muitos. O resto é conversa.

Façam o favor de ser felizes

Há 40 anos atrás



Por volta de 1969, dizem os relatos, vivia-se numa época de liberdade individual, maioritariamente nos jovens, que mantinham um perfil pacífico e boa onda. As drogas e o "free sex", tal como a música, eram denominador comum na comunidade jovem. O movimento hippie.
Houve então quem se lembrasse de organizar um evento em que, durante 3 dias, no mesmo espaço, tivessem lugar vários concertos, das bandas mais badaladas, espaço esse em que era permitido a permuta nesses 3 dias, pagando de entrada uns simbólicos 24 dolares - chamaram ao evento Woodstock e decorreu em Bethel, Estados Unidos da América, nos dias 15, 16 e 17 de Agosto.

Foram dias loucos. Para além dos concertos, que levaram aquela gente ao rubro com a presença de Janis Joplin, Santana, Jefferson Airplane, The Who e outros 28 artistas, a diversão era constante.
Naqueles 3 dias, o nudismo não incomodava e era até bem vindo, em especial nos banhos no rio; o fumo era como nevoeiro e não havia sinais de qualquer fogo; o "free sex" foi mais free do que nunca, e alguns foram os bebés que nasceram em pleno recinto - os "bebés Woodstock".
As complicações existentes graças à escassez de alimentos e higiene não abalaram ninguém, e a boa disposição estava presente em todos.
Apesar das duas mortes que ocorreram no recinto - uma de overdose e outra resultado de um atropelamento por um camião - , quem lá esteve não esquece, e quem não esteve gostava de ter estado.

Hoje, temos muitos fstivais por onde escolher, com de tudo um pouco, mas o Woodstock foi o primeiro,o único.
O Woodstock foi o pai de todos os festivais, mas nenhum o consegue igualar.

O dia 17 de Agosto, já perto do dia 18, Jimi Hendrix actuou em último.
A história termina assim, com a actuação de um virtuoso artista, mas para sempre ficará escrito que aqueles 3 dias em Agosto de 1969 foram inéditos.

" La Vita È Bella " (1997)


De: Roberto Benigni
Argumento: Roberto Benigni e Vincenzo Cerami

Guido (Roberto Benigni), italiano optimista e com grande maginação, conquista a mulher que ama, Dora (Nicoletta Braschi), e com ela forma uma família, com uma vida com tudo para ser maravilhosa.
No entanto, com a chegada da Segunda Guerra Mundial, essa vida muda, e Guido tenta afastar aqueles que ama da verdade dolorosa que se abate sobre eles.

No início, tem tudo para ser uma comédia com uma belíssima história de amor, mas La Vita è Bella é mais do que isso.
As peripécias por que Guido passa, até à forma como tenta afastar a sua família da realidade da guerra, chegam a ser cómicas, mas é um homem cheio de coragem e de amor.
É também um drama, como são todos os filmes em cenário de guerra, mas La Vita è Bella não é um filme de guerra usual, não querendo retratar a guerra - apenas mostra como alguém se pode sacrificar para salvar quem ama.

A palavra que penso que melhor pode descrever esta película é belo. É, sem dúvida, um filme belíssimo, e não precisamos de entrar em grandes detalhes técnicos para perceber isso, apesar de não podermos negar o encanto particular que Benigni dá, muito principalmente ao interpretar Guido.
O verdadeiro encanto desta obra-prima reside aí, na história, nas personagens (o optimismo de Guido é contagiante), na dimensão dada por Benigni e tantos outros. O ser em italiano ajuda.
Fiquei verdadeiramente apaixonada por tudo o que envolve o filme, e não resisti em deitar uma pequena lágrima aqui e ali.

A vida é bela, sem dúvida, e torna-se muito mais bela quando há alguém que lhe dê uma beleza maior.
Ele fez da vida algo mais belo do que aquilo que já é. É inspirador, em tantas formas.
Encontrei o meu filme preferido.

De volta às origens

De regresso, disponho de apenas mais umas semanas até voltar à minha rotina.
Para este ano lectivo que se aproxima tenho já uma data de planos que devem ser postos em prática, mas por agora, vou-me deixar aproveitar os últimos momentos de férias de que ainda posso gozar.
A praia vai ser companheira.

Sorrisos

Sorrio, porque chorar dá muito trabalho.
Não vale a pena deixar de sorrir; chorar gasta muito mais energia.
E um sorriso diz muito mais do que uma lágrima.
Sorrio, porque sorrir é comunicar; porque sorrir é mostrar que nada me afecta.

Estado de espírito

Felicidade. Estado irrisório e real, temporário mas permanente quando alcançado.
Definição pessoal (como tudo escrito num pedaço de papel e falado através da minha boca).
Irrisório, quase ilusão. A noção de permanente insatisfação torna a felicidade como inalcansável, ou apenas possível durante breves momentos. Mas é real, é sentida por cada fibra do corpo: o coração acelera, e tudo parece estar no devido lugar.
E por isso temporária - é breve o tempo em que nos sentimos plenamente satisfeitos. No entanto, nada nos tira a sensação de plenitude e acerto, companheira ao longo do tempo, mesmo que esbatida por todos os momentos passados.
Mas o idealismo - e um certo romantismo - obrigam-me a acreditar que esse estado irrisório e real, temporário mas permanente, pode ser encontrado e mantido até ao final da existência.
O idealismo faz-me acreditar que é possível. Nisso preciso acreditar para não pensar que tudo é em vão.

Até agora, não me posso queixar. Gostava de ansiar por mais.

domingo, 9 de agosto de 2009

Férias

Amanhã vou-me, desanuviando a cabeça.
Quando voltar, com certeza tenho muito para actualizar.

Inté

Sonho de uma noite de Verão

Aproximo-me do pulpito, que de longe chamava o meu nome e me traía ate si.
Ao chegar próximo dele, comecei a pensar no que iría dizer.
A pressão desapareceu por completo quando a minha boca se abriu, começando dela a sair as palavras, que quase se atropelavam, tal era a sua vontade de sair cá para fora e se mostrarem ao mundo, fazer-se ouvir.
A garganta não teve descanso durante aquele tempo, e nada mais importava do que falar, apenas falar.
A minha mente não pensava, e o discurso saía, fluente, claro, e até apelativo.
Aquilo era o que ansiava, fazer-me ouvir.

Acordei.
Alturas há em que gostava de dizer mais doque aquilo que digo.

sábado, 8 de agosto de 2009

Socorro, chegou a gripe!

Epá, mais uma que vem falar da gripe! Chiça, que isto agora não pára, é gripe aqui, gripe ali, no telejornal e na rádio... Ora bolas!
Mas sejamos realistas; eu penso que a gripe A está para nós como esteve para a Idade Média... Não, para o Renascimento... Não, para o século XIX... não me recordo de nenhuma "epidemia" tão publicitada sem sentido como esta.
E perguntam agora porque é toda esta publicidade a um vírus que já matou centenas de pessoas em todo o mundo e propágasse tão rápido como a notícia de uma qualquer nova namorada do Cristiano Ronaldo é sem sentido, e eu respondo, com certeza: é que as pessoas não têm noção que, por ano, de gripe normal, morrem muitas mais pessoas do que as que já morreram, e é apanhada por muito mais gente.
O que acontece é que este vírus - H1N1 - propágasse com muito mais facilidade,e quem morreu tinha outro tipo de doenças que agravou a gripe, ou estavam já num estado muito avançado.

Por que não se fala antes dos milhares que morrem de malária, cuja prevenção pode ser feita com um simples mosquiteiro?
Há noção da quantidade de Tamiflu armazenado desde a gripe das aves? Como escoar tanto medicamento?
E porque será que não é comparticipado, tal como a vacina, se é já considerado uma epidemia?
Eu confesso que tenho uma certa mania da perseguição, mas custa a acreditar que esta não foi uma jogada oportunista.

Sinceramente, não estou muito preocupada. Não sou pessoa para apanhar gripes, e caso tenha de ser vacinada, como doente crónica tenho prioridade. A minha única preocupação é uma irmã grávida que parece apanhar tudo o que é vírus; isso é que me preocupa.
Ah, e o dinheiro que andam a "roubar" aos que têm medo desta doença e andam já a abastecer-se do medicamento milagroso.
Mas a ser roubados estamos nós já habituados.

E que tal falar agora das urgências nos hospitais?
Não, já chega de saúde por hoje.

domingo, 2 de agosto de 2009

Sentimento de Nostalgia

O tempo passou, e eu cresci. Entrando naquele espaço tão conhecido, vejo que não fui a única.
Cresceu. O espaço é maior do que aquele de que me lembrava, as caras deixaram de ser conhecidas, mas nada mudou para mim. Tem o mesmo cheiro, aquele cheiro que não esqueço. E tem aquela sensação de conforto e isolamento do resto do mundo.
Para mim, ficou o necessário.

Mas nada se compara aquela sensação de regresso ao sítio amado. Aquele lugar em que nos permitimos sonhar e fantasiar com tudo e mais alguma coisa, em que crescemos e brincámos e fomos alguém. Em que fomos crianças.
A minha vila da maresia mudou; essa sim, mudou, mais do que aquele espaço escondido por entre as árvores que nos dáva refúgio.
A minha vila da maresia cresceu mais do que eu.
A minha vila da maresia deixou de ser apenas o meu refúgio, o refúgio dos seus habitantes e de quem ali passásse. Agora é o refúgio de tantos que querem passar bons momentos, à beira-mar.
E fico feliz pela minha vila da maresia. O que importa que mais gente te aprecie o suficiente para gostar de passar em ti os seus dias?
Apenas peço que me deixe aproveiar aquele cheiro a maresia que emana das águas geladas que me abrigavam do calor, que mantenha em si a beleza que me cativava. Sempre será a minha vila da maresia, onde me permito sonhar e fantasiar com tudo e mais alguma coisa.

Ali, sou EU. Ali, me refugio.
Para aquele sítio, nem eu mudei.

sábado, 1 de agosto de 2009

" Igor " (2008)


De: Tony Leondis

Igor é exactamente isso: um Igor. Em Malária, terra dos maiores senhores do Mal da Terra e aprisionada por escuras núvens, quem quer que tenha uma corcunda é considerado um Igor, um mero servo dos criadores do Mal. Acontece que o nosso Igor ambicionava ser um desses criadores do Mal, e vê a sua oportunidade chegar quando o seu senhor tem um acidente, fazendo passar-se por ele ao começar a criar vida para apresentar na Feira Anual do Mal. No entanto, em vez de criar um ser malígno, como sempre quisera, acabou por dar vida a... Magda (ou, na versão original, Eva), uma criatura bondosa.
Mas o malvado Dr. Schadenfreud - considerado por todos o maior criador do Mal, mas apenas um mero ladrão que rouba as invenções dos outros cientistas para ganhar a Feira Anual - tenciona raptar Magda, e apresentá-la como uma invenção sua.

Igor faz lembrar Frankenstien, com o aparecimento de uma criatura que acaba por ser tudo menos aquilo que todos pensam ser.
Apesar de ser um filme de animação, com muitas cenas e tiradas humorísticas próprias para as crianças, este é um filme muito mais inteligente, com um segundo sentido nas palavras que passa despercebido aos filhos dos pais que os levam ao cinema. Basta atentar em alguns pormenores, como o facto de serem os corcundas os menos afortunados, tal como os menos belos, a história de vida de Igor (que tirou licenciatura e mestrado em ser Igor e teve dificuldades em arranjar emprego), ou na lista de coisas que Magda tem de fazer para ser actriz.

É entretenimento, mas é lição de moral. Enquanto que os mais novos saem de lá a saber que não se devem guiar pelas aparências, e que até o mais feio pode ser belo, e que devemos lutar por aquilo que queremos, os mais velhos encontram ali um certo retrato da actualidade. Na terra de Malária (completamente isolada do resto do mundo, sem ninguém que a ajude, enquanto todos têm medo do que os seus habitantes podem fazer) os mais poderosos têm todo o poder e têm na mão os mais fracos. O próprio Rei afinal não passa de um ambicioso que, por querer tanto poder, chega mesmo a mentir a toda a sua população; e o Dr. Schadenfreud, aclamado cientista e valoroso homem, é uma fachada.
A lição de moral é também para nós.

É a escolha entre o Bem e o Mal, e entender que o Mal não compensa, e que o Bem está em todo o ser.

Sim, é um filme de animação, mas considero um must see para toda a família. É um filme extraordinariamente inteligente e, de certa forma, belo.
Muito bom.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

" Apocalypse Now Redux " (2001) - versão original de 1979


De: Francis Ford Coppola
Argumento: Francis Ford Coppola e John Milius

Em plena guerra do Vietname, o capitao Benjamin L. Willard (Martin Sheen) é enviado numa missão: partir em busca do coronel Walter E. Kurtz (Marlon Brando), um coronel americano que se barricou no Cambodja, acusado de homicídio e de utilizar métodos pouco convencionais, e eliminá-lo.
Entretanto, é-nos mostrada uma nova visão da guerra do Vietname, um dos momentos negros da História Americana.

Se existem filmes que me deixam sem palavras, este é um deles.
Com certeza que muito já foi dito acerca de Apocalypse Now, e, portanto, pouco há também a dizer, sem repetir o que já foi dito.
É chamado de épico, e eu nada acrescento. Francis Ford Coppola é apelidado de génio e eu nada digo. Marlon Brando é considerado dos melhores actores de sempre, e eu não podia concordar mais.

Coppola tem uma maneira peculiar de mostrar o que interessa e o que se torna secundário, como nos monólogos de Kurtz, em que apenas se vê uma parte da sua cara e só se ouve a sua voz. Fiquei admiradora do seu trabalho (ou, melhor dizendo, ainda mais admiradora, que Godfather é um dos meus filmes predilectos).
Tecnicamente é um filme excelente, com grande "ovação" para a equipa de som.
As cenas de batalha também são alvo de atenção redobrada, muito bem montadas _ como acaba por ser todo o filme.

E, apesar de todas as interpretações serem exemplares (com grande relevo para Martin Sheen), não posso deixar de mencionar mais alongadamente um senhor que merece respeito: Marlon Brando!
Depois de o ver como Don Corleone ou Jor-El - em Superman - , apenas para mencionar os dois primeiros trabalhos que vi com ele, um Coronel Kurtz arrebatou-me!
Considero-o, sem dúvida, dos melhores actores que já vi representar!
Aqui, ele mostrou a introspecção e mistério da personagem, talvez até mesmo a loucura que o tomava.
Intrigou-me bastante esta sua personagem, devido a todo o mistério que a envolve, a sua filosofia.

Um filme intrigante e bastante interessante, que vou de certeza ver novamente.

(esta versão é uma versão alargada, editada por Coppola em 2001, com várias cenas inéditas, considerado por muitos um novo Apocalypse Now. O próximo a visualizar será o original)

A praia sai cara

Fui multada pela primeira vez, e ainda nem tenho carro!
A viagem de comboio para Carcavelos tinha corrido bem, o dia na praia com os primos tinha sido maravilhoso, e, na viagem de regresso, estava planeado um pequeno desvio para Belém - não resistimos a um bom pastel!
Ora, até aqui tudo bem. Acontece que, entrando no comboio de regresso a Algés, entramos na carruagem em que se encontrava o revisor,o que não nos preocupou: todos tinham bilhete e eu passe, com a informação de que, com o L123, podia andar à vontade.
Senti-me extremamente "abananada" quando o senhor revisor, mal o comboio começa a andar, me diz que aquele passe só é válido até Oeiras que, para quem não sabe, é a paragem anterior a Carcavelos, indo de Algés.
Claro está que apanhei uma multa, na módica quantia de 97,20 euros. Coisa pouca.
Fiquei genuinamente espantada por saber que o passe não era válido, ainda mais quando, sem mais nem ontém, me é passada uma multa de 97 euros!
Eu podia censurar o senhor revisor por me ter multado, mas fiscalizar é o seu trabalho, mesmo quando está perante puro desconhecimento, multando em vez de aceitar que compre o bilhete na paragem que se seguia.
Censuro-o sim pela sua rudeza. E para os amigos revisores um conselho: se querem fazer o vosso trabalho, se têm de multar, ao menos não sejam mal-educados e rudes com o cliente, muito principalmente quando este não se mostrou rude convosco, nem vos faltou ao respeito!
Apenas o civismo e bons costumes censuro, ou falta deles. É claro que me sinto revoltada sabendo que terei de pagar 97 euros por não ter comprado um bilhete de 1,20 euros, quando a maioria é mandada sair para comprar bilhete; mas a revolta aumenta quando não nos sentimos respeitados. Eu, sem querer, senti-me uma criminosa!
E ao senhor revisor: peço desculpa pela minha falta de conhecimento, pois garanto-lhe que, sabendo, teria comprado o bilhete para ir de Oeiras a Carcavelos. Mas pode esperar uma reclamação, que há modos para falar com as pessoas, mesmo que não tenham pago o bilhete.

sábado, 25 de julho de 2009

A minha relíquia queirosiana

(...) Eu pergunto-me agora se não te lembras da minha voz... Eu não sou Jesus de Nazaré, nem outro Deus criado pelos homens... Sou anterior aos deuses transitórios; eles dentro em mim se transformam; eles dentro em mim se dissolvem; e eternamente permaneço em torno deles e superior a eles, concebendo-os e desfazendo-os, no perpétuo esforço de realizar fora de mim o Deus absoluto que em mim sinto. Chamo-me a Consiciência; sou neste instante a tua própria consciência reflectida fora de ti, no ar e na luz, e tomando ante teus olhos a forma familiar, sob a qual, tu, mal-educado e pouco filosófico, estás habituado a compreender-me... Mas basta que te ergas e me fites para que esta imagem resplandecente de todo se desvaneça.
Eça de Queirós, A Relíquia


E por mais que tentemos esconder, fugir à realidade de que não podemos manter duas faces para o mundo, um dia será provada a inutilidade da hipocrisia.